1. Spirit Fanfics >
  2. Minha única querida >
  3. Oitavo dia

História Minha única querida - Capítulo 16


Escrita por:


Capítulo 16 - Oitavo dia


Fanfic / Fanfiction Minha única querida - Capítulo 16 - Oitavo dia

Maxon on 


Eram oito horas da manhã quando eu acordei. Meri ainda dormia como um anjinho e eu, como todos os outros dias, não tive coragem de acordá-la. Fiquei alguns minutos a admirando e lhe dei um beijo na testa, sem me importar se ela iria sentir ou não a minha demonstração de carinho.

Em seguida fui até o banheiro, ao me olhar no espelho eu percebi o quão bem aquela viagem estava me fazendo. Meu cabelo estava bagunçado, já que eu havia acabado de acordar, e eu estava só de calça moletom, mas meu rosto tinha uma expressão descansada, completamente diferente de como eu estava nesse último mês no castelo. Acredito que, enquanto esse processo de dissolução durar, meu trabalho vai ser bastante exaustivo. 

Entrei no banho e liguei a água quente. Passei um bom tempo por lá, deixando o vapor relaxar todo o meu corpo. Depois, me vesti com uma calça moletom cinza e uma blusa branca de manga longa, quando Meri acordasse, se ela decidisse sair, eu trocaria de roupa, não sou acostumado a sair com roupas tão casuais, mesmo em viagens. O clima estava bom, cerca de 16° celsius. 

Sentei na escrivaninha do quarto ao lado e liguei para August, que havia sido contratado por mim assim que recebi a coroa. Ele estava sendo mais eficiente do que qualquer outro funcionário, o que não me impressionava, pois  ele realmente tinha contato direto com o povo. Eu sinto muita necessidade de mantê-lo por perto, já que eu não faço a mínima ideia de como é o dia a dia do povo. É óbvio que eu entendo algumas da necessidades das populações e que eu sei do sofrimento delas, mas não sei o que é viver como uma pessoa normal.

—Majestade. -ele disse ao atender.

—Sem essa, August. -eu ri.

—Está ocupado? -perguntei

—Não. Estava indo sair de casa para ir ao castelo, mas pode falar. -ele falou. 

—Eu estive estudando o projeto final da casta 8 e eu queria saber se tinha mais alguma objeção, ou coisa do tipo. Primeiro a gente tira  as pessoas das ruas e coloca em abrigos temporários até arranjar empregos referentes às pessoas da casta 7. Você não acha que isso pode causar revolta nas pessoas de tal casta? Tipo, eles podem achar que estamos querendo tirar os empregos deles não acha?-falei

—Não, definitivamente não acho. A quantidade de pessoas na casta 8 é bem pequena, e os empregos da casta 7, por serem muito braçais, precisam de muitas pessoas para isso. Além do mais, acho que eles ficarão felizes por saberem que vão ser os próximos a se juntarem com a casta acima. -ele me respondi.

—Você tem razão, August. Deixe-me perguntar algo. Depois de uns 2 meses da primeira dissolução e um pouco antes da segunda, acho que deveríamos criar alguma lei trabalhista que aborde a carga horária da casta 7. Acho que, por serem trabalhos muito exaustivos, deveriam ter 2 horas a menos, pelo menos. Você concorda? 

—Concordo, é claro. A gente tem que fazer isso de forma que não revolte as outras classes trabalhistas, então acredito que seja melhor esperar vocês chegarem para começar o projeto. 

—Com certeza. -respondi. 

—Era só isso? -August perguntou. 

—Não, tem algo que quero acrescentar.

—Por favor. -ele disse. 

—Como a punição de direcionamento para a casta 8 vai acabar com a dissolução dela, obviamente as pessoas vão deixar de se preocupar em ter relações sexuais antes do casamento. -antes que eu continuasse, August falou.

—Sim, isso deixa de ser crime, como eu lhe mandei no projeto. Você vê problema? 

—Não, não. De forma alguma. Sempre achei uma lei retrógrada. Minha única preocupação é com o aumento de população, acho que isso poderia ser ruim. 

—Para que isso não ocorra, a gente deveria democratizar os métodos contraceptivos. 

—E como poderíamos fazer isso rapidamente? 

—Maxon, por favor, aproveite sua lua de mel. Quando você chegar, a gente estuda sobre. Com certeza é a parte mais fácil disso. Não se preocupe tanto... -ele falou.

—Eu tento.

—Você sabe que eu posso cuidar disso por enquanto, não sabe? Posso esboçar o projeto e você refinar na chegada.

