História Minha tentação ( Imagine Park Jimin) - Capítulo 36


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
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Palavras 2.470
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura meus amores.

Capítulo 36 - Thirty six


Passei boa parte da sexta-feira trabalhando na minha proposta de dissertação. Mantive o celular ligado, por via das dúvidas. Mas Jimin não ligou. Jungkook sim. A conversa foi curta, pois o professor Park o interrompeu na  sala de estudos. Como Park parecia estar muito mais bem- humorado, Jungkook ficou apenas um pouco ciente em acreditar que ele havia pegado leve comigo. E eu me esforcei bastante para eliminar essa reticência. Crise solucionada. 

Após a minha reunião muito interessante com  Yoona, eu voltei para casa e fiz um refeição modesta, que constituiu numa sopa de tomate. Depois do jantar, tomei um banho e me enrolei numa toalha preta que mal me cobria dos seios às nádegas e fui até o armário pegar um pijama de flanela para dormir. Tendo em vista o frio de fim de outubro, decidi que o pijama com  estampa de abóboras de Halloween seria o mais apropriado. 

Ouvi alguém bater na janela. 

Soltei um gritinho de susto. Uma voz abafada vinda do lado de fora começou a falar mais alto, e as batidas continuaram com toda força. Eu corri até a janela, abri as cortinas e me deparei com o rosto preocupado de Jimin. 

- Você quase me matou de susto!  -  exclamei, abrindo a janela muito antiga e tentando puxá-la para cima com uma das mãos enquanto segurava a toalha com a outra, apreensiva. 

-  Você não atendeu a ligação. Nem a campainha. Achei que tivesse acontecido alguma coisa.  Fui até o quintal e vi as luzes acesas. 

Ele notou que eu estava enrolada e enfiou os dedos por debaixo da janela.  

- Deixe isso comigo.  - Com um movimento só, ele ergueu a janela e me entregou duas sacolas de papel. 

- O que é isso ? 

- Nosso jantar. Agora me dê licença, está frio aqui fora. - Ele pousou as mãos sobre o parapeito, tentando erguer o corpo. 

- O que você está fazendo ? 

- Entrando pela janela. O que parece que estou fazendo ?

- Eu poderia deixar você entrar pela porta, como um ser humano normal.  -Protestei, largando as sacolas de papel em cima da mesa.

Jimin me observou com um olhar um tanto voraz enquanto passava as pernas pela janela. 

- Não nua desse jeito.  -  Ele fechou a janela com força, passou o trinco e cerrou as cortinas. -  Você devia se vestir. 

Estremeci quando ele estendeu um dedo para acariciar a pele nua do meu ombro.  Prendi a toalha mais firme  em volta do corpo e desviei meu olhar do dele. Estava quase nua e ainda molhada do banho. 

- Por favor, vá se vestir, S/n.  -  A voz dele soou grave e rouca.

Imaginando que ele estivesse envergonhado, a minha reação foi recuar imediatamente. 

- Vou me trocar no banheiro.  - Murmuro. 

Me apressei em pegar uma roupa de ginástica e meus chinelos. 

Lee S/n Off

 

Park Jimin On

- Por que não liga o aquecedor ? - Pergunto enquanto ela corria para o banheiro. 

- Está ligado. 

- Nem parece. Está quase tão frio aqui dentro quanto lá fora. E você vai acabar doente se ficar andando pela casa de toalha 

S/n fechou a porta do banheiro,encerrando a conversa. 

Me acomodei e olhei em volta em busca do termostato, mas obviamente não havia nenhum. Logo estava de quatro no chão, lutando com um radiador velho que era a única fonte de calor no apartamento.  

Como ela pode viver assim ? Está um gelo aqui dentro.  

Park Jimin Off

 

Lee S/n On

Quando sai do banheiro, encontrei Jimin ainda de casaco, ajoelhado diante do radiador como se fosse um altar.  Eu soltei uma risadinha. 

-  Você fica mais de joelhos do que devia, professor. 

