História Miracle - Capítulo 9


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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags 5 Seconds Of Summer, Kylie Meryl, Mistério
Visualizações 51
Palavras 2.092
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


- Eu ia postar amanha, mas como quero dá uma acelerada, posto esse hoje e amanhã já tem o 10.
- O ENEM fez com que meu cérebro nao tivesse mais neurônios, eles demoraram para existir novamente e eu, bom, quase morri, começando pelo fato de que passei mal no segundo domingo de prova, detalhes, apenas detalhes.
- De certo, eu quase desisti disso tudo, precisei buscar inspiração, e então, eu busquei. Comecei escrevendo sobre suicídio, ajudou um pouco, mas somente consegui focalizar ideias ao ler uma estória chamada "100 coisas que Odeio em Você". Pronto. Percebi que nossas ideias sempre podem surgir, e mais além, o importante é você reconhecer que está fazendo o que gosta da forma que gosta, se estou agradando a mim mesma e ao menos uma pessoa com a Kylie, a June, a Fanny, a Mary e a Lilian, estou extremamente feliz.
- Desculpem-me o incômodo. Boa leitura!

Capítulo 9 - Disturbia


Fanfic / Fanfiction Miracle - Capítulo 9 - Disturbia

É um ladrão na noite,

Que vem e te agarra

Pode se movimentar dentro de você

E te consumir

Uma doença da mente

Que pode te controlar

- Rihanna - Distubia


A escola está um caos.

Existiu um tempo em que o barulho era admirável para mim, eu já fui como uma menina qualquer, namorei com um menino chamado Tyler no primeiro ano, me afastei de minhas amigas até o dia do meu aniversário, e então o barulho perdeu o sentido pra mim, principalmente aqueles que envolviam risadas. Hoje ouvir os burburinhos me faz querer fugir, paro apenas para observar Luke andar com rapidez enquanto arranca papéis da parede, e então reparo que são meus panfletos, ele está com raiva. Pensei em ligar pra Luke depois que rejeitei sua ligação, mas preferi ficar em casa, ir a igreja e dormir.

Estou com todos os roteiros e estou indo para os ensaios, Luke passa por mim segurando a mão de Melanie, reviro olhos. Logo chego ao meu destino, os alunos me observam subir no palco, estranhamente eu sempre gostei de falar em frente ao publico quando não preciso olhar diretamente para ele. 

- É, eu não mudei totalmente o roteiro, eu só coloquei mais musica, falei com o coreógrafo e tudo mais, a June vai passar uma cópia para cada um de vocês, todos aqui vão participar, não serão secundários, e os ensaios só começam realmente daqui a dois dias. 

- Kylie? - O professor me chama e eu o encaro. - Você ja olhou o que tem na capa do roteiro?

- Não, eu coloquei tudo dentro da bolsa e trouxe para cá.

Então dou uma olhada, bom, finjo que dou, isso é preciso, vejo a assinatura da Escritora Desconhecida:

" O Festival acontece quando a escrita em si ferve.

Assistirei com astúcia,

Se não gostar esse lance de brincar com as palavras,

De vocês, desculpe, cortarei as asas. - Escritora Desconhecida"

- Irei chamar o diretor. - Melanie se pronuncia.

- Não precisa, podem ir, leiam o roteiro em casa, por hoje acabou,  não se preocupem com isso. - O professor fala com urgência, antes que todos comecem a falar sem parar.

- Isso não vai ficar assim. - Ouço o resmungar de Melanie e dou um sorriso maldoso.

Saio de fininho antes que o professor possa querer falar comigo, June me segue, ela está calada, não aprova isso, ela quer que tudo acabe de vez, mas estou adorando sentir isso, como se eu tivesse o controle de tudo, meu Deus, o que há de errado comigo? Por que estou me sentindo assim? Eu estava acostumada a odiar pessoas assim.

...

Dessa vez, somente dessa vez, estou conseguindo perceber que Melanie consegue ser inteligente quando quer, a velocidade com que tudo chegou nas mãos dos alunos (em menos de uma hora), me deixou inquietamente surpresa, pela primeira vez na minha vida fiquei com vontade de esquecer toda a minha raiz religiosa para chamar uns bons palavrões. Não precisei me preocupar com xingamentos, eu tenho Fanny para isso.

- Mas que filha da puta, será que se o diretor recebesse uma denuncia anônima, ele baniria essa porra de jornal? Ah, claro que não, ela ia da até o orifício anal pra ele, e meu Deus, ela só tem 18 anos! - Mary ri das palavras de Fanny.

- Vamos criar nosso próprio jornal. - Diz mostrando o quão genial consegue ser quando - raramente - vem para a escola.

