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História MISOPHOBIC,sakusa kiyoomi - Capítulo 23


Escrita por: xjubxz

Capítulo 23 - Twenty Three


Acordava e sem enrolação já se levantou,Sakusa ainda dormia,por isso,evitou fazer muito barulho.Foi para o banho,era rápido e quente.Colocou alguma roupa de Sakusa,o guarda roupa do menino já era seu praticamente.

Era sábado,não teria muito o que fazer.Saía do banheiro e via Sakusa despertando.

–Bom dia!Falava juntando algumas coisas que tinham deixado espalhadas pelo quarto.

–Bom dia.Sakusa falava sem a menor vontade,ficou deitado observando o que quer que você fazia.

–Tá afim de fazer mais um item da sua lista?Não temos o que fazer hoje.Perguntava sujestiva.

–Pode ser,vou me trocar.Falava lentamente levantando e te dando um beijo na testa  indo em direção ao banheiro.

Já deitada na cama,mexia no celular,estava no aguardo de Sakusa.

–Qual a próxima coisa que tem na lista?Sakusa perguntava esfregando uma toalha nos cabelos e outra amarrada na cintura,indo em direção ao closet.

–Já vejo,espera aí.Na sua bolsa sempre carregava a lista,era mais fácil já que sempre decidiam em cima da hora que iriam cumprir os itens.-Soltou uma gargalhada antes de ler a frase.

–Qual a graça?Sakusa perguntava saindo do comôdo de roupas já pronto.

–Usar um banheiro público,sem máscaras e sem luvas.Ai meu bem,eu achei engraçado.Imagino a cara que você vai fazer só de se aproximar.Soltava mais algumas risadas e Sakusa apenas te encarava sério,sem nenhuma expressão.

–Haha,engraçado.Vamos logo,façamos isso rápido.Sakusa pegava carteira e chave do carro para saírem,o seguia ainda achando graça.

Desceram as escadas e encontraram os meninos,todos no sofá assistindo alguma coisa na Tv.

–Aonde vão?Aran perguntava sendo o primeiro a notar vocês ali.Logo os outros olhavam para ambos curiosos.

–Consulta.Atsumu e Osamu já entendiam de primeira e davam de ombros,mas os outros três ficariam confusos.Os gemêos que expliquem,estavamos com pressa.

Saiam pela porta grande e vermelha,passavam por algums seguranças,que os cumprimentou com um balançar de cabeça,retribuiu.

Entraram no carro e decidiram para o centro da cidade,óbvio que Sakusa escolhera em que lugar iriam.

Conversavam sem muito ânimo,ainda era manhã e nenhum tinha tanta energia nessa parte do dia.Apenas ouviam alguma música legítima que passava no rádio de vez em quando.

A rua já enchia,pessoas indo trabalhar,pessoas saindo do trabalho.Era sempre assim naquele horário da manhã.

O centro já estava cheio,era isso que queriam evitar.Aglomerações.

Sakusa hesitou em entrar naquela onda de pessoas,ficaria algum tempo do lado de fora observando todos que passavam por ali,provavelmente arrumando coragem.

Depois de cerca de 10 minutos parados,Sakusa tomou pose.

–Ok,vamos lá.Sakusa disse,suas mãos trêmulas e suadas agarravam na sua.A probabilidade de se perderem ali dentro eram vultosas.

Andaram desviando das pessoas,Sakusa evitava o contato físico ao máximo,por mais que parecesse impossível.Sentia a mão do moreno apertar a sua de vez em quando,achava que se demorassem muito tempo para sair dalí o menino entraria em colapso.

Logo chegaram onde o menino queria,um lugar mais afastado,onde o fluxo de pessoas já diminuía,Sakusa se esgueirou no seu ombro,estava com falta de respiração.Entraria em colapso se o menino entrasse em colapso bem ali.

Tentando acalmar o menino com alguns exercicíos para ansiedade ele retomou a respiração normal,já estava mais sereno.

–Em qual estabelecimento disse que queria ir?Perguntava passando as mãos nas costas do menino em movimentos circulares.