Ele me fuzilou com o olhar. 

- Muito engraçado, Srta. Lee.  Esse radiador é inútil. Você tem algum aquecedor de ambiente ? 

- Tem um elétrico no banheiro. Mas não costumo usá-lo. 

Ele balançou a cabeça, levantando-se, e passou por mim. Ligou o aquecedor elétrico no máximo e deixou a porta do banheiro escancarada. 

- Deixei-me aquecer um pouco esse apartamento. Seu cabelo está molhado, você vai ficar resfriada. Vou preparar um chá para você. - Ofereceu Jimin, pendurando seu casaco atrás da porta de entrada. 

- Eu mesma posso fazer o chá - lhe disse baixinho. 

- Deixe comigo.  -Ele me deu um beijo na testa e pegou a chaleira elétrica enchendo-a de água da torneira e voltando a ficar de quatro para ligá-la à tomada atrás da penteadeira. 

Me esforcei bastante para não olhar o modo como aquela calça preta moldava sua bunda muito atraente. Para me distrair, comparei o comportamento de Jimin como o da primeira vez que ele veio à minha toca de Hobbit. Era como se existissem dois dele e eu agora estivesse recebendo a visita do mais simpático. 

O novo modelo é tão bonito quanto o antigo, porém infinitamente mais atraente. 

- Agora  - disse ele, olhando ao seu redor  - só preciso aquecer você. 

Jimin fixou seu olhar em mim e me puxou para um abraço, esfregando as mãos em minhas costas. 

- Você está bem ?

- Estou.

- Por que não atendeu minha ligação? 

- Mas eu só não atendi quando estava dormindo ou no banho. 

-Fiquei preocupado. Você não atendeu ontem à noite nem quando liguei há uma hora. 

- Eu estava lavando a cabeça. 

Jimin enterrou o rosto no meu pescoço. - S/n   - começou, erguendo a mão esquerda para tocar meu rosto. 

- O que foi ? -  Perguntei

Ele ficou calado. 

Eu o encarei, surpresa. Os olhos dele estavam sombrios e intensos. 

Park inclinou a cabeça e começou a dar beijos muitos suaves ao longo do meu pescoço, começando logo pelo lóbulo da orelha e descendo pela clavícula. Uma faísca de desejo lampejou em mim. Os lábios de Jimin mal tocavam minha pele e mesmo assim faziam cada gota de sangue do meu corpo disparar para aquele ponto. O toque dele nunca tinha sido tão erótico, tão afetuoso. 

Jimin venerou a curva do meu pescoço, subindo e descendo sem parar, língua despontando de vez enquanto pela minha pele. Havia momentos que esfregava o rosto com carinho no meu nariz ou no queixo. 

Gemi e fechei os olhos, subindo as mãos pelas costas dele até chegarem a seus cabelos. As pontas de meus dedos se moviam como se tivessem vida própria, acariciando sua nuca, bem acima da gola da camisa. 

- Hum... - Gemi. 

- Está gostando ? -  Sussurrou ele, interrompendo os beijos. 

Assenti 

- Quero lhe dar prazer, S/n. Mais do que você imagina. 

Ele deu especial atenção à pele em volta da minha orelha e logo abaixo do meu maxilar, provocando-a com a língua. 

- Diga se estou conseguindo. 

Eu mal ouvi sua pergunta,muito concentrada na miríade de sensações que percorriam pelo meu corpo e no calor que espalhava por minha carne. Já não sentia frio. Não sentia mais nada além dele. 

- Você me dá prazer, Jimin. - Sussurrei, atordoada. 

- Esta é uma declaração de desejo  -  Sussurrou ele em meu ouvindo, fazendo-me arrepiar. - Se fôssemos amantes, eu a beijaria para mostrar minha intenção de levá-la para a cama. E você nem imagina o prazer que teria ali. Mas,por enquanto, posso apenas manifesta o quanto eu a desejo. Não vou me permitir tocar seus lábios por medo de não ser capaz de parar. 

