História Minha vida depois de você... - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.070
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Visitas pelas manhã...


                   ~Amélia H. ~


  Acordei de manhã cedo com Louise chorando. De inicio era um choro baixo e fraco, mas que eu sabia muito bem como acabaria se eu não a atendesse logo. A puxei mais para mim na enorme cama, fazendo-a sentir meu cheiro e só então se acalmar. Assim que ela se acalmou, procurava desesperada por meu peito, numa fome como a de alguém que passou anos sem comer. 

    A dei meu peito e então ela pegou, me olhando com seus grandes olhos azuis enquanto sugava meu leite com muita força e vontade. Acariciei seu rostinho, a observando e percebendo que de mim ela tinha bem pouco. Apenas o nariz e os lábios, o restante ela aparentemente havia puxado de seu pai. Se é que assim pode o chamar né...

     Pensar nele me lembrou do encontro que tivemos ontem. Não foi um confronto fácil, mas foi necessário. Eu sei que ele não acreditou na minha historia, e eu nem esperava por isso de fato, mas ainda assim não tornou minha frustração menor. Eu não esperava que ele a amasse de primeira, muito menos que ele oferecesse algum tipo de ajuda financeira, mas ao menos que considerasse investigar e tirar a limpo essa historia.  Ela não é tão absurda assim né?...E Louise é sua cara, não ve quem não quer. 


    Ela tem cabelos loiros, bochechas rosadas, e olhos tão azuis que as vezes me perco no azul deles. Parando pra pensar no homem que é seu pai, apenas os cabelos mudam, de resto ela realmente se parece muito com ele. Ele é um homem bonito, aparentemente jovem, e tem um porte físico forte e bem definido, apesar de o ter visto sob um terno grosso. Ao pisar em sua sala tive a primeira impressão dele ser um homem sério, rígido, de pulso firme, com uma expressão ranzinza e infeliz no rosto. Talvez fosse resultado de toda sua perca, pois pelo o pouco que pude ver de suas fotos quando pesquisei sobre ele, ele me parecia um homem muito feliz e realizado algum tempo atras.

    Eu não fazia ideia de quem ele era, até saber da morte de Eleanor. Quando a D.ra Stevens me contou, eu não sabia o que fazer, e fiquei assim por um bom tempo. De inicio eu não pretendia contar ao pai de Louise sobre sua existência. 1; porque ele havia acabado de sofrer uma perca, fazia apenas um mês e imaginei que tudo estava recente, não achei que seria uma boa hora. 2; porque eu não sabia como ele reagiria e se acreditaria. E 3; porque nem eu sabia se essa gravidez vingaria e se eu me sentia pronta para contar isso a ele. 

  O plano era Eleanor o contar, foi assim que ela quis e assim que combinamos, pois assim que Louise nascesse era pra eles que ela iria. Mas quando ela morreu...Eu passei meses criando coragem para me expor e contar a verdade. Eu sabia o quão conhecidos e influentes a família King era. São uma família nobre, de Elite, ricos, nascidos, criados e cercados pelas belezas e riquezas da Upper East Size.  E eu?? Bem, eu sou apenas uma garota comum do Brooklyn, de nome comum, e que agora carregava na barriga a única herdeira de Louis King vinda através de uma inseminação artificial.

   Eu sei que demorei demais a contar, mas com o passar dos meses fui me apegando a esse bebe, afinal eu era sua mae e querendo ou não a única que ela tinha. Tive medo de que ao me expor tentassem me tirar ela, caso acreditassem na história. Foi com ela que convivi nove meses, e passamos tantas coisas juntas. Desde o primeiro minuto em que soube de sua existência em mim eu ja a amei e a amei tanto, como nunca fui capaz de amar nada e nem ninguém antes. Mesmo sabendo que ela não era minha, e que talvez ela não aguentasse os 3 primeiros meses em minha barriga, ainda assim eu a amei com todas as minhas forças. Acho que por isso ela resistiu, acho que esse é o tal amor materno que tantas mulheres falam...Eu sou capaz de qualquer coisa por minha filha. Nos nove meses juntas, ela e eu aguentamos tanto e tantas coisas. Ela esteve comigo nos meus piores dias, e por ela eu aguentei tudo e suportei, por ela eu tirava uma força e uma resistência que não era de mim e nem vinha de mim. Ela me dava essa força, e eu passaria tudo de novo. 

