História Minhas cicatrizes - escolhas - Capítulo 13


Escrita por:

Postado
Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Personagens Arthur Pendragon, Ban, Diane, Elaine, Elizabeth Liones, Escanor, Gowther, Hawk, Helbram, King, Liz, Margaret, Meliodas, Merlin, Personagens Originais, Veronica
Tags Arthur, Baine, Ban, Diane, elaine, Elizabeth, Kiane, King, Meliodas, Melizabeth, Mistério, Romance
Visualizações 166
Palavras 4.169
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pesoasssss 🐍🐍🐍
*O capítulo de hoje tá saindo mais cedo porque a inspiração me veio do além. Enfim, não sei se vai ter capítulo no final de semana mas eu realmente espero que sim huehue
*É só isso mermo 😆👌
Boa leituraaaaa

Capítulo 13 - Para não atrapalhar ninguém


POV King 

Otoniel acabou ficando no “bar” por causa de Immanuel, afinal o corte na testa dele era bem mais grave do que esperávamos que fosse. O que nós esperávamos ainda menos é que um Alkahin loiro de trança também resolvesse ficar aqui. A idéia de ter um terceiro Alkahin vivendo debaixo do mesmo teto que eu não me agrada, porém se Elaine está lidando bem com isso acho que também consigo.

—Bom dia! — Meliodas se espreguiçou, indo ocupar o seu lugar na bancada

—Bom dia — respondi sem tirar os olhos da minha árdua tarefa de limpar as mesas — o Ban já acordou? 

—Já — deu de ombros — deve estar tomando o seu banhozinho matinal ou algo assim

—Bom dia! — Jenna entrou no ambiente toda sorridente e cheia de vida — prontos pra mais um dia?

—Hm — resmunguei 

—Claro! Bom dia — Meliodas deu um sorriso largo como se eu nem sequer tivesse abrido a boca — espero que consigam ter progressos maiores hoje 

—Obrigada — sorriu novamente se sentando em uma das mesas — o que temos pro café? 

—Torradas com manteiga, bacon e ovos — Zanelli respondeu, saindo da cozinha equilibrando cinco pratos 

—Eu ajudo — Meliodas foi na direção dela. Espero que essa lambisgoia esteja satisfeita por roubar o capitão da Elie. Ok! Ele também não é inocente — está quente! Tome cuidado com suas mãos — ele sorriu pra ela e a morena corou. Essa cena fofa está me dando vontade de vomitar! Ainda bem que Elizabeth não está aqu…

—Bom dia — disse uma voz rouca. É só falar nela que ela brota do chão. Lá estava Elizabeth em toda a sua graciosidade em plena manhã, é difícil me convencer de que ela não tenha visto isso tudo. 

—Bom dia! — eu e as gêmeas respondemos. Elas não sabem que ao capitão e a Elizabeth já foram bem próximos, por isso a tratam com naturalidade.

—O cheiro está maravilhoso — Elizabeth sorriu docemente para Zanelli enquanto se sentava em uma das cadeiras. É impressionante a forma com que ela lida com isso.

—Obrigada — sorriu — espero que goste do sabor! — depositou um prato na frente da albina. Devo dizer que nesse aspecto eu não posso culpar a Alkahin. Na melhor das hipóteses ela nem sabia que a Elie existia até chegar na AFL.

—Alô galera de cowboy, Alô galera de pião — disse uma voz sonolenta 

—Quem gosta de rodeio bate forte com a mão — disse uma voz mais animada, já batendo palmas. 

Diane e Arthur logo deram as caras, minha namorada com cara de zumbi atropelado e Arthur com cara de quem ganhou na megacena. Diane pode até parecer um zumbi atropelado, mas é um zumbi atropelado lindo.

