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História Minha Sugar Mommy (Fanfic Lésbica) - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Parentesco


Se não bastasse a vergonha que eu passei lá embaixo, agora estou nua; nua na frente da mulher mais provocante do mundo e do meu melhor amigo hétero. Ou melhor, eu estou de costas para Juliana por conta da localização da porta, mas não muda o fato de que meu corpo está a mostra.

-Wow! -Exclamou, boquiaberto. -Nossa Eduarda! Por que você não pode ser pelo menos bissexual? -Mickael indagou, chateado.

Se dá ao fato de que sou lésbica. Eu tive que revirar os olhos com a indagação dele, está me comendo com os olhos.

-O que? -Era uma quarta voz, vinda do corredor; eu a reconhecia muito bem. -Do que está falando?

Rapidamente, a garota apareceu: Alana. Colocou somente a cabeça dentro do cômodo, na intenção de espiar o que deixou o outro pasmo.

Ótimo! Dois amigos tarados!

-Nossa! -A ruiva exclamou. E sem pensar, disse: -Nunca me canso de ver esse corpo...

-Realmente não precisava desse comentário. -Falei envergonhada, tratando de enrolar a toalha novamente no meu corpo. Ao olhar para Juliana, a maldita já estava vestida e com uma expressão confusa no rosto.

Engraçado? Quando eles aparecem, a bonita escolhe uma roupa rápidinho.

-Como assim, "nunca me canso"? -A mais velha interrogou, direcionando especificamente o olhar para mim.

Eu e Alana nos entreolhamos e permanecemos em silêncio; baixei a cabeça, segurando um riso nervoso. Juliana está com os braços cruzados e não parece nada contente com as novas presenças, ou melhor, a nova presença, já que Mickael parece não ter incomodado tanto ela.

-O que faziam tão próximas? -Interrogou Alana, tentando quebrar o clima.

Só tentando mesmo.

Eu diria que está um pouco enciumada também, o que não a impede de aumentar o rubor das minhas bochechas e incomodar a chefe, da qual ela não foi com a cara. Eu na verdade entendo o motivo disso...

Alana não serve para a hierarquia, já me contou várias histórias de como foi demitida por "brincar com fogo" com as chefes e chefes dela. Odeia ser mandada.

Em seguida, deu um tapinha no ombro de Mickael. O mesmo, percebendo a situação, esboçou um sorriso malicioso.

Tentei me explicar, mas a única coisa que consegui fazer foi gaguejar.

Alana vai me pagar por isso!

-E olha que estavam semi-nuas! - Disse Mickael, devolvendo o tapinha na ruiva. Fez questão de que eu ouvisse.

-Nossa, queria ter vis...

-Já chega! -A mais velha interrompeu Alana, furiosa. -Se vocês não tem algo relevante para falar, se retirem agora!

Os dois engoliram em seco. O tom da nossa chefe foi tão firme que se fosse um nó, nunca desamarrariam-no. Talvez um choque de realidade para as duas crianças com cabeças de farinha, fosse bom mesmo.

-Quem são esses dois? -Perguntou para mim, mais para ter certeza. Sabia, claro, que são funcionários dela. Mas acredito que não queira que seja o que ela já imagina que são:

-Meu melhores amigos. -Dei de ombros, vendo ela suspirar. Está indiguinada, tenho certeza. É exatamente o que imaginava.

Sinto muito por não ter as melhores amizades do mundo.

Passou a mão na cabeça e observou os dois por longos minutos. Estão estáticos, com os braços colados no corpo e expressões neutras no rosto. Ficam assim quando sabem que fizeram merda.

Eu queria rir deles...

-Vamos! Entrem logo. -Ordenou Juliana, relutante. Revirou os olhos, logo em seguida. Está fazendo isso por mim; achei fofo da parte dela. -E fechem a porta!

Os dois, estão eufóricos e agitados, então imagino que há algo de importante na mente de "vizinha fofoqueira" deles.

-E então? -Perguntei, vendo Alana e Mickael se entreolharem.

-Conta você! -Disse a ruiva.

-Tudo bem...-Respirou fundo. -Olha, nós não temos certeeza. Maaas a gente ouviu falar...que tem uma mulher lá embaixo, querendo falar com você Dudinha.

-O que? -Indaguei atônita. -Uma mulher? -Percebi que não era a única confusa. -E por que quer falar comigo?

