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História Mínimo para viver - Taekook - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


oi meus amores! como vocês estão?
primeiro desculpe-me por demora a atualizar.
estive atolada e infelizmente não deu pra atualizar. mas voltei
espero que gostem!
boa leitura!

Capítulo 8 - Capítulo oito: "Um silêncio"


Fanfic / Fanfiction Mínimo para viver - Taekook - Capítulo 8 - Capítulo oito: "Um silêncio"

[...]

O final do semestre escolar havia chegado; anunciando assim, poucos dias para minha maioridade. Era engraçado pensar que há poucos meses parecia tão distante tudo; mas pensando agora, era estranho ver que estava tão perto e tudo até agora não ser nada. Talvez eu não tenha vivido e aproveitado como o esperado. Os últimos dias estão sendo agitados. Meus pais insistem em fazer uma festa de aniversário, já que não e sempre que o filho mais velho completa dezoito anos. Não havia necessidade de uma festa, até porque, que graça teria, era só mais uma idade, não seria como se tudo fosse mudar assim.

Fazia dois meses que havia visitado Jeongguk, desde então viemos nos aproximando mais. Seria mentira dizer que não sentia nada por ele, afinal, parecia que a cada semana que se passava e uma nova iniciava, me encantava mais por aquele garoto. Entretanto, nas últimas semanas, ele esteve distante. Suas mensagens estavam sendo raras, e suas ligações quase não eram recebidas mais por mim. Alguma coisa estava acontecendo, mas ele parecia insistir em não querer me contar.

De certo modo, aquilo me deixava triste. Depois daquela visita achei que estava claro que algo estava rolando entre nós, simplesmente depois daquele beijo trocado em seu lugar especial, como ele chamava. Mentiria se falasse que durante o resto do dia nos beijamos, porque foi exatamente assim, pelo menos até a hora que nos despedimos no metrô.

— Vou sentir sua falta, Tae. — ele me abraçava apertado enquanto nos despedimos naquela tarde de domingo. Não queria ir embora, se pudesse eu ficaria ali para sempre, mas eu precisava voltar, minha vida estava em Seoul, ele sabia disso. — Volta logo para me ver, ok? Dessa vez iremos precisar de mais do que um final de semana. — falou dando um sorriso sapeca.

— Nas férias venho te ver, ok? — falo olhando para o mais baixo, que tinha um brilho nos olhos, como se esperasse por isso. — Não se preocupe, não irei te esquecer. Alias, me ligue e mande mensagem sempre, assim nunca te esqueço. — falei brincando.

— Já iria fazer isso. — Jeongguk disse risonho. — Quando chegar me ligue. Fico preocupado com você fazendo essa viagem toda, além de me sentir mal. Isso não é tão saudável pra você.

— Já disse que está tudo bem, não se preocupe.  — digo deixando um simples selar na sua testa. — Você é importante pra mim, então fazer essa mini viagem não é nada.

— Impressão minha, ou você está mais fofo que ontem? —  ele se pendurava em meu pescoço, então eu abraça seu cintura fina.

— Talvez. — lhe dou um selinho rápido e logo volto a olhá-lo. — Sei que estou sendo adiantado, mas o que acha de ir me visitar no meu aniversário? Poderíamos passar o ano novo com meus pais, e depois de uns dois dias poderia vim passar as férias aqui. — falo um tanto nervoso por propor aquilo. De certo eu estava sendo antecipado, mas a companhia de Jeongguk era única. Tantos anos procuravam por um amigo que conseguisse me entender e que fosse tão igual a mim. Sem dúvidas, essa pessoa era Jeongguk. Não tínhamos uma amizade simples, se e que fossemos só amigos, mas de qualquer forma, ainda sim, ele era um grande amigo que queria por perto. — Tenho certeza que meus pais vão querer fazer uma festinha, e seria ótimo se você estivesse. — falo sabendo que em breve meus pais começaria a falar sobre uma possível festa, que mesmo sendo contra, eles dariam. — Seus pais deixaria você ir, não é? — pergunto. Apesar dos senhores Kim´s demonstrarem serem super gente boa, isso não significava que seriam liberais para tudo.

— Claro que eles deixariam. — comentou. — Não teria motivos para não me deixarem eu ir. Eles já te conhecem e te adoram. No mínimo eles falaram para eu ter cuidado, e claro, farão questão de me levar e conhecer seus pais.

— Não seja por isso. Acho que minha mãe ficaria animada por conhecê-los pessoalmente, já que pelo celular eles já conversaram.

— Então sendo assim, quando estiver chegando planejamos isso,ok? — falou animado. — Já estou ansioso para conhecer sua família toda.

— Eles iram te adora. — falo. — Agora preciso ir, Kookie. O metrô já está vindo. — olho em direção de onde ele vinha, estava quase dentro da estação, preparado para parar e pegar os passageiros. — Nos vemos em breve. — falo lhe puxando para um beijo de despedida. Não me importaria para o que poderiam pensar, mas não poderia antes de vim embora não beijar aqueles lábios finos, que tanto me chamavam atenção. Aquele gostinho de quero mais. Ele queria volta assim, e realmente voltei.