—Como você tem toda essa animação de manhã? — a morena se espreguiçou, enquanto se sentava junto com Elizabeth

—Eu sou maravilhoso — Arthur sacudiu a cabeça numa tentativa falha de bater o cabelo

—Um dia você ainda vai se revelar e sair do armário — Roger brotou na porta com as mãos nos bolsos e cara de quem acabou de tomar banho. Não podemos nos esquecer é claro do sorriso sarcástico. Seus cabelos molhados estavam cuidadosamente penteados pra trás, porém não estavam pingando — bom dia! 

—Bom dia! — respondemos 

—Vai te catar — Arthur mostrou a língua 

—Roger, você vai acabar pegando um resfriado. Vai secar esse cabelo! — Matrona surgiu logo atrás, dando bronca no moreno. Roger sacudiu os cabelos compridos fazendo charme

—Quero que sequem naturalmente 

—Podia pegar umas três aids pra sossegar o facho

—Arthur, aids não se pega pelo cabelo molhado — uma gota escorreu na minha testa. Me sentei ao lado de Diane e relaxei na cadeira.

—Podem começar a comer agora, galera — disse uma voz irritante — eu cheguei! — Ban se jogou na cadeira ao lado de Arthur e pôs as mãos atrás da cabeça. 

—A comida estava muito boa — Arthur fez menção de se levantar e em seguida encarou o albino — que pena cara! Acho que agora já acabou tudo! — disse sério 

—Se eu não te conhecesse eu podia até acreditar — Ban fez uma careta e em seguida deu cascudo no ruivo — baaka

—Ei! — reclamou rindo 

—Bom dia! — Gelda e Elaine entraram com um sorriso meigo no rosto. Por curtos segundos a sala inteira parou pra ver aquelas duas pessoas que mais pareciam anjos.

—Perdeu alguma coisa na minha cara? — Elaine olhou irritada para o Ban. Ok! Retiro o que eu disse.

—Bom dia — Merlin entrou logo atrás com suas tão costumeiras roupas curtas. Às vezes os looks dela me fazem questionar se realmente estamos em um restaurante sete horas da manhã ou se estamos em um boate em plena noitada.

—O Zeldris, o Escanor e o Estarossa morreram ou algo do tipo? — Diane disse mau humorada 

—Foram fazer uma ronda em torno do perímetro e estarão aqui daqui a pouco para o café — Meliodas respondeu, puxando uma cadeira para si.

—Diane, que mau humor todo é esse? — Ban provocou — engordou mais cinco quilos?

—Só não te faço experimentar os cinco quilos à mais da minha mão porque eu estou morrendo de sono — disse meio grogue — acho que esse lugar tá mal assombrado

—Era só o que me faltava — o albino deu uma gargalhada sonora — agora tá ficando louca. 

—Você também viu aquilo? — Gelda arregalou os olhos 

—Viu o quê? — Ban parou de rir e começou a prestar atenção 

—Você não deve ter visto nada Ban — Meliodas deu de ombros — você parece um trator quando está dormindo 

—Nem vem! — protestou — o Arthur que estava roncando ontem. Sou completamente inocente! Parecia que tinha uma furadeira na goela desse infeliz. 

—Eu tava sonhando legal — o ruivo viajou, olhando o além 

—Mas afinal, o que está acontecendo? — Ban perguntou 

—Bom dia gente! — Otoniel surgiu na porta, servindo como muleta humana para Immanuel. Quase esqueci nossos convidados. Espera, não era a testa dele que estava machucada?

—Bom dia! — respondemos 

—Obrigado por nos deixarem ficar aqui essa noite — Immanuel agradeceu enquanto seu amigo o colocava em uma cadeira — não sei o que poderia ter acontecido se estivéssemos na estrada — dizendo isso ele tirou suas botas e puxou o tecido da calça, revelando um hematoma roxo enorme.