—August, não me entenda mal. Não duvido nem um pouquinho da sua capacidade, mas eu sou o rei, preciso estar por dentro... 

—Óbvio. Eu lhe atualizarei de tudo, quando você não estiver mais em seu momento de lazer. Tu não sabes quando vai ser a próxima vez que vai poder tirar um momento com sua esposa, aproveite. 

—Ah, em falar de esposa, como está Georgia? 

—Bem, ela está bem. Inclusive está do meu lado aqui.

—Mande um abraço.

—Pode deixar. Até mais, Majestade. 

—Até, fica bem. -desliguei o telefone. 

Não vi em que momento América tinha chegado ao quarto, mas ela estava na porta me observando. Tinha a cara um pouco amassada, de quem havia acordado no mesmo instante, se vestia apenas com uma camisa de botões minha e calcinha preta. Ela se aproximou de mim e perguntou:

—Quem era no telefone?

—Kriss. -brinquei.

Ela, que estava prestes a sentar em meu colo, se afastou e indagou:

—O que? 

—Era August, minha querida. -puxei seu braço até mim.

—O que ele queria? 

—Eu que liguei. Queria saber como andam as coisas...

—Será que você pode focar um pouquinho sequer em sua esposa? -ela falou, formando uma distância de menos de 4 centímetros entre nossos rosto. 

—Sem dúvidas. -fui trilhando beijos em seu pescoço.

Ela me beijou, mas não demorou muito até que se afastasse e saísse de cima do meu colo. 

—Já tomou café? -ela perguntou.

—Estava indo fazer agora. 

—De jeito nenhum, pode deixar que eu faço. -ela riu.

—Está insinuando alguma coisa? -perguntei.

—Eu não disse nada. -ela riu e saiu do quarto.

Antes de ir atrás dela, dei uma última olhada no relatório e fiz uma lista para mandar ao conselho, incluindo a prioridade de cada uma. Sabia que, seria quase impossível cumprir tudo até o fim da casta 7, mas tínhamos que dar um jeito. Enviei, mesmo sabendo que poderia causar uma discussão entre mim e August mais tarde, provavelmente ele ia dizer algo sobre eu não confiar nele e estar colocando muitos trabalhos complexos de uma vez na lista de afazeres.

Não queria ter ficado preocupado, mas fiquei. De repente meu corpo ficou tenso, com medo da reação da nação e dos sulistas. Só restavam dois de viagem, logo estaríamos de volta à realidade. 

Fui em direção à cozinha e América já tinha preparado quase tudo. O cheiro estava ótimo, ela realmente cozinha muito bem, e eu estou disposto a aprender, mesmo que ela não acredite que eu possa. 

Me sentei na mesa e observei ela de costas para mim. Meu rosto ainda tinha uma expressão preocupada, mas acho que não o suficiente para notar. Ela se virou para mim e perguntou:

—Tá tudo bem? -era óbvio que ela ia notar, Meri é extremamente sensitiva.

—Só não queria que acabasse. -abri um sorriso sem mostrar os dentes.

—Nem eu. -ela se aproximou e deu um selinho em mim, depois voltou a fritar alguma coisa.

Pouco tempo depois, já estávamos lado a lado na mesa, tomando café e conversando besteira. 

—O que faremos hoje? -perguntei.

—Se você concordar, eu queria ficar por aqui mesmo, queria descansar um pouco dos últimos passeios. 

A 3 dias atrás, nós ficamos em casa porque eu havia ficado preocupado por conta de sua queda, mas ela insistiu tanto que estava melhor, que anteontem e ontem a gente aproveitou muito a cidade. 

—Não vejo problema algum. -eu sorri maliciosamente.

—Não te conheci assim, Maxon Schreave. -ela brincou.

—A culpa é sua, você me corrompeu. -retruquei.

Ela fez uma cara e me beijou. Seus lábios tinha gosto de morango e estavam quentes, como sempre. Aquilo estava ótimo, pena que durou tão pouco. Ela se afastou para falar. 

—Queria assistir um filme, tem muitos nesse aparelho da tv. 

—A gente já assistiu tantos... -falei.

—Assistimos dois, Maxon! 

—Mesmo assim, querida. Tem um Xbox aí, seria muito mais legal. Quer dizer, para mim, para você nem tanto.... já que ia perder em tudo. 

—Isso é um desafio? 

—Definitivamente. -dei um beijo em sua bochecha e me levantei da cadeira.

