História Minha Salvação - Capítulo 49


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Bertolt Hoover, Connie Springer, Eren Jaeger, Erwin Smith, Grisha Yeager, Hange Zoë, Historia Reiss, Jean Kirschtein, Kenny Ackerman, Levi Ackerman "Rivaille", Marco Bott, Mikasa Ackerman, Personagens Originais, Petra Ral, Reiner Braun, Sasha Braus, Ymir, Zeke Yeager
Tags Ereri, Lemon, Riren, Yaoi
Visualizações 465
Palavras 5.953
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ooiie meus amores, como estão? Espero que bem ❤

Mais um capítulo para vocês, era para ter saído maior, mas não deu para escrever mais, contudo creio que vocês vão gostar >< Aviso da autora: Preparam o coração pois esse está cheio de tiros hehehe Não revisei o capítulo; então já sabem. Sem mais delongas, boa leitura!

E até as notas finais!!

Capítulo 49 - Capítulo XLIX - Efeito dominó


Fanfic / Fanfiction Minha Salvação - Capítulo 49 - Capítulo XLIX - Efeito dominó

O silêncio crucial deixava a atmosfera ainda pior se fosse possível, os jovens encontravam-se sentados na sala de espera do hospital com as mentes desligadas de tudo que acontecia ao redor, não focavam em nada sem ser os gritos que ouviram, das explosões e do corpo ensanguentado de Sasha sendo levado pela ambulância.

A emergência não demorou a chegar no local, e assim que passaram pela porta do restaurante se depararam com a cena de Connie segurando o corpo da noiva nos braços, suas roupas estavam cobertas de sangue. Sangue de Sasha. O choro do jovem se prendeu em sua garganta, e só conseguia apertar o corpo da garota contra o seu pedindo para que ela acordasse com a voz carregada de sofrimento. Eren com a ajuda do Ackerman desceu as escadas, se sentia tonto e fraco, mas não era pela explosão, se sim pelo que estava vendo. Christa acordou após Ymr a chamar várias vezes por seu nome, a loira estava bem, só com alguns arranhões pelo corpo como todos os demais. Desceram as escadas com um pouco de dificuldade, e quando por fim chegaram no primeiro andar, não conseguiram esconder o mal estar ao verem o corpo da amiga daquele forma juntamente com a voz de Connie. 

Não sabiam como lidar com tudo aquilo. Um momento de alegria se transformou em dor em um piscar de olhos. Ainda não parecia real, Eren desejava que fosse um pesadelo e que quando acordasse tudo voltasse para o instante em que estavam em casa, onde a risadas das garotas ainda prevaleciam. Onde podia ver Mikasa, Annie, Ymr, Christa e Sasha rindo na sala provando vestidos e contando piadas. Esse desejo nunca lhe pareceu tão distante da realidade. 

Alguns paramédicos foram direto para o corpo da garota, e outros foram em direção às pessoas feridas que desciam as escadas aos poucos. Ninguém parecia gravemente ferido, somente arranhões e leves fraturas, mas ainda sim receberam assistência dos médicos e socorristas que aconselharam todos a irem para o hospital para receber cuidados e checarem se não haviam sofrido nenhum ferimento mais grave. Ninguém possuía voz para responder a esse pedido, e por isso Levi respondeu a pergunta do médico afirmando que aceitavam ir. 

Queriam ir até Connie e consolar o amigo, mas o rapaz não se afastava do corpo da noiva, e assim que ouviram a voz do médico dizendo que não havia nada a ser feito no estado que Sasha se encontrava os choros vinheram a tona, os soluços e as lágrimas não pararam. Christa teve que segurar em Ymr para não cair, sendo amparada pelo socorrista próximo. Nenhum deles acreditava no que estava acontecendo, mas era real. Sasha estava morta. Ao se passar alguns minutos para dirigirem o que ouviram, Eren se soltou do abraço do Ackerman que estranhou de início a atitude do moreno, que caminhou em passos relutantes até Connie que olhava para o corpo da noiva em silêncio com lágrimas grossas a lhe descer o rosto. Eren respirou fundo encontrando forças para se abaixar ao lado do amigo, e segurar o braço do mesmo dizendo que teriam que deixar que a levassem. 

O menor não queria deixar que o corpo da amada fosse levado, mas o moreno segurou os braços do amigo que gritava dizendo que não poderia permitir que a tirassem dele, e só se acalmando quando Eren o segurou com força. Foram minutos longos até Connie se acalmar e concordar em seguirem para o hospital, talvez ainda houvesse nele a esperança de que quando o corpo de Sasha chegasse lá, ainda pudessem ouvir um "ela vai ficar bem" ou "ela ainda está viva", mas por mais cruel que fosse, isso não aconteceria. Assim que puseram os pés no hospital, perguntaram sobre a moça que haviam trazido, e com o semblante triste da enfermeira chamando o médico, souberam que não houve nada a ser feito. 

