História Minha tentação ( Imagine Park Jimin) - Capítulo 33


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
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Palavras 1.702
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!!

Capítulo 33 - Thirty Three


Eu me senti completamente derretida por ele.

Após um instante de silêncio,um silêncio bom, nós continuamos a conversa. 

- Sua omma biológica  era alcoólatra, Jimin ?

- Era. 

-E seu appa ? 

- Não falo sobre ele. 

- Jin me contou do dinheiro. 

- Essa foi a única coisa boa que ele fez na vida  - Rosnou Park.

- Isso não é verdade - falo baixinho. 

- Por que não ? 

- Porque ele fez você.

Na mesma hora, a expressão de Jimin se tornou mais suave  e ele pressionou os lábios nas costas da minha mão. 

- Seu appa era alcoólatra ?  - Pergunto. 

- Não sei. Ele era presidente de uma empresa de Nova York e morreu de ataque cardíaco.  Não tentei descobrir mais sobre ele. 

- Fico feliz que não esteja usando drogas e que esteja se recuperando. A minha mãe teve vários períodos de abstinência, mas nunca ficou totalmente sóbria. E se você voltar a usar drogas ? Sem contar esse delírio sobre Beatriz. Não sou ela, Jimin. Você quer um ideal, ou uma ilusão induzida pelas drogas, não a mim.

Ele me encarou com firmeza. 

- Estou limpo há seis anos. Admito que meus defeitos são muito graves, mas quero conhecer você. Saber como você é de verdade. Não quero nada além disso. E,sim, S/n, sei que você é mais do que apenas um sonho.  A sua realidade é muito mais bela e fascinante do que qualquer fantasia. Entre você e o sonho, eu nunca escolheria o sonho. 

Sequei uma lágrima que escorreu rapidamente pelo meu rosto. 

- Segurou Beatriz de Dante em seus braços naquela noite, a imagem evocada pelos escritos dele e pelo quadro de Holiday. 

Jimin balançou a cabeça. 

- O que senti foi real. O que fiz foi real. 

-Você achou que era real, mas isso faz parte de uma ilusão. 

- Foi real, S/n. Foi tudo. Assim que a toquei, eu soube... e quando voltei a tocá-la... eu me lembrei de você. Meu corpo se lembrou. Só minha mente tinha esquecido. 

As lágrimas deslizam pelo meu rosto e eu me levantei, secando-as. 

- E quanto à noite passada ? Você não sentiu ? - Perguntou, se levantando. 

Eu me encostei na parede, o encarando.  - Senti o quê ?

Jimin aproximou seu rosto do meu, seus lábios a centímetros da minha boca.  Eu conseguia sentir o hálito quente dele contra a minha pele e estremeci. 

- O seu corpo e meu juntos. Você veio a mim na noite passada, S/n. Foi para a minha cama. Por que fez isso ?Por que disse que não conseguia ficar longe de mim. Nós dois somos almas gêmeas, como descreveu Aristófanes: uma alma em dois corpos. Você é minha outra metade. 

Ele tocou meu pescoço de leve com as pontas dos dedos, acariciando-o. - Eu não mereço você. Senti na primeira vez em que peguei sua mão. Na primeira vez em que a beijei. E estava tudo presente na noite passada: Cada sensação, cada lembrança, cada sensação que tive antes. Foi real.  Se olhar para mim e me disser que isso tudo não passa de ilusão, eu a deixo ir. 

Eu fechei os olhos, sentindo meu coração saltitar dentro do meu peito. 

- Você não consegue, não é ? Sua pele lembra de mim e o seu coração também. Você tentou fazer com que eles se esquecem, mas não adianta. Lembre-se de mim, Beatriz. Lembre-se do seu primeiro. 

Os lábios de Park encontraram meu pescoço e eu sentir minha pulsação acelerar ao toque dele.  Ele espalhou beijos suaves e doces no meu pescoço. 

Esse homem é uma tentação, não tem como resistir. 

Ele colou os lábios à minha orelha.  - Relaxe. meu amor. -  falou, mordiscando o lóbulo de minha orelha e esfregando o nariz provocativamente no meu pescoço.- Deixe-me mostrar o que eu posso fazer quando vou com calma.

Ainda segurando meu rosto,  roçou os lábios em minha testa, nariz, meu queixo,  por fim  fechei os olhos e ele cobriu meus lábios com os seus. A essa altura, já estava sem fôlego. 

Assim que nossos lábios se tocaram, uma onda de adrenalina, calor e energia nos invadiu.  Mas Jimin foi cauteloso, não se afobou. Seus lábios acompanharam os meus, movendo-se de forma ritmada, o leve atrito fazendo a nossa pele se arrepiar. Porém ele não abriu a boca. Trouxe suas mãos aos meus cabelos. Afundou seus dedos em minhas mechas com carinho, massageou minha cabeça e depois deslizou as mãos para baixo. 

Eu fui menos sutil ao agarrar a nuca de Jimin, puxando seus cabelos acinzentados e os enrolando entre o dedos. Nossas bocas continuaram coladas. Ele passou a língua suavemente pelos meus lábios antes de tomar meu lábio inferior entre os seus. 

Era tentador. Era provocante. Era o beijo mais lento que já dei na vida.  Gemi e ele inclinou minha cabeça para trás. Eu já não aguentava mais esperar e minha língua saiu, hesitante, ao encontro da dele,  Park aceitou o convite. 

