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História Minha única querida - Capítulo 18


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Capítulo 18 - S.O.S


Fanfic / Fanfiction Minha única querida - Capítulo 18 - S.O.S

América on 


Era quase uma da tarde, enquanto eu continuava sentada naquele chão chorando. Eu praticamente não tinha mais lágrimas. Tudo já havia passado na minha cabeça, se eles estavam torturando Maxon ou simplesmente lhe deram um tiro na cabeça. Sei ele tinha conseguido sair e estava fugindo. Fazia uma hora e meia que eu chorava em desespero, todos os meus pensamentos agora eram uma agonia.

Depois de muitos e longos minutos, eu me levantei dali e decidi que não ia ficar parada. Eu não ia perder ele sem lutar.  Obviamente, não tinha ideia de onde ele poderia estar e eu não tinha nenhum plano. Mas parada eu com certeza não ia ficar.

Ainda com o corpo fraco, fui tomar banho. Eu precisava tirar todo aquele sentimento ruim da minha cabeça e, consequentemente, do meu corpo. Chorar tanto tinha me deixado um pouco febril e com uma dor de cabeça terrível. 

Depois do banho, me vesti com a mesma roupa que tinha usado antes. Eu não ia conseguir grandes desfarces, mas ia me maquiar da mesma maneira. Mudando alguns traços dos meus rostos com produtos. Invés de ter deixado meus cabelos em um coque propositalmente bagunçado como eu havia feito durante a manhã, eu tentei deixá-lo cacheadissimo com alguns produtos que eu tinha levado. Não funcionou tanto quanto eu queria, pois meu cabelo não segura por muito tempo, mas já deu uma grande diferença. 

Tomei uma aspirina e esperei o remédio fazer efeito, o que não demorou muito. 

Comia uma maçã, enquanto caminhava de um lado para outro pensando no que poderia ou não ser feito. Não conseguia elaborar um plano, de jeito nenhum. Eu não fazia ideia de onde ele poderia estar, a gente estava em outro país e eu não fazia ideia que teriam forças rebeldes do outro lado do continente. 

Pensa América, pensa...

Nada, nenhuma pista ou resquício de onde bulhufas eles poderiam estar. Até que veio o mais óbvio na minha cabeça; aeroporto.

Logicamente, não era super provável que eles tivessem um jatinho ou helicóptero para pousarem ali, mas com certeza havia a possibilidade.

Tentei fazer uma última ligação para Marlee, mas continuava fora de área, provavelmente porque ela estaria com Carter em um abrigo agora. E talvez Aspen esteja lutando.

Minha nossa, Aspen. Como será que ele está? Será que eles feriram-o durante o ataque? Ele não era um soldado fácil, mas aquele grupo também não era.

—Estúpida -murmurei comigo mesma- Aspen está de licença até o próximo mês. 

Tentando reunir coragem, sai da porta daquele chalé e a bati com força. Quando eu olhei para frente, havia um homem gigantesco, quase dois metros de altura e muito muito forte parado em frente a entrada da casa. Meu coração parou. 

Aquele homem bruto olhou para mim, e sorriu sarcasticamente. Eu estava em estado de choque, não consegui falar uma palavra sequer. 

—Devo fazer uma reverência? -ele debochou. 

Eu não respondi, eu estava quase chorando de tanto nervosismo. 

—Esquece, eu não sou tão educado assim. -ele continuou. 

Ele estava bem em minha frente, a única saída para aquilo seria correr para esquerda. Mas quando eu tentei fazer isso, ele puxou meu braço com tanta força que eu quase gritei. Então ele me jogou contra a parede da entrada, fazendo minhas costas latejarem de dor. 

—Para onde você pensa que vai, majestade? -ele sorria, e me assustava muito. 

—Por favor... -eu tentei falar, mas o homem me interrompeu. 

—Por favor não me mate, eu não fiz nada? -ele falou com ironia. 

—Por favor não mate meu marido. -minha voz era trêmula.

Quando aquele homem me ouviu, tão patética, ele simplesmente gargalhou. 

—Poupar a vida daquele almofadinha? -ele ria.

—Onde ele está? -gritei.

Deus, maldita hora para eu ter arranjado uma cidade tão vazia para a nossa lua de mel. 

—Vim atrás dele, não é óbvio? 

O que? Eles não o tinham achado? 

—Por favor, não mate ele. -uma lágrima escorreu em meu rosto. 

—Ah, minha rainha. Eu não vou deixar nem você, que é tão interessante, viva, quanto mais aquele reizinho. 

—Me mate logo! Me mate logo mas por favor... por favor... não mate-o. Eu estou oferecendo minha vida sem lutar, mas por favor não mate... não mate Maxon. -eu chorava enquanto implorava. 

—Ah, sim. Eu vou matá-la, sem dúvidas. Mas antes eu tenho um plano. Um corpo tão bonito quanto o seu, não pode ser simplesmente desperdiçado. -ele ria, enquanto eu chorava. 

Nunca senti tão nojo subindo no meu corpo quanto agora. Nunca. Eu simplesmente queria vomitar de tão asquerosa era ideia dele... me tocando? Ele iria abusar de mim e depois me matar? 

Tentei fugir dos braços daquele homem, comecei a espernear muito, mas isso o fez me machucar cada vez mais. Ele me jogava contra a parede e me prendia. Minha cabeça ficou zonza. 

—Eu gosto das difíceis. -sussurrou no meu ouvido. 

O ódio estremeceu meu rosto e eu tentava a todo custo me desprender daquele homem nojento. Eu gritava, me debatia, tentava o afastar de qualquer jeito. 

Ele conseguia me prender e me machucar sem demonstrar qualquer esforço. Então começou a tentar desabotoar a minha calça, e eu me debatia muito, por mais que doesse ainda mais quando eu fazia. 

Enquanto eu tentava sair daquela situação, eu vi algo se mexendo na floresta. Meus olhos que já estavam com a visão desfocada, devido a quantidade de lágrimas derramadas por mim, avistavam um figura que parecia muito com Maxon. 

Não sei se era fruto da minha imaginação, mas eu via claramente Maxon catando um pedaço de madeira na floresta enquanto não tirava os olhos de mim, que estava  tentando, e falhando miseravelmente, lutar contra aquele brutamontes. 

Ele estava tendo dificuldade em tirar minha peça de roupa, devido a quanto eu relutava. 

Eu vi. Era Maxon, eu não estava alucinando. Ele notou minha cara de surpresa e colocou o dedo indicador sob a boca, indicando que eu não falasse nada, para que o homem não se virasse e visse que ele estava se aproximando lentamente. 

Maxon mexeu os lábios, com a esperança de que eu entendesse o que ele queria dizer. Mas eu falhava, não conseguia raciocinar, a única coisa que entendia era ele tentando falar “primeiro” “primeiro” “encon” “tro”. 

Óbvio. “Primeiro encontro”. Como eu sou burra. Enquanto ele se aproximava daquele homem, sugeria que eu fizesse o mesmo que fiz no nosso primeiro encontro.  Por que diabos eu não pensei nisso antes?

Dei uma joelhada “na coxa” daquele homem e ele se afastou bruscamente de mim, e conseguiu ver Maxon. Lutando contra a dor, ele tentava atacar o meu marido, que desviava de suas tentativas de golpe frustradas. 




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