Os enfermeiros queriam cuidar dos ferimentos deles e permitiram após a insistência do Ackerman, dizendo que infelizmente não havia nada a ser feito. O que os preocupava era a expressão perdida de Connie, que olhava fixamente para o chão e não respondia nenhuma pergunta, nem mesmo dos seus amigos. Todos o entendiam, e não sabiam o tamanho da dor ao qual este passava, não existia palavras para o consolar ou atos, nada traria de volta à pessoa a qual ele amava. 

Eren fechou os olhos, encostando sua cabeça no ombro de Levi que apertou a mão do moreno. Annie, Mikasa, Ymr também estavam em silêncio olhando para Connie que parecia estar em um mundo paralelo aquele, e para dizer a verdade, também queriam estar. Jean trocou olhares com Mikasa e Armin ao seu lado. O que deveriam fazer? O que deveriam dizer? Tudo parecia tão insignificante. Aguardavam o retorno de Christa, o médico dedicou checar para ver se a loira estava realmente bem, já que esta desmaiou na explosão. Hanji limpava algumas lágrimas, não querendo que os jovens a pegassem chorando. Para os mais velhos, eles deveriam ser o apoio dos mais novos e os consolar, sentiam a perda de Sasha, mas não como eles, que a conheciam desde crianças. 

"Porque...porque isso aconteceu? Porque?", o dono de olhos cinzas se perguntava sem parar a minutos. Porque uma garota que nem havia começado a vida, teve que a perder assim? Não pode ter filhos, se casar com a pessoa que amava, não pode conhecer lugares, realizar sonhos ou desejos. Tudo isso foi tirado dela em segundos, ela não merecia isso. Todos fitaram o corredor vendo Christa aparecer com curativos na testa e com os olhos vermelhos pelo choro que a acompanhava desde a saída do restaurante. O médico explicou que todos estavam bem, os arranhões eram superficiais e nenhum ferimento grave havia ocorrido, agradeceram o médico automaticamente, porque no fundo não tinham vontade de agradecer a nada. Se levantaram, e olharam para Connie que ainda olhava para o chão, provavelmente não tinha ouvido nada que o médico dissera, e provavelmente sua mente ainda estivesse no restaurante segurando o corpo da noiva. 

- Connie? - Eren colocou a mão no ombro do amigo que não mostrou nenhuma reação - Vamos para casa, não... - Não sabia o que dizer, as palavras se perdiam em sua garganta - Não há mais o que fazer, você precisa descansar e....

- Ela estava grávida. - O murmúrio do menor foi inaudível, fazendo todos o fitarem confusos.

- O que? - Annie perguntou fitando o rosto do jovem que ainda estava de cabeça baixa.

- Sasha estava grávida. Ela havia me contato ontem. - O sorriso triste se formou, e ninguém conseguiu esboçar reação perante o que ouvia - Estava de dois meses, ela me contou ontem. Ela falou que queria contar para vocês no jantar, mas... - Um soluço interrompeu a fala do garoto, que colocou as mãos na cabeça - Mas agora ela morreu junto com o meu filho, como posso viver agora sabendo que eles se foram? 

Annie colocou a mão na boca sentando-se de volta arregalando os olhos, sentiam-se quebrados, sem chão. Christa foi abraçada por Ymr, e o mesmo aconteceu com Armin que também deixou que as lágrimas vinhe-se. O restante ficou inexpressível, perdendo o próprio raciocino, nem mesmo Levi ou Hanji conseguiram ter alguma reação diferente. Eren segurou o choro, abraçando o amigo que se deixou chorar em seu ombro com pesar, descarregando toda a dor que estava sentindo. E os outros seguirem o mesmo ato do moreno, abraçando o jovem sem vergonha de estarem sendo vistos daquela forma vulnerável. Quem se importava para aparências diante daquelas notícias? Diante da perda? Pouco se importavam com o que pensavam deles, queriam apoiar Connie que passava pelo momento mais delicado de sua vida. 