Olhei para Mickael, recebendo uma leve negação com a cabeça, dando a entender que de nada sabe sobre a mulher e os seus motivos.

-Calma que ainda tem mais coisa. -Avisou Alana, atraindo a minha atenção.

A ruiva fez sinal com os olhos para o garoto de tanquinho definido, indicando que proceguisse com o que estava contando:

-Bom, -Retomou receoso. -a outra coisa é que...

Então pronunciou rapidamente, de olhos fechados:

-Eu tenho uma Sugar Mommy.  -Sai como uma flecha da boca dele.

-O que?? -Esse com certeza é o dia mais doido de toda a minha vida! -Sugar Mommy??

-Ah, é claro que aconteceria! -Juliana exclamou rapidamente, passando a mão na cabeça, inquieta.

-Aconteceria o que? -Perguntei, tentando obter resposta de qualquer um.

-Seguinte Duda. -Começou Alana, mais direta possível. -Nós descobrimos o motivo do Evento. E bom, se você achou ele estranho, tem motivo! Até porqu...

-Espera? -A mais velha interrompeu a garota, indiguinada. -Não sabiam o motivo do Evento?

Mickael e eu respondemos que "não", uníssono. Enquanto Alana reclamou do fato da Juliana, mais uma vez, interrompê-la.

-Posso continuar? -A ruiva olhou especificamente para a mulher que corta ao meio os diálogos dela.

Juliana arqueou as sobrancelhas, em indiferença. Não gostou do tom da mais nova, mas relutante, concordou com a mesma.

-Esse é um Evento Sugar. Por isso que tem garotas bem mais novas com caras mais velhos e também o contrário. E antes que me pergunte, é algo que ganhou popularidade a pouco. A Sugar Mommy ou o Sugar Daddy dão bens materiais ou dinheiro para o seu Sugar Baby, dependendo do acordo que fizeram.

-Muito bem, Sherlock! -Zombou Juliana, recebendo uma fitada mortifera da minha amiga.

-E o que eles ganham com isso? -Questionei, tentando assimilar e entender tamanha informação.

-Um relacionamento. -Juliana respondeu diretamente. Não parece um assunto que queira entrar em detalhes. -Depende. Pode variar entre beijos e sexo. Mas aí vai de você com o seu Sugar.

Deu uma pausa.

-Nossa, mas como vocês não sabiam do mundo Sugar? -Perguntou, indiguinada. -Desconfio que moram em cavernas?

-Se você diminuísse as horas de trabalho, talvez a gente tivesse tempo para isso...-Debochou Alana, recebendo uma careta de desprezo da nossa chefe.

Elas são inacreditáveis!

-O mundo Sugar é dos ricos querida, -Devolveu o deboche. -e você trabalha em um restaurante fino. Tenho certeza que dava tempo para isso. -Sorriu falsamente para Alana, tendo um mesmo como resposta.

Eu e Mickael somente segurávamos o riso, tenho certeza que também quer saber até onde vai a intriga dessas duas.

Observamos Juliana caminhar em passos lentos, até o cômodo debaixo da janela e servir um Macallan na taça comprida, de vidro. Então comentou algo sobre: "antes tinha bebidas melhores nesse quarto".

Em seguida, perguntou:

-Quem é a mulher? -Tomou um gole da bebida. -Deixe-me adivinhar. Yunes? Patricia Dolmen? Zanaia Orkbet? Ou talvez...Ramona? Ramona Tompsom, não é? -Soltou uma risada debochada.

Deu uma pausa. Eu e meus amigos a observávamos, atentamente.

-Você é bonita Eduarda, muito bonita. O escândalo lá embaixo deve ter chamado muita atenção.

-Não era minha intenção. -Fui sincera. -A única coisa que queria, era um aumento.

-Bom, você não precisa mais dele. -Comentou Alana, com um sorriso sapeca no rosto.

Claro, agora ela tem mais chances de subir de cargo.

-Poxa Eduarda! Não me vá perder essa oportunidade. -Agora era o garoto moreno falava.