Fui pegando os pratos da mesa e levando-os para a lava-louças, enquanto ela continuava falando:

—Não sabia que você gostava de videogame. 

—Todo mundo gosta! 

—Eu nunca joguei. -ela falou.

—Ah, então prometo pegar leve, amor. -me virei para ela e pisquei.

—Como se você fosse precisar...

—Eu sou muito bom, ok? Eu sempre jogava com os filhos dos governadores nos eventos do castelo. 

—Você não tem nenhum amigo normal? -ela riu.

—Eles são legais, eu juro. Obviamente, não tanto quanto eu, mas são... -rimos-  a filha do da Carolina é muito engraçada, inclusive. -continuei.

—Bom saber... -ela provocou. 

Eu joguei um pouco de água em seu rosto para provocá-la. Meri tentou ir até a pia para fazer o mesmo, mas como eu estava bem na frente, puxei seu corpo e pressionei à parede. 

Antes de começar a fazer qualquer coisa, passei alguns segundos olhando-a, normalmente esses momentos eram bem recíprocos, mas agora eu estava sob o controle e queria fazê-la tremer de prazer.

—O que você está esperando? -ela falou com a voz arrastada. 

—Você é linda. -eu disse antes de aproximar minha boca. 

Era um beijo completo, quente, intenso e febril. América retribuiu na mesma intensidade,  deixando meu corpo em um calor do meu último fio de cabelo até a ponta do pé. Ela segurava meu cabelo ainda úmido.

Comecei uma série de beijos lentos no pescoço e colo dela, conseguia sentir sua respiração rápida e irregular sob meu ombro. Enquanto isso, eu desabotoava a camisaria dela com uma lentidão que a deixava agoniada, eu conseguia perceber.

Assim que tirei toda a pouca roupa que ela estava, Meri tirou apenas a minha camisa, pois antes que ela continuasse, eu segurei seus seios como conchas e não parava de beijar seus lábios ou seu pescoço, ela se afastou minimamente: 

—Maxon, por favor. -ela suplicou, quase choramingando, enquanto buscava meus lábios de volta.

—Por favor o quê, América? 

Olhei em seus olhos e comecei a passar o dedo de levinho em toda sua extensão de pele, enquanto observava as reações de seu corpo. Ela estava arrepiada, e completamente molhada. 

—Por favor... -ela suplicou novamente.

Com uma das mãos eu voltei a apertar seu seio esquerdo, enquanto que a outra segurava seu cabelo. Abaixei um pouco e comecei a passar a ponta da língua no seio direito, no mesmo momento ela ergueu o queixo e fechou os olhos.

—Meu-meu... deus. -ela suplicava.

Eu alternava, beijava um, depois o outro. América não se movia, sua região ficava cada vez mais molhada e seu corpo cada vez mais quente. Pressionada contra parede, a única coisa que ela conseguia era agarrar a minha cintura, e ela fazia, tentando me puxar para mais perto, o que era praticamente impossível.

Fui descendo minha boca, beijando cada parte de seu corpo exposto, até a parte interna de suas coxas, mudando o movimento de minha língua para um circular em volta do seu pontinho. Ela tremia, suas pernas tremiam muito, enquanto ela tentava conter gemidos. 

Puxei ela e coloquei seu corpo nu sob meus braços, levando-a para a cama mais próxima. Eu coloquei-a delicadamente na cama enquanto me sentava de lado para tirar o pouco de roupa que eu ainda estava vestido, ficando completamente nu. 

Voltei-me em direção a ela, que não dizia nenhuma palavra, apenas me olhava de cima para baixo. Fui me debruçando em cima dela, tomando seu seio de volta e chupando-o com mais força do que antes, enquanto meu membro estava pressionado contra suas pernas, sem penetrá-la. 

—Ma-Maxon... por por favor. -ela falou.

—Por favor o quê? Diga, América. Eu quero ouvir. -saiu como uma exigência, mas não grosseira.

—Eu quero você dentro de mim. Agora. Por favor. -ela praticamente implorou. 

Pressionando suas mãos contra a cama e voltando a beijar seus lábios, fui preenchendo-a lentamente, sua respiração era muito muito rápida.

—Não pare. -ela falou.

—Eu não vou. 

Então puxei seus quadris contra a minha ereção e fui muito mais afundo. Ela gritou, gritou de prazer. Eu não consigo mais responder por mim quando ouço esse som vindo dela, perco qualquer espasmo de razão.

Fui repetindo os movimentos rapidamente, enquanto seu corpo  se contraia em torno de mim. Ela gemia em consonância com as investidas, e arranhava minhas costas para manter seu corpo. 