Foram para casa nos dois carros, entretanto quem dirigiu ambos foram os mais velhos, vendo que nenhum dos mais novos tinha cabeça para encarar o volante no estado abalado que se encontravam. O caminho até a residência se seguiu em total silêncio, Connie foi no carro de Levi sendo abraçado por Annie que tentava ser forte para que o amigo pudesse sentir algum conforto. Ao chegarem em casa o clima somente piorou, de repente as memórias vieram em uma avalanche para todos. Se recordavam de horas atrás quando a alegria contagiante da garota estava presente na casa para a noite que seria uma das mais importantes na vida dela, mas agora era uma noite ao qual ninguém jamais esqueceria pelos piores motivos. Decidiram arrumar colchões na sala para dormirem, e tiveram que dar um remédio para que Connie conseguisse dormir, não poderiam fazer isso todos os dias que se seguiriam, mas no atual momento pareceu o certo a se fazer. Eren insistiu para que tanto Hanji como Levi ficassem a noite com eles, e por fim resolveram ficar para ajudar os jovens no dia seguinte. 

- Você deveria dormir. - O Ackerman apareceu atrás do moreno que estava debruçado na sacada do seu quarto. 

Já se passavam das três da manhã, todos dormiam no andar de baixo nos colchões improvisados, demoraram para conseguirem pegar no sono, e quando Levi despertou notou a falta de alguém ao seu lado. Não viu Eren na cozinha, então deduziu que este estivesse no quarto. 

- Eu não consegui... - Admitiu triste, virando-se para o professor que sentiu seu coração se apertar ao ver o semblante de dor do jovem - Eu não consigo esquecer o corpo dela estando... 

- Sh...eu sei, eu sei... - Abraçou o maior, passando a mão nas costas e cabelos castanhos. Queria poder tirar a dor do moreno, de seus amigos, mas não podia - Eren eu...sinto muito, sinto muito por isso acontecer, se eu pudesse....

- Nada foi culpa sua. Os polícias disseram que foi um assalto, as explosões eram para distrair e conseguiram, talvez a intenção dos assaltantes não fosse matar ninguém, mas mataram. Droga, ela era tão nova Levi, não viu nada do mundo. Ia se casar e formar uma família, eu não sei o que dizer para o Connie. Nada do que eu diga vai tirar a dor dele, eu me sinto inútil. - Desabafou fitando o mais velho brevemente antes de abraça-lo novamente - Eles iam ter um filho, iam ser felizes, mas agora... - Lágrimas silenciosas desciam por suas bochechas - Agora tudo se foi... 

Levi sabia que palavras não seriam suficientes, então só retribuiu o abraço, beijando carinhosamente o pescoço do moreno querendo lhe passar conforto. Afinal, estaria ao lado de Eren para o que der e vier, e nem sempre seriam coisas boas. Ficaram nessa posição um bom tempo até se distanciarem.

- Vou ligar para os pais dela, eles precisam saber. - Limpou o rosto, fitando o rosto do Ackerman - E temos que cuidar do velório.

- Você não precisa...

- Eu preciso. Eu preciso fazer isso pelo Connie que não está em condição de pensar nisso, fazer pela Sasha. - Cortou a fala do menor que assentiu - Obrigado por estar com a gente, por estar comigo. - Disse com um meio sorriso triste, pegando na mão do mais velho - Você ajudou todos nós hoje, tanto no restaurante como no hospital.

- Eren, não precisa agradecer. Eu faria tudo de novo, são seus amigos e os considero também. - Beijou a testa do jovem que corou minimamente - Vou ajudar você com o enterro.

- Não precis....

- Eu vou ajudar. - Afirmou decidido - Eu quero fazer isso por ela, e pelo Connie. É o máximo que posso fazer diante da situação.

- Obrigado. - Uma lágrima solitária desceu por sua pele, sendo limpa pelo polegar do Ackerman.

- Agora vamos tentar dormir, você precisar estar disposto daqui a algumas horas. 

Eren concordou amuado, pegando na mão do professor deixando-o guiar para a cama do seu quarto. Deitaram-se, abraçando um ao outro buscando proteção em meio às diversas sensações ruins, os carinhos do Ackerman em suas costas fez com que pegasse no sono poucos minutos depois. "Eren, eu sinto muito. Não era para ter acabado assim...", apertou o corpo contra o seu pedindo aos céus que diminuísse a dor dos corações, não só do moreno como de todos que sentiam a perda de Sasha.

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O sol daquela manhã de segunda-feira não tirava o clima melancólico que se seguia na cerimônia fúnebre, a única voz ouvida era do homem religioso que proclamava palavras sagradas e reconfortantes. Todos estavam fitando o caixão sabendo que ali continha o corpo de Sasha. Christa chorava em silêncio ao lado de Ymr que abraçava a namorada com os orbes castanhos marejados, Mikasa estava ao lado de Hanji, Annie, Armin e Jean que não escondiam a tristeza ou os semblantes dolorosos perante a voz que guiava o funeral. Eren estava ao lado do Ackerman, segurando a mão do mais velho enquanto encara o caixão com pesar, não chorava, disse a si mesmo antes de sair de casa que seria forte, que não deixaria as emoções falarem mais alto. Afinal, Connie era o que mais precisava de apoio naquele momento, este que estava um pouco a frente com o rosto perdido e inexpressivo.

