História Minha tentação ( Imagine Park Jimin) - Capítulo 32


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
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Palavras 2.677
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Um capítulo cheio de emoções e descobertas para vocês. Preparem os corações.
Boa leitura!!

Capítulo 32 - Thirty two


Jimin estendeu a mão por trás de mim para largar as compras e as flores no balcão da cozinha. 

- Eu também. -  ele não me tocou, mas seguiu meu olhar até minhas mãos. 

Tremi um pouco ao pensar no que ele tinha feito com meus dedos na noite anterior. 

- Está com frio ? 

- Não. 

- Você está tremendo  - As sobrancelhas de Jimin se juntaram, um vinco se formou no meio.  -Estou deixando você  nervosa? 

- Um pouco. 

Ele foi até a cozinha e começou a tirar as compras da sacola.. 

- O que você  comprou ? -  pergunto, gesticulando para os sacos. 

- Tem uma padaria ali na esquila, então eu comprei queijo, pães, frutas e uma surpresa. 

- Uma surpresa ?  - fico curiosa. 

- Isto.  -  Ele sorriu fazendo seus olhos virarem dois risquinhos. 

- Não vai me dizer o que é  ? -  Franzi o cenho. 

- Se eu disser, vai deixar de ser surpresa. 

Eu revirei os olhos, o que fez Jimin rir. 

- Baci. - disse ele. 

Me detive. Beijos ? 

Ele pegou algo numa das sacolas e pousou na mão direita, que estendeu para mim. 

 Era um pequeno bombom embrulhado em papel-alumínio. 

- Achei que iria gostar.  - disse ele, parecendo envergonhado.  -  Quando Taehyung lhe deu um no restaurante,  você  disse que era um dos seus favoritos.  

- E são. Mas não devo aceitar bombons de nenhum homem, lembra ? Se não me engano, foi essa a ordem que  você me deu no Lobby.   

Apesar do que disse, peguei o bombom e o desembrulhei com avidez, enfiando-o na boca. 

- Eu não fico lhe dando ordens. 

Eu o encarei, pasma, enquanto mastigava e engolia meu bombom.  -  Você só pode estar brincando! 

- Não. 

- Em que planeta você vive? Olá, meu nome é Jimin e eu sou do planeta dos mandões sem noção. 

Jimin fechou a cara.  - Muito engraçado, S/n.  

Após alguns instantes de silêncio, ele pigarreou. 

- Tenho... dificuldade em falar com você às vezes. Nunca sei o que está pensando e só é direta quando está furiosa. Como agora ? 

- Eu não estou furiosa. 

- Então preciso que converse comigo.   -  A voz dele voltou a ficar suave.  Ele estendeu sua mão e começou a acariciar meus longos e úmidos cabelos.  -  Você tem cheiro de baunilha. 

-É o shampoo. 

- Então acha que sou mandão ? 

- Acho. 

Jimin suspirou. 

- É o hábito, imagino.  Virei um grosso depois de anos morando sozinho.   Perdi o costume de ser atencioso. Mas a partir de agora vou presta atenção à maneira como falo com você.  Quanto a Jeon e aos apelidos de bicho que ele lhe deu,  é uma afronta chamar você de coelhinha. Coelhos são servidos de entrada. Isso precisar parar. Mas gatinha... me parece bem... meigo. 

-  Não quando você tem 23 anos, é baixinha e está tentando ser levada a sério na universidade. 

- E quando você tem 23 anos, é linda e, ao dizer isso, um acadêmico  na verdade quer dizer que a acha extremamente sexy ? 

Me afastei.  -  Não zombe de mim, Jimin. 

- Eu jamais faria isso.  - Ele me encarou com uma expressão séria. - S/n, olhe para mim. 

Eu o encarei. 

- Eu nunca zombaria de você. E certamente não com uma coisa dessas. Mas talvez gatinha seja algo que um amante diria. 

Fiquei vermelha.  Ele terminou de tirar as compras das sacolas e, um bom tempo depois se virou em minha direção. 

- Significou muito ter você nos meus braços na noite passada. Obrigada! 

Eu desviei olhar, envergonhada.

- Olhe para mim, por favor - pediu ele baixinho. 

Nossos olhares se cruzaram e eu fiquei surpresa com a expressão de Jimin. Ele parecia preocupado. 