—Max... -ela iniciou, mas foi interrompida por uma onda de prazer que lhe fez gritar de novo e de novo.

Depois de muitos minutos, eu percebia que ela já não aguentava mais. Eu simplesmente beijei-a e desabei ao seu lado na cama. Meri se deitou encima de mim, me abraçando. 

—Maxon? -ela ergueu a cabeça em minha direção. 

—Sim? 

—Não queria que nós tivéssemos um país para governar. Por mim a gente passava a vida inteira aqui nesse chalé, só nós dois. -sua voz era rouca e ela me olhava como quem está  apaixonada.

—Eu daria tudo para isso, você nem imagina. 

—Mas desde que minha vida seja com você, não tem como ser mais feliz. 

Eu apenas sorri. Ela acariciou meu rosto e falou:

—Eu amo você, meu marido. -ela sorriu ao falar a última palavra.

—Eu também amo você, muito. 

Ela me deu um último beijo e saiu da cama em direção ao banheiro lentamente, como se suas pernas estivessem falhando. Fiquei um tempo observando ela tomar banho, mais admirando do que observando. 

Quando ela saiu, sentou-se na cama e eu fiquei penteando o seu cabelo, ouvindo ela falar sobre algumas coisas aleatórias. Depois começou a falar sobre o que tinha de fazer quando voltasse da viagem. 

—Amanhã é nosso último dia, certo? -ela falava. 

—Nosso último dia completo. -respondi.

—E coincidentemente vai ser o dia mais quente da temporada. Vai fazer 32° aqui, esses dias não chegaram nem a 25°.

—Sim... 

—E tem uma praia aqui perto. O que você acha de irmos?

Uma ânsia subiu pelo meu peito. Desde os 12 anos, a primeira vez que fui machucado pelo meu pai, eu não vou para a praia. América já viu minhas cicatrizes inúmeras vezes, não sei o que ela está pensando ou ela simplesmente não pensou. Só sei que ao ouvir ela dizer isso, minha cabeça foi invadida por um turbilhão de emoções, e principalmente raiva. Não dela, é claro. Mas do meu falecido pai, que me privou de viver momentos como esse.

—Meri... é que... eu não, eu não acho que seja uma boa ideia. -minha voz era trêmula. 

—Ah. -ela pareceu ter se tocado.

—Quer dizer, a gente pode ir. Mas você sabe... -respirei fundo- eu não posso entrar no mar, nem me bronzear ou algo do tipo.

—Por conta das... 

—Sim. -eu respondi antes que ela terminasse.

Ela se virou para mim. 

—Então nós não vamos. -ela tentou sorrir.

—Você tem certeza? 

—Sim. Na verdade é até melhor. 

—Por que? 

—Assim ninguém fica olhando para você e seu corpo escultural. Eu sou bastante possessiva às vezes. -ela sorriu e eu retribui.

—Você não precisa. Se um dia eu me pertenci eu não lembro mais, porque hoje eu sou inteiramente seu. -eu beijei sua bochecha.

—Mas não sei... vai que uma surfista gata começa a dar encima de ti. Além de você ser, com todo respeito, muito gostoso -ela deu um sorrisinho malicioso, que eu retribui- marcas e cicatrizes chamam atenção das garotas...

Meu sorriso se desfez. Normalmente ela nunca falaria algo assim, acho que quis quebrar o clima, mas para mim definitivamente não funcionou. 

—Você não precisa sexualizar tudo. 

Sua expressão divertida desapareceu. 

—O que? -sua voz saiu falhada. 

—É uma dor minha, Meri. 

—Desculpa... eu... 

—Tá tudo bem, esquece isso. Não é culpa sua. -eu falei num tom compreensivo, mas minha expressão mostrava que aquilo havia me machucado. 

Eu sai do quarto, sem andar bruto ou algo do tipo, mas também não olhei a expressão dela. 

Entrei na varanda e fiquei olhando os dias tentado espairecer os pensamentos. Será que eu fui grosso desnecessariamente com a minha esposa? Não. Não fui grosso. América sempre teve total respeito sobre minha história com meu  pai e hoje foi a primeira vez que ela falou algo que me incomodou em relação à isso. Eu precisa dizer, certo?

Com certeza fui injusto. Ela não tem culpa de eu ter me irritado, Meri sempre me apoiou e me escutou sem nenhuma ressalva. Droga, por que diabos eu tinha de ser tão estúpido às vezes? 

