História Miraculous- Immortals - Capítulo 6


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alix Kubdel, Alya, André Bourgeois, Chloé Bourgeois, Félix, Gabriel Agreste, Hawk Moth, Lila Rossi (Volpina), Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Mestre Fu, Mylène Haprèle, Nathalie Sancoeur, Nathanaël, Nino, Nooroo, Personagens Originais, Plagg, Sabine Cheng, Sabrina, Tikki, Tom Dupain, Wayzz
Visualizações 27
Palavras 2.323
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpe pela demora!
Boa leitura 💞

Capítulo 6 - I'm Chat Noir


Fanfic / Fanfiction Miraculous- Immortals - Capítulo 6 - I'm Chat Noir

I'm Chat Noir

Preciso de outra história
Algo que saia do meu peito
Minha vida está entediante
Preciso de algo que eu possa confessar
-Secrets

- Maldito!- O loiro gritou socando a mesa de seu escritório com um semblante visivelmente irritado- O desgraçado mesmo estando morto continua sendo a causa dos meus problemas!- Passou as mãos pelos cabelos platinados se sentando na cadeira giratória tentando não estrangular alguém, que nesse caso, o mais próximo para isso seria Nooro- Infeliz...

- O senhor tem certeza disso? Quero dizer, talvez tenha sido apenas um pequeno engano, o senhor deve estar imaginando coisas já que não achou os brin....

- Cale-se- Novamente gritou, fazendo com que o homem pequeno e levemente barbudo, com o típico macacão roxo estremecesse- Eu tenho certeza, pude setir sua aura, foi algo fraco e momentâneo, mas forte o suficiente para eu saber que a caixa foi aberta...- Parou de falar e colocou ambas as mãos sobre o lenço que não era usado apenas como um mero complemento a roupa do designer, fechou os olhos e se concentrou- Ainda posso senti-la, muito fraca, como uma agulha em um palheiro, mas posso senti-la, quando entrar em uso, Ser a tão forte quanto o do gato.

- Então o que o senhor pretende fazer quanto a isso e ao tal Vigilante da Noite?

- Ainda não sei- Admitiu- Mas gostaria de saber em que lugar Tom os escondeu e para quem os entregou... Se conseguisse os pegar seria mais fácil acabar com aquele gato que anda com o anel, como ele o conseguiu é outro mistério que me atormenta todos os dias, todas as manhãs, perco horas de sono tentando desvendar essas pontas soltas- Insistiu em passar as mãos pelos cabelos, isso era quase como uma mania, um hábito para tentar se acalmar desde jovem, coisa que, mesmo ele não sabendo, era também uma das manias de seu odiado gatuno.

- Com o tempo tudo vai se ajeitar...- Nooro, que não sabia mais o que dizer tentou acalmar o patrão.

- Tempo é o que menos tenho- Cerrou os dentes tomando um gole do vinho quente para se acalmar- Aquele gato está me causando muitos problemas, aquele idiota me disse que a venda das lâminas está fraca, por culpa dele, e agora, talvez eu tenha que lidar com um gato e com um inseto.

Nooro ficou quieto, o homem estava alterado, era melhor não contraria-lo, seu patrão não tinha mais o controle da situação, agora, era questão de tempo até esse seu plano maluco acabar, a situação já não estava mais girando a sua volta, e sim na de dois jovens, que ele sabia muito bem quem eram, mas não diria isso a Gabriel, seria loucura, o loiro ficaria louco, mas ele sabia qual era a verdade. Nooro tinha medo da reação de Gabriel e dos heróis assim que as máscaras caírem, e com apenas uma jogada de sorte, o gato e a joaninha venceriam essa guerra que está se formando, mas também não colocaria pouca fé em seu patrão, mesmo estando alterado era um homem esperto, cuidadoso, a meses anda controlando os crimes de Paris e a polícia não havia conseguido fazer nem um mísero progresso, mas a polícia não possuía tais joias e não tinha um objetivo pessoal como os jovens tinham. Ah, Gabriel, se você soubesse que seus novos inimigos estão mais perto do que ele imagina...

Nooro logo cortou sua linha de pensamento, mesmo sabendo que era impossível ler mentes, mas não confiava em pensar esse tipo de coisa perto do loiro, seu patrão escondia mais segredos do que parecia.

[•••]

Adrien entrou em seu quarto e trancou a porta, precisava de um remédio para a dor de cabeça, caminhou até a cama e se jogou, fazer rondas estava acabando com ele, praticamente não dormia mais, a cama havia virado uma completa estranha, o pior era que não podia mudar o horário das rondas, o clímax dos crimes em Paris aconteciam na madrugada, depois vinha a escola, o trabalho com modelo e todas as outras coisas que por mais que odiasse seu pai o obrigava a fazer, fora os outros tantos problemas de sua vida escolar, como Marinette. A garota não dava sinal de vida desde quarta-feira, já era domingo, e nada. Estava preocupado, não respondia mensagens, ligações, a única coisa que sabia era que ela iria morar com a tia, mas não sabia seu endereço. Ah Marinette, não era próximo o suficiente da jovem, mas sentiu uma necessidade de conforta-la.