-  Você está envergonhada por ter ido para a minha cama ? 

Eu balancei a cabeça. 

- Aquilo me fez lembrar da nossa primeira noite juntos. 

- A mim também   - Sussurrei. 

- Desculpe não ter estado lá quando você acordou. Despertei ao raiar do dia. Você estava tão serena com a cabeça pousada sobre o ombro. E muito, muito bonita. - Ele se inclinou sobre o balcão e deu um beijo carinhoso em minha testa. - Então... dormiu bem? 

- Acho que nunca dormi tão bem.  E você? 

- Eu também.  - Disse ele. 

A mão de Jimin estava sobre meu rosto, seus olhos escuros fitando os meus.   - Sou um bom amante, S/n, em todos os sentidos. 

Quando ele recuou, eu tentei, quase em vão, recuperar o fôlego. 

- Por que me detestava tanto ? - Pergunto. 

- Nunca detestei  você. Fiquei confuso e perdi a cabeça na primeira aula. Você me parecia familiar. Fiz uma pergunta para poder ver seu rosto. Quando me ignorou, eu explodi.  Não estou acostumado a ser ignorado. 

Mordi de leve meu lábio inferior. 

- Sei que não é desculpa, estou apenas lhe dando uma explicação.  O simples fato de olhar para você despertou emoções muito fortes em mim.  Eu não sabia de onde elas vinham, então fiquei com raiva. Meu ressentimento se tornou algo terrível. Mas tratei você com uma grosseria imperdoável.  - Jimin estendeu a mão para soltar meu lábio inferior dos dentes. -  Fui punido por isso. Yoongi me ligou para dizer que Sun Hee tinha morrido sussurrando meu nome, por que eu não estava lá.  Ele me falou que ela ficou angustiada em seu leito de morte por minha culpa... 

Peguei sua mão e a beijei sem pensar.  -Sinto muito. 

Então ele aproximou seus lábios dos meus e me beijou com intensidade. Ficamos imóveis por alguns instantes, até Jimin começar a trocar o peso de seu corpo de um pé para outro. 

- Estou com fome - murmurei, interpretando o sinal dele. 

- Devo alimentar  você ? 

Fiz que sim com cabeça 

- Chá, leite ou café ? - ele se voltou para uma máquina. 

- Café, por favor. 

Eu me detive por alguns instantes, observando-o, antes de analisar com mais atenção as flores que ele havia comprado. 

- Pode colocar as flores na água , por favor ? Tem um vaso de cristal em cima do aparador na sala de jantar. Se quiser, pode tirar os jacintos da noite passada ou deixá-las onde estão. 

Eu fui até o aparador, admirando mais uma vez sua beleza cor de ébano, e peguei o vaso vazio. 

- Escutei você ouvindo música na noite passada. Algo muito bonito. 

- Acho música clássica relaxante.  Espero que não tenha incomodado você. 

- Nem um pouco. Por que escolheu lírios ?  Lírios São minhas flores favoritas - comento com timidez. 

- As minhas também.  -  Disse ele, colocando o café que havia servido numa xícara, diante de mim. 

Eu fui até a sala de jantar, levando o café da manhã. Sentei-me e beberiquei o café. 

Logo em seguida, Jimin se juntou à mim, trazendo seu café da manhã.  Ele se sentou à cabeceira, ao meu lado. 

- Bom apetite. 

Logo cheguei a conclusão de que estava comendo melhor na casa de Park do que em minha vida inteira, com exceção do tempo que havia passado na Itália. À minha frente, havia um prato de frutas frescas, pães e queijos. 

- Bom, acho que precisamos começar a nossa conversa. - lhe disse. 

- Sim. - Ele me encarou por alguns instantes. -  Gostaria de lhe fazer algumas perguntas e também tenho algumas coisas a dizer. 

Assenti 

- Não é exatamente um interrogatório. Só quero fazer algumas perguntas, pois quando a encontrei pela primeira vez não estava totalmente sóbrio.  Então me perdoe se não tenho uma ideia mais clara do que realmente aconteceu. - Havia um certo sarcasmo no tom de Jimin. 

Espetei um morango com o garfo e o girei. - Muito bem. 

-  Antes de começarmos, acho que deveríamos definir algumas regras. Gostaria de falar com você sobre o passado antes de decidirmos o presente ou o futuro. Concorda ? 

