História Minhas Ordens - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Momo Yaoyorozu, Shouto Todoroki
Tags Kiribaku, Servant Of Evil
Visualizações 76
Palavras 2.018
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fanfic inspirada em Servant of Evil! Com adaptações para o shipp, claro.
Espero que gostem

Capítulo 1 - Nascimento esperado


A ganância tem diversas faces e, sinceramente, uma é mais bela do que a outra. Engraçado, não é? Eu simplesmente surgir aqui e começar a elogiar algo tão... repugnante? Ah, seja lá qual palavra poderia ser utilizada para retratar este tema, o fato da beleza é totalmente inquestionável. "Porque você continua elogiando a beleza da ganância sendo que até admitiu o quão repugnante pode ser?", tenho certeza que pensou nisso, leitor. A resposta é clara.

Um príncipe, cabelos louros, olha vermelhos e uma pele tão macia que se torna invejável a qualquer pessoa.

Este rapaz, além de super ganancioso, possuiu uma ignorância sem fim em seu ser. Nomeado rei ainda aos seus quinze anos por causa da morte prematura de seus pais, viu todos seus desejos passarem a se tornarem realidade apenas com um breve estralar de dedos, trazendo mais e mais riquezas a si mesmo – mas mais e mais pobreza para seu povo necessitado. Quando o dinheiro começava a faltar, a solução era mais do que óbvia quando escapava por aquele labios rosados – e tinha que ser obedecida, independente do quão absurda pudesse ser.

"Aumentem os impostos!" 

"Cobrem o dobro do aluguel este mês"

Extorquir seu povo era um divertimento que apenas seu frio coração tinha a capacidade de sentir, que apenas uma pessoa gananciosa poderia sentir. Querendo mais e mais, sem parar, nunca sendo o suficiente... qual o sentido disso? O que procura, no fim das contas? O que quer, no fim das contas? Porque quer, no fim das contas? Era mesmo necessário uma sala apenas com suas enormes riquezas – melhor, mimos – totalmente a mostra para quem entrasse? Era mesmo necessário ser tão ruim com seu próprio povo, a ponto de não pensar neles nem uma vez sequer ao dia? Era tão especial assim?

A resposta é sim, leitor. A resposta sempre foi sim para aquele rapaz. Se ele quisesse, não importa o que diga ou o quanto vá achar ruim, mas ele sempre vai ter o que quer e isso é um fato supremo de uma vida tão fácil. 


• Mas no fim das contas... •

Quem realiza esses pedidos tão absurdos?


Ah, sim, sim. O fato dessas coisas todas se tornarem realidade tem um rosto, corpo e... um coração. Aquele rapaz, aquele gentil rapaz, nunca foi a favor de nada que seu príncipe lhe ordenava, mas como o mero servo que nasceu obedecia cada uma de suas ordens sem hesitar ou questionar. Ele sempre iria realizar os desejos dele, não apenas por sua função, mas também pelo carinho que nutria por aquele rapaz.

De quem estou falando, afinal? Devo estar enrolando demais para os apresentar devidamente. Mas, no fim das contas, por onde eu começo e como eu começo? Hmm... talvez do dia do nascimento? Ah, sim. O dia do nascimento.

O badalar do sino da igreja era alto e totalmente audível para qualquer cidadão daquele reino tão pequeno e humilde, trazendo a paz e alegria para cada pessoa que ouvisse aquele som tão chamativo por se tratar do anúncio de uma notícia que há muito estavam aguardando.

O príncipe nasceu.

Tão parecido com sua mãe em aparência, o pequeno bebê tinha apenas um rostinho totalmente dócil para qualquer um que colocasse seus olhos sob ele, encantando até mesmo o mais rabugento dos corações. Várias preces e várias felicitações eram ouvidas, todas comemorando o novo príncipe que veio ao reino para alegrar seu povo e trazer mais e mais bençãos – enriquecer aquele doce reino! 

Em meio a todas essas alegrias e felicitações envolta do sangue azul, outro nascimento que acontecia no mesmo dia foi totalmente esquecido e deixado de lado. O bebê de cabelos negros não teve relevância em seu nascimento, sendo deixado de lado até mesmo por sua própria mãe – que, alguns dias depois, iria simplesmente se recusar a cuidar daquela pequena criança por ele chorar demais durante a noite.

Mas não se preocupe! O bebê de cabelos negros ficou bem, sendo adotado por duas empregadas que se apegaram a àquela criança com todo o amor que poderiam entregar a ele, enchendo-o de carinho mesmo diante de olhares enjoados – e, francamente, para que isso? São apenas um lindo casal cuidando de uma linda criança!