- Não tenho dinheiro mais, meus pais não param de me perguntar por que eu pedi tanto dinheiro semana passada, e foi tudo para os panfletos, sério, me cobraram uma fortuna só porque era colorido, e eu ainda tive que pagar a empregada, fiquei com preguiça de ir pessoalmente e ela foi por mim. - June cruza os braços. - Talvez a Lilian possa ajudar.

- Calma. - Interfiro. - Ainda nem acabamos de ler, não temos que nos precipitar, nem uma das informações dela é verdadeira, o diretor não nos pegou em nem uma câmera, estamos no lucro.

A expressão de confusão de June me faz rir, ela realmente não saiu no lucro. Continuo a ler o jornal, e realmente paro para analisar a lista de suspeita que constitui cinco nomes, e então fico estupefata, ao mesmo tempo em que Fanny também fica, tudo porque seu nome completo está ali, sim, Fanny é uma das suspeitas, e tudo porque, de acordo com Melanie, ela tem ganhado grande popularidade em decorrência da natação.

- Eu vou dar uma surra nela. Vou tirar aqueles apliques ondulados que já devem estar frágeis porque os garotos puxam durante o sexo. - Ela começa a andar pelo corredor.

Demoro para processar o ocorrido e só então corro junto com as meninas para tentar pará-la, Fanny tem esse gênio forte e incontrolável, neste momento parece estar convicta do que quer, então quando vê que a estamos seguindo, começa a correr também, malditas pernas longas. O refeitório está lotado e os alunos a acompanham com o olhar, é agora que podemos conseguir pará-la, mas não precisamos, Luke Robert Hemmings faz isso, nos poupando o trabalho, ele agarra Fanny pelo o cutuvelo, e então apenas observamos incrédulas a cena, sem nem sequer paramos para pensar em segui-los.

Narradora: Fanny

O menino é forte, respiro fundo para não puxar o meu braço, talvez isso tenha sido bom, só Deus sabe o que eu sou capaz de fazer quando estou com raiva, tenho esse pequeno distúrbio, talvez eu deva fazer boxe. Luke me leva para a quadra, tento suavizar minha expressão de ódio quando ele me larga, e olho somente para seus olhos azuis que nunca me chamaram a atenção, ao contrario do que acontece com Kylie.

- Então é você, quando vai cansar? - Ele coloca as mãos na cintura.

- Não sou eu. - Reviro os olhos.

- Você me beijou, e logo depois seus escritos apareceram na parede do meu quarto.

- Não tente jogar suas evidências pra cima de mim. - Dou um passo para trás. - Eu só estava tentando provocar a Kylie.

- O que a Kylie tem com isso?

- Olha, não sou eu, a Melanie que não gosta de ser colocada embaixo de todos e ficou neurótica, mas saiba que quando eu pegar sua namorada, ela não vai mais querer saber do meu nome. - Começo a andar para longe do menino.

- Se for você, eu vou descobrir.

Ergo o dedo do meio para ele e volto para o refeitório. Talvez eu não devesse ter citado a Kylie.

Narradora: Kylie.

Estou sentada entendendo que progressão aritmética não é tão ruim, quando Fanny bate na porta da sala de aula, embora não pareça, seu desaparecimento com Luke durou mais do que deveria, e o sinal acabou por me mandar para a sala de aula. Depois de algumas palavras com o professor ele a deixa entrar, ela se joga em seu lugar do outro lado da sala e não olha para mim, seu estresse ainda está presente, o que me deixa ansiosa.

A última aula acaba e Lilian nos encontra, não está muito contente assim como nós quatro, estamos esperando que Fanny conte o que ocorreu quando ela sugere que novamente a encontremos em sua casa, dessa vez até Mary concorda, pego minha bicicleta e vou para minha casa antes, preciso de um banho, e mais que tudo, preciso escrever.

Minha lista de alvos me deixa tonta, ainda existem cores, porem, jogo tudo na lixeira, eu preciso mesmo, como diz a Rihanna, na música Disturbia, acender as luzes do freio. Pego a caneta de tinta preta e começo a escrever para Luke, até porque, ele sempre foi meu alvo principal, não é mesmo? Sinceramente, eu nem sei mais.

" Luke Robert Hemmings, essa carta não deve ser a maior que irei escrever, isso porque eu acho que você deve estar pensando o pior sobre mim, mas saiba que se você estiver com raiva de mim está sendo o maior hipócrita do meu circulo de pessoas admiráveis (sim, eu já te admirei), isso porque todo mundo tem seus motivos, e os meus, pelo menos pra mim, são os melhores.