No dia anterior, cuidaram do velório com a ajuda dos mais velhos, que não os deixaram um segundo sequer, alegando que não era obrigação o que estavam fazendo. Todos agradeceram ambos, e Eren ligou para os pais de Sasha, mas quem atendeu foi uma empregada que trabalhava na casa destes dizendo que os pais da garota não estavam. O moreno não queria dar uma notícia daquelas passando uma mensagem para a mulher que diria para eles depois, sendo assim pediu para que quando voltassem retornassem a chamada urgentemente, ressaltando que o assunto era a filha deles. Contudo não recebeu uma ligação de volta, ligou de novo a noite, mas a empregada atendeu novamente, afirmando que os patrões ainda não haviam voltado. Porém, Eren sabia o tom da mentira na voz da mulher do outro lado da linha, eles tinham retornado sim, mas não queriam saber sobre a filha deserdada. Não iriam no casamento dela, isso já era um sinal claro mostrando que não se importavam com Sasha. Poderia ter encerrado a ligação ali, mas não o fez, e disse as palavras que lhe cortavam a garanta, contou que a filha do casal havia falecido em um acidente. E a resposta foi "eu sinto muito, mas como bem sabe ela não faz mais parte da família Braus".

E naquele exato momento todos estavam ali, amigos da faculdade de Connie e de Sasha, que estudavam com ambos a quase quatro anos, Nicole e Elisa também estavam presentes. Menos os pais da garota e de Connie. E naquele momento Eren enxergava que família não significava o sangue, ia muito além disso, era apoiar, estar presente e amar. Sabia disso muito bem, a única pessoa que compartilhava seu sangue e o amava morreu a anos atrás. Grisha? Zeke? Não eram sua família. Nunca foram. Seu pai não se importava consigo, possuía a obrigação de cuidar porque era filho da mulher que ele amou, nada mais. E Zeke era seu meio-irmão, que não hesitaria em lhe matar para conseguir o que quer. Seus amigos eram sua família, e em meio a esses pensamentos fitou Levi que possuía o semblante neutro, mas os olhos cinzentos diziam tudo. Também estava sofrendo. 

Suspirou baixinho, levando a mão do professor até seus lábios o beijando, e com um sorriso fraco encostou sua cabeça no ombro do Ackerman. Não sabia o que iria fazer sem o mais velho estando consigo, pensou nisso o dia todo. Se algo tivesse acontecido com Levi não saberia o que fazer, e só com a possibilidade de o perder seu coração se quebrava. O que lhe fazia imaginar a dor de Connie. Ao fim da cerimônia seguiram para a cafeteria, Elisa disponibilizou o local para depois do velório. Onde todos se acomodaram servindo-se de bolos ou cafés enquanto conversavam e davam os pêsames, porém em uma das mesas afastadas estava Connie fitando o lado de fora da vitrine distante do que acontecia ali. 

- Ele não está nada bem... - Jean murmurou olhando para o amigo de longe.

- Como ele pode estar bem, depois de... - Ymr se calou desviando os olhos para o copo de café que segurava.

- Ninguém está bem. - Armin falou com tristeza - Vai ser difícil para ele, mas temos que mostrar para o Connie que ele não está sozinho. Vamos o ajudar.

- Eu não sei Armin... - Eren fitava Connie com um ar pensativo - Talvez não seja o suficiente.

- Como assim? - Christa perguntou confusa.

- Não podemos fazer nada sobre a dor dele, o máximo que podemos fazer é estar com ele, mas talvez ele precise de mais.

- Espera, está falando sobre os pais dele? - Mikasa possuía ironia na voz.

- Só pode estar brincando! - Annie exclamou ao ver a confirmação do moreno - Eles não se importam Eren, eles nem se deram ao trabalho de vir no jantar de noivado. São como os pais da Sasha, dois hipócritas que só visam dinheiro. Não aceitavam a relação deles e não se importavam com eles, para ser sincera aposto que deram graças a Deus depois que ela morreu! 

- Annie! - Mikasa repreendeu a loira que falava sem pensar.

- É a verdade, eles são pessoas ruins. Se ligarmos para os pais do Connie, eles vão dar a mesma resposta que ouvimos dos pais da Sasha. Eles não vão sentir muito, não vão se importar com a dor dele e nem vão se dar ao prazer de vir aqui para consolar o filho que está de luto pela noiva. - Annie terminou sua fala se afastando do balcão, dizendo estar cansada daquela conversa.