—Nossa… — Gelda deixou escapar assim que viu aquilo

—Mas isso… — Diane franziu as sobrancelhas

—Os Pendragos tem uma mutação no sangue, assim como os Alexis — Gelda disse com propriedade. Ela manja dessas coisas de sangue e tals — a mutação de vocês retém Ácido latico dentro dos músculos sem causar danos por mais tempo que o corpo de uma pessoa normal consegue. As pessoas normais geralmente vêem os resultados do esforço físico exagerado um dia depois, quando sofrem dores musculares. O corpo de vocês pode ficar até semanas sem sentir diferença alguma. Apesar disso, dizem que quando a dor vem, ela vem pra matar. 

—Isso serve pra quê? — Jenna perguntou curiosa — pra sentir dor com adiamento?

—Não apenas isso — Merlin completou — isso faz com que eles durem mais em  confrontos corpo a corpo e jornadas intensas. Um Pendragon bem treinado é a base de qualquer esquadrão de espionagem 

—Vocês parecem bem informados à respeito — Immanuel sorriu. Diane e Matrona chegaram mais perto, tentando averiguar a situação — obrigado pela preocupação — sorriu novamente — mas eu vou ficar bem

—Não é como se a Diane e a Matrona soubessem fazer algo à respeito — Arthur provocou — Otoniel, por que não dá uma olhada? — o ruivo tem essa estranha mania de querer envolver todo mundo numa conversa 

—Apenas as famílias principais tem acesso à tratamentos desse nível — deu de ombros — a anatomia dos Pendragon não é algo que possa ser compartilhado com todos os membros da Lionessy

—Eu olho — Jenna deu um pulo da cadeira — você me deixaria ajudar? — sorriu pra ele

—Eu ficaria grato — sorriu de volta. Não que ela possa fazer muita coisa, nós King somos bem melhores nisso.

—Harle não quer fazer um diagnóstico? — Otoniel perguntou pra mim 

—Hm… eu? — eu estava tão viajado que nem me ocorreu que ele estava falando comigo 

—Tenho certeza que Harle confia na avaliação da Jenna — Elaine tentou aliviar a tensão. Otoniel quase arrumou briga com as Alkahin por deslize, mas ele não podia simplesmente contestar a palavra de uma senhorita da família principal. 

—Claro — engoliu um seco 

—Obrigada! — Jenna foi saltitando até a sala dos fundos, provavelmente atrás de sua maleta de ervas.

—Bom dia! — Estarossa entrou pela porta da frente com um sorriso do tamanho do mundo, sendo seguido por Zeldris fazendo sua típica carranca e Escanor, cuja expressão era indecifrável — achamos esse carinha lá fora  — apontou para o loiro de trança que vinha atrás de Escanor

—Olá — acenou sério 

—Onnie Alkahin-niisan — Jenna brotou do chão quando viu o rapaz entrar na sala

—Talvez devêssemos tomar café antes de tratar minha perna — Immanuel sugeriu 

—Se você não se importar — Elizabeth interveio. Ela estava claramente quase engolindo o prato à sua frente com os olhos 

—De forma alguma — sorriu 

Zanelli acabou de distribuir os pratos com a ajuda de Meliodas e Jenna. Enquanto isso, os recém chegados foram se acomodando nas cadeiras.

—Chega pra lá — Estarossa empurrou a cadeira da Matrona com o braço livre, o outro segurava uma espada com capa, que colocou sobre a mesa logo em seguida. Se não fossem as regras desse exame, aposto que só ia dar tiro, porrada e bomba nas lutas.

—Ei! — empurrou de volta e encarou a espada — não coloque armas na mesa, idiota

—Idiota é quem me chama, idiota — mostrou a língua pra ela

—Estarossa, tira a espada daí — Ban resmungou e o grisalho obedeceu. Provavelmente foi só porque o Ban mandou 

—Vocês dois parecem o Ban e a Elaine brigando — Arthur riu, enquanto colocava mais um bacon na boca 

—Você vai engasgar — Diane censurou, tentando ajudar o ruivo 

—Tô sussu — mastigou outro pedaço — aliás, está uma delícia 

—Fico feliz que tenha gostado — Zanelli sorriu e encarou Meliodas, esperando seu julgamento 

—Está realmente bom! — ele elogiou. Pelo canto dos olhos eu vi Elizabeth se encolher enquanto engolia seu café elegantemente. Talvez esteja sendo mais difícil do que ela deixa transparecer.