Bakugou, o pequeno príncipe, cresceu envolto do luxo e presentes, ganhando tudo aquilo que pedia sem nem precisar implorar para tal. Dia a dia, foi se mostrando uma criança cada vez mais egoísta para com os outros, não aceitando receber um "não" como resposta – e seus pais não conseguiam discutir com ele, apenas aceitando e fazendo suas vontades.

Kirishima, o bebê de cabelos negros, cresceu envolto do amor e carinho incondicional que suas mães lhe davam todos os dias de sua vida. Dia a dia, foi se tornando uma criança cada vez mais amável e gentil para com os olhos, sempre tendo um enorme sorriso a mostra – nunca hesitou em mostrar seus dentes pontiagudos para o mundo, me arrisco a dizer. 

Dois mundos totalmente diferentes, mas extremamente próximos. Bakugou dormia tranquilamente em sua cama macia e deliciosa as cinco da manhã, enquanto Kirishima já estava em pé ajudando com a preparação do café da manhã com brincadeiras e risadas altas com todos os empregados. Mundos diferentes.

Mundos juntos.

Não era exatamente uma surpresa para ninguém quando encontravam os dois brincando ao redor do jardim do espaçoso castelo, sempre juntos a rirem e se divertirem – eu ainda admiro veemente como Kirishima conseguia aguentar uma criança tão mimada, simplesmente não teria tal coragem.

— Eu, o grande cavaleiro Kirishima, vim resgatar minha princesa de seus braços cruéis! — Brandava a pequena criança enquanto balançava desajeitadamente uma espada de madeira em suas mãos, não deixando em momento nenhum o enorme sorriso diminuir — Entregue-a e não se machucará, maldito vilão!

— Hahaha! Só tente tira-la de mim, seu merdinha! — Bakugou gritou, ficando em posição de ataque com sua própria espada, sempre garantindo que a boneca ficasse atrás de si mesmo a qualquer momento — Ela será minha, nada mudará isso! 

Angar! — Gritou o pequeno moreno, batendo suas espadas e recebendo um olhar confuso.

— Angar? Isso por acaso é esgrima? 

— Sei lá. — Deu de ombros — Só gosto do som.

— Te falta algum parafuso, por acaso?

— Ou será que falta em você? — O sorriso pontiagudo se alargou, girando o pulso lentamente para envolver a espada de seu amigo, conseguindo tira-la das mãos alheias sem grande dificuldade, se jogando sob o corpo dele antes que ele agisse — Hahaha! Eu venci! A princesa é minha!

— O que?! Mas nunca! Você está roubando! Vaza de cima de mim, Eijirou! — Bakugou gritava inutilmente, se debatendo por debaixo do corpo de seu amigo — Quem manda aqui sou eu!

— Hm? — Ao ouvir isso, Kirishima se afastou lentamente até estar sentado ao lado do amigo, com um olhar tristonho — Vai me tratar igual a todos...?

— Mas claro! — Exclamou, se sentando e cruzando os braços claramente irritado — Você não passa de um mero empregado, Eijirou. Não se confunda.

— Ah... entendi. — Murmurou a criança, abaixando a cabeça enquanto passava o dedo em círculos na terra macia abaixo de seu corpo, resolvendo não questionar mais nada ao príncipe egoísta.

Afinal, ele estava certo, no fim.

— Hey, Bakugou... — O pequeno de cabelos negros murmurou, recebendo a atenção alheia — Quando crescermos, você casa comigo?

Não vou saber descrever quantos minutos exatos foi necessário para que Katsuki digerisse as palavras que havia escutado – talvez uns dez ou vinte? Ah, vai saber. Sabe o que realmente importa? Foi como seu rosto recebeu totalmente a coloração avermelhada logo após entender o que ouviu – até as orelhas queimaram! – o que fez com que desviasse o rosto prontamente, apertando o tecido de sua calça entre os dedos.

— Seu.. idiota...  — Murmurou, com um bico emburrado — Eu caso... — Gaguejou lentamente, respirando fundo para evitar que seus olhos acabassem pousando na figura animada ao seu lado. Era impressionante como a felicidade de Kirishima era facilmente apalpavel, em qualquer momento.

— Sério?!

— Sério...

— Aaaah! Eu te amo, Katsuki! — A inocente criança exclamou, antes de simplesmente se jogar em cima do amigo e o abraçar com força, praticamente rindo de sua própria felicidade ali.

— Sai de cima de mim, idiota! Eu já entendi!

Vaza! Vaaza!

