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História Minha (sedutora) Vingança - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura🍑

Capítulo 2 - Jungkook, o surpreso não arrependido.


                                                                                                         


    Uma vez me disseram que era bom demonstrar seus sentimentos, se abrir para as pessoas, mas na única vez que o fiz, não deu muito certo.
Não estou conseguindo  evitar me sentir patético por estar desabafando com uma folha de papel, simplesmente porque não consigo falar em voz audível sobre como sinto. É vergonhoso, na verdade. Mas acho não me importo mais com isso a partir do momento em que parei de confiar nas pessoas. Não dou a mínima se estou falando com algo que não pode me escutar, por mais que cause vergonha, pelo menos não ficarei com o constante receio que estou sendo enganado. É sufocante ter sempre a sensação que não é o suficiente para que alguém possa gostar de você, e por esse motivo tem a necessidade de afastar quem quer que se aproxime. Buscar ser sempre superficial cansa, de fato. Não poder perguntar um simples
" tudo bem? " porque teme que a qualquer momento começará a criar expectativas que obviamente não serão atingidas, quem dirá superadas. As vezes me pergunto se isso não é apenas uma forma de defesa que criei inconscientemente, mas  resolvo que vale a pena, se for evitar que me eu machuque ainda mais.
Estou sempre buscando atingir o que esperam de mim, quando me mandam sorrir, eu sorrio; Quando me mandam dançar, eu sigo o ritmo; Eu sou tudo o que querem que eu seja.
E muitas vezes tenho  que me convencer que invés de motor, tenho um coração.
É angustiante ter que se esforçar para simplesmente não cair aos pés de alguém, e, se isso acontecer, usar todas suas forças para juntar seus pedaços novamente. Mas não podem dizer que não tentei, eu me esforço para está a altura dos outros, mas não tenho culpa se ao cair eu sangro;
Afinal, eu ainda sou só um humano.
Minha vida se tornou um inferno, onde quando menos espero uma bola demolidora vem em minha direção e me atingi.
Tudo o que quero é meu sorriso de volta, não aquele que sempre dirijo para os outros, mas o inocente que ainda acreditava que tudo iria melhorar.
Eu fui punido, por um pecado que ao menos cometi, desde de quando ser livre se tornou algo errado?
Eu não quero ajuda, entretanto não consigo escapar de todo esse sofrimento.


•••••••••••••••••••••••••••••••••


— Eu quero que mostre para todos que não é mais um viadinho de merda, está me escutando? — Como se eu devesse satisfação da minha vida para alguém.

— Sim papai. — É o que respondo.

— Olha aqui Jimin, eu não fiz tudo que fiz em vão. Você está brincando, e isso eu não vou tolerar. Você afirmou que estava pronto para voltar, então não me decepcione. — Não me decepcione. Como se meu único objetivo na vida não fosse esse, não causar decepção.

— Eu sei papai, eu não irei lhe decepcionar, eu estou pronto.

Afinal, quem não estaria? Anos ouvido a mesma coisa, sentindo a mesma pressão e sendo repreendido por isso. Só estou cansando de ser um robô, que obedece todos os comandos do controle remoto.

"Jimin não seja fraco."

"Jimin não seja assim."

"Jimin não faça isso."

"Jimin não me decepcione."

Só gostaria de escutar um " Jimin, seja você mesmo. ", mas não é como se isso fosse acontecer. Já me acostumei a ser seu fantoche.

— Então vá. Mas lembre-se, nunca chore, nunca se abale....—

—....Nunca se mostre fraco.- reviro os olhos e saio do carro, logo fechando a porta. — É, eu já sei.

O automóvel logo saí do meu campo de visão e me permito respirar aliviado.

Já estou farto disso tudo. Estão sempre me dizendo o que fazer, como me comportar, como me sentir. E eu, como o ótimo trouxa que sou, apenas obedeço.

Sempre estou buscando o orgulhar, fazer com goste de mim, mas nada é o suficiente. Tudo o que ganho são repreensões, quando saio do papel de O filho perfeito. Ele deveria se orgulhar de mim pelo que sou, não pela imagem que criou de mim.

Você quer que eu seja um bom garoto papai? Pois eu serei. Só não me peça para fazer isso quando estou longe de você. Aqui as coisas serão do meu jeito.