- Acho que você tem razão. - Armin suspirou colocando a mão no queixo.

- Sério? - Mikasa levantou uma sobrancelha em deboche.

- Sim. Não importa como foi a relação deles nesses últimos anos, são os pais dele. E além do mais, os pais do Connie mesmo não aceitando a relação, amavam o filho e o apoiavam em outras coisas. - Armin completou seu raciocínio.

- Verdade. Eles sempre ligavam pro Connie para perguntar como ele estava, principalmente nas datas comemorativas que não passavam juntos. - Ymr relembrou os amigos.

- Enfim, só estou sugerindo que talvez ele precise do consolo dos pais. Ele não vai ligar porque vai pensar que é fraqueza da parte dele, o que é uma besteira. Só digo isso porque se minha mãe estivesse viva, eu queria que ela estivesse comigo nesse momento. - Deu de ombros, deixando o restante dos amigos reflexivos com o que falará, principalmente Christa e Jean que entendiam o peso das palavras de Eren.

Do outro lado da cafeteria se encontrava Levi com um copo de café em mãos e um semblante pensativo, o Ackerman achou melhor deixar os jovens sozinhos junto com Connie que parecia não estar presente durante toda a cerimônia, e pelo que pode observar o garoto se mantinha assim desde que chegaram no estabelecimento. Era normal, depois de uma perda as pessoas tendem a se afastar para lidar com o luto e com a falta da pessoa que perdeu, mas olhando para o jovem parecia ser um caso mais complicado. Connie não mudava as expressões um segundo, se assemelhava a uma casca vazia, talvez fosse o jeito dele de lidar com o luto, ou talvez a forma de fugir dele. Se isolando em canto para evitar a realidade, as perguntas e questionamentos, evitando a presença das pessoas que lhe faziam recordar da morte da noiva.

- Nossa eu não aguento mais esse clima. - Hanji sentou-se ao seu lado, massageando as temporadas cansada - Tudo isso é sufocante, não posso ficar um minuto sem pensar em tudo que aconteceu.

- Eu sei. - Levi mordeu o lábio inferior, pegando na mão da maior fraterno - Isso tudo me faz reviver coisas que preferia esquecer, mas eles precisavam da gente. 

- Tem razão, o Connie...eu tentei falar com ele quando chegamos, mas ele só disse um obrigado distante e foi se sentar. Está até agora daquele jeito. - Olhou para o garoto, respirando profundamente como se esse ato fosse difícil de realizar - Eu sinto tanto por ele. E o pior que não a nada que possamos fazer para o ajudar, só o tempo pode fazê-lo se sentir melhor. 

- Quem sabe. - Murmurou, balbuciando um gole da bebida quente - Mas ainda sim restará a saudade que ela deixou, ele vai ter que lidar com isso.

- Isso é verdade... - Falou derrotada, colocando a cabeça nas mãos - Levi, algo aconteceu, não é? - Perguntou após alguns minutos em silêncio, atraindo o olhar surpreso do menor - Digo isso porque desde ontem você anda muito pensativo, não que essa situação seja fácil, mas sinto que você está assim por outro motivo.

O Ackerman fechou os olhos brevemente, pensando no que responder, decidindo ser sincero em relação a isso.

- Naquele dia eu ia contar toda a verdade pro Eren, sobre seu pai e sobre mim. - A mulher de óculos arregalou os olhos - Mas não consegui dizer, na hora a Annie entrou para irmos pro restaurante.

- E você mudou de ideia em falar? - Quis saber.

- Claro que não, eu não quero viver ao lado dele com segredos de novo, mas ontem estava passando na televisão a notícia sobre a explosão no restaurante, e algo me pareceu estranho. - Disse lembrando-se da notícia que virá no dia anterior - Disseram que era um assaltado, mas não roubaram nada.

- O que? - Hanji estranhou de imediato - Não pegaram o dinheiro?

- Não. A polícia disse que foi por falta de tempo, mas nos dois sabemos que havia tempo suficiente para pegarem o que quiserem e fugir sem ninguém os ver. Foram várias explosões consecutivas, tiveram tempo Hanji para furtarem, mas não fizeram. O que me leva a questionar se de fato foi uma tentativa de roubo, e não outra coisa.

- Outra coisa? Isso é impossível Levi! O Kenny está morto, ninguém mais tem motivos para vir atrás de você. - Sussurrava com cuidado para não serem ouvidos por ninguém próximo.

- Atrás de mim não, mas do Eren. - Era perceptível sua preocupação, penava nesse assunto a horas, e tudo só levava a uma pessoa - O Zeke faria de tudo para o achar.

