História Miraculous - Em Busca da Descoberta - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Marinette Dupain-Cheng (Ladybug)
Tags Ação, Adrinette, Ladrien, Ladynoir, Magia, Marichat, Romance
Visualizações 23
Palavras 3.351
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Capítulo V


P.O.Vs Marinette

Onde estou agora? Voltando pra casa depois da faculdade com a Alya me acompanhando. Ela iria passar um tempo lá em casa, isso significa, mais um tempo ouvindo ela falar sobre quando o próximo ataque daquelas criaturas ocorrerá.

Haviam se passado duas semanas desde o dia de minha conversa com o Adrien e, sinceramente, o humor dele havia melhorado e muito. Não estava mais com aquele olhar tããão distante. Ele até passou ontem lá em casa, sendo que aquela pequena não largou ele. Ta bom, não era tããão pequena assim e aparentemente daqui a uns anos ela será maior que eu. Por que eu tinha de ser baixinha?

Eu e Alya chegamos em casa e fomos recebidas com o bom cheiro de biscoitos assados ao forno. Sorri vendo meus pais que logo nos receberam.

-Olá garotas! Acabou de sair uma fornada, venham comer! -Disseram os dois ao mesmo tempo.

Assentimos e andamos até uma mesa, logo minha mãe nos trouxe um prato com alguns cookies e peguei um, agradecendo a minha mãe. Olhei para Alya que parecia mais concentrada no celular do que comer seu biscoito.

-O que tem de interessante para estar concentrada deste jeito aí? -Falei a encarando.

-Ahn?

-Alya, pensei que o mundo da Lua era meu lugar de direito, não sabia que podia ser invadido -Ri.

-Ah! Amiga, você viu isso? Uma rachadura negra está se formando em baixo da Torre Eiffel.

-Pera, uma rachadura?

Puxei o celular dela dando uma olhada na notícia. Realmente tinha uma rachadura lá, mas não era comum, possuia uma cor negra.

-Será algo envolvendo os novos problemas com aqueles seres!? -Falou Alya se animando.

-Não sei...

Eu estava preocupada. Eu tinha de me transformar para verificar. Mas antes de eu me levantar e dar mais uma de minhas desculpas, Alya foi mais rápida segurando em meu pulso e me arrastando pra fora da padaria.

-Senhores Cheng! Depois voltamos! -Disse Alya com animação.

-Espere Alya! Aonde vamos!? -Perguntei.

-Onde mais? Vamos ver aquela coisa de perto.

O que mais eu podia esperar de minha amiga? De qualquer forma eu conseguiria verificar o que está ocorrendo sem inventar uma desculpa para me transformar.

Fomos correndo em direçãoà Torre, mas o cansaso começava a me dominar. Uma pergunta sempre me passa pela cabeça: Como a Alya tem tanta energia pra essas coisas? Quando tinha algo que envolvesse os heróis de Paris ou que tivesse algo anormal a ser investigado, ela era uma das primeiras a saber e a chegar no local. Se eu tivesse me transformado não estaria tão cansada deste modo, já que quando sou Ladybug, minhas energias demoram mais para serem gastas com tanta coisa.

-Vamos amiga! Ta perdendo o rítmo!

-Como se eu tivesse um monte de pilhas em meu corpo para te acompanhar desse jeito! -Respondi Alya ofegante.

Depois de um tempo, chegamos na Torre, ou pelo menos... A Alya chegou carregando um defunto. Eu estava quase morrendo apoiada no ombro dela.

-Qual é Marinette! Foi só uma corridinha, não é motivo para ter óbito.

-Se com corridinha você quis dizer correr até o outro lado da cidade, sim, foi só uma corridinha -Falei em tom irônico.

Ela deu uma risada mas logo deu uma olhada na multidão em volta ds Torre Eiffel. A policia parisiense havia interditado o local com suas faixas amarelo e preto enquanto umas mil pessoas estavam ao redor. Essa era a hora de eu me transformar e dar uma olhada. Com passos cautelosos, consegui sair de perto de Alya sem a mesma perceber. Suspirei aliviada e quando eu ia voltar a andar, tropecei mais uma vez, dando de cara no chão. Me levantei bufando e passando a mão em minha roupa, tirando o pó e a sujeira.

-Raios! Eu tinha de ser tão desajeitada!? -Murmurei pra mim mesma.

