História Minha vida! - Leonetta - Capítulo 34


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Notas do Autor


me desculpem por postar tão tarde, mas estava fazendo um vestibular quase agora, desfrutem desse cap e chorem cmg

Capítulo 34 - Capítulo 34


Fanfic / Fanfiction Minha vida! - Leonetta - Capítulo 34 - Capítulo 34

Fran: Leon, a Violetta não está bem... - senta ao meu lado e não consigo prender as lágrimas nós olhos. Elas escapam e pela primeira vez não sinto vergonha por estar sendo observado por todos, apenas tiro toda essa dor de mim, toda a angústia, medo e... culpa!

Há duas semanas encerramos a turnê no México, e já estamos de volta na rotina normal em Buenos Aires, ou... bom... estávamos.

Estávamos até a Violetta passar mal em um dos ensaios e desmaiar. Estou com medo porque foi por minha culpa, nos discutimos há uns cinco dias quando estávamos no parque e umas duas meninas começaram a 'fletar' comigo, sendo que eu não respondia, sempre ficava tentando beijar a Violetta em público para ela perceber que era ela que eu queria.

Dois dias depois, quando cheguei na sua casa para conversar - já que desde o dia da praça nós não tínhamos conversado direito - ela estava com a cabeça deita no colo do Alex enquanto o ele acariciava os cabelos dela. Porra, não precisa nem falar que pirei né?

O Alex e Lara só participaram do shows com a gente mesmo, depois disso cada um foi para um canto, menos ele. Ele e a Violetta criaram um laço de amizade forte, e as vezes isso me incomoda um pouco. Quase sempre eles conversam e quando possível, ele passa a tarde inteira na casa dela.

Fiquei muito puto por ter-los encontrando daquela maneira. Por que ela não foi me procurar para conversarmos? Até porquê foi ela que teve o ataque de ciúmes na praça.

Após a pequena discussão me tranquei no quarto e tentei esvaziar toda a raiva que eu tinha na parede, mas só resultou em uma mão toda doída e mais a obrigação de colocar gelo nela.

No dia seguinte ela faltou no estúdio e no outro também. Apenas hoje que ela veio e logo quando chegou mais cedo percebi que não estava bem, estava pálida, estava tudo menos bem.

Evitava ficar na mesma sala que eu, evitava passar por mim ou me olhar. Não estava sendo fácil. Na aula de canto da Angie, quando menos esperava ela desmaiou, me fazendo enlouquecer dentro daquelas salas. A ambulância demorou um pouco para chegar e a Fran não me deixou ir acompanhando.

Peguei minha moto e vim a mil... Só queria saber como ela estava, pedir perdão e tirar toda aquela dor. Agora sei como é o medo de perder alguém que você ama mais que você mesmo, e não desejo ela a ninguém.

Leon: Fran, se alguma coisa acontecer, eu juro que...

Dra. Lis: acompanhantes de Violetta Castillo? - rapidamente pulo da poltrona e enxuga meu rosto tomado pelas lágrimas - o que são da paciente?

Fran: melhor amiga e namorado

Dra Lis: a Violetta sofreu algum estresse grande esses dias? - confirmo com a cabeça com receio e ela suspira - acho que essa é uma conversa que você deve ter com ela mesma, é...

Leon: Leon - afirmo.

Dra. Lis: Leon - concorda - ela já acordou, só está tomando soro porque está um pouco fraca, está no quarto 126, pode ir.

Olho para Fran que esboça reação alguma e sussurro um "obrigada" para a médica. Quando encontro o quarto, suspiro antes de entrar e abro a porta, encontrando uma das piores paisagens.

Ela está tomando o bendito soro, observando os prédios da janela. Seu rosto não nega que chorou há pouco tempo, e minha presença ali parece não surpreende-la.

Violetta: três semanas - ela fala baixo e não entendi muito bem, antes de pedir para repetir ela me encara e fala com mais clareza - três semanas! - afirma com vontade.

Leon: o que... - antes de perguntar o que aconteceu em três semanas, vejo uma lágrima escapar de seu rosto e sua mão acariciar sua barriga de leve. Oh, não! - não me diga q...

Violetta: que estava grávida de você? Oh, eu digo! - diz contra-gosto, mas ok, ainda estou raciocinando a ideia de ser pai, mas... espera...

Leon: estava? - minha voz sai rouca e ela afirma com a cabeça tentando conter as lágrimas. Oou. Sento-me na poltrona ainda tentando raciocinar o fato de ter perdido um filho, um filho! Um pedacinho de mim, um pedacinho de nós!

Coloco as mãos no rosto e choro como se não tivesse o amanhã, coloco todo o meu medo, culpa, angústia, tudo para fora.

Violetta: Lê... - sua voz sai fraca, mais como uma súplica. Sem pensar duas vezes me sento do seu lado na cama e pego na sua mão, seus olhos castanhos me encaram e se enchem de lágrimas.

Leon: me perdoa por ser a pior pessoa desse mundo, a pior pessoa para você, por eu não conseguir me controlar, pelo meu orgulho, pelo meu ciúmes, por tudo. Por ter te feito sofrer e por ter te feito perder esse filho, que apesar de não ter sido planejado, ia ser cuidado com muito amor porquê ele ia ser prioridade na minha vida, assim como a mãe dele é - à medida que falo as lágrimas brotam em meus olhos e escorrem por todo o rosto. Sua boca um pouco rosada se abre mas não diz nada, si me observa atentamente - eu não aguento mais te fazer sofrer Violetta, não aguento, isso me mata.

