História Minha tentação ( Imagine Park Jimin) - Capítulo 35


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
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Palavras 2.155
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura !

Capítulo 35 - Thirty five


Depois daquele momento intenso, ele mexeu o corpo para conferir as horas em seu relógio. Resmungou. 

-  O que foi ?  - Perguntei

- Preciso ir. Tenho uma reunião.  

- É melhor eu ir também. 

Eu sai do sofá e fui depressa pegar a mochila e procurar o casaco.  Jimin atravessou a sala com três passos e pousou a mão sobre meu ombro. - Fique. Não vou demorar. 

Eu mordi meu lábio inferior e o arrastei entre os dentes, pensativa.

Ele o soltou da mordida.

- Pare com isso. Fico nervoso quando vejo você fazendo isso. 

 Ele recolheu o polegar depressa. 

- Sobre o que é sua reunião ? 

Park começou a esfregar os olhos. 

- É com Hyuna. Vai ser desagradável. Mas seria muito mais fácil se eu soubesse que você vai estar aqui me esperando. 

- Tenho tanto trabalho para fazer. Além disso, preciso telefonar para Jungkook. Parece que ele foi ao meu apartamento ontem à noite ver se eu estava bem. - Eu comecei a falar mais rápido. - Mandei uma mensagem dizendo que estou. Falei que não tinha sido expulsa do curso, mas que precisaria de outro orientador. Não sei como vou explicar a ele que provavelmente será Choi Yoona. 

Jimin fechou a cara. 

-  Você não deve explicações para Jungkook. Diga-lhe que ele não tem nada com isso.

- Ele é meu amigo. 

- Então invente alguma relação entre a sua tentativa de entrar em Harvard e Yoona.  Ela amiga de Mike William.

Assenti e comecei a abotoar meu casaco. 

- Espere. 

Ele foi até seu escritório. Quando voltou, alguns minutos depois,  pôs um velho livro de capa dura em minhas mãos. 

Eu li o título: A figura de Beatriz: Um estudo em Dante, de Charles Williams. 

Era um estudo sobre a figura de Beatriz na obra de Dante. 

- Quero que fique com isso. Você  vai impressionar Yoona se estiver familiarizada com este livro. Ela é fã de Dorothy L. Sayers, que foi buscar muito de  seus insights sobre A Divina Comédia em Williams. - ele pigarreou. 

Eu olhei para o exemplar e passei a mão pela encadernação antiga, 

- Pelo menos fique com ele até Yoona concordar em ser sua orientadora. 

- Obrigada. 

- Por nada.  Agora precisamos falar sobre outra coisa. 

Ergui os olhos para Jimin, nervosa. 

- Seria muito mais fácil se você não fosse minha aluna, mas você é.  Pelo menos por enquanto. 

Respirei fundo.  

Park esfregou seus cabelos. 

-Desculpe. Isso não soou bem. O que quero dizer é que não posso ser seu orientador, por vários motivos. Mais ainda temos o problema do curso. 

- Se eu largar seu curso, não poderei me formar em maio. Você disse nas mensagens que me mandou que poderia conseguir um curso extracurricular para substituí-lo, mas não adiantaria para mim. Preciso de um curso  de Dante  para minha especialização e para a dissertação. 

- As regras que proíbem relacionamentos entre alunos e professores não dizem respeito só a orientandos. Isso significa que não posso ter um relacionamento com você enquanto for minha aluna. No próximo semestre, claro, a situação vai mudar completamente. Não seria mais seu professor. 

Eu sabia disso. Estava explícito na Declaração de Direitos e Deveres dos alunos. Membros do corpo docente não podiam dormir com alunos. Ponto final. 

- Não vou perder você novamente  - sussurrou ele. - E não vou impedi-la de fazer o que veio para fazer aqui. Então precisamos encontrar uma solução. Enquanto isso, vou ter uma conversa com meu advogado.

- Seu advogado ? 

- Um conversa preliminar, confidencial, sobre o que a universidade pode fazer se eu sair com uma aluna matriculada no meu curso. 

Pousei minha mão na manga da camisa dele. - Você  quer perder seu emprego ?

- É claro que não - respondeu ele. 

- Já coloquei sua carreira em risco uma vez. Não vou fazer isso de novo. Vamos ter que ficar longe um do outro e, quando este semestre terminar, poderemos voltar a falar no assunto. Você pode, sei lá, mudar de ideia e decidir que não me quer.  - Baixei os olhos para o tênis e me remexi, nervosa. 

- Isso não vai acontecer, S/n. 

- Ainda estamos só  nos conhecendo.Talvez algumas semanas de amizade seja exatamente do que precisamos. 