Eu teria agido febrilmente, mas Jimin controlou o beijo de forma carinhosa, gentil e lenta. Levou uma eternidade para ele deslizar as mãos do rosto para o meu pescoço e massagear meus ombros. E outra eternidade para que essas mesmas mãos escorregassem ao longo da minhas costas e se enfiassem debaixo de minha blusa para entrar em contato com a pele. Durante todo esse tempo, ele explorava minha boca como se jamais fosse ter outra chance.

Os dedos dele deslizaram pela minha pele enquanto eu me agarrava a ele. Ele pressionava seu corpo contra o meu, curvas macias e delicadas contra força e rigidez.  Sorvia a respiração dele, quente e úmida. Ele era meu oxigênio. Não conseguia parar de beijar tempo suficiente para respirar de verdade, então minha cabeça começou a ficar leve. Isso tornou a sensação dos lábios de Jimin ainda mais intensa e eu não resistir. Apenas me entreguei, lambendo, sugando, e me contorcendo...

Jimin se afastou alguns centímetros, interrompendo o beijo. Deixou os polegares acompanharem a curva da pele nua de minha cintura. Inspirei depressa e ele me abraçou. 

-  Você precisa se acostumar com meus beijos, S/n, porque pretendo beijá-la muitas vezes. - Ele beijou meus cabelos e sorriu para mim, parecendo verdadeiramente feliz. 

Quando enfim recuperei a voz, ela soou trêmula:

- Ontem você falou em sermos amigos. Amigos não se beijam assim. 

Ele riu. 

- Podemos ser amigos. Podemos seguir o modelo do amor cortês, se você preferir. Só precisarei me lembrar disso da próxima vez que eu for beijá-la. E você também. 

- Por favor, Jimin. Deixe de brincadeira ! 

- Não estou brincando. Existem muitas coisas que não sabemos a respeito um do outro. E estou ansioso por descobri-las e explorá-las. 

- Não quero ser dividida com ninguém. 

Ele resmungou. -  Não tenho o hábito de dividir o que é precioso para mim. Não vou permitir que outro homem ponha as mãos em  você, e isso inclui Jungkook e qualquer outro idiota. 

- Também não quero dividir você. 

- Eu ? 

- Sim. 

- Bem, isso é óbvio. 

- Não, não é. 

- Como assim ?  - perguntou ele, ofendido. 

-Suzy.... - Sussurrei. 

Jimin se inclinou e me deu um beijo, descendo até onde meu pescoço encontrava o ombro. - Não se preocupe com ela. 

- Não vou dividi-lo com Suzy. 

- Não será necessário.  - Ele soou impaciente. 

- Suzy é sua mulher ? 

Ele recuou e lançou-me um olhar duro.  - É claro que não.  

- Ex-mulher ? 

- Não, ela não é minha ex-mulher. Fim de papo.

- Quero saber quem é ela.

- Não. 

- Por quê ? 

- Por motivos que não prefiro discutir. 

- E quanto a  M.I.N.J.I ?

Ele assumiu uma expressão hostil 

- Não. 

- Vi a tatuagem no seu peito, Jimin. Vi as letras. 

Ele cruzou os braços.  - Não posso. 

- Então também não posso. - Estendi a mão para baixo, a fim de pegar um casaco. 

Ele me deteve.-  Quem é Baekhyun ?

Eu me encolhi. 

- Me conte. 

- Não fale o nome dele na minha frente. 

- Foi você quem falou. Quando estava dormindo. Parecia angustiada. Me conte. 

- Não. 

- Por que não ? 

-  Porque me faz mal  - sussurrei, implorando mentalmente para que ele mudasse de assunto. 

Um silêncio, agora um silêncio desconfortável pairou entre nós dois. Ele me olhava com uma expressão sombria e perturbadora.  E então ele perguntou..

- S/n, ele...  obrigou você ? 

Baixei a cabeça. 

- Não, Jimin. Eu sou virgem. 

Ele inspirou e expirou devagar. 

- Você ainda seria virgem mesmo que ele tivesse a obrigado a alguma coisa. Seria virgem para mim. 

A voz de Jimin soou tão angustiada e sincera que o meu coração quase desmoronou. 

- É muito nobre de sua parte dizer isso. Mas não fui estuprada. 

Ele fechou os olhos por uns instantes e suspirou com força. 

 -Nós dois temos segredos que não queremos revelar. Não vou mentir para você, mas não posso lhe contar tudo. Não hoje. E, pela expressão em seus olhos, sei que também tem alguns segredos muito dolorosos que não quer me contar.  Eu aceito isso. Não vou pressioná-la a falar sobre eles.  -Ele passou o braço pela minha cintura e me puxou para si. 

- Então vamos ter segredos ? - Soei intrigada. 

- Por enquanto, sim. 

- Ainda temos o problema de eu ser sua aluna. 

Ele tornou a me beijar. 

- Este é outro segredo que vamos ter que guardar. Querida, não quero continuar esta conversa neste corredor. Por favor, volte para mesa e termine seu café. Podemos continuar conversando ou simplesmente comer em silêncio. 

Eu estendi a mão, hesitante, para acariciar os cabelos dele. Jimin fechou os olhos e relaxou ao meu toque, respirando profundamente. Quando eu parei, ele abriu os olhos e eu vi a voracidade que havia neles. 

Ele sorriu e a voracidade foi substituída por outra coisa. Esperança. Reconhecer a esperança no rosto de Jimin fez meus olhos se encherem de lágrimas. 

- Eu lamento por tudo - lhe disse, chorando e limpando o rosto com as costas da mão. 

- Eu sei.  - Ele me envolveu com seus braços e beijou de leve minha testa. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Eu acho que tem um olho na minha lágrima :'(

Espero que tenham gostado.


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