Park prosseguiu sua exploração, tirando o cabelo de cima dos meus ombros. Não poderia ter me beijado mais suavemente. Pôs a ponta do lóbulo da minha orelha na boca, puxando-o de leve, traçando com delicadeza seus contornos com a língua. 

- Se eu provar sua boca agora, não responderei pelos meus atos. Então a única coisa que posso fazer é adorar seu lindo pescoço. Sei que em poucos segundos você irá se afastar, antes que a tentação fique forte demais.. Já é forte demais. Você não faz ideia de quanto eu a desejo.  - A voz dele estava rouca, sua respiração parecia bastante acelerada. 

Senti minhas pernas ficarem bambas e comecei a desfalecer... Foi então que a chaleira apitou. Jimin me deu um beijo inocente no rosto e foi preparar o chá, enquanto eu me sentava, trêmula, numa das cadeiras.  Meu coração batia tão depressa que eu achei que estava tendo um ataque cardíaco.  Inclinei a cabeça para frente, segurando-as entre as mãos para cima. 

Se fico tão transtornada quando ele me beija, como vai ser quando... 

- Que chá você quer, querida ? -  Havia uma certa diversão na voz de Jimin ao me ver tentar recuperar o fôlego

- Está na lata ao lado do bule.   - Minha voz saiu trêmula. 

- Não costumo tomar chá, então não sei se vai ficar tão bom quanto o seu. 

Agradeci educadamente quando ele colocou o bule de chá, a xícara e o pires à minha frente.

- Comprei algumas coisas para jantar.  Você já comeu ? 

- Tomei uma sopa. 

- S/n.  - Ele se sentou ao meu lado e lançou-me um olhar severo. - Sopa não é refeição. 

- Acho que já me disseram isso antes. 

Revirei os olhos e Jimin riu.  

As primeiras coisas que tirou da sacola foram uma garrafa de vinho e um saca rolhas. 

-Você tem taças de vinho ?

- Tenho. 

Fui buscá-las na pequena cozinha e retornei. 

- Tive que trabalhar até tarde, mas queria jantar com você, então fui a um restaurante e pedi comida para viagem. Temos  Kimchi. Que tal ?

Ao olhar para a comida disposta à minha frente, meu apetite voltou na mesma hora. 

- Hum... parece delicioso. - Disse, com água na boca. 

Jimin sorriu. 

Ele estendeu a mão para passá-la em meus cabelos longos e molhados. 

- Por que está sempre me alimentando ? 

A mão dele parou. 

- Já disse, eu gosto de lhe dar prazer.  - Ele recolheu a mão, com uma expressão intrigada no rosto.  -É assim que  um homem age quando está interessado num mulher, S/n. Ele é atencioso, cuidadoso e faz as vontades dela. - Ele sorriu com malícia. - Talvez esteja tentando  mostrar que, se sou tão atencioso com seus desejos gastronômicos, serei ainda mais com... outros apetites. 

Fiquei vermelha e Jimin aproximou a mão ao meu rosto. 

- Sua pele é linda  - sussurrou ele. - Como uma rosa desabrochando pela primeira vez.  - Ele me observou com um olhar de admiração. - Jin parou de corar assim que começou a dormir com Namjoon. 

- Como você sabe disso ? 

- Se bem me lembro, todos nós notamos. Num momento ela estava lendo "O pequeno príncipe" e, no outro, comprando lingerie. 

Mordi o lábio, pensativa. 

- Eu adorava esse livro. 

- " Só se pode ver bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos"  -  disse Jimin. 

- Exatamente.  -murmurei. - Gosto da parte em que a raposa fala com o príncipe sobre cativar. Ela decide que quer ser cativada, quer ser a raposa do príncipe, embora saiba que isso irá torná-la mais vulnerável. 

- S/n, acho que você deveria secar o cabelo agora. 

 Ele tirou a mão do meu rosto e se levantou depressa, dando-me as costas, supostamente para ajeitar o jantar. 