- Concordo. 

- E prometo manter segredo de tudo o que me disser. Espero que tenha a mesma delicadeza para comigo. 

- É claro. 

- Gostaria de estabelecer mais alguma regra ?

-Hum,  só a de que seremos sinceros um com o outro. 

- Totalmente. Agora, quantos anos você tinha quando nos conhecemos ? 

- Dezessete. - disse.  

Jimin me encarou com um olhar intenso.  -Dezessete ? 

Ele xingou várias vezes e tomou um gole generoso do seu café. Ficou claramente abalado com minha revelação, o que me deixou mais do que surpresa. 

- Por que  foi me ver naquela noite ?  

- Eu não estava lá para isso. Tinha sido convidada para jantar, mas, quando cheguei, Jin e Namjoon estavam saindo. Ouvi um barulho e encontrei você na varanda. 

Jimin pareceu refletir com o que eu disse. 

- Sabia quem eu era? 

- Eles falavam de você o tempo todo. 

- Sobre o desastre que eu era ? 

- Não. Ninguém nunca falou mal de você, pelo menos não na minha frente.  Nem mesmo depois. Só coisas boas. 

- O que aconteceu na manhã seguinte? 

Lancei uma olhar para ele e engoli em seco.

- Ah, é ? Bem, então vou esclarecer para você.  Acordei antes de o sol nascer, sozinha no meio da floresta.  Você me deixou lá. Fiquei apavorada, então peguei a manta e fui embora. Mas não conseguia me lembrar do caminho e ainda estava escuro. Fiquei duas horas vagando, desesperada, até finalmente encontrar o caminho de volta para casa de seus pais. - Eu comecei a tremer.  - Achei que nunca fosse conseguir sair. 

- Então você foi para lá ? 

- Do que você está falando ? 

- Eu não a deixei lá. 

- Então como chama isso ? 

- Devo ter acordado pouco antes.  Você dormia nos meus braços e eu não quis acordá-la, mas precisava... me aliviar. Então me afastei de onde estávamos. Depois parei a fim de fumar um cigarro e colher algumas maçãs para nosso café da manhã. Quando voltei, você tinha sumido. Voltei para casa, mas você não estava lá. Imaginei que tivesse ido embora e subi para dormir no meu antigo quarto.

- Você achou que eu tivesse ido embora ?

- Achei.  - Ele me encarou com um olhar firme. 

- Eu chamei seu nome, Jimin! Gritei por você.

- Não ouvi.  Estava de ressaca e talvez tenha me afastado demais. 

- Você não fumou enquanto estava comigo. - Lhe disse. 

- Não, não fumei.  E parei pouco depois. 

- Por que não tentou me encontrar ? 

Jimin desviou os olhos, com uma expressão de culpa. 

- Fui acordado pela minha família, exigindo que eu enfrentasse as consequências da noite anterior.  Quando perguntei sobre Beatriz, Tae woo disse que eu estava delirando. 

- E Jin? 

- Fui embora antes dele voltar. Ele se recusou a falar comigo por meses. 

- Eu levei sua jaqueta de volta, Jimin.  Dobrei,  coloquei em cima da manta e a deixei na varanda. Era uma pista. E ninguém viu minha bicicleta ? 

- Não sei o que eles viram. Sun Hee me entregou a jaqueta, mas ninguém falou de você ou mencionou seu nome.  Quero dizer, não que eu fosse reconhecê-lo.  Era como se você fosse um fantasma. 

- Como pode ter achado que havia sido um sonho ? Você não estava tão bêbado. 

Ele fechou os olhos e cerrou os punhos. Eu observei os tendões saltarem em seus braços. 

Jimin abriu os olhos, mas os manteve fixos na mesa.  

- Eu estava de ressaca e confuso. Além disso, eu estava chapado de cocaína. 

Eu quase pude ouvir meu conto de fadas se chocando contra o muro intransponível da realidade. Meus olhos se arregalaram e eu respirei fundo. 

- Jin nunca lhe contou o motivo da briga ?  -  perguntou Jimin.  -  Quando Tae woo foi me buscar no aeroporto de Busan, percebeu que eu tinha tomado alguma coisa. Ele vasculhou meu quarto antes do jantar e achou as drogas. Quando me confrontou,  perdi a cabeça. 