Primeiro comentei sobre o fato de "Que oportunidade?", já que não sei realmente do que se trata. Juliana explicou um pouco da história dela com as mulheres ricas que conhece e como ajem como Sugar, pelo jeito, são muito ligadas em garotas como eu: pele branca, cabelos castanhos e longos até um pouco acima da cintura, olhos azuis, altura média, corpo definido e dentes perfeitamente alinhados. Sou uma modelo de Sugar Babyes. Ah e...O sexo! Eu não quis que entrasse em muitos detalhes nessa parte; ela explicou que tem que haver bastante sedução. Não que eu vá querer incluir o sexo...e não que eu vá aceitar ser uma "Sugar Baby", ainda estou pensando nesse caso.

Eu até fugiria! Mas Mickael e Alana insistiriam até o fim para mim falar com a desconhecida, então tratei de colocar um roupa e acabar logo com isso.

As roupas no armário não me davam tantas opções de escolha; por fim, coloquei um short Jeans e uma blusa branca masculina, um pouco maior que o meu corpo. Na mesma, havia uma estampa de coqueiros e até que não ficou tão ruim comparada as minhas expectativas, que estavam péssimas em questão daquele roupeiro.

-Não acha que está muito curto para ir vê-la? -Reclamou Juliana, receosa, enquanto descíamos as escadas da casa.

Está com ciúmes?

-Estamos quase no primeiro andar e você comenta isso só agora? -Perguntei, indiguinada.

-Eu acho que está ótimo! -Exclamou Alana, dando de ombros.

Claro que tem que discordar da chefe dela.

Não pude deixar de notar o olhar furioso que Juliana depositou na ruiva. Como se não bastasse, Alana completou:

-Com certeza a mulher vai ficar derretida por você, Eduarda. Tá muito gostosa! -Mostrou a língua para Juliana. A mesma fez uma tesoura com as mãos, indicando que a cortaria da próxima vez que repetisse aquilo.

Elas pensam que eu não vejo?

-Mickael, me lembre de demitir a sua amiga depois que acabar o Evento. -Avisou Juliana, com um sorriso convencido nos lábios e a postura de superioridade dela ainda mais elevada.

Alana fechou a cara e cruzou os braços, bufando em descontentamento. Não acho que Juliana vá demiti-la mesmo. Mickael somente permaneceu em silêncio, talvez para não correr o risco de discordar e ser demitido também pela mesma.

No andar debaixo, fui recebida pelo senhor Preston de braços abertos. Parece até que voltei do coma. Já meus amigos, deram de cara com um chefe furioso e emburrado, perguntando onde estavam e dizendo para voltarem ao trabalho.

-Vejo que conseguiram se reestabelecer? -Comentou Érico.

-Claro, e graças a você! -Sorri para ele, enquanto alisava as mechas dos meus cabelos, ainda molhados.

O Sr.Preston é um homem muito gentil, merece gentileza também. Além dele, há algumas garçonetes por perto e amigos próximos do mesmo. Mickael e Alana observam tudo de longe, já que foram obrigados a sair de perto. Fora os jornalistas que, depois do ocorrido, não largam do meu pé por nenhum segundo.

-Eu fico feliz em ajudar. -Sorriu de volta, e em seguida, assumiu uma expressão um pouco mais séria: -Mas agora, mudando um pouquinho de assunto, tem uma pessoa aqui que quer falar com você.

Aproximou-se de nós, uma mulher de cabelos negros curtos pelo ombro, em um corte chanel. Um vestido preto colado no corpo, e saltos pretos que ecoam no piso de porcelana. Uma mulher muito bonita e alta, que está sendo observada e chamando a atenção de todos os presentes. O senhorio abriu o braço esquerdo para recebê-la em um meio abraço e ela depositou um beijo carinhoso no rosto dele.

-Vejo que minhas roupas da adolescência ficaram boas em você. -A mulher comentou para mim, de uma forma simpática e divertida, não deixando de esboçar um largo sorriso e me olhar dos pés a cabeça(especificamente para o short, que Juliana insistiu que é muito curto).

-Roupas da adolescência? -Questionou Juliana, antes que eu pudesse dizer algo. Na verdade, era essa mesma pergunta que eu queria fazer.

Quando a mulher de preto a olhou, imediatamente franziu a sobrancelha.

-Juliana?? -Indagou, separando-se do pai. Começou a caminhar lentamente na direção da qual havia pronunciado o nome.

-Te conheço? -A de cabelos castanhos estranhou, tratando de observá-la por alguns instantes. -Espera aí? Lana?? Lanara Preston?? -Sorriu largo.

Elas se conhecem?