Me permito observar o grande prédio a frente, nada mal. Seria ainda mais belo, se não tivesse um bando de mongolóides atrapalhando minha visão e, principalmente, contaminado a paz sonora com seus gritos de gazelas.

Certo Jimin, você consegue. Se concentra e não esquece o motivo por qual você está aqui.

Ando vagarosamente até a recepção, agradecendo aos céus por não precisar carregar as malas pesadas, sendo que já se encontravam no meu quarto. Não tendo nada a mais para fazer, apenas me dirijo aos dormitórios, a procura do meu quarto.

— Jiminnie! - Seokjin grita e vem correndo me abraçar assim que entro no quarto. — Eu estava com tantas saudades suas!

Por mais que não admita em voz alta, também estava morrendo de saudades de meu irmão mais velho. Éramos tão próximos antes de tudo acontecer, melhores amigos. Sofri muito quando tive que me separar dele, já estava acostumado a sempre tê-lo me apoiando e ajudando a suportar o porre que é nosso pai, então quando não pude mais contar com o mesmo pensei que não iria suportar. Eu só tinha ele, e ele só me tinha. Até que ele disse ser gay. Diferente de mim, ele teve coragem de se assumir para nosso pai, e obviamente o mesmo não reagiu bem. Depois de muita violência, brigas e desentendimentos, meu pai lhe expulsou de casa e me proibiu de vê-lo. Aquilo não nos impediu, continuamos a nos ver, porém escondidos. Não era a mesma coisa de antes, mas nenhum dos dois estava disposto a abandonar o outro, por nada. Me quebrava o coração toda vez que o via e percebia que estava cada vez mais magro, pois ele não tinha trabalho, e o dinheiro que seu namorado ganhava nos bicos que fazia não eram suficientes para tudo, e ambos eram orgulhosos demais para aceitar ajuda minha, ou dois pais do Namjoon, que sempre os apoiaram. E então aconteceu aquilo comigo, fui obrigado a sair do país, e, consequentemente, eu e Jin perdemos o contato.

— Sim, sei que estava. — É somente o que lhe respondo e vejo sua expressão desapontada pela minha resposta seca. Não fiz por mal, só não sou mais o menino feliz e alegre que ele conhecia. Não sei demostrar que me importo com alguém.

— E então, como você está? — Pergunta empolgado, dando leves pulinhos e logo pegando minhas duas mãos. — Meu deus Jimin, você está tão lindo! Cadê seus óculos? Seu aparelho? Não acredito! Você pintou o cabelo!

— Pensei que mudar um pouco seria bom. — Dou meu melhor sorriso. Um pouco forçado, mas não tenho nada melhor.

— Garoto, não foi bom, foi ótimo! Olha esse homão da porra! — Abana o rosto com as mãos, em um gesto afobado.

— Você continua o mesmo exagerado. — Comento apenas para não falar nada.

— Sim! Eu estou tão animado! — Cantarola ainda pulando, misericórdia, alguém prende esse canguru. — Não vejo a hora de botarmos todos os papos em dia! Como foi sua-

Sua fala é interrompida por batidas na porta, ele logo solta minhas mãos e ainda saltitante vai abrir a porta.

— Amor! Olha quem vai ser meu colega de quarto! — Namjoon sorridente, acena para mim, apenas sorrio de volta. — Nós já vamos?

— Sim, o Uber já está esperando lá embaixo. Você já está pronto?

— Certo, Jimin, depois conversamos tá? Eu realmente preciso ir, mas quando chegar-

— Tá tudo certo Jin, eu também estou bem cansado por conta da viagem. — Lhe interrompi, ele logo assente e depois de pedir meu número, eles saem.

Rio negando, já havia me esquecido o quão surtado ele é. Finalmente observo o quarto e percebo outra cama além da minha e da de Jin, ou seja, teremos um colega de quarto, que está atrasado. Estou torcendo para ser alguém no mínimo agradável, por que paciência para gente escrota não está em minhas qualidades.

Sabendo quem não posso adiar muito, logo começo a arrumar minhas coisas no lugar que é separado para mim. Depois de muita raiva escolhendo onde cada coisa ficaria melhor, termino e já tiro minha roupa, ansiando um maravilhoso banho gelado para relaxar.

Indignado.

Como é possível uma universidade tão bem falada e importante não ter uma merda de um banheiro dentro da droga dormitório?