Fechei os olhos e apoiei a cabeça nas mãos. 

Jimin ficou calado, esperando que eu dissesse alguma coisa. 

- Cocaína  -  sussurrei. 

Ele se remexeu na cadeira.  - Sim. 

 Soltei o ar lentamente e meus ombros começaram a tremer. 

- Olhe para mim, S/n. 

Eu balancei a cabeça. 

- Eu vi seu appa naquela manhã. 

Lancei um olhar para ele. - Viu ? 

- Você sabe como é notícias como essa.  A fofoca começou quando Tae woo levou Yoongi para o hospital e nenhum deles quis explicar como ele tinha se machucado. Seu appa ficou sabendo e passou lá para ver se podia ajudar. 

- Ele nunca comentou nada comigo. 

- Tae woo e Sun Hee estavam constrangidos.  Sem dúvida seu appa quis poupá-los das fofocas. Como só eu e você sabíamos o que tinha acontecido entre nós...  - A voz dele foi sumindo aos poucos e ele balançou a cabeça.  -  Por que não contou para  Jin? 

- Eu estava um pouco traumatizada. 

Jimin se encolheu. Pegou minha mão, seus olhos em chamas fitando os meus. -  Você não se lembra o que aconteceu entre nós ? 

- É claro que me lembro! Às vezes eu ficava pensando naquela noite e acreditava no que você tinha me dito. Tentava me convencer de que você devia ter tido outro motivo para ter ido embora. Outras vezes, tudo o que eu conseguia pensar era como você tinha me deixado ali e tinha pesadelos sobre estar perdida na floresta. Eu esperava que você voltasse. Por anos e anos eu esperei que batesse à minha porta e dissesse que me amava.  Que tinha falado sério ao dizer  que estava feliz por ter me encontrado. 

- Concordo que pode ter parecido que eu a deixei lá, mas juro que não foi assim.  E, acredite, se eu tivesse achado, mesmo que por um instante, que você  era real e morava em Busan,  teria batido à sua porta.  - Ele pigarreou e eu senti o  tremor do meu joelho, saltitando debaixo da mesa.  - Sou dependente químico. Preciso ter controle sobre algumas coisas e as pessoas e isso nunca vai mudar. 

Não conseguia dizer uma palavra diante as revelações dele.  Ele voltou a pegar minha mão e acariciar com polegar o meu pulso. 

- Estou me abrindo com você. Sou destrutivo. Emocionalmente instável. Tenho um péssimo gênio. Parte disso tem a ver com meu vício, e parte tem a ver com meu... passado. Será que eu estava tão errado ao tê-la em tão alta conta que a minha explicação fosse achar que você era produto de uma mente desesperada ou o ápice da criação divina. 

As palavras e a expressão no rosto de Park eram tão intensas. 

- Você ainda usa drogas, Jimin ? 

- Não. Depois do meu comportamento detestável em Busan, Sun Hee me convenceu a procurar ajuda. Eu pretendia me matar, só precisava de dinheiro para resolver algumas coisas. A noite que passei com você mudou tudo. Quando eles me falaram que não havia ninguém chamada Beatriz,  imaginei que você tivesse sido uma alucinação ou fosse um anjo. E, de qualquer modo,  pensei que alguém, Deus talvez, tivesse se apiedado de mim e enviado você para me salvar. 

Fechei os olhos ao ouvir as palavras dele. 

Jimin pigarreou.

- Yoongi concordou em não dar queixa na polícia se eu começasse o tratamento imediatamente. Então Tae woo me levou de carro para uma clínica de reabilitação. 

Abri os olhos e o encarei, transtornada.   

- Por que você queria se matar, Jimin ?

- Não posso contar. 

- Por que não ? 

- Não sei o que pode acontecer se eu trouxer esses velhos demônios à tona. 

- Você ainda é suicida ? 

Ele passou a mão pelos cabelos acinzentados e suspirou. 

- Não. Parte da minha depressão era causada pelas drogas. Parte dela... outros fatores da minha vida com as quais tentei aprender a lidar. Você sabe tão bem quanto eu que um suicida é alguém que perdeu a esperança. Eu encontrei a minha ao conhecer você. 

Os olhos dele brilharam tão intensamente. 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Meu coração tá em pedacinhos por causa do Jimin.

Espero que tenham gostado.


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