     Lembro do dia que a tive. Foi uma dor gigante, enorme e insuportável, achei que não fosse aguentar passar, que não fosse resistir, e ela estava ali louca para sair.mas me mantive firme enquanto algo dentro de mim parecia me fortalecer e sussurrar em meu ouvido "calma ta tudo bem, aguenta firme, ta chegando. Sua Louise esta vindo!". As contrações eram fortes e pareciam aumentar a cada vez, diminuindo cada vez mais os intervalos entre uma contração e outra. E foi exatamente na madrugada de 21 de setembro que ela nasceu, e seu choro...Foi a coisa mais linda e aliviante que ja ouvi. Não era mais a dor, não era mais o cansaço, não era mais a exaustão, nada mais ali naquela sala me importava. Era ela, ali ela se tornou o centro de meu mundo. 

   Ela tinha um choro alto e forte, forte até demais para uma bebe tão pequena. Aliás pequena, linda, e saudável. Minha mae e meu pai se derreteram, desmanchando-se em lagrimas ao  vê-la em meus braços. No inicio eles estranharam a ideia mas com o passar dos meses, eles pareciam se apegar a ideia tanto quanto eu. 

   Quando Louise nasceu, todos quiseram opinar em seu nome, mas eu ja sabia qual seria e queria. Como Eleanor não teve como a ver, e nem pode participar de tudo, decidi colocar um nome do qual nós duas gostávamos.  Ela comentou comigo uma vez que a vó de seu marido havia morrido, e ele gostava tanto dela, toda a família estava sofrendo com isso. Quando ela me disse qua ela chamava-se Margareth, nós duas achamos um nome muito bonito e muito elegante para alguém que seria uma King... Então assim que Louise nasceu a dei o nome de Margareth Louise Humphrey. Louise foi um nome que sempre gostei, e Margareth foi minha homenagem a Eleanor. Acredito que seria um presente de natal duplo para Louis King. 

    Em alguns dias Louise fará 3 meses, e cada dia que passa ela esta mais inteligente e sapeca. Eu estou saindo do resguardo aos poucos, meu corpo ainda não voltou ao normal, ainda estou amamentando, e esse também é um dos motivos para eu não ter procurado o S.r King antes. No entanto senti que ja estava na hora, senti que me sentia pronta para isso e senti que não só Eleanor merecia isso como Louise também. Ela precisa saber quem é seu pai, aonde pertence, e mais que isso, Louis King precisava saber da existência de sua única herdeira. Até porque a ultima coisa que eu queria era seu dinheiro...

   Assim que Louise terminou de mamar a peguei no colo, me levantando com ela da cama e colocando uma fraldinha de pano sobre meu ombro, caso ela decidisse gorfar. Seus grandes olhinhos azuis olhava tudo atenta, acabando por encontrar a sua fraldinha e a toma-la em suas pequenas e gordas mãos. Ela não via o que estava segurando, apenas segurava por segurar, emitindo sons e barulhos com a boca. 

-É minha princesa. Você dormiu bem?  Hmm!? -Sorrio pra ela, conversando com ela. Louise ja entendia e reconhecia minha voz, se familiarizava com meu cheiro, me olhando atenta enquanto eu falava, sem tirar os olhos de mim. Ela me deu um sorriso gostoso quando sorri para ela também ao terminar de falar.

  Beijo sua testa, sentindo seu agradável cheirinho de bebe, com uma paz enorme aquecendo meu peito. Ando com ela pelo quarto e a coloco em seu carrinho, indo procurar algo pra vestir, a deixando sob minha vista. Amanheceu um dia bom, sem neve ou ventos muito fortes, mas ainda assim preferi não arriscar sair com ela no frio que estava fazendo. Ela balançava as perninhas e brincava com as mãos, as olhando com certa curiosidade. Vez ou outra parava e ficava me olhando, sorrindo pra mim sem motivo algum, balbuciando coisas de bebe que só ela entendia. Me troquei rapidamente, de olho para ela não aprontar nada ali do carrinho com essa sua nova mania e descoberta de poder pegar as coisas. Assim que terminei de me trocar e escovar meus dentes, sai da sala com ela nos braços, indo preparar meu cafe. 