Segui meu caminho para um local sem pessoas ao redor para me verem me transformar e logo eu estava com meu traje vermelho com pintinhas negras e a costumeira máscara. Lancei meu ioiô logo ficando sobre um dos ferros da Torre. Pessoas apontaram para mim e a polícia não reclamou, já sabendo o que eu estava fazendo. Me segurei em uma barra ao lado e dei uma olhada. Parecia bem maior do que na foto. A rachadura era negra e parecia se abrir aos poucos. Aquilo me preocupou, mas para me dar um susto, um certo alguém tinha que tocar em meu ombro sem sequer um aviso. Me virei rapidamente com os olhos arregalados e vi o gatinho preto com um sorriso travesso.

-Olá My Lady, investigando?

-Gato bobo... Não me assuste mais assim! -repreendi Chat vendo Rena chegar.

-Olá casal preferido de Paris! Como vai o dia de vocês.

Não adiantava discutir com Rena, nosso apelido agora era casal, quer dizer... Agora não, desde sempre ela nos deu esse apelido. Com o tempo aprendemos a aceita-lo já que não conseguiamos mudar essa ideia da cabeça teimosa raposa.

-Olá Rena -Dissemos em uníssono.

-Esqueceram de alguém pra festa? -Carapace apareceu e Queen Bee também se mostrou visível.

-Não deixem a abelha rainha faltar nesta investigação.

Sorri e cumprimentei os dois e o resto fez o mesmo, mas logo fui interrompida por um tremor. Sentimos o tremor e a rachadura começou a virar uma fenda.

-O que houve!? -Falei me segurando na barra ao lado para manter o equilíbrio.

-Não sei! -Rena disse logo com o tremor tendo fim.

Nos colocamos de pé novamente com o equilíbrio retomado. Olhamos para a fenda que estava maior então Chat começou a falar:

-Então... Foi só isso ou...

A fala de Chat foi interrompida pela abertura repentina na fenda. Vimos garras afiadas parecendo metal aparecerem e fazerem certa força para abrir mais a fenda. O tremor voltou com tudo e desta vez a Torre cedia, sendo que estava para se partir ao meio e várias barras da mesma começavam a cair. O tremor nos obrigou a nos ajoelharmos ou sentarmos na Torre. As pessoas começavam a se dispersar aos gritos e os guardas se afastavam junto aos parisienses. Me agarrei à barra ao lado e me forcei a levantar.

-Aqui é muito perigoso para ficarmos! Vamos sair daqui! -Falei.

-Certo!

Os heróis começaram a sair da Torre tomando cuidado para não serem atingidos pelo metal que caia. Estava prestes a lançar meu ioiô quando vi o olhar da fera dentro da fenda. Seu olhar era negro mas era possível ver uma pérola branca nos olhos negros. Era um brilho que claramente transmitia ódio e raiva. Aquele olhar me fez arrepiar dos pés à cabeça. Acabei esquecendo de sair dali o mais rápido possível quando a fenda deu um estalo, se abrindo mais repentinamente e me derrubando do local que estava. Não consegui me segurar e devido ao tamanho da fenda, eu iria cair dentro dela junto ao monstro. Se não fosse por Chat, nem sei o que teria ocorrido. O gatinho negro conseguiu me agarrar antes de eu cair e me tirou de lá. Quando estavamos a salvo, vimos a Torre se partir em dois e as duas partes começaram a cair, uma em cada lado. A criatura estava quase saindo de lá então olhei para Chat com uma última fala antes de começar a batalha.

-Obrigado gatinho.

Assim que disse aquilo, a cabeça da criatura saiu da fenda. Ela tinha uma pelagem negra e na ponta das orelhas, a ponta da cauda e o peito da criatura eram vermelhos como sangue. Ela se parecia com um tipo de lobo, exceto pelas garras metálicas enormes, o focinho onde se encontravam duas presas com dentes brancos e tão afiados quanto as garras e a sua coloração na pelagem. Ele já havia saído da fenda e urrou com fúria. A criatura era enorme.

-Esse vai dar trabalho -Comentou Chat.

Assenti e logo gritei para o pessoal do outro lado:

-Tentem imitar o símbolo que faremos!

