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História Minhas Confissões - Capítulo 1


Escrita por: Tinywoo

Notas do Autor


Aproveitei que estou de férias para fazer uma maratona Marvel, a acabei tendo a ideia dessa fic...
Sinceramente, se tiver 2 visualizações vai ser muito, mas tô aqui mês assim k

Boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo


Desde que adotou uma criança com Tony, seu marido, Steve deixava bem claro que seria um daqueles pais que mimam a criança ao extremo. Dava tudo do melhor para o pequeno Peter desde que a criança de apenas sete anos entrou naquela casa de mãos dadas com ambos os pais.

Tony sempre dizia que não era para mimar demais a criança, mas no fundo, ele sabia que não estava fazendo diferente do marido.

Mas, para a alegria de ambos, Peter estava longe de ser uma criança que fazia birra para conseguir as coisas no supermercado ou em uma loja de brinquedos. Peter era uma criança tímida e quieta demais desde sempre. A diretora do orfanato disse que ele era uma criança especial, o que, de fato, era.

Era especial por sua incrível inteligência, mesmo não sendo algo que o garoto gostasse muito. Não eram poucas as vezes que Peter chegava em casa chorando por alguém ter o chamado de nerd ou o zoado por ter respondido todas as perguntas da professora na escolinha. Peter odiava ser tão “estranho” assim, mas com o tempo se acostumou e agradeceu a Tony por dizer que ser inteligente era incrível, e que se continuasse assim, seria igual a ele quando crescesse.

Em um outro momento da vida do menino-aranha, (como seu pai Tony o apelidou por sua paixão pelos aracnídeos), Peter se encontrava desesperado para mudar seu armário por ficarem tirando sarro da forma que se vestia. Os suéters vermelho e preto (em sua grande maioria) lhe deixavam tão confortáveis, mas tristes por todos o chamaram de velho por usar eles. Mas depois de um tempo, agradeceu seu pai Steve por o fazer perceber que ele era incrível e que as roupas que ele usava não eram um problema, mas sim as pessoas que falam mal delas.

Talvez quisessem roupas tão legais quanto as de Peter.

Um dos problemas que Peter teve que mais deu dor de cabeça para os pais, foi quando Tony o viciou em doces. A criança queria doces em todas as refeições possíveis, e se não fosse a noia de ter uma vida saudável de Steve, com toda certeza o Stark teria deixado o garoto se empanturrar de doces o dia inteiro.

Não era um pai muito bom em dizer não, mas tinha sorte que Peter não abusava disso.

Outro problema que acabou com os dois adultos era quando Peter ficava perguntando o porquê de seus pais biológicos não o quiseram e o deixou em um orfanato sozinho. Obviamente nenhum dos dois tinha uma resposta para aquilo, então sempre diziam que se não fosse seus pais biológicos, eles nunca estariam naquela atual situação; sendo uma família feliz e unida de dar inveja a todos.

Muitas das vezes Peter apenas concordava, mas era nítido sua ansiedade e curiosidade para descobrir seu verdadeiro passado e quem era sua família.

Tony insistia em falar, sempre que tocavam no assunto de como Pete era no passado, o dia em que foi expulso da escola quando estava no terceiro ano do fundamental. O motivo foi algo de muita discussão entre Tony e o diretor da escola, o que resultou em aceitarem seu filho naquela escola novamente, mas o Stark definitivamente não aceitou. Foi quando um professor perguntou como era ser criado por dois homens, e se Peter não se sentia incomodado por não ter uma mãe. Nem Steve e nem Tony sabiam o que rolou do decorrer da conversa que o filho teve com o professor, só sabiam que Peter atacou seu professor quando se sentiu ofendido ao ouvir que o que vivia não era uma família de verdade já que eram dois pais e nenhuma mãe.

Mas, de longe, o que mais deu trabalho para ambos os pais foi quando Peter entrou na adolescência.

Certo, o garoto não dava tanto trabalho quanto a maioria dos adolescentes, já que sempre que tinha uma festa para ir preferia ficar em casa assistindo filme com seus pais ou trancado em seu quarto escutando música ou lendo. Mas isso só aconteceu depois de Peter ter ido para sua primeira festa adolescente, já com seus quatorze anos.

Lembravam exatamente como aconteceu, e a desculpa icônica do filho para voltar para casa mais cedo:

— Pai, me escuta — disse Peter quase gritando para que seu pai pudesse ouvir através do barulho da música que rolava na sala. Estava trancado no banheiro para poder ligar para seu pai Steve. — Eu não sei o que está rolando aqui, mas eu não estou gostando nada — Steve apenas riu.

— Tem drogas? — indagou Steve.

— Não — respondeu Peter.

— Álcool?

— Também não.

— Sexo? — indagou Tony.