- Amigos  saem para jantar. Que tal amanhã à noite. 

Balancei a cabeça. 

- Por que você não me liga ? Prometo que vou atender. 

Jimin franziu as sobrancelhas.

- Então quando vamos voltar a nos ver ? 

- Na próxima aula. 

- Isso é muito longe 

- Tem que ser assim, professor.  - Dei um meio sorriso e caminhei em direção a porta. 

- Não está esquecendo de nada? 

Eu conferi rapidamente a mochila para me certificar de que estava com minhas chaves. 

- Acho que não. 

Park veio até mim, o olhar carregado por alguns instantes. 

- Não vai dar um beijo de despedida no seu pobre e solitário Jimin ? - Sussurrou ele, com a voz intencionalmente sedutora. 

Engoli em seco. 

- Amigos não se beijam do jeito que nos beijamos. 

 Ele se aproximou, até minhas costas estarem pressionadas contra a porta.

- Só um beijinho inocente. Palavra de escoteiro. 

- Você é escoteiro ? 

- Não. 

Ele ergueu a mão lentamente e acariciou de leve meu rosto. Abriu um sorriso irresistível e eu sorri de volta. Pressionou seus lábios contra os meus, com firmeza, mas também com carinho,e os manteve ali. 

Eu esperei que ele fizesse alguma coisa, que abrisse a boca, se movesse, mas Jimin não fez nada. Ficou totalmente imóvel, aplicando uma pressão sutil contra meus lábios, até recuar e abrir um pequeno sorriso. 

- Não foi tão ruim, foi ? - Ele deu uma risadinha, percorrendo o contorno do meu queixo com a ponta de um dedo. 

Balancei a cabeça, sorrindo. 

- Adeus, Jimin. 

Lee S/n Off 

 

Park Jimin On 

Enquanto a porta de entrada se fechava, eu me encostei na parede e esfreguei meus cabelos, sorrindo feito um bobo. 

 

                                                                                        ... 

Quando voltei para casa, depois de uma reunião muito desagradável e um tanto pitoresca com Hyuna, peguei uma garrafa de água na geladeira e digitei o número de  Kwan Dak ho, meu advogado.  Fazia um bom tempo que eu não precisava de seus serviços e preferia que fosse assim. Dak ho tinha alguns clientes de índole duvidosa, mas era o melhor, e eu sabia disso, especialmente no que diz respeito ao código penal coreano.  Dak ho, no entanto, não era especialista em leis trabalhistas, algo que me frisou mais de uma vez durante a conversa de meia-hora que tivemos. 

-  Vou logo avisando: se o desrespeito a essa proibição violar os termos do contrato de trabalho, estará fazendo por sua própria conta e risco, ciente de que poderá perder o emprego. Então, deixe-me perguntar o seguinte: você foi para a cama com ela ?

- Não.  - Respondo, lacônico. 

- Ótimo. Não vá por enquanto. Meu conselho é que mantenha distância dessa garota até eu voltar a entrar em contato com você. Quantos anos ela tem ? 

- Quem ? 

- A garota, Jimin, o rabo de saia. 

-  Se voltar a se referir a ela desse jeito, vai perder um cliente. 

Dak ho fez uma pausa. 

- Deixe-me colocar de outra forma: a jovem em questão, quantos anos ela tem ? 

- Vinte e três.  

- Ótimo. Pelo menos não é menor de idade. 

- Vou fingir que não ouvi isso. 

- Presta atenção, Park, eu sou seu advogado. Deixe-me fazer o meu trabalho. Não posso lhe dar uma opinião bem fundamentada sobre a sua situação se não souber de todos os fatos.  Uma das minhas sócias processou a universidade de Seul no ano passado. Vou pedir a ela que me atualize sobre esse assunto. Enquanto isso, fique longe dessa garota. E não durma com ela de jeito nenhum. Entendido ?

- Sim. 

- E, se me permite ser mais explícito, não tenha nenhum tipo de atividade sexual com ela, de qualquer natureza. Não queremos ser envolvidos num debate à la Clinton sobre o que constitui uma relação sexual. E não faça nada com ela, mesmo que seja consensual. 

- E se nosso envolvimento for romântico, mas não sexual ? 

- Desculpe, acho que não entendi direito. 

- Se eu estiver saindo com ela, mas sem que haja contato sexual. 

Dak ho soltou uma gargalhada. 

- Está de sacanagem comigo , Park ? Não acredito em você, e sou pago para isso. Pode ter certeza que ninguém vai acreditar. 

- A questão não é essa. A questão é: se eu não estiver tendo relações com minha aluna, nosso relacionamento viola à política da universidade ? 