Vimos um joinha de confirmação dos outros heróis então começamos a fazer os símbolos das espadas, que logo apareceram em nossas mãos. O ser deu uma forte patada em um prédio próximo, o cortando com se estivesse fatiando um pedaço de bolo. O pessoal havia nos observado então tentaram copiar o símbolo. O monstro iria avançar neles mas eu e Chat chamamos seu atenção, gritando por ele. Ele se virou nos encarando e soltando um rosnado profundo, começando a andar em nossa direção. Ainda estavamos com nossas armas comuns então olhei para meu parceiro e sorrimos um para o outro. Lancei o ioiô em uma construção por perto e ele foi para outro lado. Enquanto eu estava no ar, indo de prédio em prédio distraindo a criatura, Chat ajudava o pessoal a invocar as espadas e vi as espadas do pessoal. A de Carapace era verde com o cabo marrom, a de Queen Bee era metade amarela e metade negra com o cabo negro e a De Rena era de uma cor alaranjada com o cabo branco. Sorri mas não havia percebido a pata do bixo vindo em minha direção. Por sorte as garras não me acertaram mas eu fui lançada contra uma construção.

-Ladybug! -Reconheci a voz de Chat.

Mesmo tendo sido arremessada distraindo o ser, consegui me levantar com certa dificuldade. Cambaleei um pouco por ter batido contra uma parede e tê-la quebrado, mas ainda estava consciente. Vi minha espada jogada no chão e eu tinha me ferido um pouco, por isso me apoiei em uma mesa ao lado. A fera se virou fazendo um daqueles sons horríveis típico daqueles monstros. Tapei meus ouvidos para suportar o som quando o grupo apareceu nas costas da criatura. Rena enfiou a espada na pelagem espessa dele mas conseguiu atingi-lo, já que o mesmo gritou de dor. Minha visão foi aos poucos melhorando o foco e me afastei da mesa, conseguindo andar com melhor equilíbrio. Chat estava indo em direção a cabeça do ser para fazer o mesmo truque que fizemos com os outros mas o "lobo monstro" começou a rolar, fazendo os heróis saírem do mesmo para não serem esmagados. Andei até minha espada e a peguei.

-Droga! -Queen Bee gritou.

Decidi parar de ficar parada e lancei meu ioiô no ser, o envolvendo e prendi meu objeto em dois prédios, um de cada lado, deixando o monstro preso no meio incapaz de rolar ou se mover para um dos lados. Não o seguraria muito mas o suficiente para Chat Noir conseguir acerta-lo no meio da cabeça. Segurei o ioiô para conseguir segura-lo por mais tempo. Olhei para Chat e ele entendeu o recado. O mesmo usou o bastão e o estendeu chegando até a criatura, que se debatia e dava patadas no ar tentando acertar a corda de meu objeto mágico. Os edifícios não estavam aguentando e começavam a desmoronar. Chat estava na cabeça do bixo mas ele se debateu mais e conseguiu destruir um dos edifícios e acertou uma patada nos outros heróis, os lançando para o edifício em que eu segurava meu ioiô. Chat não perdeu tempo e conseguiu acertar a lâmina no centro da cabeça da criatura, fazendo ele soltar aquele som insuportável e desaparecendo como fumaça, mas antes de sumir por completo, uma de suas garras acertou a única coisa que ainda o prendia, fazendo o prédio começar a desmoronar. Olhei para os heróis onde o único que estava de pé por completo era Carapace e ele ainda estava se apoiando. Meu ioiô voltou à sua forma original mas o edifício desmoronava e iria atingir meus amigos caso não fizesse algo. Olhei para minha espada e avancei, cortando os destroços ao meio que iriam cair em mim. A magia que consertava o estrago causado pelo monstro ainda estava na Torre. Suspirei e lancei meu ioiô nos 3 heróis e os puxei, antes que um dos destroços caíssem neles. Olhei para cima vendo uma parede se desprendendo e começando a cair.

-Ladybug! Saia daí! -Falou Chat apoiado em seu bastão e ofegante

-Não vou conseguir! - Disse com as mãos ocupadas segurando os heróis atordoados.

Fechei os olhos mas a magia chegou a tempo, fazendo com que a construção voltasse a ser o que era e nos salvando da parede que nos atingiria. Olhei para cima e respirei fundo aliviada. Minha espada desapareceu assim como a de todos os outros e soltei os 3 heróis ali enquanto o resto das coisas voltavam ao normal. Assim que tudo acabou, a única coisa que faltou ser curada era eu, Rena Rouge, Queen Bee e Carapace que ainda estavam atordoados. Olhei para minha perna direita e havia pouco sangue. Minhas costas doiam e eu tinha dois cortes, um na coxa e outro nas costas, além de um arranhão em minha bochecha. Chat pareceu se recuperar e correu em nossa direção.

