História Minha vida, minhas escolhas - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Celebridade, Drama, Paixão, Revelaçoes, Romance
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Palavras 2.739
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente desculpa pela demora! Tive alguns problemas para terminar esse capítulo!
Nesse episódio descreve com mais detalhes como aconteceu o evento de inauguração!
Espero que gostem! Boa leitura!

Capítulo 5 - Lembranças


Fanfic / Fanfiction Minha vida, minhas escolhas - Capítulo 5 - Lembranças

Acordo e olho para janela, o sol já está alcançando a borda da cama e isso significa: hora de levantar. Me acomodo apoiando as costas na cabeceira, não sinto mais dor, desde ontem. Suspiro só de lembrar naqueles olhos, AHHH! Tenho que parar com isso! Ele é só um homem bonito que por coincidência (ou não) me encontrou mais de uma vez. Me levanto em um salto e ando até o banheiro, entro no box e deixo a água rolar pela minha pele, tento esquecer o resto do mundo e apenas apreciar o banho. Coloco uma roupa para andar, quero conhecer a cidade hoje, poder ver tudo que não vi desde que moro aqui. 

    Saio do hotel e cruzo a avenida para o outro lado da calçada, vejo todas as lojas que normalmente me patrocinavam. Enquanto ando consigo ver uma minha foto, provavelmente de um ensaio com as roupas daquela marca. Uma garota estava tirando uma selfie com o cartaz em exposição. Nesse momento paro e a observo. Essa cena... é.... eu nunca dei atenção a eles, os meus fãs, não tinha tempo o suficiente. Eu não dou notícias, nem dou satisfações a eles. Saí de minhas redes sociais e nem me expliquei. Que péssima celebridade eu sou! 

    Quando estava prestes a continuar meu passeio, me deparo com a funcionária da mesma loja retirando o cartaz com minha foto e colocando uma nova propaganda protagonizando aquela cadela oxigenada! É sério isso? Justo ela! A loira falsa que pegou meu ex-namorado enquanto a gente ainda estava junto? O mundo é tão irônico. Provavelmente ela estourou depois do escândalo envolvendo o MEU nome e o dela. Ficou famosa a custas dos outros, bom, mas melhor estar ela nos holofotes do que eu. Sabe se lá o que anda acontecendo no mundo da fama. Enquanto mais longe eu ficar desse universo melhor. Sigo minha caminhada antes de ficar encabulada nisso.  

    Enquanto olhava a cidade tão bela, uma rajada de vento muito forte faz uma folha voar bem na minha cara, me fazendo parar. Um pouco irritada, retiro o pedaço de papel de meu rosto. Olho o escrito, era uma "propaganda", tinha cor laranja bem e detalhes fortes e brutos com escrita em preto. Dizia assim: 

        " Dia: 13/9/2016  

            Horário: 23:00 

      Venham comparecer ao evento mais festeiro da cidade. Festa com direito a bebidas, dança, música e muita curtição. Não percam uma oportunidade dessa. 

       Ingressos à venda na frente do local " 

     Achei graça, parece que o destino quer que eu aproveite essa chance para me divertir. Guardo o convite em meu bolso da calça jeans. O que faria em uma festa dessas? Nunca fui, não sei como me comportar ou me vestir. Mais black ou mais sexy? Que complicado, nunca estudaria moda! De qualquer forma volto a andar pela cidade. Passo pelo Central Park e observo cada detalhe, as crianças correndo, os animais correndo, mas paro em um casal trocando carícias. Vendo isso imediatamente penso em Lucca, onde será que ele está? Será que ele pensa em mim? Poderia convidá-lo para a festa, mas tenho um pequeno problema, não tenho como me comunicar com ele, apenas se ele resolver aparecer em minha residência improvisada. Eu apenas deveria parar de sonhar acordada com algo que não acontecerá e voltar a admirar a linda paisagem de NY. 

    (...) 

     O Sol já estava se pondo e eu andava em direção ao hotel. Minhas pernas cansadas de andar estavam doendo. Fazia um tempo que não "praticava" nenhum esporte. Meu cabelo está preso em um rabo de cavalo, com algumas mechas soltas, deixando um com uma aparência despojada. Assim que finalmente alcanço o hall do hotel, percebo um alguém familiar sentado na poltrona a minha frente, o homem estava lendo uma revista de fofoca. Me aproximo e no mesmo instante o desconhecido levanto os olhos de sua leitura, assim que me vê arregala os mesmos. Era Jeremiah. Saio correndo em sua direção e o abraço o mais forte possível. Fazia séculos que não o via, sempre estava ocupada de mais para visitar meu melhor amigo. Logo nos distanciamos e Jer continua com uma cara de espanto. 