(Tá, eu concordo, você teve um pouco de razão na última carta, mas eu te conheço sim, posso não conhecer suas ambições, mas conheço a sua forma de agir, sei que faz de tudo para não agir por impulso, sei que somente está a fim de ficar bem, não vou mesmo te julgar por isso, porque as vezes eu sou muito assim).

Continuando, eu estou me sentindo mal, porque hoje eu te vi arrancando meus panfletos nos corredores, e as vezes eu me importo com o que algumas pessoas estão pensando de mim, só que sou seletiva. É por que eu coloquei seu nome na lista negra? É porque eu te desrespeitei na última carta? Cara, eu estava certa, e você sabe disso muito bem. Meu Deus, o que custa as pessoas irem para escola e simplesmente estudar? Não é para isso que aquele lugar existe? Arranjar ou não amigos é consequência de suas atitudes, mas não precisamos ser cruéis, é só isso que eu gostaria que as pessoas entendessem.

Como forma de me desculpar por ter te decepcionado (mesmo que eu ache que não dei motivos para isso), eu gostaria muito de propôr uma brincadeira, pois estou cansando de me esconder, o Festival já está perto. Assim, eu irei te dar algumas pistas, se você segui-las, me encontrará no Festival, o que me diz? Por favor diga sim, mostra que se importa com alguma coisa nessa sua vida, mostra que realmente quer ser diferente como já me disse que quer, eu gostaria mesmo de enxergar agora em você o que eu já enxerguei antes, o que eu enxerguei? Um pouco de bipolaridade (isso eu tenho, e muito), um pouco de talento e claro, sei que você transborda gentileza e humildade. Pare de esconder seu eu de verdade, se eu amo tanto seu jeito sincero, por que as outras pessoas não podem amar? 

Com toda a sinceridade, Escritora Desconhecida. "

...

Sete da noite. Casa da Lilian.. As meninas querem fazer algo com Melanie, é difícil dividir a personalidade de cada uma, quem diria que eu formaria um time assim, do nada. Mas eu tenho, e para que tudo dê certo, cada um tem que ter uma função, só que parece ser cedo de mais para se fazer algo, a Melanie vai quebrar a cara por si só, não precisamos fazer nada. Quando estou pronta para botar meu argumento em prática, June não deixa.

- Eu estou com medo, mais do que eu gostaria, eu recebi mais um bilhete, eu sei que a Kylie achava que era a Lilian, mas agora a gente sabe que não é, e se for a Melanie? A pessoa disse que sabe dos meus segredos.

- E você tem segredos? - Pergunto.

- O pior é que não, tá, eu tenho, sei lá, tô gostando de um cara aí, mas não é nada sério.

- No meu bilhete falava que sabiam dos meus traumas. - Fanny fala. - Mas eu já superei.

- Eu não recebi nada. - Mary diz sendo seguida por Lilian.

- É o seguinte, não vamos esconder nada uma das outras, assim fica mais fácil. - Eu aponto para Fanny. - Qual é o seu trauma?

- Não é um trauma, sério, eu já sofri bullying antes de conhecer vocês, eu era bem gordinha na infância, e os garotos da minha antiga escola pareciam não aceitar isso, pratiquei bulimia por um tempo, mas foi antes de conhecer você e a June, eu esqueci totalmente. - Fanny conta. - Eu juro que passou, não pratico mais.

Analisamos Fanny, nunca alguém pensaria isso, então respiro fundo.

- Mary? Tem algo?

- Não, bom, é não, tenho nada não, acho que ao contrario da Fanny eu sofro agora, mas eu estou muito de boa, gosto de mim assim. - Ela da de ombros.

- Não tenho segredos, nunca gostei disso. - Lilian fala e logo me olha. - Qual seu segredo Kylie?

- Não tenho.

- Eu sei que você tem. - Lilian revira os olhos. - Você deixa eu mostar o diário?

As minha mãos começam a tremer, as meninas olham para mim com curiosidade, tudo bem, eu sou forte o suficiente para conseguir isso, assunto para Lilian e ela se levanta. É agora. Preciso parar com essa paranóia, parar de deixar que a escuridão seja minha luz, eu com certeza vou ter que assustar as pessoas nessa noite. Passado é passado.


Notas Finais


- Essa música é bem daora, o ritmo te faz ficar alegre, ai você vê a tradução e fica confuso. É tipo quando você conhece alguém e ela é super feliz, aí você descobre que ela tem o passado triste e fica se perguntando como ela consegue sorrir.
- Espero de verdade que tenham gostado desse capitulo, o capitulo 10 já está escrito, na verdade eu o escrevi antes de começar a escrever toda essa estória porque era pra ser somente um pensamento meu, mas aí a Izzie me deu força e eu comecei a escrever.
- Bjs


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