-Vocês estão bem!? -Ele perguntou com preocupação.

Olhei para o pessoal e pelo menos estavam sem ferimentos. Carapace se levantou ajudando Queen e Rena fazerem o mesmo.

-Só com um pouco de dor no corpo, mas ficaremos bem logo. -Falou o herói tartaruga.

-E você My Lady? -Perguntou o gatinho se virando e me encarando.

-Estou ótima, precisamos ajuda-los.

Falei mas ele claramente percebeu o sangue em minha perna e desviei o olhar do dele.

-Ladybug... -Rena falou me olhando- A prioridade é você agora.

-Relaxem, já tenho que ir mesmo e irei me cuidar.

Me virei pronta para partir mas senti uma mão segurar meu ombro. Olhei para trás e Chat me olhava com um olhar sério mas transmitia preocupação. Respirei fundo segurando sua mão e olhando nos olhos do mesmo. O primeiro bip-bip foi ouvido.

-Chat... Prometo que irei me cuidar, mas preciso que você me ajude com eles e com o povo parisiense -Falei olhando para uns repórteres que estavam escondidos antes e agora se aproximavam.

O gatinho soltou um suspiro fechando os olhos e os abrindo lentamente, assentindo. Sorri e dei-lhe um beijo na bochecha, enquanto lançava meu ioiô e começava a partir para casa. Não demorou para chegar lá e foi bem menos cansativo do que correr com a Alya, só teve a diferença de ser mais dolorido. Minha transformação de desfez e o pequeno kwami apareceu em meu ombro, falando:

-Mari! Precisa se cuidar agora!

-Eu sei Tikki, mas você está bem?

-Mari, não me pergunte isso, quem tem que se recuperar é você!

Suspirei assentindo e entrando em casa. Ignorava a dor dos ferimentos e caminhei até o banheiro, pegando o kit de primeiros socorros. Puxei a minha calça sem abaixa-la até o ferimento na coxa ficar visível. Falei para Tikki comer um biscoito enquanto eu limpava os ferimentos. Lavei os dois machucados para retirar o sangue e abri o kit, pegando umas coisas e limpando os ferimentos que já não sangravam mais. Tikki chegou e me ajudou com o das costas. Enfaixei minha coxa para não deixar o machucado exposto à outras coisas e achei melhor me trocar de uma vez, já que minhas roupas estavam manchadas com sangue.

-Tikki, pode pegar um roupa ppr favor?

Ela assentiu e desapareceu do banheiro. Suspirei tirando a blusa e enfaixando o local ferido com certa dificuldade, já que  era nas costas. Tikki chegou e carregava um vestido que eu havia feito. Ele era branco e possuia o desenho de galhos com folhas de minha árvore preferida, a árvore de cerejeira. Essas árvores possuem folhas rosada e são lindas. O desenho ficava apenas no canto do vestido, que tinha mais alguns detalhes no tecido e modo que o preparei. Ele pelo menos conseguia cobrir o enfaixamento, mas não era dos mais longos e por isso, poderia acontecer de verem a atadura algumas vezes. Mas aceitei o vestido e Tikki saiu. Me troquei e realmente foi uma boa escolha dela, já que não incomodava meus machucados. Sorri com aquilo e fui em frente ao espelho tratar do da bochecha. Não coloquei nada sobre o arranhão já que ele parecia só um pequeno fio vermelho. Guardei as coisas e andei até a varanda, ver o pôr do Sol Tikki decidiu ficar no quarto. Encarei o Sol se pondo e sorri.

-Como é lindo -Falei encantada com a vista.

-É lindo não é?

Me virei com um susto e vi Chat sentado em meu telhado com um sorriso travesso. Revirei os olhos com um sorriso também.

-Ora ora ora... Se não é o Chat Noir. O que faz aqui?

-Este pobre gatinho estava procurando um local para ter uma bela vista.

-E por acaso você parou no telhado de minha casa?

-Pois é. Marinette não é? Nos encontramos algumas vezes nesses anos já.

-Pois é gatinho.

