História Misbehave - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, V
Tags Abuso Anterior, Bangtan Boys, Daddy Kink, Daddy Taehyung, Little Jimin, Little Space, Misbehave, Namjin, Non-con, Vmin
Visualizações 181
Palavras 1.414
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu não mereço metade do amor que vcs me dão, e não tenho nem a cara de pau pra pedir desculpas pelo sumiço.
É muito difícil escrever algo começado há muito tempo pq nossa visão de mundo muda e com isso a escrita tbm, mas eu espero que vcs ainda se divirtam lendo isso, assim como eu me divirto colocando minha mente doentia em palavras.
<3

Capítulo 15 - And I'm hearing what you say, but I just can't make a sound.


A primeira reação dos rapazes ao ver Jimin chegar amparado pelo segurança terminaram de quebrar as barreiras do controle que o pequeno tentava manter para não desabar de vez. O primeiro a encontrar o cantor foi Jeongguk, que acabava de ter voltado do seu treino, e sentir o hyung se escondendo em seus braços sem sequer se preocupar com o fato do maknae estar todo suado acionou um alerta na cabeça do mais novo.

 

“Jiminie-hyung?” O rapaz não recusou aquele contato, dispensando o segurança e trazendo o menor sob sua proteção até a sala com a intenção de o libertar, mas o mais velho simplesmente se desesperou com isso ao ver os amigos parados ali, o encarando de volta com olhares confusos e preocupados, Taehyung e Hoseok já andando em sua direção fazendo perguntas.

 

“Não… não…” A voz fraca fez Jeongguk por instinto virar o corpo, protegendo o menor com seu tamanho e recuar pedindo calma aos hyungs. “Gukie…”

 

“Shh… hyung, tá tudo bem…” Murmurou, um olhar significativo no rosto avisando que os outros deviam se acalmar. “Vem, eu vou te levar pro quarto.” Avisou, e só nesse momento o outro se moveu, aceitando ser guiado até o corredor, os amigos ainda mais desesperados se perguntando o motivo daquilo. “Jimin?” Depois do choque de ter encontrado o menor daquela forma foi que o maknae começou a notar detalhes que antes haviam passado despercebidos. Fez o mais velho sentar na cama e tirou a franja dos olhos deste, avaliando os sinais no rosto do amigo em busca de respostas, embora este só soubesse chorar e pedir perdão. O coração do maknae parecia diminuir a cada segundo presenciando aquilo, sentindo falta do seu hyung como este era antes de tudo aquilo: confiante, provocador, sempre bancando o irmão mais velho para Jeongguk.

 

O mais novo nunca soube cuidar de alguém, mas por Jimin este se esforçou para aprender, só abandonando aquele quarto quando o rapaz estava confortável sob os cobertores, de banho tomado e cochilando depois de tanta dor e lágrimas. Decidiu que seria seguro ir pedir a Seokjin que preparasse algo para o amigo comer quando acordasse, mas deixar o quarto foi seu maior erro, e soube imediatamente disso ao ver Taehyung entrar lá, sob objeções que este não quis ouvir.

 

“Jimin… bebê?” Perguntou, não se refreando no desejo de acordar o namorado, de saber se estava tudo bem, mas antes que este pudesse sequer se explicar (quase se arrependeu ao ver os olhinhos inchados de sono se abrindo confusos) viu marcas no pescoço do menor que o fizeram parar imediatamente. “Jimin?”

 

Taehyung sabia que não precisava perguntar o que eram aquelas marcas.

 

Os roxos e vermelhos que contrastavam tão fortemente contra a pele clarinha haviam sido feitos por alguém, e por mais apaixonado e bonzinho que Taehyung pudesse ser ao lidar com a fragilidade do namorado, nada impedia seu coração de subir pela boca e seu sangue de ferver diante daquilo. Ainda se segurando em um fio de esperança (embora ambas perguntas possíveis tivessem respostas devastadoras), puxou o corpo quente para perto do seu, o abraçando com cuidado ao senti-lo tenso sob si, e deixou o questionamento escapar naturalmente, a voz grave tentando passar uma confiança que seu dono já não possuía.

 

“Te tocaram a força?” Sentiu o fôlego do menino ser cortado por instantes, e seu peito antecipou o movimento negativo que este fez com a cabeça onde esta repousava em seu peito. Sentiu as mãos pequenas o apertarem com desespero, e antes que pudesse evitar já devolvia o abraço cheio de medo. Devolvia apenas porque sabia que seria o último.

 

Algo em si rugiu de raiva consigo mesmo. Se sentia mal por querer que a resposta fosse diferente. Jamais desejaria que aquilo fosse fruto de um abuso, mas a outra possibilidade, a de traição, fazia seus olhos arderem e mãos tremerem descontroladas, a garganta apertada para não deixar passar o choro.