O mundo me odeia, é o que murmuro vestindo  novamente minha roupa, com o rabo entre as pernas. Pego uma roupa limpa, e saio do quarto para procurar um banheiro que não seja nojento.

Quando volto logo me deito e pego no sono, não menti quando disse que estava cansado.

                                                             

                                                                       ♣️♣️♣️♣️


Acordo assustado ouvindo um zumbido irritante, logo percebo ser meu celular e quando o pego, e o caralho que está do outro lado desliga.

Isso acontece com as melhores pessoas.

Abro o aplicativo de mensagens e vejo um número desconhecido.

Número desconhecido:
| Jiminiieee

Número desconhecido:
| É o Jinnnn

Seokjin:
| Garoto, já fui aí e fiz a maior baderna e você não acordou.

Seokjin:
| Eu tô no Nam, mas daqui a pouco tem a palestra de boas vindas e todo mundo tem que ir.

Seokjin:
| Se arruma logo e passa aqui

Seokjin:
| O número do quarto é 04

Você:


Tá.|


Merda Jimin!


Me arrumo e depois de muito enrolar — com tédio do que será falado antes mesmo da palestra começar —, vou para o tal quarto, bato e logo sou atendido por um Namjoon em pânico.


— Ué, o que foi? — pergunto.


— Seu irmão, esse louco! — Exclama e entra no quarto, o sigo.


— Jimiiiinn! — Jin grita assim que me vê e me abraça. Ok, eu tenho que me acostumar com isso. Não curto muito demonstrações de carinho, apenas deixo porque não quero que ele fique desapontado comigo, como hoje mais cedo.


— Oi hyung, por que o Namjoon 'tá assustado?


— Ah! Ele sendo fresco! Acredita que ele não quer usar a roupa combinando com a minha?! Escolhi um conjuntinho rosa de gatinhos bem bonito especialmente para hoje. — Faz cara de decepção.


— Parece roupa de dormir! — Namjoon arregala os olhos e aponta para a roupa em cima da cama.


— Não parece não 'tá?! É super fofinho e combina com você. — O mais velho fala e vai até a cama, pega o conjunto e estira ao lado de seu corpo.


— Sim, é fofinho, para uma criança de 6 anos! Qual é Jin!


— Kim Namjoon, coloca isso agora que já estamos atrasados! — Ordena Jin, já raivoso. Senhor da glória, como esses dois conseguiram morar juntos? Era na base do ódio e trepada, só pode ser.


— Não vou usar! Não, não. Sem condições, isso é patético! Eu me recuso, não vou!


                                                                 ♣️♣️♣️♣️


Já estávamos indo em direção ao auditório em que haveria a palestra, Jin saltitava animado na frente, conversando com Hoseok, um garoto que descobri ser colega de quarto de Namjoon. Já o outro garoto, estava emburrado ao meu lado, cobrindo como podia o seu conjuntinho rosado, se perguntando em murmúrios por que ainda namorava com o Kim a frente. Já eu, apenas me preparava mentalmente para o que viria a seguir. Estava consciente de que veria ele de novo. Foi para isso que vim, afinal.

— Você acha que as pessoas vão olhar muito? — Namjoon pergunta receoso e logo sei que fala de sua roupa, não precisa ser muito inteligente perceber, no fim das contas.


— Claro que não, é super normal um adulto sair vestido com pijama rosa de gatinhos em plena faculdade.


— Ei! - Retruca ofendido — Isso não é um pijama!


— Cara, você mesmo disse que é, a cinco minutos atrás.


— Só eu posso criticar, ok? — O olho estranho, esse garoto sofre de algum problema.


— Você é estranho. — Digo por fim, encerrando a nada produtiva conversa.


Depois de seguir Jin por vários corredores — não tão confiante quanto deveria estar, pois por mais que ele já esteja na faculdade a um ano, não deixa de ser o Jin, então é melhor sempre ficar atento -, finalmente chegamos no grande auditório em que aconteceria a reunião, e nenhum de nós ficou surpreso em ver que já estava lotado, não depois de Jin insistindo por mais alguns minutos para Namjoon vestir a roupa, Hoseok chegando atrasado e nós termos que esperar ele tomar banho, fora a parada para fotos que o Kim mais velho nos obrigou a fazer.


— Tem duas poltronas vazias no centro e duas no fundo, vamos ter que nos separar. — Hoseok constata o óbvio após analisar o local. Me controlei para não bater palmas e chamar a NASA para comemorar a grande descoberta.