— Credo, pai, não!

— Então por que quer vir embora?

— São adolescentes com os hormônios à flor da pele que estão me assustando. Estavam jogando verdade ou desafio e me desafiaram a beijar uma menina! — Tony e Steve riram através da ligação. — Eu disse que estava com sapinho e que não podia fazer aquilo. Quem diabos quer perder o bv em um jogo?

— Nossa, parece ser algo terrível — Tony disse. — Estamos indo te buscar.

— Vocês podem fingir que eu fugi de casa para vir à festa e vocês estão aqui para me buscar? — Ned, que estava trancado no banheiro junto a Peter, apontou para ele como se pedisse por ajuda também. — O Ned também.

— Tudo bem, prometemos ser bons atores. Já estamos indo — Steve disse por fim, desligando a ligação após ouvir um suspiro aliviado do filho, o que causou grandes risos de Tony, dizendo que Peter havia puxado a Steve.

Peter, além de nunca mais ter pedido para ir em festas, ele quando era convidado pedia para seus pais mandarem mensagem dizendo que ele não iria sair para lugar nenhum (mesmo sabendo que ambos os adultos o permitiria sair).

O menino-aranha sempre contava tudo para seus pais. Seu primeiro beijo aconteceu quando também tinha quatorze anos. Foi no seu aniversário, quando Mary Jane se confessou e deu um beijo no garoto. Claro que, como um bom inexperiente que era, foi um horror, na mente do garoto, foi o pior beijo da história dos beijos.

Quando seus pais ouviram a história, riram como se fossem a piada mais engraçada do mundo, depois se desculparam por terem deixado o filho constrangido por terem rido tanto.

Mary Jane nunca recebeu uma resposta de sua confissão de amor, mas vez ou outra estava beijando Pete pelos corredores da escola, dizendo que iria o ensinar a ficar mais experiente. Mas mesmo sem resposta, a garota não ficou brava com Pete ou algo parecido, pois sabia muito bem como o melhor amigo era, e não queria apressar as coisas.

Quando completou seus quinze anos, Peter saiu aos prantos até o colo dos pais para pedir ajuda e conselhos. Estava confuso, totalmente confuso, e Steve entendia o filho mais do que qualquer um:

— Pai, como o senhor se descobriu… sabe… como descobriu que gostava de garotos? — Foi a primeira vez que Pete tocou naquele assunto, o que deixava Steve ansioso pois não sabia muito bem como responder.

— Bem… eu sentia borboletas no estômago quando estava perto do menino que eu gostava, mas nunca gostei ou senti borboletas no estômago por nenhuma garota — o loiro respondeu, dando de ombros em seguida. Não iria mentir, queria fazer perguntas para seu filho do porque a curiosidade repetida, mas sabia exatamente o motivo dela.

— E… esse garoto… vocês ficaram alguma vez?

— Umas duas ou três. Eu me alistei no exército e nunca mais vi ele depois disso. Ele não foi o primeiro garoto que sentiu atração, mas foi o primeiro que beijei.

— Perdeu seu bv com um cara?

— Uma garota — respondeu simples, desviando sua atenção dos legumes que contava e olhando atentamente para o menino que tinha seu rosto completamente corado, olhos tímidos encarando o chão e mãos inquietas. — Por que isso agora? — Steve deixou de lado todo o plano de não perguntar ao filho.

— É só curiosidade.

— Tem certeza? — Steve ergueu uma sobrancelha, vendo o filho levantar seu olhar e morder o lábio inferior. — Seu pai é gay, tá mesmo com medo de falar sobre isso com ele?

— Bem… — Peter suspirou. — Tem um garoto que eu venho conversando ultimamente, e eu me sinto estranho perto dele. Estanho como… não sei explicar. Eu gosto da presença dele, da companhia dele. A voz dele me deixa totalmente derretido e hoje eu consegui abraçar ele pela primeira vez e, puxa, eu me senti tão seguro naquele abraço — Peter suspirou. — Só que… esse cara é mais velho, então…

— Mais velho quanto? — A voz de Tony ecoou pela cozinha, chamando a atenção dos dois presentes no cômodo.

— Tipo uns… três ou quatro anos — o adolescente respondeu.

Depois de ouvir um longo sermão sobre não se relacionar com pessoas mais velhas e de que Peter deveria procurar conversar com mais pessoas da idade dele, Peter nunca mais tocou no assunto ou citou o cara que lhe deixava com borboletas no estômago, mesmo que a diferença de idade não seja tão grande assim.

Um outro dia, alguns longos meses mais tarde, Peter confessou a seus pais que era gay. Não tinha cem por cento de certeza, mas nunca havia gostado de uma garota antes e não sentia nada quando beijava Mary Jane, mas quando estava com o tal garoto mais velho que um dia já citou a seus pais, não era possível disfarçar o ar completamente apaixonado que o adolescente transmitia.