—Terminem de comer e vamos abrir esse lugar logo — Roger disse se espreguiçando — temos muito o que fazer 

~Quebra tempo~

 

POV Elizabeth

—Eu trouxe um lanche pra vocês — as garotas pararam seu trabalho no nosso “cadáver” e prestaram atenção nas duas bandejas que eu equilibrava

—Elizabeth, você é um anjo! — Elaine brincou enquanto pegava uma caneca de chocolate

—Jenna-san, você não vem? — a garota estava equilibrada sobre uma bancada cheia de tubos coloridos. Suas roupas meio masculinas estavam cheias de respingos, provavelmente das tentativas falhas experimentais 

—Jenna-san! Onde está seu jaleco? — Gelda ralhou

—Estava me estressando, daí eu tirei — deu de ombros.

Cada uma pegou seu lanche e se estabeleceu em um canto do porão. Por fim Jenna deixou suas tarefas e veio até mim.

—Precisa descansar um pouco — aconselhei — trabalhar demais não te fará bem 

—Eu preciso melhorar mais — apertou as bordas da caneca involuntariamente — ainda não é o suficiente 

—Você é incrível — sorri — melhorar é ótimo, mas não precisa se gastar nisso. Todo esforço é bom desde que não te cause danos na saúde. 

—Talvez esteja certa — deu um sorriso fraco. Seu olhos se perderam em Elaine, tomando seu chocolate do outro lado da sala, enquanto sorria espontaneamente conversando com Diane e Merlin. 

—Ela é incrível não é? — comentei seguindo seu olhar 

—Nossos clãs são rivais declarados — suspirou — parece que sempre vai haver uma barreira entre nós 

—Elaine não é assim — encorajei — ela pode parecer ter um gênio difícil mas está sempre disposta a ajudar aqueles que se dispõem a serem amigos dela — claro que pra ser amigo dela você vai sofrer encaradas mortais no processo,  mas acho que vale a pena

—Elizabeth, sua família é rival de alguma outra?

—Bom, não que eu saiba — franzi as sobrancelhas

—A pergunta foi meio idiota — riu de si mesma — Elizabeth é uma Liones afinal de contas — refletiu — não há nenhuma família pra competir com vocês, os Liones são a família mais talentosa de toda Lionessy — disse se levantando com um sorriso — queria ser tão perfeita assim! Eu já vou voltar ao trabalho 

—H…Hm! — concordei meio chocada enquanto via ela se virar. Julgamentos, pressão psicológica, padrões à serem seguidos… que expressões definem mais um Liones que essas?

Recolhi as canecas e pratinhos que as garotas usaram e saí do porão, indo dar de cara com Zanelli Alkahin. A morena estava sorridente, como em poucas vezes que a vemos. Sua saia de cozinheira flutuava enquanto ela saltitava pela cozinha, equilibrando pratos e assando batatas recheadas. Sem dúvidas, a imagem de uma senhorita perfeita.

Comparei mentalmente a imagem dela com a de Jenna. Elas não eram nem um pouco parecidas se ignorassemos os olhos esmeraldas e o estilo de penteado. Eram opostos sem sombra de dúvida. 

Jenna é alegre, espontânea e para uma garota criada na Lionessy, ela praticamente não tem vaidade nenhuma. Enquanto isso, Zanelli é seria, feminina e delicada como uma flor, não levanta a voz pra nada e não demonstra sentimentos com facilidade. Estava prestes a fazer a tão famosa pergunta de ex com dor de cotovelo: “o que ele viu nela que não tem em mim?” mas acho que eu devia me perguntar “o que tem nela que eu também tenho?”. Eu e ela somos completamente diferentes!