— Eu vou para o fundo. — Digo já me afastando.


Ando até às únicas cadeiras vazias no fim da sala e, para meu azar, são uma ao lado da outra, o que possibilita Jin sentar ao meu lado. Não me entenda mal, não é que não goste de companhia nenhuma. Pensando bem, é exatamente isso. Dois anos sendo uma ovelha negra excluída dentro de um colégio militar não contribuiu para minha capacidade de socializar, que já não era muito extensa antes de tudo acontecer.


O barulho de microfone sendo testado logo é ouvido e, por incrível que pareça, é o suficiente para finalizar os cochichos dentro da sala e logo o que imagino ser o diretor começa a falar:


— Bom tarde a todos, primeiramente gostaria de desejar um ótimo começo de ano e — Blá, Blá, Blá, Blá.


                                                                  ♣️♣️♣️♣️


Depois de longas duas horas depois, a entediante palestra termina e sinceramente não serviu para nada, já que sabia tudo o que foi dito. E de toda forma, eu foi como se eu pudesse escutar algo, já que Jin não parava de tagarelar sobre como os potes da cantina estavam bonitos esse ano e eu tinha que ver. Grande perda de tempo, devia ter ficado na cama.


— Carinha chato, soube que ele cuspiu os alunos que estavam na fileira da frente. —Hoseok diz abraçado a Jin quando já estamos ao lado de fora da sala.

— Como você soube disso se não saiu do nosso lado? — Pergunta meu irmão, confuso.

— Tenho meus contatos, lindinho. - Responde o avermelhado, mas não convencendo o Kim mais velho, que apenas o encarou com tédio. — Tá, foi o Taehyung que me disse por mensagem.

— Não sei como suporta aquele garoto. —Namjoon se pronuncia, Hoseok logo o olha raivoso.

— Já disse para não falar assim dele, você não o conhece.

— E todos os dias agradeço aos deuses por isso.

— Quem é Taehyung? — Pergunto.

— O meu primo, e ele não é chato como o Jin e o Namjoon dizem, apenas é complicado. — Hoseok responde melancólico.

— Qual é Hobi, ele anda com o Yoongi e o Jungkook, ele naturalmente se torna um babaca.

Travo automaticamente ao ouvir seu nome, depois de tanto tempo o citando apenas como ele, é estranho ouvir alguém falar seu nome com tanta tranquilidade, como se não tivesse nada demais, mas para eles talvez não tenha mesmo. Eu sou o único problemático aqui. O clima ficou estranho entre nós, por mais que não soubessem do que aconteceu comigo — nem mesmo o Jin —, foi impossível não notar minha reação.


— 'Tô já me mijando. — Namjoon solta depois de um tempo, do nada.


— Vai mijar, alguém está segurando sua pau por acaso? — Jin debocha dando pouco caso.


— Não, mas bem que você poderia- — Se interrompe diante do olhar de poucos amigos do namorado. — Érr, Jimin, vem comigo?


— Eu não, tenho cara de quem segura pinto para marmanjo mijar? — Cruzo os braços.


— Vem logo. — E simplesmente saí me puxando, fiquei indignado, só não protestei mais porque confesso que queria mijar também.


                                                               ♣️♣️♣️♣️


— Sério, na próxima diz que não é apenas mijar que eu não chego nem perto. — Digo já no corredor, após ser vítima da bomba de fedor que é Kim Namjoon com dor de barriga.


— Eu não sabia, tá? Fiquei com vontade só quando cheguei lá. — Arregala os olhos indignado, agora pronto, quem deveria estar indignado aqui sou eu, que serei atormentado por sua catinga nos meus piores pesadelos. — E o Jin nunca reclamou.


— Quem diria, o amor não é apenas cego, é anosmático também.


Ao olhar para frente vejo um roda formada no lugar onde estávamos. Qual é, voltamos ao fundamental onde havia um briga e todos ficavam em volta gritando "Briga! briga!briga!"? Já me preparando para mandar mensagem para o Jin e perguntar onde ele e o Hoseok estavam, sua voz esganiçada pode ser ouvida.