Seus pais o apoiaram de uma forma que Peter nunca imaginou, mesmo que Steve fosse gay e Tony bisexual. Chegava até ser meio estranho esperar uma reação negativa de seus pais ao se assumir, quando ambos eram como ele.

Steve estava até que de boa, sossegado e feliz com o filho que tinha, se não fosse por um fatídico dia em que Peter se aproximou lentamente de ambos seus pais enquanto estava abraçados no sofá e assistindo filme, se sentando no meio dos pais velhos e ficando lá por longos minutos.

Estava nitidamente nervoso, o que chamava a atenção de ambos os pais por conhecerem melhor do que ninguém o filho que tinha. Chegava até ser estranho demais para o adolescente a forma que seus pais o conheciam.

Os adultos estavam esperando pelo o que o filho iria falar, esperando uma notícia triste demais ou boa demais. Bem, era isso que Peter tinha a falar, mas se era uma notícia boa ou ruim seria a partir do ponto de vista de seus pais. Tony estava quase sacudindo o mais novo e pedindo para ele desembuchar logo o que tinha que falar, mas respirava fundo e tentava ao máximo não apressar o filho.

Foi da mesma forma quando Peter se assumiu gay.

O, agora, garoto-aranha, esfregou suas mãos, deu uma pausa no filme que ninguém mais prestava atenção, se levantou e caminhou para a poltrona, olhando ansioso para os pais, que estavam em uma situação pior de ansiedade que o adolescente.

— Preciso contar uma coisa — Peter finalmente disse, respirando fundo. — Mas vocês precisam prometer que não vão surtar ou tentar me matar.

— Que merda você fez? — indagou Tony, recebendo um tapa em seu braço do marido.

— Eu… assim… meio que… sabe… — Uma coisa era fato, Peter não sabia como contar a seus pais. Não que fosse algo que precisasse de fato contar, já que grande parte dos adolescente nunca contavam para seus pais sobre tal coisa, mas como nunca, jamais escondeu algo de seus pais, queria contar para continuar da mesma foram. — Quando se é adolescente, você tem os hormônios à flor da pele… quer ter experiências novas e acaba tendo algumas dessas experiências cedo demais — Tony colocou dois dedos no osso do nariz, perto de seus olhos. Já sabia o que o filho iria falar. — Eu perdi minha virgindade.

Steve arregalou seus olhos enquanto Tony soltou uma risadinha nervosa.  Bem, essa conversa aconteceu quando Peter tinha seus dezesseis anos, e ambos os pais sabiam que aquilo iria acontecer cedo ou tarde.

Tony, obviamente ficou enchendo o garoto de perguntas, mas não eram perguntas como: “se preveniu?" ou “os dois se respeitaram?" ou algo do tipo, na verdade, o moreno perguntou com quem havia sido, se fazia muito tempo, onde havia sido, se foi gostoso, e até se ofereceu para dar uma dicas de como fazer algo mais “gostoso”. Steve quase pediu divercio naquele momento.

E após uma semana de discursos sobre como fazer sexo seguro, Steve se acalmou minimamente. Mesmo que, pelo menos uma vez no mês o levasse para fazer exames para ter certeza que não estava com nenhuma DST, mesmo Peter dizendo que só havia feita tal coisa uma vez.

Um ano depois, quando Peter repetiu o ato de ficar nervoso o bastante para deixar seus pais nervosos sobre o que ele iria falar, o garoto parecia estar mais nervoso do que quando fora falar que fez sexo.

— O que foi? — Steve perguntou antes de dar uma garfada no purê de batatas em seu prato, olhando fixamente para o filho que parecia uma criança assustada.

— Tenho uma coisa para falar — disse o adolescente.

— Fez uma orgia? — Tony perguntou, vendo os olhos arregalados do filho e sentindo a chuva de tapas do marido.

— Uhm… não? — Peter riu nervoso após sua fala, vendo seus pais se acalmarem e se arrumando em seus acentos. — Eu to namorando — disse de uma vez, prendendo sua respiração enquanto esperava uma reação de seus pais.

— Oh — Steve fez o som com a boca, trocando olhares com o marido segundos antes de cair apagado no ombro do moreno.

Peter arregalou seus olhos e foi prestar socorro ao pai assim que percebeu que aquilo não era uma brincadeira.

Steve estava perdendo seu bebê.


Notas Finais


Eu fiz o pedido de capa mas ainda não chegou, s como eu estou muito animada com a fanfic, postei antes dela chegar k

Eu tive ajuda de duas pessoas incríveis para poder a fic!
Primeiro, @Kocchi me ajudou essa Sinopse incrível.
E @cinis me ajudou no título.


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