Afastou esses pensamentos, precisava parar de se preocupar e descansar, logo a rotina de super herói iria começar, mesmo muitos o considerando um criminoso,- Como o seu melhor amigo- a cidade precisava de proteção e ele não desistiria tão fácil, por algum motivo tinha recebido o anel e iria fazer por merecer, mesmo que isso custasse horas de sono perdidas.

Virou para o lado e fechou os olhos, assim que o alarme tocasse começaria a solitária ronda, adormeceu rápido, com a certeza de que estava fazendo a coisa certa.

[•••]

Andava em passos lentos prestando atenção em cada mínimo detalhe daquele bairro. Os prédios velhos, no mínimo uma pessoa a cada esquina fumando algo que Marinette sabia que não era cigarro. Olhares direcionados à si, não deixaria se intimidar, era nova na região mas não tinha medo, precisaria mais que um simples olhar para assusta-la, tinha perdido o medo de andar pelas ruas a noite, para ser sincera, se a matassem, ela agradeceria, não tinha mais motivos para ser forte.

Pensava na carta, seu pai era realmente louco de confiar a desajeitada Marinette um poder inimaginável para a humanidade, aquilo não era para ela, nunca conseguiria salvar a cidade e muito menos o mundo, ah doce ilusão.

Fitou o bairro, nunca ia a casa de sua tia, era raras as vezes, normalmente ela a visitava, a última vez que esteve ali era uma garotinha de dez anos, ingênua, muito ingênua. Não se lembrava de como o bairro era acabado, sabia que o motivo de seu pai não gostar que Marinette visitasse a tia era por conta dos perigos do local, mas ela tinha certeza de que não era tão ruim assim, nem chegava a ser uma periferia, era apenas mais pobre. Com certeza o crime tinha invadido aquelas ruas, o caos, o medo. Aquilo era triste, o lugar definitivamente não tinha a cara convidativa de se passear e explorar a região como o centro de Paris possuía. Estava tudo acabado.

Avistou o prédio onde seria sua nova casa e se sentiu mais aliviada, não iria mais andar tarde da noite por aquelas ruas, mesmo que não tivesse medo, sua tia tinha e não queria deixa-lá preocupada, ou melhor, desesperada.

Sentiu algo andando atrás de si, não ousou se virar, apenas apressou os passos, estava quase lá.

- Onde pensa que vai?- Um vulto parou a sua frente. A azulada não pode ver seu rosto graças a pouca- e péssima- iluminação da rua- Você é nova aqui, não?- O homem perguntou interessado, segurando os pulsos da jovem com força.

- Me larga- Marinette cuspiu as palavras baixo, em um tom ameaçador, aquilo desestabilizou o cara que, ainda assim, não diminuiu a força de sua mão.

- Você me parasse difícil...- Falou colando seus corpos- Adoro isso- Sussurrou próximo ao rosto de Mari, ela pode sentir o cheiro forte de cigarro emanando de sua boca. Ela prendeu a respiração. Maldito.

- Me solta logo...- Cerrou os dentes não se deixando abater, tentou recuar, quebrar o contato em que estava com aquele homem.

- Se eu não soltar, você vai fazer o que?- A puxou para ainda mais perto, ela se debateu, mas ele não a soltou- Vai precisar de mais do que uma voz ameaçadora para se livrar de mim...- Seus olhos penetrantes e que transbordavam de desejo a fizeram estremecer, não iria ceder.

[•••]

Ouviu o alarme ecoar pelo quarto, resmungou baixo, não queria acordar, "Fique mais um pouco" sua cama lhe dizia "Apenas cinco minutinhos". Como uma oferta irrecusável de sua mente que estava delirando, cedeu ao desejo e cancelou o alarme do celular.

Cinco minutos, olhos abertos e novamente aquele barulho insuportável. "Maldição". Praguejou por ter que acordar. Se sentou e desligou o maldito despertador. "Vou mudar esse toque". Anotou isso em sua imensa listinha de afazeres mental. Ele sabia que nunca mudaria o toque, aquele era o menor de seus problemas.

Se levantou e foi ao banheiro. Jogou água no rosto na tentativa de despertar. Viu seu reflexo no espelho e como consequência memórias vieram a sua mente. Não. Balançou a cabeça e jogou mais água, se enxugou e saiu dali, não era o momento de recordar o passado. Mesmo que ainda estivesse cansado olhou para o anel e apertou seu centro. Em poucos segundos estava trajado no couro preto.

Sentiu imediatamente seu cansaço ir embora, dando lugar a uma incrível animação. Ah, o poder do miraculous, sustentaria seu cansaço e dores, fazendo com que ele tivesse apenas motivação para combater o crime. Saiu pela enorme janela de seu quarto sentindo o vento cortante da noite. Se arrepiou com a brisa gélida mas seguiu o seu caminho.