— Até parece que tenho medo de vocês, né meus amores? — Puxo Namjoon pelo braço, já que se não fizesse isso ele iria continuar nadando na merda sem fazer nada, e me aproximo do montinho de pessoas com vidas desinteressantes que não teem nada de melhor para fazer. — Medo eu tenho é da cor rosa acabar no mundo, de vocês eu tenho no mínimo repulsa. Ainda não cansaram de bancar os três mosqueteiros não? Me façam o favor né.


— Escuta aqui viadinho de merda, — Aquela voz, não podia ser. Não espera o encontrar hoje, não sabia se estava preparado para o encarar. Mas sim, agora eu sei que estou, eu definitivamente superei. Quando consegui processar, não senti um coração partido, não senti mágoa e nem nada parecido. Apenas senti o ódio vindo a tona, ódio por tudo o que ele me fez, ódio pelo que passei por sua culpa e ódio por ele achar que tem o direito de se dirigir daquela forma a meu irmão. Num gesto impulsivo, entro no meio da roda e logo pude ver o que acontecia. E então logo entro no personagem, vestindo o papel de " Garoto frio e sem sentimentos, onde sempre tem resposta para tudo e nunca fica por baixo".


— Algum problema aqui? - Pergunto com uma calma fingida e sorriso cínico, enquanto coloco as mãos no bolso e observo o aperto que Jungkook está fazendo no braço de Jin. Sua mão aos poucos vai saindo do outro corpo e quando enfim olho pro seu rosto, o vejo totalmente chocado, me observando.


— E-eu....Você....... - Sua frase morre e então sigo minha deixa.


— Até cantaria a parte do " Dois filhos e um cachorro ", mas sempre ouvi dizer que você atraí o que fala, então não gosto nem de pensar em submeter a mim e a três pobres inocentes o desprazer que é sua companhia. —  E logo sorrio cínico mais uma vez.


— Isso não pode estar acontecendo. — Diz soltando um risadinha incrédula.


— Não pode mesmo, quem você pensa que é para falar assim do meu irmão?


— Seu irmão? — Ri forçado. — Por que isso não me surpreende? Viadinho com viadinho, deve ser mal de família.


— O que não surpreende ninguém aqui é você continuar o mesmo escroto de sempre. — Digo me aproximando.  — E pelo que sei o único mal de família aqui é a babaquice presente em você e seu primo cachorrinho.


— Escuta aqui garoto, você não me provoca que eu quebro sua cara, seu otário. — Yoongi fala se aproximando, mas logo é impedido por Jungkook, que coloca a mão em seu peito.


— Vai precisar de muito mais que isso para me atingir, Yoonginho. — Falo com falsa simpatia.


— Vou te dar a porra de uma porrada que você nunca vai esquecer meu nome, seu merdinha. — Fala Min, todo raivoso. Ui, que meda.


— Desde que você desafiou a me usarem de brinquedo, eu não esqueci. — Lhe respondo, nunca perdendo a pose de "estou pouco me fodendo".


— Então agora você resolveu mostrar as garras, Park? — Jeon pergunta sério, achando que me abala. Tadinho.


— Narjas não tem garras meu amor, elas teem veneno. — Passo o polegar no canto do lábio. — E olha, o meu escorreu um pouquinho. — Sorrio debochado.


— Você não sabe com quem está se metendo garoto.— O moreno me puxa pelo braço, aproximando nosso rostos.


— Um babaca metido, filhinho de papai e a porra de um egocêntrico. É, acho que sei sim. — O aperto fica mais forte.


— Se eu fosse você eu não abriria mais a boca, docinho. — Ruge em um sussurro. Ele ainda não entende que não consegue me intimidar? Pelo menos não mais.


— Docinho? — Rio cínico novamente. — Por acaso eu tenho cara de menina super poderosa?


— Não é como se tivesse muita diferença se tamanho. — Ok, isso foi golpe baixo. Literalmente. Ninguém fala de meu tamanho.


— Incrível o fato de que quando você não tem nada pra falar simplesmente resolve ofender os outros. — Respondo já mostrando raiva, minha altura é meu ponto fraco.


— Pelo que sei foi só o que você fez desde que chegou.


— Pelo menos foi algo inteligente, ao contrário de você, não tenho boca de fossa onde só se armazena merda. — Também rosno, mas diferente dele não foi baixo.


— Você não devia ter digo isso. — Me puxa para mais perto, intensificando ainda mais o aperto em meu braço.


— Solta ele garoto! — Jin puxa o a mão que me apertava.