Eu... não sei como prosseguir a partir deste momento, leitor. Meu peito se aperta ao lembrar as cenas seguintes, queima como uma ferida aberta que está a receber álcool puro sobre ela. Queima. Arde. Dói. Talvez, mesmo agora, eu seja capaz de chorar...? 

Aquela declaração, aquele pedido – tão inocente e dócil – não ficou como segredo apenas dos dois por muito tempo. Por detrás dos arbustos, a rainha ouvia a conversa atentamente e se irritou profundamente ao notar o laço que estava se formando entre seu filho, um nobre, e aquele garoto, um mero empregado. Desta forma, ela simplesmente saiu dos arbustos aos gritos com ambos, o que assustou as crianças no mesmo instante. 

As mães de Kirishima não tardaram a chegar, abraçando o filho com o todo o amor e carinho que nutriam por ele. Uma delas entrou em uma discussão com a rainha, deixando claro o quanto achava aquilo um claro absurdo – e preconceito, não vamos deixar isto de fora.

E sabe o que isso rendeu, leitor?

Esta mãe foi executada publicamente uma semana depois, com Kirishima assistindo tudo entre o aglomerado de pessoas daquela praça suja. Viu o sorriso que aquela mulher sempre lhe deu não desaparecer em momento algum, não viu os olhos negros dela se separarem dos seus em momento algum – apenas quando a cabeça foi cortada, caindo em um baque surdo entre o silêncio absurdo que aquela praça recebia.

Daquele dia em diante, tanto sua mãe quanto Eijirou passaram a ficar extremamente quietos independente do local em que estavam. Ambos se consolavam diariamente na escuridão de seu quarto escuro e gélido, abraçados a derramarem lágrimas solitárias dia após dia. 

Três meses depois, sua mãe morreu por uma epidemia que atacou o castelo, levando vários e vários empregados junto a ela. O pequeno Kirishima se manteve abraçado com o corpo sem vida por diversas horas, implorando para que ela abrisse seus olhos e ficasse ali, junto a ele, o abraçando.

Não queria ficar sozinho.

Bem, leitor, acho que você quer saber o que aconteceu com a relação destas crianças, certo? Vou lhes responder, não se preocupem.

Kirishima e Bakugou ficaram estritamente proibidos de se encontrarem, falarem ou se verem – a não ser no café da manhã, que Eijirou era obrigado pela rainha a servir Bakugou diretamente na boca para que ambos vissem a diferença social de ambos. As vezes, o príncipe lançava olhares suplicantes para que o amigo iniciasse uma conversa, mas a única coisa que recebia era o olhar vazio daquele que um dia já foi o motivo de tantos risos pelo castelo.

Os anos se passaram lento e tortuosamente para Kirishima, enquanto para Bakugou foram rápidos depois – afinal, tinha tudo o que queria sem fazer esforço nenhum, não precisava se preocupar com nada nem ninguém. A amizade de ambos? Talvez tenha sumido entre esses anos passados, entre as não palavras trocadas, entre os olhares vazios de ambas as partes. Talvez simplesmente foi o que o destino quis.

— Kirishima. — A voz rouca anunciou enquanto estava sentado largamente no enorme trono na qual era dono. Kirishima ainda admirava a forma que a coroa caia tão bem em sua cabeleira loira, mas estas palavras jamais poderiam ser pronunciadas, não mais.

Os olhos vermelhos se abriram lentamente, antes dos passos se tornarem frequentes até ficar frente a frente com o trono tão bem conhecido – quantas vezes já não havia o limpo, afinal de contas? Sua infância era um borrão tão enorme em sua mente, mas a família real era tão clara na névoa de confusões de seu cérebro que o assustava dia após dia.

Observou a figura do agora rei em total silêncio, antes de simplesmente se ajoelhar perante a importância em pessoa, abaixando sua cabeça com um sorriso submisso decorando seus lábios.

— Sim, vossa majestade?

Ah, não tinha jeito.

Eram crianças que foram separadas por razões egoísta de adultos.

Era um servo que se colocaria contra todos do mundo por seu rei.

— Diga as palavras.

E mesmo que todos do mundo se tornem seu inimigo, eu irei te proteger, meu príncipe.


Notas Finais


Oooi, meus amores S2
Aqui eu com (outra) fanfic mesmo com 3 projetos em andamento. Pouco né? Hahaha (rindo de nervoso)
Espero que tenham gostado! Eu vou adaptar a música a esse universo, então não vai ser 100% igual a música, infelizmente.
Me corrijam qualquer coisa!
Obrigada ❤️


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