Pra piorar (tá tocando um modão de arrastar o chifre no asfalto! ;u; maus, não resisti) tem toda essa pressão psicológica de ser a “princesa Lones perfeita”. Preciso manter 24 horas a minha máscara de “superei meu ex” enquanto tenho que resolver os problemas do bar e ajudar o Ban com o caso. É difícil atuar como um “ser perfeito” enquanto apenas queria me sentir uma adolescente normal e me trancar no meu quarto, chorando por um namoro utópico que acabou não dando certo. 

Para o bem ou para o mal eu não posso fazer isso. Preciso manter a mente do Ban livre de preocupações pra que ele possa pensar no caso tranquilamente, tenho que manter minhas amigas livres de preocupações pra não criar intrigas dentro do grupo. O que eu farei se Elaine e Merlin resolverem me defender e deixar a Jenna de lado? Eu não suportaria essa idéia. Gelda acabaria sem saber o que fazer e toda a estrutura seria abalada. A culpa do meu relacionamento fracassado é totalmente minha. Eu devia ter escutado meu pai desde o início e simplesmente não insistido em algo sem garantias. 

O que mais me dói nisso tudo é olhar o rosto do Meliodas todos os dias e sentir que ele não tem um pingo de arrependimento. Ele sorri pra Zanelli, e o jeito que ele o faz parece ser um milhão de vezes mais carinhoso do que comigo. Procuro maneiras de culpá-lo com todas as minhas faculdades mentais mas meu subconsciente sabe que a culpa também não é dele. 

Odeio admitir mas me sinto ridícula em todas as malditas vezes que eu o vejo e a única coisa que posso fazer é me torturar. Se eu soubesse que naquela noite seria a última vez que ele iria estar comigo de corpo, alma e coração eu teria abraçado ele mais forte antes que ele sumisse na escuridão. Mas eu não sabia que aquelas promessa que ele me fez tinham um significado diferente das palavras que ele emitia. Eu só fui ingênua o suficiente pra não entender as entrelinhas. 

Senti uma lágrima solitária escorrer pela minha bochecha mas a limpei tão rápido quanto apareceu. Eu estava segurando aqueles sentimentos todos por tempo demais e agora eles afloraram todos de uma vez. Eu não podia simplesmente deixar que minha vida sentimental patética interferisse na carreira brilhante que meus pais sonhavam pra mim, então apenas engoli um seco e voltei ao trabalho.   
 

POV Zanelli

—Pega as panelas do armário de baixo — o King disse em tom de ordem. As atitudes desse moleque estão me irritando! Ele acha que pode simplesmente mandar em mim?

Enfim, engoli o meu orgulho e peguei as tais panelas no armário. As mãos dele não iam cair se ele mesmo pegasse mas o que eu posso fazer? Não quero criar problemas. Com certeza se eu questionar os pedidos dele, todos os seus amigos vão defendê-lo e eu acabarei sendo expulsa do grupo. Isso com certeza iria afetar a Jen também. 

Não quero atrapalhar minha irmã, principalmente agora que ela finalmente está se interessando por coisas que realmente tenham utilidade. Não culpo a Jen por seu estilo exótico, boa parte das loucuras que ela faz são culpa da minha mãe. A outra metade, é culpa do meu pai. 

Os nossos pais não se dão bem como os pais dos nossos colegas da Academia, mas como a Lionessy não admite divórcios, cada um mora em sua própria mansão e se juntam apenas nas festas sociais que são obrigados a participar.

Enfim, eu fui criada com meu pai, tenho sua personalidade séria e “controlada” digamos assim. Jen foi criada com a minha mãe e acredite se quiser, ela não tem um pingo de juízo. Graças à isso minha irmã se tornou uma garota livre e inconsequente, ou seja, completamente fora dos padrões Lionessyanos (seja isso bom ou ruim).