- Levi, eu entendo que você está cismado com o que houve no restaurante, que esteja frágil pela morte da Sasha, mas não podemos associar tudo ao Zeke ou a máfia. Seria paranoia nossa. E porque o Zeke faria todo aquele show de explosões em vez de aparecer como ele normalmente faria? Não faz sentido. Com tudo que ouvi dele, ele é o tipo de pessoa que não fica de conversa fiada ou só fazendo ameaças sem cabimento. Ele quer o Eren e viria até ele sem hesitar se tivesse aqui, ele poderia matar os amigos do Eren, mas sabendo de quem se trata, ele o mataria sem pensar duas vezes. Não montaria um teatro para isso, não acha?

- Eu não sei, eu não sei... - Suspirou várias vezes tentando encontrar outra resposta para o acidente que acarretou na morte de Sasha, mas sua mente o levava para a primeira hipótese como um imã - Eu só sei que preciso contar a verdade logo.

- E você vai, mas só espere alguns dias. O Eren está preocupado com o Connie, e triste pela perda da Sasha como todos nós. Se você contar agora a reação dele pode não ser uma das melhores, não pelo que você disser, mas sim ao juntar com tudo que está acontecendo no momento. - Aconselhou o Ackerman, que concordou com as palavras da mais alta voltando a fitar a mesa onde Connie continuava sentado com o mesmo olhar vago de antes.

Quando o ponteiro se aproximou das três da tarde, às pessoas começaram a se despedir e voltarem para suas casas, as nuvens se formavam no céu dando-lhe um aspecto nublado e chuvoso. As minúsculas gotículas de água caiam em uma garoa fina, mas que parecia engrossar ao passar dos minutos. Haviam agradecido Elisa por disponibilizar o café naquela data, e o sorriso compreensivo da mulher junto com palavras de apoio para o que precisassem aqueceu os corações dos jovens, que se encontravam feridos pela perda da amiga. 

- Obrigado por estar conosco hoje. - Eren sorriu ligeiramente, abraçando o Ackerman que o acolheu em o moreno em seus braços - Não sei o que faria sem você. - Segredou perto do ouvido do professor.

Sorriu de lado, beijando a bochecha do mais novo que inspirou o ar fresco que a chuva trazia.

- Eu queria muito ficar com você hoje, mas o Connie...

- Não, eu entendo. Ele precisa de você. - Se separou do maior, acariciando o rosto do jovem - Vai para casa, eu te ligo mais tarde. 

Ouviu outro agradecimento de Eren, que colou seus lábios brevemente antes de acenar entrando no carro de Jean, onde todos os outros o esperavam para voltar para casa. Hanji se despediu dos jovens, voltando para o lado do Ackerman, observando o carro sumir de suas visões.

- Eu espero que fique tudo bem. - A mulher de óculos desejou com tristeza na voz.

- Eu também Hanji... - Desviou os orbes para o céu cinzento - Eu também...

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Os olhos esverdeados fitavam o lado exterior da cafeteria, distraído com a chuva que caia fortemente do lado de fora. Os dias pareciam se arrastar, não existia mais alegria nas conversas com os amigos, o céu nublado fazia jus ao seu animo. Pela primeira vez em tanto tempo se sentia pesado, o ar doía quando respirava, e sentia a pequena dor agoniante em seu peito ao se lembrar de Sasha. Contudo, tudo se agravava ao ver a situação de Connie. Cada vez mais o amigo de afundava na tristeza, se esquivava de perguntas ou da presença das outros pessoas. Hoje completava quatro dias desde o enterro, foi tudo tão doloroso, e muitas achavam que a dor acabaria ali, que após enterrarem a garota poderiam seguir em frente sem culpa ou remorso, mas não era assim. Estava sendo difícil continuarem suas vidas tentando não pensar na perda que tiveram, tentando não desmoronar a cada segundo. Permaneciam com suas rotinas, indo trabalhar e estudar, mas a cada passo que davam se recordavam dela e a dor ainda viva que sentiam parecia os sufocar. 

Connie parou de frequentar a faculdade, não saia de casa, passava as horas trancado no quarto que antes dividia com a noiva. Eren e os outros tentavam de todas as formas o animar ou lhe tirar de dentro de casa, mas não funciona. As respostas do jovem eram sumárias e vazias, escondia seu sofrimento com as expressões desinteressadas e ocas. Isso demonstrava o estado em que chegará. Quando conseguiam o fazer sair do quarto, Connie se limitava a poucas palavras. Não perguntavam sobre Sasha para ele, pois sabiam que não ajudaria em nada, mas tinham o conhecimento que toda sua dor era direcionada para a garota. Era nítido como o próprio estava se martirizando, e principalmente se destruindo. Era óbvio que para o jovem, toda sua felicidade foi tirada de si e não lhe restava mais nada.