    -Eu...não...acredito! 

    -É...nem eu.. 

    Ainda estava confusa, o que ele fazia aqui, meu amigo morava em Seattle, não deveria estar aqui.  

    -Você cortou o cabelo? Sempre me disse que tinha medo de cortá-lo e depois se arrepender – diz ele tocando as pontas loiras. 

    -Tem muita coisa que você não sabe ainda, porém não era para você estar em Seattle? 

    -Nana! - disse ele me repreendendo, ele era um pouco bipolar. Antes estava super feliz, agora me olha bravo - Sua mãe me ligou falando que você tinha surtado e fugido, então vim correndo para cá e procurei o hotel mais perto do aeroporto, fiquei muito preocupado! Quero explicações imediatamente! Só vou ligar pra sua mãe avisando que já te achei. 

    Enquanto ele caminhava sua mão até o bolso de sua calça segurei seu pulso, fazendo o mesmo olhar para mim, que fez uma feição de confuso. Provavelmente pensou: "Por que ela não quer falar com a própria mãe?". 

    -Primeiro: não me chame de Nana, parece que sou uma criança. Segundo: vamos para meu quarto que eu vou te explicar tudo, desde meu "surto" até o por quê dele.  

    -Claro Nana! Vamos logo! 

    Bufo e reviro os olhos enquanto Jer me abraça bem forte quase me esmagando. Encaixo minha cabeça na curva de seu pescoço e olho para o lado de fora do hotel. Percebo um homem me olhando, mas logo sai andando parecendo estressado. Senti um peso no coração, aparentava ser alguém conhecido para mim, porém antes que voltasse a pensar nisso Jeremiah me puxa para o elevador e aperta o botão para o meu andar.  

    Assim que entramos no quarto, meu amigo se joga em minha cama, que estava bem arrumada antes do pulo. Me sento na ponta do acolchoado e começo a encarar o chão. Como vou contar tudo a ele? É muito difícil para mim, mas ele tem direito de saber. Cada detalhe! Olho para ele e sinalizo para ele vir sentar ao meu lado. Cada músculo meu me diz para sair correndo, porque aquilo seria como uma bomba de emoções ao mesmo tempo, resultando em uma explosão de lágrimas. 

    -Eu vou te contar desde o começo, entendeu? 

    Ele apenas assenti com a cabeça se sentando comigo. Suspiro fundo e penso em cada palavra e cada lembrança. 

                                              

                                                                         FLASHBACK 

 

    Eu estava na minha cobertura no Upper West Side, com meus maquiadores, estilistas, Katie e minha mãe. Todos estavam me preparando para a grande inauguração da minha mais nova marca: Ianna's style. Tudo estava uma correria, um retoque aqui, uma costura lá e não parava. Minha mãe sempre achava alguma coisa para reclamar, principalmente em mim. Katie parecia uma louca, andava, corria, pulava, carregava, fazia tudo. Os outros que cuidavam de mim só sabiam me paparicar e me elogiar. No apartamento só se ouvia gritaria e secadores de cabelo. Tinha 3 pessoas apenas para cuidar de minha juba, necessário? Não! 

    -Filha dá uma voltinha para eu ver como o vestido fica em você 

    Dou uma viradinha com muita dificuldade, pois o vestido é extremamente justo em minhas curvas e rodado nos pés. Ele é longo e na cor vermelha, um clássico. Seu decote tem detalhes pratas e alças um pouco grossas. A festa é apenas uma comemoração, mas minha mãe me veste como uma princesa. Meu cabelo está preso em um coque despojado para destacar meu corpo. Para combinar com a cor de café queimado do meu cabelo, Katie trouxe um colar de prata fino e bem justo. Não usava nenhum outro acessório. 

    -Já chega de mexer no vestido! Vocês vão acabar estragando! 

    Disse novamente minha mãe para os ajudantes. Parece até que ela se importa mais com a minha vestimenta do que comigo, mas já me acostumei com esse tratamento. Todos pararam por um momento para me observar. Mamãe fazia algumas caretas como de costume.  

    -Poderia ser melhor...mas serve e estamos sem tempo restante. Então vamos, arrumem tudo e desçam para a limousine. - minha mãe ordena 

    -Claro senhora – fala Katie pegando vários panos em sua mão junto com sua prancheta 

    -Mamã...  

    -Oi Ianna, o que você quer? 