Chat saiu do telhado e se aproximou de mim com um sorriso, mas logo uma cara de dúvida surgiu e ele levou sua mão até minha bochecha, a tocando com delicadeza.

-Se machucou onde?

-Ah! Isso? B-bom, acontece que sou desastrada de mais e dai eu acabei tropeçando e tinha uma faca quase sem corte mas acabou fazendo esse arranhão.

-Oh... Tenha mais cuidado -Ele falou movendo o polegar no meu arranhão mas logo tirou a mão de lá e encarando nos olhos.

Assenti um pouco envergonhada do modo como ele me olhava e desviei o olhar me virando e encarando o Sol no horizonte, iluminando a Terra pela última vez Hoje. Ele subiu na grade se sentando lá e olhando a esfera iluminada pela última vez no dia. Me apoiei na grade ao lado do mesmo com a brisa balançando meu vestido. Ele me encarou e sorriu. Retribui o sorriso virando a cara para o mesmo. Então ele falou:

-Sabe... A paisagem é bela mas quando você está nela com esse vestido... Ela fica ainda mais bonita.

Senti um certo rubor em minhas bochechas. Gato bobo!

-Foi você que o fez? -Ele perguntou.

-A-ahn? Sim, fui e-eu mesma, por quê?

-Você realmente é boa com isso. Vai se tornar designer?

-Sim, pelo menos é  que eu planejo.

-Concerteza se tornará uma de grande prestígio.

-Não exagere.

-Não estou, mas tenho um olhar felino para essas coisas.

Ele sorriu e eu sorri também. Logo o céu alaranjado se foi, deixando lugar para uma noite estrelada.

-Terei de ir agora Mari.

-Certo...

Olhei o gatinho se levantando e me dando um abraço. Senti meu ferimento ser pressionado mas não liguei e retribui o abraço. Ele se afastou de mim e concerteza eu tinha um rubor em minhas bochechas.

-Até logo, princesa.

E foi assim que aquele gato sem jeito se mandou...


P.O.Vs Adrien

Eu havia retornado para casa após ter tido uma rápida conversa com a Mari. Foi bom rever minha amiga e ter tido uma conversa com ela em frente a um belo pôr-do-Sol. Fazia tempo que eu não falava com ninguém devido o sumiço de meu pai. Matinette será uma ótima designer concerteza. O vestido que ela havia feito estava muito bonito e bem feito. Plagg flutuou até minha frente engolindo um queijo inteiro.

-E pensar que anos atrás a coisa mais difícil era você conseguir a atenção de Ladybug e agora conquistou mais uas garotas

-Não seja idiota Plagg, Ladybug ainda me trata como um grande amigo.

-E pensar que antes quem tentava me convencer de que aquela heroína gostava de você era você mesmo. Essa troca de papéis concerteza está me dando fome. Adrien! Se liga rapaz! Se fossem só amigos por que ela te daria um beijo na bochecha e ainda teria corado em uma de suas falas além de te chamar de gatinho!? Humpf, ser o professor da vida desses garotos é difícil e da muita fome! -O kwani negro falou pegando um outro pedaço de queijo e o devorando.

-É melhor ser mudo do que discutir com você...

Falei me virando para a janela de meu quarto e pensando em Ladybug.

-Ela estava ferida... Sei que ela colocaria o bem de qualquer um em primeiro lugar. Estou preocupado... Ela é muito teimosa e falo isso já a conhecendo por anos...

-Relaxa, ela sabe se cuidar senhor Adrien Agreste.

Respirei fundo e me sentei em minha cama. Ainda olhando a cidade pela janela. Uma tempestade com nuvens negras se aproximava e estava bem escuro para meu gosto.

-Uma tempestade dessas aqui em Paris? -Falei me levantando e andando até a janela aberta.

-Não fale que iremos sair nessa tormenta.

Revirei os olhos e respondi:

-Temos que ajudar Paris caso a tormenta traga estragos.

-É por isso que existem outros heróis. Qual é Adrien! Eu sou um gato e odeio água! -Reclamou o gato negro minúsculo

-Pare dereclamar  vamos logo, os outros tem de descansar já que sofreram danos na batalha. Plagg! Mostrar as garras!

Me transformei e pulei a janela de meu quarto, saltando de casa em casa para olhar de perto as nuvens negras com relâmpagos e raios. Mas uma coisa era certa... Seria uma longa noite.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...