Todavia, não deixaria ele se sentir assim, e por essa razão que chegaram a uma conclusão na quinta, ligariam para os pais do mesmo.

E foi exatamente o que fizeram, Eren ligou para a mãe do jovem que o atendeu prontamente, perguntando do filho e não escondeu a real situação. Ouviu como a voz da mais velha se quebrou quando recebeu a notícia da morte da noiva de seu filho, e não tardou a contar como ele estava e o motivo da sua ligação. Esperou uma desculpa, achando que a mulher não viria até a Austrália por conta de Connie, mas se surpreendeu ao ouvir com convicção do outro lado da linha que Rosalina, mãe do amigo, viria para o ver. Isso despertou um fio de esperança em si, talvez com a mãe o outro pudesse ter forças para se reerguer novamente, aos poucos ele poderia sair da tristeza e quem sabe, curar seu coração.

Era fato que sempre haveria uma parte dele que amaria Sasha, sentiria sua falta e pensaria nela, mas talvez com o tempo ele sentisse tudo isso com menos dor, e sim, com uma saudade que aquece o coração. Seria um longo caminho, não existia fases corretas ou um tempo limite, só a paciência e a vontade dele mesmo em seguir em frente, mas mantendo vivo a memória da amada. 

Seus devaneios foram interrompidos com o som da mensagem chegando em seu celular, pegou o aparelho do bolso da calça, desbloqueando a tela inicial onde uma foto sua e dos seus amigos estava no fundo, onde também se encontrava Levi e Hanji. Tiraram essa foto dias antes do jantar de noivado. Clicou na notificação, lendo a mensagem do Ackerman. 

Mensagem>Levi 

Oie meu amor, desculpa te incomodar sei que deve estar no trabalho ainda, mas eu gostaria de pedir que se possível depois do trabalho você passasse aqui em casa. Eu preciso conversar com você. É importante.

Mensagem<Levi 

Seu coração se apertou, odiou ler aquilo. E seu cérebro puxou anos atrás quando recebeu uma mensagem parecida com essa, e no fim o Ackerman terminou consigo e foi embora sem se despedir. Era tolice associar a isso, mas não podia conter sua mente paranoica. Quando perdoou Levi, e o aceitou por completo ainda havia resquícios de receio da sua parte, mas aos poucos sentiu o amor do mais velho, sentiu as palavras verdadeiros e os atos verdadeiros. Compreendeu então que o menor realmente se arrependeu por antes, e que dessa vez ele estava tentando fazer tudo diferente. Sua confiança no professor era total, alguns poderiam julgar como burrice de sua parte se entregar de novo para ele e outros poderiam ver como dependência do mais velho. Mas na realidade era amor, nunca o odiou, só ficou chateado e com medo depois de tê-lo perdido, mas agora nada desses sentimentos destrutivos restou. Porém, com a mensagem que lerá, sentiu o sentimento característico de antes, e isso já era suficiente para temer e imaginar o pior.

- Terra para Eren! - Annie estalou os dedos na frente do seu rosto, lhe despertando do conflito que sentia ao reler a mensagem do professor e confirmar o pedido do mesmo.

- Desculpa. - Pediu suspirando.

- Estava distraído. O que foi? - A loira perguntou se debruçando no balcão.

- Nada, é só que...eu poderia sair mais cedo hoje? Eu tenho que passar no apartamento do Levi. - Entortou os lábios.

- Tudo bem, eu fico junto com a Ymr, mas aconteceu algo? - Perguntou preocupada.

- Não, ele só disse que precisa conversar. Eu não estou o vendo muito esses dias, depois do trabalho sempre vou para casa e de manhã ele está na escola. - Contou desanimado. 

- Eu sei, esses dias tem sidos difíceis. Só espero que com a chegada da mãe do Connie, que ele se sinta um pouco melhor. É horrível ver ele desse jeito. - Annie falou com pesar - Eu odeio ver ele assim, não sorri mais, não come direito e se isola da gente. Fico preocupado de ele fizer alguma besteira.

- Olha, não vai ser fácil para ele, contudo ele tem a gente. Nos o amamos e vamos o apoiar e ajudar. Somos amigos dele afinal. - Sorriu carinhosamente para a menor que acenou concordando. 