Parou no telhado de um prédio alto qualquer ainda com o vento frio balançando seus cabelos dourados. Olhou em volta tentando por qual área começar a patrulha. Decidiu ir para a Torre Eiffel, naquela hora da noite o grande ponto turístico era apenas um dos lugares mais procurados para o tráfico de drogas. Voltou a correria observando o céu estrelado e desviando de qualquer obstáculo a sua frente graças a visão noturna.

De repente um aperto. Olhou em volta. Nada. Estava ficando louco. Voltou a correr pelos prédios. O aperto insistiu, ele parou novamente. De súbito, a imagem de Marinette chorando veio a sua mente, o sentimento cresceu, tirando qualquer tipo de foco que ele poderia ter.

- Pare de loucura, Adrien. É claro que Marinette está bem, é bobagem você se preocupar tanto com ela...- Tentava convencer a si mesmo que aquilo não era nada- Pare de pensar tanto nela- Estragou forte as palmas das mãos nos olhos.

"Me solta"

Ouviu uma voz familiar implorar, era uma frase tão baixa que poderia facilmente se desfazer com o vento. Tão baixa, tão real, tão doce. Ele a conhecia. Marinette, uma luz acendeu em sua mente junto com a preocupação. O gato foi em direção a voz mais veloz do que o normal, caminho contrário da Torre, ignorando totalmente o que deveria estar fazendo.

[•••]

Em pouco tempo estava num bairro não muito bonito, não tinha uma aparência segura. A péssima iluminação não atrapalhava o gatuno, o pedido de ajuda ficou mais alto. E la estava ela, se debatendo contra um completo babaca. Sentiu o sangue ferver em suas veias, desceu do telhado pousando atrás do cara.

Marinette estava cansada, já havia desistido, sentiu as costas baterem contra a parede, o homem a olhava com desejo, desgraçado. Um vulto preto parou atrás dele, o puxando para trás.

- Ei, não tem noção do perigo, cara?- Perguntou se afastando de Marinette, que se sentiu aliviada por seu corpo não estar mais em contato com o dele- Sou o dono dessas áreas, quem você pensa que é?- Perguntava para a direção de onde tinham o puxado, estava muito escuro, não dava para ver quase nada- Responde!- Gritou sem paciência, não afrouxando o aperto no pulso da garota.

- Ninguém nunca te disse que sempre devemos respeitar uma dama?- Uma voz ecoou das sombras. Marinette se arrepiou com aquele tom de voz que ela sabia que conhecia. Um par de olhos verdes intensos foram iluminados quando a pessoa se aproximou- Deixa ela em paz.

- Você tá brincando com a minha cara? Aparece na luz, idiota!

- Assim está melhor?- O gato saiu das sombras, sendo exposto por completo. A mestiça se arrepiou com a visão a sua frente. O Vigilante.

- V-você...- A garota sentiu seu pulso afrouxar- O gato...

- Deveria me sentir honrado por me reconhecer?- Esboçou um sorriso sarcástico- Você é seus colegas... Sempre o mesmo tipinho. Mas vamos terminar logo com isso, a nova precisa ir para casa- Piscou para Marinette, que sentiu seu coração falhar.

O homem avançou contra o loiro, o mesmo apenas desviou com facilidade.

- Seu...- Foi em sua direção novamente, mas dessa vez, o jovem tirou seu bastão e bateu em sua cabeça. O cara caiu nos pés da azulada.

- Não precisava terminar assim, mas vocês nunca me escutam...- Dizia com um pêsame falso na voz- E quanto a você...- Se virou para Marinette e se aproximou- Não deve andar sozinha a essa hora, pode ser perigoso para uma moça tão bonita- Percebendo o que disse, corou.

- T-tem raz-zão- se esforçou para não gaguejar devido a proximidade do loiro- Obrigada- Por fim disse, sentindo a respiração dele em sua testa.

- Mais cuidado na próxima, princesa- Colocou a mão sobre a bochecha corada dela, ela se contraiu, mas não recuou. Uma vontade insana de beijar Marinette invadiu Adrien, não, era loucura, estavam próximos demais- Quer que eu te acompanhe?- Sussurrou com a voz rouca, tendo os seus sentidos embriagados com o perfume da garota, cereja, tão doce.

- N-não precisa- A jovem queria se afastar, mas não conseguia, não deveria confiar nele, era um criminoso, mesmo a tendo ajudado, mesmo que seu coração dissesse para confiar ela não podia- Já estou perto.

Ele sentiu a desconfiança e se afastou, acabando com o contato, mesmo querendo continuar tocando em Marinette. Decepcionado colocou uma grade distância entre os dois, fazendo com que ela sentisse falta do calor do corpo do gato tão perto do seu.

- Já que está segura, eu vou indo...- Se preparou para ir quando uma mão delicada segurou seu pulso. Ele a olhou sem entender.

- Eu....- Respirou fundo, escolhendo as palavras certas- Eu só queria que você soubesse que eu confio em você, e sei que você não é nenhum criminoso, nem um vigilante, ou...

- Eu sou o Chat Noir- A interrompeu olhando no fundo de seus olhos- Sempre ao seu dispor- Piscou beijando a mão de Marinette, logo depois, sumindo na escuridão. 



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