— Tchau. — ele acenou enquanto eu entrava no metrô e sentia todo aquele sentimento de que eu tinha que voltar para vê-lo.

Lembro-me como se fosse ontem daquele domingo, mas já faz dois meses que aconteceu. Cheguei naquele dia em casa totalmente bobo. Uma mistura de saudades e felicidade gritava dentro de mim. Lembro-me de como minha mãe se sentia feliz por ver que eu estava tão feliz por causa de um final de semana. Aquela semana quando eu havia voltado, foi uma das melhores. Fui ao colégio como se nada pudesse me abalar, talvez por instantes me esquecesse da minha doença, e tudo que lembrava, era dele.

— Ainda não teve notícias dele? — minha mãe apareceu na porta do meu quarto. Eu me encontrava deitado na minha cama, pensando em todas as coisas que estavam acontecendo, inclusive esperava por uma mensagem.

— Até agora nada. — falei desanimado. Já tinha três dias que Jeongguk não me respondia. Quando disse que ele estava distante, era porque realmente nas últimas semanas algo havia mudado. Faltam exatos cinco dias para meu aniversário. Como prometido, esperava por Jeongguk para programar dele vim ao meu aniversário, mas pelo visto, ele não estava ali. — Será que aconteceu algo mãe? Ele está estranho há dias, é agora, simplesmente sumiu. — falo.

 — Talvez ele esteja ocupado querido. Sabe como os finais de ano são. — falou se sentando na beirada da cama. — Às vezes ele também queria ficar um pouco sozinho, sabe como são os adolescentes.

— Ele poderia pelo menos ter me avisado. — falei emburrado. Havia me acostumado tanto com suas mensagens, e ver que ele estava distante deixava-me entristecido. O fato é que, eu me acostumei rápido a te-lo ali, e quando ele não estava, era como se ficasse um vazio.

— Dei uma trégua ao garoto, Taehyung. Se estiver tão desesperado, por que não liga para os pais dele? — sugeriu.

— Já tentei, mas eles não atenderam. — falo pensativo. — Será que aconteceu algo com o Jeongguk? Olha mãe, estou realmente preocupado.

— Às vezes os Kim´s não viram as chamadas. Podem estar ocupados com o trabalho, ou será que eles farão uma surpresa no seu aniversário?

— Que surpresa mãe?

— Nunca se sabe. Às vezes estão só te evitando por virem te ver daqui uns dias.

— Se for isso, você acabou de estragar. — falo dando um riso.

— Tente não pensar muito nisso querido. — a mais velha disse fazendo carinho em meu ombro. — Daqui a pouco ele te responde. Em vez de ficar dentro desse quarto trancado, por que não vai ao mercado comigo? — perguntou com um sorriso. Minha mãe me detestava ver trancado em casa, que na verdade era o que fiz nos últimos dias; sei que mesmo com tudo ela gostava de me ver sorriso e tentando levar uma vida normal. — Tem que comprar algumas coisas para seu aniversário. Acredita que seu pai convidou todo mundo?

— A vovó vira? — perguntei esperançoso. Estava com muitas saudades da minha vó. Não via o momento de poder abraça – lá. Era uma das poucas pessoas da família que apoiava meus sonhos, além de ser como uma segunda mãe. Só nos víamos mais em datas comemorativas, o que incluía feriados, aniversários e finais de ano. Quando era mais novo, ficava ansiosa para meu aniversário. Tudo que eu mais gostava naquele dia era de ver minha vó, que sempre trazia inúmeros presentes.

— Se tudo correr como planejado, ela chegará à quinta-feira a tarde. — disse e eu lhe abracei apertado. Estava feliz por finalmente ver minha vó. — Alguém parece esta com saudades da senhora Nyara. É isso mesmo que estou vendo?

— Você nem imagina dona Irene. — lhe mostro um sorriso enquanto me levantava da cama e pegava um casaco no armário. — Vamos ao mercado? — perguntei lhe estendendo a mão.

— Sim. — ela segurou minha mão e assim saímos do meu quarto.

[...]

A semana passou rapidamente. Sem que percebêssemos já era quinta-feira, o que indicava que meu aniversário era no próximo dia e que, o mais importante de tudo, minha avó estava para chegar. A casa se encontrava uma bagunça naquele dia. Enquanto minha mãe e minha tia davam duras na cozinha, para preparar tudo para amanhã, eu cuidava dos meus irmãos. Meu pai havia ido ao aeroporto buscar minha avó. Hoseok também tinha ido com o namorado buscar o resto da família. Amanhã seria dia trinta de dezembro, meu aniversário de dezoito anos. Como o tempo havia passado rápido.  