Ao dar pra horário, saiu da cafetaria junto com Jean, deixando Annie e Ymr encarregadas de fechar o estabelecimento. Em certa altura se separou de Jean, seguindo para o caminho do apartamento do Ackerman. Ao subir o andar onde o mesmo residia, bateu na porta algumas vezes com o frio na barriga, todavia era uma mistura de nervosismo com saudade, já que no dia anterior não viu o professor. "O que será que eles quer falar comigo? Deus...que não seja terminar comigo e...merda eu disse que não ia pensar nisso!", se xingou em pensamentos ouvindo o barulho da porta sendo destrancada.

- Chegou cedo. - A voz de Levi ressoou em seus ouvidos, abrindo um pequeno sorriso de canto.

- Me disse que era importante. - Deu de ombros, beijando o Ackerman rapidamente. 

Entrou no apartamento, sentindo o cheiro de comida recém preparada. Dirigiu-se até a sala, virando-se para o mais velho que possuía um semblante apreensivo. Poderia ser só uma impressão, ou estava nítido o receio nos orbes cinzentos. Como não ouviu Hanji, soube que a mulher provavelmente havia saído para os deixar a sós, o que aumentava a aflição em seu ser.

- Levi, está tudo bem? - Resolveu perguntar quebrando o clima tenso que começa a surgir.

- Eu...preciso falar sobre um assunto com você...

- Você não vão terminar comigo, vai? Da última vez que ouvi isso você foi embora e terminou comigo sem nenhuma explicação decente. - Não foi sua intenção soar rude ou rancoroso, pelo contrário tentou descontrair a tensão que pairava sobre o professor, mas suas palavras tiveram efeito reverso - Me desculpe, é que estou... - Pirrageou, mordendo o lábio antes de prosseguir - Preocupado com o Connie, e ainda a Sasha...bem...eu...eu fiquei um pouco cismado com sua mensagem repentina.

- Eu entendo, e sinto muito por exigir isso de você nesse momento delicado, mas eu não posso mais esperar Eren. 

O moreno engoliu em seco, respirando fundo para controlar a ansiedade que o maltratava por dentro e fazia suas mãos tremerem levemente. Levi fitava o rosto do jovem sem desviar o olhar, queria encará-lo e dizer tudo que ensaiou, mas agora as palavras escapavam de sua mente, deixando-o perdido. Como começar uma conversa que no final colocaria fim ao seu relacionamento com o mais novo? Como olhar em seus orbes verdes e dizer a verdade, quando ela lhe soava afiada demais? Como? Não tinha escapatória, não fugiria mais. Tinha que contar.

- Eu preciso lhe contar a verdade sobre mim, sobre o meu passado e sobre a pessoa que eu era. - Pausou sumariamente, vendo o olhar do maior sobre si onde continha sentimentos distintos demais para os decifrar - Eu não sou quem você pensa. Eu... - Soltou ar entre seus lábios gélidos. "Não posso mais esconder...", pensou angustiado - Eu não sou um professor de história como você conheceu. Antes de ir para a Suíça eu trabalhava na França, mas não lecionando, eu era de uma organização. Essa organização era secreta na maior parte do tempo, mas...muitos conhecem o nome dado a ela. Eu era da máfia francesa Eren, e eu conheci seu irmão Zeke Jaeger e seu pai Grisha Jaeger.

Os olhos do moreno quase saltaram das órbitas ao ouvir o Ackerman, e Eren sentiu o mundo girar lentamente ao seu redor e as batidas do seu coração parecerem um alarme de uma bomba prestes a explodir. Sua boca secou, e sua visão girava com tudo que ouvirá. Sentiu seu corpo ficar gelado e seus olhos marejarem. 

- O que?... - Sua voz estava trêmula e quebrada, mas em bom som para o outro que mesmo ao ver o efeito que causou no moreno, não parou. Não poderia parar agora.

- E....quem matou o seu pai...fui eu...

Oito palavras que ditariam seu destino dali para frente. Oito palavras que poderiam arruinar de vez o amor que Eren nutria por si. Oito palavras que poderiam significar seu fim. E essas oito palavras foram as mais difíceis que um dia saíram de sua boca. 


Notas Finais


E aí meu povo? O que acham desse capítulo? Ele está bem triste, mas não tem como ser diferente com a morte da Sasha 💔 E finalmente o Levi contou a verdade pro Eren...mas será que isso foi bom? Hum...Comentem suas opiniões! Amo cada comentário ❤❤

Vou agradecer aos favoritos, e aos leitores que dão oportunidade para a história. Muito obrigada pelos comentários dos capítulos, amor ler cada um ❤ Fico feliz que estejam gostando e espero que eu posso ainda os surpreender mais e mais ><

É isso! Comentem e vejo vocês na semana que vem ❤ Beijos de unicórnio 😚😚


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