Violetta: vem cá - ela abre um dos braços _ já que o outro está furado e ela não pode mexer tanto _ e me encaixo ali chorando baixinho - vamos resolver isso depois, só me desculpa por não ter te dado ele - chora também e essa é a gota d'água para mim. Choro mais ainda.

Leon: não tinha como você saber, a culpa foi minha por ter sido tão imbecil com você, você não merecia nada disso, me perdoa - a aperto um pouco, ela já soluçava - já... - minha voz falha - já retiraram? - ela concorda com a cabeça e não consigo conter as lágrimas novamente.

Violetta: não se culpe, eu te amo Lê e isso não vai mudar - beija minha cabeça. Ela era um anjo! Ainda com tudo isso acontecendo ela consegue me acalmar, tenta ajudar a curar a minha dor, sendo que eu sei que a dor nela está forte também.

Leon: você precisa descansar - saio do abraço e beijo sua cabeça, pego a poltrona e a puxo para o lado da cama, sento e seguro sua mão, vez ou outra acariciando e a beijando. Após uns dez minutos assim sua mão fica leve e prevejo que ela dormiu, beijo sua testa e saio do quarto rapidamente, preciso conversar com a francesca.

Assim que saio encontro não só ela, mas também a minha mãe e a Maria. Todas as três estão com um olhar triste, e quando olham pra mim seus semblantes pioram drasticamente.

Não tenho outra reação a não ser abraçar minha mãe e chorar ali mesmo, tentando me esvaziar novamente. Ela me abraça forte e eu choro parecendo uma criança de cinco anos após ter sofrido a pior queda que pode existir, se é que me entendem...

Leon: Maria, me desculpa - a abraço também forte

Maria: desculpa o que meu amor? não tem o quê, se não estava nos planos de Deus foi melhor não ter acontecido mesmo, se Deus o tirou de nós ele sabe o porquê. Você não tem culpa Leon, você é um garoto de outro, perfeito Lara minha família e te agradeço por tudo isso, não se culpe meu amor, vai ficar tudo bem - a aperto mais ainda e olho para Fran que cai no choro assim que me abraça.

Fran: como ela está?

Leon: está tomando soro e agora descansando um pouco, vocês querem vê-la? - todas concordam e as três se revezam entre si, primeiro a Maria, depois a Francesca e por último a minha mãe. - doutora, quando a Violetta poderá ir pra casa? - pergunto para a Dr. Lis que estava de plantão essa noite. Minha mãe, a francesca e a Maria já foram embora, depois de quase meia hora tentando me convencer de ir também, mas não fui, não ia deixar a Violetta aqui neste estado sozinha.

Dra. Lis: se ela estiver mais forte pela manhã talvez já poderei dar alta, só irá precisar de algumas recomendações e cuidados, nada de esforços e de comida gordurosa, pelo o que entendi enquanto conversava com a mãe dela, a Violetta passou esses últimos dois dias sem querer comer quase nada então ela desmaiou devido ao estresse ter se misturado, digamos assim, com a fraqueza. Seu corpo precisa de força, então só comidas saudáveis por enquanto - concordo com a cabeça - ela passará a noite aqui e se estiver melhor, logo pela manhã eu a libero, você pode passar a noite com ela.

Afirmo com a cabeça e entro no quarto novamente, ela está dormindo mas não consigo fazer o mesmo.

Passo a noite toda em claro, apenas pensando na reviravolta que minha vida teve nas últimas horas. Como assim cara? Um filho? Por que eu sou tão burro e tão imbecil? Engravidar a Violetta? Justamente quando estamos inciando nossa carreira? Fazê-la se estressar? Duvidar dela? Fazer ela perder o nosso filho? Porraaaaaaaa.

Esfrego os olhos com força observando a claridade do nascer do sol e observo Violetta dormindo na cama. Graças a Deus está mais rosada, e espero que mais forte para poder levá-la para casa.

Violetta: Lê - grunhi e abre os olhos aos poucos - não dormiu?

Leon: não consegui - confesso e me sento na poltrona

Violetta: vem cá - ela bate no espaço ao seu lado na cama e avalio se devo me aproximar dela ou não, ela me olha triste e percebo que ela também precisa de cuidados, não é só seu que está sofrendo com tudo isso.

Sento-me na cama e a puxo para deitar por cima de mim.

Leon: você quer conversar sobre isso? - ela nega e me abraça mais forte. Passo as mãos pelos seus cabelos até ela dormir novamente.

A vejo dormir tão calma mas ao mesmo tempo tão frágil. Eu não me arrependo de todas as nossas transas, nunca irei, eu só deveria ter pensando na camisinha nas últimas vezes, merda!

Eu a fiz sofrer, a fiz perder um fruto nosso, que espécie de ser humano eu sou?!

Eu não a quero sofrer de novo.

Eu perdi um filho, caramba, eu poderia ter cuidado dele, ver os primeiros passos dele, poderia ter criado ele junto com a mãe dele. Mas não... Eu o matei por causa da minha ignorância, matei três vezes, ele, matei a felicidade do meu amor por alguns dias e matei a minha felicidade por saber que matei a deles...


Notas Finais


amanhã n sei se irei postar pq irei me crismar amanhã então provavelmente n terei tanto tempo, me perdoeemmm


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