História Mirror - Capítulo 16


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Categorias Steven Universe
Personagens Blue Diamond, Garnet, Jasper, Lápis Lazuli, Malaquita, Opal, Peridot, Pérola, Pink Diamond, Rose Quartzo, Rubi, Safira, Steven Quartzo Universo, Stevonnie, White Diamond, Yellow diamond
Tags 1001 Noites, Arabia, Egito, Jaspis, Lapidot, lápis, Peridot, Perola
Visualizações 39
Palavras 1.359
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, LGBT, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero se verdade que não me odeiem pelo fim desse capítulo. Acreditem, as coisas iram melhorar. Como as ondas, tudo é feito de altos e baixos. Esse é um dos baixos.
E por favor, escutem essa música. É o temo do capítulo.

Capítulo 16 - This is gospel


Fanfic / Fanfiction Mirror - Capítulo 16 - This is gospel

Não há conversas durante o caminho. Creio que não cabe, de certa forma.

Há somente silêncio e tensão. Medo, sendo precisa. Olho para a paisagem centenas de vezes, inspiro e olho novamente.

Meu corpo quer gritar, correr para longe. Sinto-me inquieta, como uma corrente elétrica em meu sangue, eu estremeço, sem fôlego. Porém, permaneço no mesmo lugar.

Lápis me oferece água e eu nego. Uma mínima gota faria-me vomitar.

Percorremos quilômetros, embora sinto que tenham se passado anos.

Dado momento, eu apago.

Lápis me acorda quando chegamos.

É minha deixa para sair em disparada rumo a casa. Abro o portão central com toda minha força, correndo para dentro. Creio ter passado por três, quatro pessoas durante o percurso. Não as enxerguei, não faço a mínima ideia de quem são.

Corro até ser parada por Garnet. Ela me envolve em um abraço. Há conforto.

– Chegou bem a tempo. – Ela diz. – Rose está a nossa espera.

– Ainda está...? – quero dizer viva ou grávida, qualquer um que sirva. Não consigo pronunciar a palavra.

– Sim. Ela ainda está viva. Mas Peridot, devemos nos preparar para o pior.

Assinto. E então, bato na porta do quarto.

Rose está pálida, suando na cama, mal mantendo seus olhos abertos.

Sr. Gregory a faz companhia, segurando sua mão.

– Peri, que bom estar aqui – ele sauda.

Rose arregala os olhos, gritando. Dou três passos para trás, assustada.

– Mais uma contração. Querida, aguente, uma parteira está a caminho. – Sr. Gregory diz.

– Rose. – Eu chamo. Ela faz um esforço tremendo para me olhar. – Eu cheguei.

– Minha menina, você está aqui – mal tenho tempo para lidar com sua voz falhada e rouca.

Ando em sua direção, me sentando ao seu lado. Beijo sua testa e seguro firme sua mão esquerda.

– Lhes darei um tempo.

Dito isso, Sr. Gregory deixa a sala.

– Estou partindo.

– Não, Rose. Sua criança está para chegar. Ela precisa de você. – digo firme, desmoronando por dentro.

– Ela terá a vocês, estará bem. Não posso dizer o mesmo a meu respeito.

Lágrimas involuntárias caem por sua face já molhada de suor.

Eu permaneço segurando sua mão.

– Não estou pronta para te deixar. És tudo que tenho.

– Não é verdade, Peridot. Tem todas as mulheres dessa casa. São sua família. E tem Lápis Lazuli, ela é esperta, faz bem para você, consigo ver isso, ela é a garota certa para você, não a perca.

– Eu não posso – digo miseravelmente falhando. – Ela é mágica, Rose, um gênio. Ela não pode ficar comigo.

– Eu sei, sempre soube.

– Como?

Outra contração. Ela grita, apertando minha mão, suas unhas me arranhando.

– Existem tantas coisas que não sabe sobre mim. Essa é uma delas, então acredite, eu estou indo, não deixe que esse fato a separe.

– Lápis não importa agora. Eu quero você viva. Ainda não acabou, nada acabou.

– Eu sou grata por ter lhe conhecido, Peridot Levesque. Foi como uma filha para mim e uma honra ter lhe observado crescer e se tornar a mulher forte, independente e brilhante que és. Eu diria linda também, mas você não gosta de ser chamada assim.

– E você me salvou. Eu estava perdida, você me mostrou o mundo, essa casa, quem eu sou. Eu amo você, Rose.

– Eu também amo você, com toda a vida existente nesse planeta. E por me amar, vai me deixar ir.

Outra contração, mais prolongada, mais forte. Grito por ajuda.

Lágrimas inundam minha face enquanto Gregory e outra mulher, a parteira, entram as pressas na sala. Sou puxada para fora por Ruby.

– Não! Me deixe ficar com ela! – me debato. Ruby ainda me segura e eu choro ainda mais em seus braços.

Por uma hora e quarenta minutos exatos, somos todas recebidas por gritos vindos do quarto de Rose. Até que cessam.