 

“Daddy…” A voz embargada pelo começo de mais choro acompanhou o movimento dos braços pedintes quando Taehyung se levantou, o coração em pedaços ao ver pequeno implorar com os olhos por outro abraço. Sentia-se um monstro por deixar o garoto sentir-se perdido, por abandoná-lo quando este sequer devia estar sabendo lidar com a situação, mas pela primeira vez se permitiria aquele tipo de egoísmo. Não conseguia ser altruísta o suficiente para seguir ali, não conseguia aceitar que outras mãos haviam tocado aquele que Taehyung vinha tratando com tanto cuidado e respeito.

 

“Foi o Taemin?” Se Jimin não estivesse em seu little space teria se tocado de que não precisava de muito para chegar àquela conclusão, uma vez que passara a tarde com o rapaz e que Taehyung não era burro, mas os olhos arregalados em medo e o jeito arredio com que se cobriu até o pescoço eram indicativos de que simplesmente não sabia como do nada seu daddy havia descoberto aquilo. “Responde, Jimin.” Ordenou, e o rapaz se encolheu ainda mais, fugindo do confronto inevitável. Taehyung sabia que deveria sair dali, sabia que deveria esperar Jimin voltar ao seu estado normal, mas a dor era forte demais para ignorar, a necessidade de uma confirmação quase um desejo doentio. “Me responde!” Ele havia erguido apenas um pouco sua voz, mas para o outro, sempre acostumado com o jeito manso e doce do dongsaeng, aquilo feriu mais do que um tapa.

 

“Por favor…” Jimin estava apavorado e isso era óbvio, e talvez por isso Taehyung não houvesse previsto seu próximo movimento, se surpreendendo ao ter os braços do menor enrolados em seu pescoço em questão de segundos, o peso do namorado quase o fazendo cair com a força que colocara para ter Taehyung mais perto. Os pés se erguiam em suas pontas, deixando-o alcançá-lo no rosto e depositar um pequenino beijo em seu queixo, mas Taehyung não suportou nenhum segundo daquilo, empurrando Jimin com força de volta para a cama e praticamente montando sobre este, os olhos vermelhos por segurar seus próprios sentimentos e a mente tão bagunçada quanto a do mais velho.

 

“Você quis...você pediu a ele?” Taehyung estava sobre as pernas do outro, em uma posição que mantinha o pequeno preso à cama, imobilizado por mãos em seus pulsos. Jimin desesperou-se imediatamente, tentando se debater e deixando o maior ainda mais irritado. “Você começou isso?” Perguntou outra vez, a raiva levando o melhor de si e o deixando assustador. Jimin nunca gostou de ver Tae bravo nem de brincadeira, ele simplesmente se transformava nesses raros momentos, e pela primeira vez o baixinho sentiu medo. Aquele sobre si era seu melhor amigo, seu namorado, e ainda assim só enxergava fúria e mágoa nos olhos bonitos. Quis chorar ainda mais. “Se eu soubesse que você ia fazer isso… se eu…” As palavras morriam na garganta, embaralhadas e confusas. “Se eu soubesse eu mesmo teria feito.” Disse, possessivo, louco de ciúmes. “Eu estava tentando ser bom pra você…” E Jimin queria dizer que Taehyung era bom, que ele era o melhor daddy do mundo, mas naquele momento enxergava pela primeira vez algo que não gostava no rapaz, algo feio e perturbador no modo como esse cercou ainda mais o pequeno corpo e se impulsionou pra baixo, como se sua intenção não fosse apenas mante-lo quieto.


“Taetae... “ A voz fraca era mais um pedido para que o maior parasse, uma súplica para que entendesse que Jimin mal podia se defender (mesmo que seu erro fosse imperdoável), mas todo o sofrimento que este havia causado, muitas vezes de forma não-intencional, ao mais novo, agora estava acumulado e pronto para vir à tona em palavras cruéis. E o pior é que isso doía em ambos. “Daddy…”

 

“CHEGA!” Taehyung, seu doce Taehyung estava gritando o suficiente para que os amigos na sala decidissem intervir, e antes que Jimin pudesse outra vez pedir por calma e perdão, Jeongguk já segurava Taehyung pela cintura, o tirando de cima do menor e o arrastando para fora sob protestos e gritos do rapaz. Jimin chorava a cada grito acusando-o de usar aquela história de little space para manipular as pessoas, e quando Tae foi afastado até outro quarto e o silêncio daquele voltou a prevalecer, o garoto mal conseguia encarar seus hyungs, pedindo para ficar sozinho outra vez, o ar pesado com palavras não ditas e olhares cheios de pena o agoniando. Não aguentava mais ser uma decepção para seus amigos, para o seu namorado, tampouco para si mesmo. Ele tinha que acabar com aquilo.

 

E sabia exatamente como o faria.

 


Notas Finais




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