Eu amo a minha irmã exatamente do jeitinho que ela é, porém é complicado manter na Lionessy uma criatura que faz coisas consideradas estranhas tipo gritar com desconhecidos na rua, usar roupas meio masculinas 24 horas por dia e se desinteressar por tudo que seja “útil” aos olhos da elite.

Jen não odeia a sociedade, muito pelo contrário. Ela odeia o meu pai e e eu não faço a mínima idéia do porquê. Ele sempre foi legal com nós duas e sempre cuidou dela apesar de morarmos em casas diferentes.

Recentemente, Jenna parece muito empenhada em me superar e inclusive implorou pra poder ir pro porão tentar descobrir algo no “cadáver”. Bom, nós duas sabemos que em especialidade do clã eu sou muito mais instruída, porém fiquei tão animada por vê-la se empenhar em algo que acabei cedendo. É claro que eu não demonstrei isso, não gosto muito desse tipo de coisa.

—Está muito bom Zanelli — Ban elogiou meu trabalho com os bolinhos de chocolate — se puder agilizar o processo será melhor ainda — disse se concentrado em preparar a massa de um pão 

—Obrigada — sussurrei pra mim mesma tentando acelerar a produção. Era gratificante ver que alguém reconhecia algo que eu fazia, principalmente se esse alguém é o melhor amigo do meu quase futuro esposo.

Quase me esqueci disso, meu amado papai me prometeu que iria escolher um bom esposo pra mim e que ele não ia me deixar na mão. Fiquei um pouco surpresa pelo meu pai ter escolhido logo um Alexis, mas não questionei. Se ele escolheu o Meliodas, então ele deve ser uma pessoa boa. Tenho certeza que o meu pai não escolheria um garoto que não fosse cuidar de mim.

Não entendendo muito bem como funciona essa coisa de casamento arranjado mas parece bem diferente de todas as paixõezinhas platônicas que já tive em meus anos de indústria vital. É difícil imaginar que eu e Meliodas tenhamos qualquer tipo de ligação sentimental, mas pretendo viver um dia de cada vez e esperar pra ver o que acontece. Ele parece bem focado nos assuntos de sua família e eu não ficarei pra trás.

—Os bolinhos estão no ponto — King anunciou enquanto tirava a travessa do forno. Preparei uma nova e liguei o forno novamente. 

—Esprema alguns limões pra mim, por favor — Ban pediu com educação

A forma como o Ban me trata é completamente diferente da forma como o King me trata. Talvez porque nossas famílias não sejam rivais e não tenham tentado se matar em algum momento da história. Vá saber né? 

 

POV Ban

Zanelli até que é boa na cozinha, mas ela está me enlouquecendo! Não na parte profissional, claro, mas na parte psicológica. 

Algo no fundo da minha mente parece gritar “não seja legal com ela! Ela é sua inimiga!” mas algo no jeito como ela amassa os bolinhos, a delicadeza com que pede favores, o jeito educado de agir… essas pequenas coisas me fazem pensar se ela seria mesmo capaz de machucar uma pessoa tão doce quanto a Elizabeth.

Eu queria muito esmurrar a cara do capitão por fazer duas garotas tão precisas sofrerem, mas infelizmente eu entendo ele. Com certeza está confuso e sem saber o que fazer, exatamente como eu quando meu pai me anunciou meu quase casamento. Se o King soubesse meu rolo com a irmã dele eu provavelmente já seria um cara morto.

—Aqui estão os limões — a morena colocou uma tigela onde eu estava 

—Obrigado — agradeci

—Precisa de algo mais? — perguntou 

—Você poderia começar a massa de um bolo de maçã  — pensei um pouco — eles são bem pedidos nessa hora do dia

—Ok — disse se retirando. 

Maçãs… me pergunto como Roger se sentiria se soubesse das minhas tretas com a Elaine. Bom, acho que ele sabe. Aquele moleque metido sabe quase tudo.

