História Minha Vida em Playlist - Capítulo 2


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Categorias Amor Doce
Personagens Ambre, Castiel, Iris, Nathaniel, Personagens Originais
Tags Amizade, Amor Doce, Game, Jogo, Romance
Visualizações 7
Palavras 1.323
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Musical (Songfic), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Neste capítulo criei novos personagens

Capítulo 2 - Mudança


Eu recordo do amor em seu olho
Quando você tomou minha mão e disse adeus
Eu não sei onde o rio flui
Mas agora eu estou livre
Eu não vou ficar pra baixo de novo 
River Flows In You-Yiruma


Duas semanas se passaram após o ocorrido, junto com elas foram minhas notas, elas vieram extremamente baixas no último boletim. Como passava a maior parte do tempo trancada no quarto chorando por James, nem me dei conta de que havia vida lá fora. Estes dias ouvi meus pais cochicharem algo sobre internato em Londres, fiquei curiosa, por que meus pais teriam essa ideia? Estou dando tanto trabalho assim? Decidi não perguntar e deixar que eles me dissessem sobre o assunto, mas não esperava que demoraria tão pouco tempo. Mais tarde naquele dia, minha mãe foi ás compras e meu pai ficou em casa preparando a janta. Aqui em casa é tudo trocado, meu pai, Olivier é quem me dá os bons conselhos e faz as coisas de casa, já minha mãe, Dona Helen , é quem faz as compras do mês, trabalha e cuida da família. O cardápio de hoje era o especial do meu pai, torta de frango acompanhado de brownie na sobremesa. Jantamos em silêncio, até minha mãe quebrar o gelo:

–Filha, sei que está passando por uma fase difícil, mas estou ficando preocupada com você!-Minha mãe estava com um olhar preocupado e triste, sabia que alguma coisa que eu fiz estava deixando ela assim, mas o que? Eu não sabia!

–Sua mãe e eu conversamos bastante e decidimos que você estudará em Londres!- Meu pai olhou nos meus olhos ao dizer isso, foi aí que percebi que o assunto era sério. Sempre que ele fazia isso eu enxergava através de seus olhos e sabia muito bem o que se passava em sua mente, neste momento era preocupação e tristeza.

–Por que querem me mandar para lá?- Perguntei em um tom calmo, não estava com medo, estava curiosa, queria saber o motivo dos cochichos e a razão para escolher um colégio em outro país.

–Suas notas diminuíram, passa mais tempo em seu quarto do que com seus amigos, fica respondendo as pessoas sem motivo algum. Isso tem que parar, não sei mais o que fazer com você Sarah!-Minha mãe falava com tanta calma que me deixava assustada.

–Eu posso melhorar no colégio..

–Sei que pode mas, não me refiro as suas notas ou aprendizagem, me refiro ao seu comportamento. Você poderá mudá-lo também?-Percebi que somente minha mãe estava falando, meu pai só faltava se encolher na cadeira de tanto medo de me deixar ir, sei que ele concordou pelo meu bem, assim como sei que, se coubesse a ele em decidir se eu ia ou não para o colégio, ele diria não!


Fiquei muda após esta pergunta, não sabia dizer se mudaria, e mesmo que mudasse, será que faria diferença?
Eles me deram mais uma semana, se meu comportamento melhorasse, eu continuaria minha vida normal, se não, colégio interno. Fiz de tudo, prestava atenção nas aulas, mantinha os trabalhos de casa em dia e os domésticos impecáveis. Tentava não responder os professores, embora alguns até que precisavam de uma boa resposta, principalmente minha professora de artes, Sra. Boulangerie. Ela parecia uma múmia de 20.000 anos de idade, suas aulas davam sono e ela adora chamar um aluno de burro, outro dia ela disse à Sophie que ela nunca conseguiria entrar na faculdade, pois ela era burra demais e mal conseguiria uma nota acima da média no vestibular, A coitada passou to resto do dia trancada no banheiro aos prantos. Hoje ela me disse que eu não teria futuro se continuasse me comportando desta maneira, eu não deixei barato, me levantei da carteira, me dirigi a ela e disse:

–Vaca!
–O que disse Senhorita Sinclair?- Ela me olhou como se eu fosse um cocô grudado na sola do sapato mais caro dela!
–-O que o a senhora ouviu! A senhora é uma vaca invejosa e esnobe, que gosta de insultar pessoas, pessoas nas quais dão duro o ano inteiro para passar de ano e a senhora reprova por desgosto!-Todas na sala começaram a gritar, bater palmas e fazer barulho na mesa.