    Sim é assim que Rachel – minha mãe - me trata, como se eu fosse apenas uma qualquer que só serve como máquina de dinheiro. Nesse momento eu só queria que ela me abraçasse e dissesse que eu estava linda e que tudo ocorreria bem.  

    -Você acha que...eles vão gostar da linha de peças da loja? 

    -Ohh filha... claro que vão, fui eu que desenhei e eu tenho bom gosto. 

     Por um segundo pensei que finalmente ela fosse me apoiar, mas não ela foi fria e dura como uma geleira da Antártica. Com certeza ela consegue confortar qualquer um com essa atitude. Será que ela não tem um pingo de remorso por me tratar assim?  

    -Ahh... claro. Me esqueci 

    Por dentro a solidão me corrói. A tristeza toma conta de meus pensamentos. Tenho vontade de cancelar tudo e dizer que é tudo uma farsa, não fui eu que fiz nada, apenas usam minha imagem para fazer sucesso. Mas antes de dizer uma palavra sequer me empurram para o elevador e em seguida me conduzem até o veículo. 

(...) 

    A limousie acabou de estacionar no prédio da inauguração, estou ansiosa, mas ao mesmo tempo nervosa. Katie ainda alisa meu vestido enquanto a porta não é aberta para sairmos. Alex vai me esperar na entrada para seguirmos como um casal. Mesmo que eu saiba que esse relacionamento com o loiro seja superficial, eu me apeguei a ele, sempre estou ao seu lado, nos eventos, nas festas, nas revistas. Sem falar que nós dois somos bonitos, a única diferença é que ele gosta e sabe lidar com a fama. Eu a odeio! Não tenho privacidade, nem tempo para mim mesma. Tudo o que as pessoas de fora veem é revisado pelos empresários e as cenas são escolhidas a dedo. Basicamente: Tudo é apenas ilusão. Criamos uma imagem, uma pessoa, com carisma, beleza e corpo. O resto a imprensa faz, cria boatos, para chamar atenção e "tadá" somos famosos.  

    Rapidamente algum segurança abre a porta. São flashes e mais flashes. É quase impossível enxergar, mas estou acostumada com tantas câmeras ao meu redor. Muitos falando ao mesmo tempo, vários paparazzis fazendo as mesmas perguntas de sempre: "Ianna, Ianna, como está?", "você e Alex pretendem se casar", "Você lançará alguma música esse ano?". Elas me cansam. Desço do veículo acenando para todos com um sorriso maravilhosamente – falso – lindo em meu rosto. Começo a caminhar e tentar responder algumas das perguntas feitas. Atrás de mim, Katie vai arrumando meu vestido rapidamente para ser discreta. Minha mãe logo sai de outro carro junto de meu pai, os dois também acenam e sorriem. Minha mãe veste um terninho preto elegante e meu pai um blazer vinho com uma camisa preta por baixo. Volto a olhar para frente, porém não vejo Alex, onde ele está? Deveria estar na porta. 

    Sinto uma sensação estranha. Algo está errado. Tento ignorar esse pensamento e continuo andando até entrar no salão, sem meu namorado. Sou recebida com salvas de palmas. Faço gestos agradecendo e vou cumprimentar os visitantes. Continuo reparando que não vi Alex nenhuma vez hoje ainda. Após uma longa hora respondendo milhares de perguntas e críticas junto com elogios, minha mãe começa a falar no palco com um microfone em mãos. 

    -Boa noite a todos. Obrigado por comparecer a esse evento tão importante para minha querida filha! 

    Rachel, falava aquilo com gosto como se fosse realmente uma verdade, como se ela me amasse. Ela apontou para mim e eu sorri, mas continuo me perguntando: O que está acontecendo? Por que ela ainda cisma em me moldar como uma filha perfeita que tem tudo? Eu realmente tenho tudo, porém em bens materiais. As coisas básicas como sentimentos: amor, carinho, orgulho, ela não me dava. Eu apenas recebia críticas e críticas dela. Ela me fala como tenho que emagrecer, afinar a cintura, passar maquiagem, em geral, como não sou boa o suficiente para ser sua filha. Eu estou á beira do penhasco, prestes a cair. Nem as drogas estão me segurando mais. Tudo está caindo, inclusive eu.  

    Minha mãe continuou com seu discurso politicamente correto e sempre que podia me elogiava, mesmo sabendo que depois me daria um esporro por não ter feito algo como ela queria. Foi nisso que ela me chamou ao palco. Surpresa com sua proposta, faço um sorriso amarelo, mas sem perder a classe. Subo os degraus e seguro o microfone em minhas mãos um pouco suadas.  