 

POV Roger

Cá estou eu sentado no caixa contando dinheiro e refletindo sobre a vida. Precisam inventar um cargo mais chato que esse. Tem números? É tedioso? É chato? Manda o Roger fazer! Acho que minha reputação não ajuda muito na escolha de tarefas não é mesmo?

—Aqui está a notinha, tio — ouvi uma voz irritante vindo de baixo e me curvei um pouco no balcão pra ver quem foi a alma ousada a me chamar desse apelido 

—Jenna? — perguntei assustado — você não devia estar no porão? 

—Eu resolvi dar uma voltinha — sorriu sapeca.  Essa garota tem que ser estudada.

—Onde está a nota? — perguntei tentando manter o meu estado mental controlado

—Na verdade, não cheguei a fazer um pedido — deu de ombros

—Eu tenho cara de garçom? — franzi as sobrancelhas 

—Você tem cara de caixeiro — mostrou a língua 

—Talvez porque eu sou um — resmunguei revirando os olhos. Ela parou de prestar atenção em mim e manteve seus olhos focados em algum lugar do outro lado do estabelecimento, segui a direção em que ela olhava e me assustei.

Immanuel Pendragon e Onnie Alkahin se encaravam mortalmente e aparentemente haviam acabado de discutir. O que estava acontecendo?

—Você vai ver comigo — consegui usar dificultosamente a leitura labial pra entender o que Immanuel falava. Os dois não falavam, apenas mexiam a boca.

—Você não sabe o que está dizendo — sibilou o Alkahin e por fim deu um sorriso irônico

—Você irá pegar por tudo o que fez — era quase impossível entender o que Immanuel dizia — a minha família… — pausou — não irá perdoar 

—Vocês querem mais alguma coisa? — Diane deu um sorriso enorme enquanto se aproximava dos dois. Lerda do jeito que é, provavelmente nem sentiu o clima de ameaça.

Não tive tempo de ver o fim, um cliente se aproximava de mim e eu precisei dar atenção à ele. 

—E aí Roger? — um garoto sorridente muito branco e de cabelos compridos presos atrás da cabeça me cumprimentou — como vai?

—Takeshi-san? — perguntei incrédulo — o que faz aqui? 

—Vim aqui ontem e devo dizer que é um ótimo lugar pra comer — coçou a nuca ainda sorrindo — gostaria de uma mesa pra um

—A moça vai te acompanhar — apontei pra Jenna, que viajava na morte da bezerra. 

—Moça? Que moça gente? — se assustou olhando pros lados como se tivesse visto um fantasma 

—Leve o cliente para uma mesa pra um em um lugar mais tranquilo — disse calmamente.

—Hm… ok! — respondeu por fim, levando Takeshi dali. 

Takeshi é um Hanabi muito talentoso, com ele aqui por perto eu duvido que eu não vá me intreter. Acho que agora as coisas finalmente vão ficar interessantes! O caixa não é tão ruim quanto eu imaginava, daqui posso ficar de olho em todas as brigas e conversas de clientes sem mover um dedo. 

—Troca de turno, Roger — Arthur se aproximou de mim — sua vez de fazer patrulha. 

Retiro o que eu disse, as coisas não estão nada interessantes.  


*************************************************************************************************

“Se eu tivesse a oportunidade, eu faria tudo de novo e te abraçaria uma última vez antes que seus olhos perdessem o caminho dos meus" 
(Frases de um coração sem voz)   

 


Notas Finais


*Gente, eu queria muito odiar a Zanelli e a Jenna mas eu realmente não consigo *O* me perdoem
*Não matem o tio Meliodas, ele tem lá seus motivos huehue
*👏👏 duas palmas para kiane porque é o único casal que tá sobrevivendo nessa treta toda srrs
*Acho que chega de encher aqui de abobrinha né? Rrs
*Me digam o que vocês acharam e suas sugestões
Obrigada à todos por lerem 💖💖💖


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...