 

                                                                                  ...

Depois do jantar, nos sentamos na cama, como se estivéssemos num sofá. Jimin encostou alguns travesseiros na parede e se recostou, com o braço em volta da minha cintura.

- Desculpe a falta de conforto  - disse, humilde. 

- Não estou desconfortável. 

- Sei que detesta esse apartamento. Ele é pequeno, frio e....- indiquei a sala com um gesto. 

- Vou me arrepender pelo resto da vida do que lhe disse quando você teve a gentileza de me convidar para entrar. Não detesto seu apartamento. Como poderia ?  - Jimin entrelaçou os meus dedos com os seus. - É onde você está. 

 -  Obrigada. 

- Obrigado por tornar tudo belo pelo simples fato de existir, S/n.

Eu sorri e ele levou minhas mãos até a boca, beijando com ternura meus dedos, um a um. 

- Sabe, eu estive pensando.  - Disse ele.

- Pensando  em quê ? 

-Podemos fingir que estamos no ensino médio e que moramos em Busan. Mal começamos a namorar e, como somos adolescentes bem-comportados e um pouco antiquados, fizemos um voto de castidade.

- Parece que andou pensando bastante sobre isso. 

- Tenho uma imaginação bastante fértil e detalhada no que diz respeito a você - Sussurrou ele. - E talvez deseje que tivéssemos sido adolescentes juntos. 

- Então isto está virando um caso ? 

Jimin ficou calado por alguns instantes.

- Eu tinha pensado em algo menos vulgar. Mas, S/n, muito do que nossa relação vai ser ou deixar de ser está em suas mãos. 

Assenti para indicar que tinha entendido e nós dois ficamos em silêncio. Por fim, fechei os olhos, inspirando o perfume dele e sentindo-me estranhamente familiarizada pelo ritmo constante das batidas do meu coração. Jimin acariciava meus cabelos e cantava baixinho uma canção que eu não conhecia. 

Lee S/n  Off

 

Park Jimin On

 - S/n ? 

Silêncio. 

- S/n  ? 

Quando inclinei para baixo, percebi que ela havia adormecido. Não queria acordá-la. Mas também não queria ir embora sem me despedi e queria que ela trancasse a porta depois que eu saísse. 

Eu a ergui com cuidado, colocando-a sob as cobertas, com medo de que ela acordasse. Mas não acordou. Observei as suas formas pequenas, a maneira como seu peito subia e descia ao ritmo da respiração suave, seus lábios entreabertos. Ela era linda. Era doce. 

Não conseguia me lembrar da última vez que havia passado uma noite inocente com uma bela mulher que não fosse da minha família. Um noite repleta de desejo, paixão e anseios irresistíveis... eu a queria.  

Eu esvaziei os bolsos e desliguei meu celular antes de ir ao banheiro. Baixei a temperatura do aquecedor e tirei rapidamente as roupas, ficando apenas de camiseta e cueca samba-canção. Apaguei as luzes e deitei na cama de solteiro pequena demais para duas pessoas. 

Quando me virei de lado, minha mão fechou sobre um pedaço de papel pequeno e liso preso debaixo do travesseiro. Eu o tirei de lá e o ergui contra o raio de luz que atravessava a cortina. O que vi me deixou mais do que surpreso:uma fotografia velha minha. Como ela conseguiu isto? Há quanto tempo tem essa foto ?  Voltei a guardar a foto embaixo do travesseiro. 

Eu nunca tinha gostado de dormir de conchinha. Era íntimo demais para mim. Mas nessa noite, era tudo que eu queria. Aconcheguei meu corpo ao de S/n e estendi o braço esquerdo sobre a cintura dela, pousando a mão com cuidado em sua barriga. Nós nos encaixávamos perfeitamente.  Eu suspirei de alegria ao sentir o calor da jovem aninhada em meus braços,meu nariz enterrado nos cabelos longos e macios, que cheiravam  a baunilha.

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado.


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