Quando estavam próximas o suficiente, Lana abraçou-a fortemente. Parecem ter muito carinho uma pela outra.

-Preston? -Questionei confusa, direcionando a próxima pergunta para a mulher de cabelos curtos: -Você é filha do Érico?

-Isso mesmo garota. Sou a única filha biológica daquele bonitão ali. -Apontou para o pai, rindo.

-Só você mesmo Lana! -Retrucou o mesmo, esboçando um sorriso de canto.

Ficamos em silêncio por alguns segundos, só com os barulhos de fundo: pessoas conversando, passos, panelas e copos fazendo barulho na cozinha.

-E então Juliana? -Começou Érico. -Como vai a empresa? Seus pais estão bem? Faz tempo que não vejo a Pamela e o Josh.

Enquanto Juliana o respondia, Lana aproximou-se de mim desprevinidamente. Recuei no automático.

-Calma. Não vou morder você. -Falou de uma forma divertida. Colocou a mão esquerda no meu queixo e levantou-o de uma forma que me fizesse olhar diretamente em seus olhos. -A não ser que queira. -Completou, mordendo de uma forma sexy o lábio inferior. Eu engoli em seco.

Analisou o meu rosto por alguns segundos, sem tirar a mão dele; essa mulher exala a superioridade. A pessoa mais importante da festa, interessada em uma garçonete inexperiente, respondona e atrapalhada, apesar das centenas de outras garotas presentes:

Devo ficar preocupada?

Antes de pronunciar uma última frase, a mulher alta á minha frente, levou a mão que estava em meu queixo, até o meu pescoço; arrastando-a suavemente por toda extensão, com as pontas dos dedos. Senti um arrepio percorrer todo o meu corpo.

-Vamos até a minha sala conversar melhor? -Sugeriu, em um tom de voz calmo e baixo. -O que você acha?

-Na sua sala? -Interrompeu Juliana, atraindo a atenção da primogênita Preston. -Sozinhas?

-Não seja ciumenta maninha. -Pegou na minha mão, pelas costas, e lentamente nos guiou para uma outra parte da casa. -Vou pegar ela emprestado só alguns minutinhos. -Gritou, antes de desaparecermos de vista.

Ao caminhar pelo extenso corredor, paramos em frente á uma porta branca com maçaneta dourada. A mulher retirou do bolso um molho de chaves e procurou pela qual abriria a porta.

Admito que estou um pouco nervosa.

-Sempre me perco com esse molho. -Comentou, de uma forma atrapalhada. -Sabe, me identifiquei muito com você quando soube do que aconteceu.

Deu uma pausa.

-A Juliana não é muito tolerante com as outras pessoas, tive que vir ver de perto: A garota que derrubou Champagne na Juliana Anthon e sobreviveu para contar a história.

-A coisa é tão grave assim? -Indaguei, rindo do exagero dela.

-Vish, é pior! -Destrancou a porta.

Me deparei com grandes janelas, uma mesa branca em um formato totalmente diferenciado e duas poltronas vermelhas. Havia também um notebook aberto.

-Vamos, entre! -Me deu passagem.

-É muito bonito. -Elogiei o cômodo, tendo a visão de uma prateleira que não estava no meu campo de vista antes.

Notei alguns quadros do Érico, da Lana, e mais surpreendentemente de duas garotas, bem novas. Uma delas de cabelos castanhos escuro e olhos verdes, e a outra de cabelos bem pretos e olhos castanhos.

-Não somos nada parecidas não é mesmo? -A mulher comentou, se posicionando ao meu lado. -Sempre fui mais bonita que a minha irmã.

-Sua irmã? -Perguntei, confusa. -Essa na foto, com você, não é a Juliana?

-Querida, a Juliana é minha irmã. -Disse com tranquilidade. -Pensei que tivesse reparado na semelhança...

Ela tá zoando com a minha cara.

-Minha irmã por parte de mãe, -Explicou. -é uma longa história.

Deu uma pausa.

-Você viu como ela ficou enciumada quando eu disse que te traria para a minha sala? -Questionou empolgada, se girando na cadeira que agora está sentada.

-Desculpa, mas não entendi ainda, aonde quer chegar com isso?


-Olha, vou ser bem direta. Tem uma coisa que eu quero que faça.

-Diga logo então...

Respirou fundo e então soltou a bomba:

-Quero que finja ser minha Sugar Baby.



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