Com o decorrer da semana, ainda não tive respostas sobre Jeongguk. Mandei-lhe mensagens todos os dias, mas assim como as anteriores, ele não respondia. Seus pais não atendiam ao telefone, de certo modo, isso me deixava ainda mais preocupado. Antes as mensagens eram recebidas, agora nem isso era. Ele havia desaparecido. Nenhuma rede social tinha algum vestígio seu. Tentei me comunicar com Jimin, que depois da minha ida até Busan , acabamos nos aproximando e tornando-se amigos, mas assim como nessa semana, ele não respondia mais nada. Eu sabia que algo acontecia por Busan, algo que parecia que ninguém me quisesse conta.

Novas mensagens:

“Oi, Gguk. Sou eu de novo.”

“Desculpe-me por mandar milhões de mensagens, mas estou preocupado.”

“Tento tentado falar com seus pais, mas eles também não me atendem. Jimin também não me responde há dias.”

“Está acontecendo algo por ai?”

“Por favor, me responde assim que for possível.”

“Meu aniversário é amanhã, lembra? Sei que você não irá vim, mas esperava que viesse.”

“Sinto sua falta, Gguk”

Você enviou sete mensagens para Jeongguk.

Mesmo que soubesse que ele não iria me responder, eu ainda lhe mandava mensagens, assim como estava fazendo agora. Parte de mim dizia que algo grave estava acontecendo, que o certo seria eu sair largando tudo e ir até Busan, mas não poderia fazer isso. Sei que minha mãe ficaria triste se eu deixasse meu aniversario de lado e larga todos da família; também não faria isso, já que tenho empatia por todos da família.

Nova mensagem:

“Jimin? Por que não tem me respondido?”

“O que tem acontecido por ai?”

“Você sumiu assim como o Jeongkook nesses últimos cinco dias.”

“Responde-me quando vir às mensagens.”

Você enviou quatro novas mensagens para Jimin.

Ok. Eu estava desesperado. Essa falta de comunicação estava me deixando doido. Eu queria apenas uma mensagem com “esta tudo bem”, ou “aconteceu algo, mas já foi resolvido”; mas o que eu recebia era um silêncio absoluto.

— TaeTae. — Dae chamava-me, o que fez eu sair dos meus pensamentos e deixar o celular de lado.

— O que foi princesa? — olho para a mesma que sentava ao meu lado no sofá.

— Podemos ir à pracinha? Não quero mais ficar em casa. — falou fazendo seu biquinho adorável. — Podemos comprar um sorvete também.  

— Sabe que a mamãe não vai gosta muito dessa idéia. — falo me referindo à ordem que a mais velha havia dado. “Quero que vocês fiquem na sala esperando pela avó de vocês.” — Mas se formos, temos que ir sem ela descobrir mocinha. — falo brincalhão, apertando o nariz da mesma.  — Você sabe guardar segredo? — pergunto.

— Claro que sei, TaeTae. — falou com um sorriso. — Vou chamar o Hyun no quarto. — disse e saiu saltitando escadas a cima. Fiquei vendo aquela cena com um sorriso no rosto. Era incrível como Dae conseguia  se sentir feliz com pequenas coisas.

Enquanto ela estava chamando Hyun, resolvi dar uma última olhada no celular. Mas uma vez, não havia sinal de ninguém. Aquilo me desapontava de certo modo. Resolvi não pensar tanto nisso, então aproveitei e deixei o celular de lado, enquanto ia até a pracinha aqui perto, tomar um sorvete com meus irmãos. Fica pensando naquilo não iria me ajudar, na verdade iria me deixar mais mal. O que eu precisava agora era me distrair. Eu tentaria fazer aqui, por pelo menos algumas horas.

[...]

Enquanto Taehyung estava fora, seu celular recebia diversas mensagens e ligações. Senhora Kim também havia recebido um telefonema; um telefonema que por um lado era uma notícia boa, mas por outro, nem tão boas assim. Talvez o aniversário de Taehyung  ainda iria passar por bastante confissões.

 Você recebeu onze novas mensagens:

Tae, desculpe não responder antes.”

“Algumas coisas aconteceram aqui nos últimos dias.”

“Não posso explicar agora, mas logo explico.”

“Não precisa ficar preocupado, está tudo bem agora.”

“Em breve te respondo com calma.”

“Estou meio apressado agora.”

Seis novas mensagens de Jimin.

“Tae...”

“Desculpa pelo sumiço.”

“Não fique chateado comigo.”

“Logo te explicarei tudo.”

“Sinto sua falta.”

Quatro novas mensagens de Jeongguk.

 


Notas Finais


e aí, gostaram?
o que será que aconteceu com o Jeongguk?
veremos no próximo capítulo.
terça tem atualização, ok? vou fazer o máximo pra isso acontecer.
gente, pelo visto a história tera mais capítulos do que planejei, mas o importante e finalizar, e eu vou.
se cuidem!
beijos


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