–Já para a direção Srta.Sinclair!

–Com muito prazer!-Passei por ela de cabeça erguida e sendo aplaudida pela classe eufórica.

Chegando na direção, expliquei tudo o que ocorreu na sala de aula, contei também que todos da turma já pensaram em fazer um abaixo-assinado para substituí-la, este não foi feito, pois já estávamos no final do primeiro semestre e em pouco tempo estaríamos de férias. Então, a Diretora Mary decidiu em manter a Sra.Boulangerie em observação e me deu uma suspensão. Ela infelizmente ligou para meus pais, tiveram uma conversa séria, pois demoraram horas lá dentro. Ao saírem, se despediram com apertos de mão e abraços, minha mãe me deu um olhar de “conversamos ao chegar em casa”, meu pai deu-me um abraço forte e disse para que ficasse calma, pois tudo daria certo. Mau pisamos em casa e minha mãe começou com a historinha de como fui irresponsável e louca de ter feito aquilo com a professora, blá, blá, blá...

Você irá para Londres nesse fim de semana e não falamos mais nisso!

–Helen, se acalme, temos tempo de pensar...

–Vaca! Ela chamou a professora de vaca! Se eu fizesse isso minha mãe me cobria de tapas!

Depois de várias tentativas não sucedidas de tentar acalmar mamãe, papai pediu para que eu fosse pro quarto e que depois passaria lá para termos uma conversa. Fiz exatamente o me pediu, fui para o quarto e liguei o computador, já que agora estava certo de que iria para Londres, pensei em pesquisar a escola na qual passaria a viver durante meu Ensino Médio. Até que a ASAMM(Academia Sweet Amoris para Meninos e Meninas) era um ambiente confortante, me lembrou muito Harvard, o campus era enorme, havia uma grande variedade de clubes no qual poderia escolher mais de um se quisesse, o corpo docente era bem organizado, a grade de matérias era ótima e havia passeios semanais para o comércio local. Bom, eu gostei do lugar mas, acho que não conseguiria deixar meus amigos aqui, meus pais e tudo o mais. Em algum momento, meu pai entrou no quarto mas, só percebi sua presença quando ele disse “filha” e eu levei um susto tão grande que por pouco, não cai da cadeira.

–Desculpe, não queria assustá-la haha-Meu pai tentou se desculpar mas, não conseguia parar de rir da situação.
–Tudo bem pai, a culpa é um pouco minha, pois não o vi entrar!-Disse girando a cadeira em sua direção.
– Então filha, como estamos? Sei que tudo aconteceu rápido...

–Tudo bem pai, eu admito que errei deixando que o meu término interferisse na minha vida, nas de vocês também. Sinto muito pelo que houve hoje na escola, eu perdi a cabeça, não aguentava ouvir aquela mulher tratando meus amigos e eu como inúteis!-Sempre é fácil desabafar com meu pai, deve ser porque ele sabe ouvir, é partir dai que ele aconselha, ele escuta, fala sua opinião e diz que está tudo bem. Sempre foi assim.

–Filha, ficamos muito preocupados com essa sua fase, sei que é difícil, mas você vai gostar da academia, foi onde eu passei os melhores anos de minha vida!-Percebi brilho no olhar do meu pai e sinceridade em sua voz, decide escutar o que tinha a dizer.

–Foi lá que conheci sua mãe, éramos parecidos com você, rebeldes sem causa, espero que tenha experiências melhores que as minhas, não se ilude com qualquer tentação e aproveite as amizades, boas, as ruins deixe que o próprio fracasso tome conta deles...

Ouvir meu pai contar sua época no colégio era nostálgico, me senti mais confiante, senti que se me arriscasse conseguiria tirar James da minha cabeça e seguir em frente. Viver uma aventura não seria tão ruim, seria ?

–Pai, quero ir pra Londres!



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