Levanto de onde estava, com meu coração acelerado.

A parteira é a primeira a sair, carregando um bebê em seus braços.

Na hora, não pude ser capaz de perceber, mas pensando melhor, Garnet foi a primeira a entender. Pois ela havia pegado o menino em seus braços, o ninando, sentando-se ao fundo do salão, eu não havia percebido, mas ela parecia chorar.

Em seguida, a primeira a se movimentar foi Ametista, escancarando a porta ao entrar. Ela sai em menos de dois segundos, o rosto vermelho ficando evidente. Não a vejo mais.

É minha vez de sair da paralisia. Dois passos em frente, três, quatro e continuando, até chegar no quarto.

Meus sapatos se sujam com o sangue no chão. Um golpe de coragem me invade e eu olho para frente.

Gregory chora sobre o corpo velado de sua mulher, seu rosto, por sinal, se encontra sereno, quase em paz. Quero acreditar que em paz.

– não... não, não, não

Rose faleceu. Rose, minha querida e amada Rose, faleceu.

Eu grito. Sinto alguém me abraçar e essa é a deixa para gritar que me deixem em paz. Saio da sala. E só então lembro de Lápis. Meus dois desejos. Rose ainda pode viver.

Encontro Lápis em nosso quarto.

– Sinto muito. – Ela diz. Embora eu saiba que ela não sinta tanto, seu rosto impassível demonstra que ao longo de os milênios de sua existência, essa não foi a primeira morte que ela presenciou.

– Não preciso disso. Tenho um desejo.

Ela se levanta, arqueando a sobrancelha.

– Pois diga.

– Quero Rose viva novamente. Eu desejo que Rose viva.

Olho-a quase implorando.

– Não.

– É meu segundo desejo, Lápis.

– Sinto muito, minha resposta ainda é não.

– Como? – uma parte de mim se despedaça. – Como não? Você é meu gênio, realize meu desejo.

– Sinto muito que seu desejo descumpra uma de minhas regras. Portanto, minha resposta é não. Não irei ressuscitar Rose.

– Regras? – incrédula, a fuzilo com meu olhar. – Dane-se suas estúpidas regras. Você é um ser quase divino, foda-se suas regras. Apenas o faça.

– Isso não cabe a mim. Quando me conheceu, eu deixei explícito o que não posso fazer.

– Por mero capricho. – Rebato.

– Peridot, eu disse não.

– Mas eu desejo! Faça com que ela viva e faça agora! É MEU DESEJO QUE A RESSUSCITE!

– Não grite. Quer que toda a casa saiba do seu segredo, por acaso?

– Foda-se. Apenas FAÇA.l

– Desculpe. – Lápis recua, seus olhos ainda impassíveis. É como se ela não tivesse emoções. Isso me enfurece ainda mais.

– Eu não quero suas desculpas. Você deveria fazer meus desejos, não é para isso que é feita?

Ela arqueia a sobrancelha, sua cabeça levemente pendendo para a direita.

– Eu sabia – ela ri, contrariada. – Sabia que não era diferente de meus outros mestres, pois como para todos, eu sou apenas um objeto a ser usado.

Ela não e nunca foi um objeto a ser usado. Queria poder negar, entretanto a raiva me consumia.

– QUE SEJA!!! – eu grito furiosa. – Se não vai fazer minha vontade, suma!!

– É seu desejo? Que eu suma?

Sem expressões, novamente. Ela nem parece humana – talvez, porque não o seja mais.

Eu paro, pensando.

– Não. Meu desejo é outro.

Meu rosto se contrai, é errado. Entretanto, tomada pela dor e fúria, eu não ligo.

– E qual seria?

E eu sei que no segundo que pronunciar minha sentença irei amargamente me arrepender. Sei que irei perde-la e que ela passará a me odiar. Que seja, será melhor assim, depois de Rose, não me sinto capaz de amar novamente. Amor dói. Amar Lápis dói e dessa forma, deve doer menos.

– Eu desejo que você sinta dor. Sinta o luto. – A frieza me consome. – Creio que sua imortalidade a fez esquecer as emoções humanas. Somente dessa forma para negar meu desejo por vida, eu suponho. Portanto, eu desejo que você sinta a morte e a dor que eu sinto. Que sinta tudo na intensidade que um ser humano sente, pelo período em que essa casa desfalece em luto. Como humana, eu desejo que você sinta.

– Assim será feito, mestre. Conforme deseja.

Ela não demonstra ter sido afetada. De maneira metódica, ela aceitou. Engolindo qualquer discordância que viesse a surgir.

– Agora saia. – Pronuncio. – Eu preciso lidar com meu luto sozinha.

É minha última frase antes de assistir Lápis sumir em volta de fumaça azul.

Vejo em seus olhos, nos últimos segundos antes de a névoa a levar, o abismo se esclarecer. Eu sinto sua dor também.


Notas Finais


Comentem o que estão achando, suas teorias e opiniões.
Até a próxima.

https://music.youtube.com/watch?v=JPWyES2nTAA&feature=share


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