    -Boa noite senhoras e senhores! Fico muito feliz por terem vindo presenciar a estreia de minhas roupas. Eu gostaria de agradecer a todos, e principalmente a minha mãe, Katie e meu namorado Alex. 

    Nessa deixa, procuro o loiro pela plateia, eu esperava pelo menos que ele estivesse aqui para me apoiar. Todos começam a olhar em volta para identificá-lo, mas NADA! Nem um vestígio do mesmo. As câmeras filmam e tudo aparece em um telão atrás de mim. Ainda tinha uma falação no salão, porém rapidamente todos ficaram em silêncio. Eles estavam boquiabertos, eu não estava entendo suas reações, tinha algo em mim? Não, não, não, era no telão. Quando me viro, me deparo com a cena mais terrível da minha vida, pior do que ver um caixão com minha irmã dentro. Paro de respirar, aquilo não podia ser verdade. Largo meu microfone e meus olhos se enchem de água. Eu pensei que meu dia não pudesse piorar, mas é claro que pode, é só alguma figura religiosa mexer alguns pauzinhos e pronto, a desgraça é criada. Aquela cena tinha alguma explicação? 

    -TIREM ISSO AGORAA! 

    Grito para produção tirar a imagem de Alex e Sasha – uma modelo, alta e loira – se beijando. Era nojento ver aquilo. Eles estavam se agarrando, com direito a mãos em lugares inapropriados. As lágrimas não aguentaram e desceram. Como isso estava acontecendo comigo? No meu dia, que era para comemorar a MINHA inauguração. Já toda borrada, olho para minha mãe. Ela disse apenas em um sussurro. 

    -Calma! Não faça um escândalo Ianna! 

   Nesse momento a raiva tomou conta de mim. Peguei o microfone que estava no chão e gritei o segurando: 

    -SAIAM! TUDO QUE ESTÁ AQUI É UMA FARSA! 

    Se Rachel queria acabar com a minha "felicidade" eu iria acabar com seu dinheiro, ou melhor, o meu dinheiro. Nem um tustão cairia nas mãos dela novamente. Olhei para Katie que também tentava me acalmar. ELAS SABIAM DISSO? NÃO, não. As lágrimas voltaram com toda força. Eu estava me sentindo um caco. Nem percebi todos os flashes ao meu redor, todas as perguntas para minha pessoa. Nem pensei direito, só corri em direção a saída. Não poderia nunca mais olhar na cara das pessoas daquele lugar. Muito menos Alex, que começou a gritar meu nome, percebendo que tinha feito algo errado. Eu tinha acabado de pular do precipício e esperava um milagre para me salvar. Eu só tinha uma direção para ir, o fundo. Me acabar até não sobrar mais nada, até Ianna não existir para contar a história. Quem sabe o destino finalmente esteja cansado de brincar comigo e desista de mim. Seria o mais fácil.  

    Quando saio do prédio vejo ainda mais fotógrafos. POR QUE? QUAL A NECESSIDADE DE INFERNIZAR A MINHA VIDA? Eu apenas desisto agora. Que os ventos me levem. 

   -IANNA! Espere! 

 

                                                                        FLASHBACK 

 

    -Foi isso 

    Digo com algumas lágrimas escorrendo pelo rosto. Jeremiah não disse nada só me abraçou, não igual a última vez. Nesse enlace tinha amor, muito amor e carinho envolvido. Ele queria me proteger deles, sabia que eu devia estar morrendo por dentro. Ele acariciava minhas costas e fazia alguns barulhos para me fazer relaxar. Me senti segura pela primeira vez em muitos anos. Meu amigo aos poucos foi se deitando na cama e me descendo junto ainda com a cabeça encostada em seu peito. Assim foi que passamos a noite naquele resto de dia, agarrados, com apenas nossas respirações irregulares e nossos pensamentos vazios e acolhedores ao mesmo tempo. Estávamos separados pelos sentimentos, mas juntos por um acolhedor toque. 

 

 

 

"Algumas coisas foram feitas apenas para nos ajudar futuramente, mesmo que no momento só nos tragam uma imensa solidão e tristeza. Elas podem ser para um bem maior, que as vezes vale a pena esperar para ver o resultado, ver a felicidade prevalecer novamente". 

 

     

     

     


Notas Finais


Então o que acharam?
Quem acham que era na porta do hotel durante o abraço de Jeremiah e Kathleen?
Espero que tenham gostado!


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