 -Ninguém vai acreditar que você está tendo um relacionamento com uma aluna que não envolva sexo, especialmente com a sua reputação.  É claro que seu empregador é que tem o ônus de fornecer provas do relacionamento, a não ser que sua namoradinha dê queixa contra você, ou alguém os flagre numa situação comprometedora. Ou que ela engravide. 

- Isso não vai acontecer. 

- É o que todo mundo diz, Park. 

Eu pigarreio.

- Sim, mas, neste caso, não há a menor chance. Por mais de um motivo. 

- De todo modo, se você fosse pego, ainda que não haja relação sexual, provavelmente receberia uma advertência por conduta imprópria, não mais que isso. Mas não posso afirmar antes de ler as regras, e preciso saber da minha sócia que tipo de precedentes a universidade possui esses casos.

- Obrigado. 

- Tome cuidado. Se algo vier à tona, é você que vai se ferrar, não eu. Sou pago de qualquer maneira.  - Dak ho pigarreou. - E... Jimin? 

- Sim ? 

- Se eu fosse você, me manteria longe de problemas pelos próximos dias. Nada de garotas, brigas, bebedeira ou algo do tipo. Qualquer litígio com a universidade irá expor seu passado, não se esqueça. Então vamos tentar mantê-lo como está, ok ? 

- Está bem, Dak ho. 

E, com essas palavras, desliguei o celular e peguei minhas chaves, decidido a extravasar minha frustração no clube de esgrima. 

Park Jimin Off

 

Lee S/n On 

Quando cheguei ao meu prédio, vasculhei o canteiro em busca de fragmentos do cartão de Jimin. Infelizmente, tudo o que encontrei foram alguns pedaços rasgados, que não eram suficientes para reconstitui a mensagem. 

Passei o dia inteiro lendo o livro de Charles Williams, fazendo anotações que esperava poderem me ajudar em meu encontro com Yoona. Precisava admitir que a precaução de Jimin tinha sido quase providencial. O domínio que Williams possuía da obra de Dante ofereceu-me muitas sugestões para minha dissertação. 

Antes de dormir, eu me sentei na cama ouvindo meu iPod e pensando em Park. Ele havia transferido duas músicas para mim. Nessa noite, voltei a dormi com a fotografia que estava na minha gaveta debaixo do travesseiro, refletindo sobre uma série de coisas. 

Eu me apaixonei por Park Jimin aos 17 anos. Talvez isso explicaria a intensidade do que havia entre nós, o modo como ele me olhava ou os sentimentos que vieram à tona quando eu estava em seus braços. Eu tentei reprimi esses sentimentos durante os anos que ele esteve longe; tentei sufocá-los, envolvendo-me com outras pessoas. Mas, aninhada nos braços dele na noite anterior, uma onde de emoção tinha me dominado, e todas as minhas frágeis defesas foram arrastadas para o mar como um castelo de areia.  O amor que sentia por ele continuava aqui, uma pequena chama que ardia de tal forma que nem toda água do oceano conseguiria apagar. 

Então talvez agora não tivesse escolha, por já ter feito minha escolha antes. Quando ele pediu a minha mão e eu lhe estendi sem questionar. No instante em que Jimin me tocou, eu soube que pertencia a ele. Desde então, ele sempre havia estado aqui, nas sombras, como um fantasma que se recusava a ir embora. E agora o fantasma tinha decidido que me queria. 

 

                                                                                             ...

Na manhã seguinte, eu conferi a caixa postal e fiquei surpresa ao encontrar uma mensagem de Jimin. Ele havia ligado depois de eu ter dormido. 

S/n, você me prometeu que atenderia a ligação. [ Suspiro. ] Suponho que esteja tudo bem e que você esteja no banho ou coisa parecida. Me ligue quando receber esta mensagem. 

Lamento não ter podido levá-la para jantar hoje à noite, mas gostaria que jantássemos juntos amanhã. Será que podemos pelo menos  conversar sobre o assunto? 

[ Pausa ] Me ligue, princesa. Por favor. 

Imediatamente salvei o número dele no celular, e o registrei como " Meu Dante". Quando retornei a ligação, caiu na caixa postal. 

Oi, sou eu. Hum, desculpe por não ter visto sua mensagem ontem à noite. Acabei pegando no sono. É claro que adoraria encontrá-lo, mas acho que sairmos para jantar é muito arriscado. Quero conhecê-lo pessoalmente ,Jimin, e espero que possamos encontrar uma maneira segura para que isso aconteça. Desculpe por ter perdido sua ligação. 

 

 

 

 


Notas Finais


Bom, espero que tenham gostado.


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