Definitivamente o problema sou eu, ela não fez nada. Mas eu simplesmente não estou preparado para ir lá, pedir desculpas e falar sobre o quanto aquilo ainda dói para mim. Não tenho problema nenhum em pedir desculpas, não sou orgulhoso e reconheço que estou errado. Eu só não quero ter que encarar o olhar de pena dela, não quero que ela tenha pena de mim e me ache um principezinho sequelado que tem problemas com o pai já falecido. 

De repente uma lágrima em meu rosto. Mesmo morto, aquele homem ainda controlava parte dos meus pensamentos. 

Ouvi América no telefone com alguém, acredito que com Marlee:

—Acho que fiz besteira. -ela falava baixinho.

—Gravidez? Que? Não, não. Bem que eu queria, mas não acho que nós não estamos prontos ainda, não agora.

Na verdade, era tudo o que queria. De preferência que eles puxassem aos cabelos ruivos dela, quem sabe. Mas ela estava certa. Ainda era março, talvez até o fim do ano a gente só vai ter conseguido acabar com as duas últimas castas, ou seja, acho que esse ano será muito estressante, logo não seria saudável ela gestar um bebê nesse período.

—Você?! Esquece meu problema! De quantos meses pelo amor de Deus? 

Marlee estava grávida? 

—Você já contou pra ele?

—Sim, você tem razão. Acho que se eu engravidasse eu também iria esperar 3 meses para contar a Maxon. 

O que? 

—Tudo bem. Mas você não vai fugir de mim dona Marlee. Quando eu colocar meu pé em Illéa, quero saber de tudo. 

—Não, não se preocupa. Não era nada demais, consigo resolver sozinha. 

Na verdade, eu que deveria resolver.


Esperei alguns minutos para entrar no nosso quarto. Ele estava escuro, só tinha uma brechinha da cortina aberta e América estava sentada numa poltrona, com os joelhos encostando nos ombros.

—América, eu queria, eu queria pedir desculpas.

Ela olhou em meus olhos, e sorriu sem mostrar os dentes. 

—Eu não precisava ter dito aquilo, não tem nada a ver com você. Eu fiz chilique por nada.

Ela correu e se jogou nos meus braços, não consegui entender direito. 

—Desculpa. -eu repeti.

Ela começou a... chorar? 

—Desculpa, eu não queria te fazer chorar. -eu tava ficando desesperado.

—Não é isso. -ela falava com a voz chorosa, me abraçando cada vez mais. 

—O que aconteceu? -perguntei.

—Eu não queria que você tivesse passado por tudo isso, nenhum pai deveria ser assim. Muito menos com você. 

Eu a afastei um pouco e segurei suas mãos, agora olhando em seus olhos. 

—Querida, me escute.

Ela assentiu. 

—Eu juro pela minha vida, que quando tiverem vários ruivinhos correndo pelo palácio e impedindo nossas noites de sono ou de amor, eu vou fazer de tudo para não deixar que eles sejam pouco amados. 

—Eles podem ser loirinhos, quem sabe. -ela riu. 

—Eu só quero que você saiba, que eu vou fazer de tudo para superar os traumas que ele deixou em mim. Por você. Eu prometo que não vou mais deixar os meus problemas refletirem em ti, quando você não tem culpa alguma. 

—Maxon, eu vou estar aqui e vou te apoiando em tudo e eu não quero que você tenha vergonha de sentir. 

—Améri... -ela interrompeu.

—É minha vez de fazer promessas! Eu prometo que vou ser seu Porto Seguro, e a mãe dos seus filhos, a rainha que vai governar ao seu lado e a mulher que vai te amar até o último suspiro. -ela respirou fundo.- Mas, por favor, não quero fazer isso enquanto você esconder seus sentimentos.

Eu beijei-a, delicadamente, calmamente. 

—Posso te perguntar por que você estava falando de ter filhos agora?

—Eu ouvi você no telefone com Marlee. 

—Sim... 

—E você disse que não está pronta para ter filhos ainda, mas é tudo que queria. Só quero que você saiba que, no momento que vier, eu vou ser o homem mais feliz do mundo.

—A gente podia tentar fazer um agora, você não acha? -ela riu. 

—Não. Agora você vai perder para mim no Xbox. -eu coloquei-a no colo. 

—Sonha, Maxon. 
















Notas Finais


Oie! Mais um capítulo paradinho, mas é porque eu acho importante trazer os traumas do Maxon e como eles vão lidar com isso. Mas não vai ser muito repetitivo, eu prometo. O próximo já vai começar a falar sobre os sulistas <33


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...