— Pelo visto você não mudou tanto assim, ainda precisa de defensores. — Jeon diz me encarando.


— E você ainda precisar humilhar as outras pessoas para se sentir suficiente, nada de novo sobre o sol. — Respondo.


— Eu não vou mais perder meu tempo com você. — E sai, sendo seguido por seus cachorrinhos. Babacão otário.


— Jimin, o que…..? — Seokjin me encara com os olhos arregalados.


— Não quero falar sobre isso.


♣️♣️♣️♣️


Ouvindo Jin falar sobre como engordou nos últimos meses, estou indoa o refeitório. Depois do pequeno incidente de hoje, o Park mais velho dispensou o namorado para ficarmos juntos no dormitório, contando as novidades e o que fizemos no tempo em que perdemos o contato. Após um mentira fracassada — onde eu inventei um intercâmbio para França e que conhecia Jeon Jungkook através de um amigo —, o loiro me mandou criar vergonha na cara e lhe contar toda a verdade. Nem cogitei a ideia de não fazê-lo, não só por causa de que precisava desabafar e mostrar minhas frustrações para alguém, mas também porque não queria conhecer a havaiana rosa de Jin tão cedo. Sua primeira reação foi xingar o outro de todo seu vocabulário de palavrões — o qual é muito extenso — e dizer que iria rodar a cara dele com um só tapa. Ao ouvir isso eu ri, mas parei ao perceber que ele realmente estava falando sério. Lhe disse que precisava resolver meus problemas sozinho e que não era para ele interferir, ele retrucou até quando conseguiu, porém se deu por vencido quando comecei a ficar chateado pela sua insistência. Me disse que está orgulhoso por minha decisão, de enfrentar e não se esconder, e que, para tudo o que precisasse ele estaria ali, por mim. E foi aí que eu percebi que não deveria afastá-lo como sempre faço. Ele é meu irmão, a única família que tenho e o único que se importa comigo. Ele não vai me fazer mal, porque quer apenas o meu bem. Ele disse que me amava, e me senti a pessoa mais horrível do mundo por não conseguir dizer o mesmo. Eu chorei, por que depois de dois anos, saber que alguém me ama apenas eu ser...eu, foi o suficiente. Eu não vou descontar as frustrações do meu passado nele, ele não merece, e é a única pessoa que eu tenho. A sessão "Emoção da família Park" se findou, e depois de ambos num banho terem se livrado da cara amassada de choro, nos dirigimos ao refeitório, onde seria servido a última refeição do dia. No caminho, Jin disse precisar soltar a urina — palavras do mesmo —, então agora me encontrava ao lado de fora do banheiro masculino, me perguntando qual problema intestinal o casal Kim deveria ter, porque não tinha condições. Um só falta interditar um sanitário por uma simples dor de barriga, e o outro, tem a bexiga solta, já que usou o banheiro a cinco minutos atrás.


Você percebe que chegou ao fundo do poço quando tendo tantas outras coisas para pensar, escolhe justo a vida (estomacal?) do seu irmão e seu namorado.


— Já não basta ser um gayzinho de merda, ainda tem que espiar outros garotos normais dentro do banheiro? — Uma garota para em minha frente e pergunta. Ótimo, isso era tudo o que me faltava — sinta a grande ironia.


— Já não basta se intrometer na minha vida, ainda tem que vir me ofender? — Retruco tedioso, já sem paciência para mais uma homofóbica se metendo onde não foi requisitada.


— Você deveria ter nojo de ser assim. — Continua, ignorando o eu disse anteriormente.


— Eu deveria ter nojo é de pessoas como você, a não espera, eu tenho. — Lhe direciono meu lindo sorriso debochado.


— Quando eu falar para meu namorado como está me tratando, você irá se arrepender. — Diz raivosinha. Eu estou sendo ofendido aqui, portanto eu deveria estar raivoso.


— Só não digo que espero aqui por não vou demorar muito. — Encerro a conversa e logo a mimadinha saí pisando duro.


— Vamos?


— Sim.


                                                                 ♣️♣️♣️♣️


— Eu 'tô falando! Ele chegou em mim e disse: " Seu pai só pode ser um padeiro, pois você é uma coxinha." — Hoseok fala, soltando sua risada escandalosa depois.