   Assim que cheguei a cozinha a  Campanhia tocou, o que me pegou de surpresa, considerando que eu não esperava por ninguém e muito menos aquela hora da manha. Olhei para Louise, que paralisou em meu colo tentando descobrir de onde vinha aquele barulho, que ate então para ela era estranho e desconhecido. A levei até seu carrinho e a coloquei ali, virando-me e dirigindo-me para a porta. 

   Assim que abri a porta dei de cara com Louis King parado diante dela, me olhando sem expressão alguma, usando um casaco elegante e aparentemente bem caro. Me perguntei como ele descobriu onde eu morava, não lembro-me de ter lhe dado essa informação no dia anterior.

-Bom dia, S.rta Humphrey. 

-Louis King?

   Ele apenas assentiu, parecendo segurar-se para não responder com certa ignorância aquela minha pergunta idiota. 

-Será que podemos conversar? 

-Agora? -me ajeito, xingando-me mentalmente pelo estado que devia estar meu cabelo. Por essa eu não esperava 

-Sei que parece um pouco cedo, -Falou, olhando-me de cima a baixo- Mas se puder, quanto antes melhor. 

-É claro, entre...  -Digo, dando passagem para ele -Não repare a bagunça...-Falo, ao fechar a porta

-Sem problemas. -Deu de ombros, olhando a casa, parecendo analisa-la silenciosamente e de forma critica. 

   Seus olhos pararam em Louise, por um instante seus olhos se encontraram, e aquilo pareceu até acontecer em câmera lenta. Vi ele franzir a testa, parecendo confuso e ao mesmo tempo surpreso enquanto observava seus traços e semelhança na pequena, dando um passo na direção de seu carrinho. Ela sorriu para ele, com a boca toda babada e as mãozinhas batendo uma na outra. Suas perninhas se agitaram e ela balbuciou alto, ficando séria novamente e vidrada nele.

-E então...?-Digo tensa e impaciente, começando a ser corroída pelo nervosismo e a curiosidade, interrompendo o momento pai e filha. 

  Louis desviou os olhos de Louise e se voltou para mim, parecendo escolher as palavras antes de solta-las. Dava para ver que algo estava sendo difícil para ele, e após um minuto de silencio medindo onde pisar, ele deu inicio ao assunto.

-Eu pensei bem sobre o que me falou ontem...Acho que precisamos de fato tirar essa historia a limpo. Não quero ser injusto, assim como também não pretendo ser enganado. 

-Bem, tudo bem. -dou de ombros- Posso lhe afirmar que não tem nenhuma enganação nisso. Farei o que for preciso para provar isso.

-Ótimo, podemos começar então com um exame de DNA que comprove minha paternidade. E caso ela seja comprovada, então precisarei reparar a situação que lhe causei anteriormente. 

-Não precisa reparar nada, apenas assumindo e reconhecendo Louise, para mim isso já é o bastante. 
  
   Nos olhamos, com nossos olhares se mantendo fixos um no outro até ele os desviar de mim. Eu não sei dizer, e nem muito menos explicar, mas algo nele chamava-me a atenção.

-Louise?...É um nome muito bonito. Você que o escolheu? -Perguntou

-É...Na verdade ela se chama Margareth. Margareth Louise Humphrey. Eleanor quis o Margareth...Achei justo! -Falo, com essa informação parecendo lhe causar um efeito que nem eu sei explicar agora

   Ele apenas assentiu, sem dizer mais nada, indo para a porta. 

-Bem, então entrarei em contato assim que for marcado o exame S.rta Humphrey. -Anunciou, me olhando de um jeito que me perguntei o que ele deveria estar pensando. Nessas horas eu queria ser capaz de poder ler mentes

  Concordo, abrindo a porta para ele. 

-Até mais S.r King! -Digo, dando um leve aceno de cabeça, fechando a porta rapidamente assim que ele passou por ela.

    Assim que fecho a porta me viro e olho para Louise, suspirando, podendo agora respirar normalmente e me acalmar. 

-Ótimo...Acho que depois disso a mamãe merece um chá! -Digo a ela, indo preparar um para mim.


Notas Finais


ESPERO QUE ESTEJAM GOSTANDO...ME DIGAM AI O QUE ACHARÃO OU ESTÃO ACHANDO...

Xx


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