— Eu não acredito que o Jackson disse isso! — Jin diz logo acompanhando Hoseok, enquanto eu e Namjoon apenas observamos as duas hienas, nos perguntando o que de engraçado esse fracasso de cantada tinha.


— Sim, ele disse. E depois ficou todo vermelhinho de vergonha, a coisa mais linda. — Jung responde e suga o canudinho de seu suco.


— E você, o que fez?


— Eu peguei, é claro. Ele é super gatinho.


— Sim, ele é. — O Kim loiro responde, e logo recebe um olhar indignado só namorado.


—  Ei! Eu ainda 'tô aqui!


— Meu amor, ele é lindo, mas eu só tenho olhos para você. — Se inclina na mesa e dá um selinho no namorado.


— Hum, sei. — Murmura.


— Você já terminou Jimin? — Hoseok pergunta e sorri, me encarando.


— Sim, acho que já vou indo. Preciso arrumar algumas coisas para a festa de mais tarde.— Digo me levantando. Depois de me despedir de todos — sim, eu sou chato, não mal educado. — vou em direção ao dormitório. Quando chego, vejo a pessoa que menos queria ao lado de fora, escorado na parede.


— Nos vimos hoje de tarde Jeon, já ficou com saudades? — lhe pergunto debochado.


— Eu não vim aqui para brincar, Park. Só quero lhe dizer que o seu problema é comigo, então deixa a Jisoo fora disso. — Amado?


— Jisoo.....? — Eu realmente não faço ideia de quem é essa garota. A não ser que...


— Minha namorada. — claro, por que eu ainda fico surpreso? — A garota que você ofendeu na porta do banheiro. Pensei que tivesse um pouco mais de maturidade, implicar com as pessoas só por terem ligação comigo?


— Estou pouco me fodendo para essa garota, se ela não vier me ofender, eu fico na minha. O que não vou admitir é ela dizer o que quiser comigo. Eu deveria vê-la me desrespeitar e bater palmas? Dizer o quanto ela está arrasando sendo uma merdinha? — questiono com raiva, já não é pouco sair espalhando para o namoradinho, ainda vem se fazer de vítima? Comigo não, lindinha.


— Olha bem como você fala dela, o único merdinha aqui é você. — Me segura pelo braço, assim com hoje mais cedo.


— Não sabe falar sem me tocar? —Sorrio cínico e ele logo me solta. —Você só veio aqui para isso? Se sim, já pode ir.


— Só quero deixar bem avisado, dá próxima vez que se meter com ela de novo, lhe farei se arrepender.


— Veio bancar o Oliver Quenn? — pergunto carregado de deboche — Desculpa meu amor, mas esqueceu as flechinhas.


— Eu só quero que entenda que eu tenho um reputação a zelar, sou popular, bonito, rico, tenho uma namorada linda e gostosa. Não quero que uma bichinha como você interfira na minha vida. — Se aproxima. — A última vez em que se meteu comigo não acabou muito bem para seu lado, Minnie. Você quer repetir a doze? Ouvi dizer que muitas pessoas teem várias recaídas. Quem sabe não seja o seu caso. — E sai, me deixando puto.



Você quem irá se arrepender de como me tratou, Jeon Jungkook. Você não gosta de sua fama de Macho Alfa e Heterosexualidade inabalável? Pois a bichinha aqui vai lhe mostrar que elas podem desaparecer num piscar de olhos. Não seria bom para sua reputação ser seduzido por um gayzinho de merda, como você tanto gosta de me chamar. Vou te mostrar, Jeon. Eu não vi aqui para ser humilhado. Eu não repito o mesmo erro duas vezes. Você está brincando com fogo, e vai lamentar muito quando for incendiado.





Notas Finais


Oiiii! Tudo bem com vocês??

O que acharam do capítulo? Mereceu o tempo de vocês?

GenteKKKK o Jimin é seco e grosso mas eu juro que melhora, tá? (ou não) a gente ri de nervoso, ele sofreu tanto :(

Se estiver ruim só finge que não fui eu que escrevi, minha criatividade só serve para os foras </3

O capítulo foi chato porque queria apenas que vocês conhecessem os personagens. Qual seu preferido até agora?

SIM! No próximo capítulo já terá festinha, huhh

Desculpem os erros, não foi betado 👉👈

Adicione a história na biblioteca para não perder o próximo capítulo e deixa seu comentário para a lindinha aqui saber o que achou :D

Bjos da Phelps❤️


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