–Aquele.Apontou para uma lojinha pequena,mas que parecia feérica,suas mãos ainda tremiam,mas não suavam.Era sinal de melhora.

–Ok,então vamos lá.Pegou na mão do menino esperando sinal para começarem a andar.Não demorou muito para chegarem e já adentrarem o local.

A loja era pequena e aconchegante,com certeza era uma loja cara,mas não ligava para isso no momento.Uma senhora veio na direção de ambos com um sorriso estampado no rosto.

–Kiyoomi!Como vai querido?Não te vejo a algum tempo.Quem é essa donzela bonita?A senhora perguntava agora se desfazendo do abraço que dera no moreno e se virando em sua direção,estendia os braços para um abraço também.Aceitou de bom grado.

–Essa é S/n,S/n essa é Shiori,ela era minha babá,quando criança.Arqueou as sobrancelhas surpresa,não sabia tanto da infância do menino.

–Prazer em conhece-la querida.A senhora estendia a mão,retribuiu.

–O prazer é meu.Falava sorrindo sincera.

–Então o que os trazem aqui?Falava indo para um balcão se sentando,provavelmente a saúde daquela senhora já não era das melhores.

–Estou fazendo tratamento para a minha misofobia.Sakusa falava baixo,mas alto o suficiente para a senhora ouvir.A mulher ficou um tempo sem falar muita coisa,mas logo abria um sorriso contente e os olhos marejavam.A senhora acompanhava o menino desde o início de sua fobia,sabia que era difícil para o moreno,estava tão contente de finalmente ele ter ajuda.

–Ô meu filho,estou tão feliz.Falou limpando o rosto antecipadamente,sem deixar nenhuma lágrima escapar.–Mas por que estão aqui?Não sei bem como posso te ajudar.Perfuntava em tom de confusão.

–Posso usar seu banheiro?É minha lição de hoje.Sakusa falava já removendo sua máscara e luvas.A senhora já entendia o recado e apenas acenou com a cabeça,um sorriso singelo abria em seus lábios.

–Tem certeza?Se não conseguir não tem problema.Agora você perguntava segurando as mãos desnudas do menino,o que assustou um pouco a idosa.

–Tenho.Eu sei.O menino sem muita cerimônia foi em direção ao banheiro na qual já sabia o caminho.

–Vocês são muito próximos diria.A senhora iniciava uma conversa curiosa.

–Podemos dizer que sim.Sou a pessoa que está ajudando ele no tratamento

Falava se aproximando ainda mais do balcão.

–Obrigada por ajudar ele.Sakusa sempre foi uma criança solitária,de poucos amigos na verdade.Desenvolveu a fobia ainda quando pequeno.Apenas isso foi motivo de chacota por parte de colegas.

A idosa falava em um tom tão calmo,mas no fundo preocupada e aliviada.Contava histórias de quando Sakusa era pequeno,os pais do menino não eram muito presentes quando criança,e depois sumiram sem deixar vestígios.

Por tal motivo Shiori foi contratada para cuidar do moreno,no começo manter uma relação era difícil,mas depois o menino começou a se abrir.Isso fez uma amizade incrível florescer,Shiori era como uma avó para Sakusa,talvez uma mãe.

Sakusa passara muitos minutos no banheiro,não tinha coragem de se aproximar do vaso,quase não conseguiu entrar no comôdo.Olhava para o miquitório enojado,criou coragem e se aproximou mais.Não tinha noção do tempo em que estava ali,os itens da sua lista começariam a piorar cade vez mais daqui pra frente,se não conseguisse fazer aquele,não consiguiria fazer os outros.

Ainda conversando com Shiori,percebeu que a senhora falava muito,pricipalmente quando se tratava de Sakusa,considerava o menino como um filho.Animada contava cada detalhe que sabia de Sakusa.Ria de algumas situações que contara,era divertido saber mais sobre o menino,mesmo que ele lhe contasse muitas coisa ainda era deveras reservado.

Alguns minutos se passavam e Sakusa voltava,quase que num infarto,ambas o olharam preocupadas,cortando qualquer vetigíos de riso que ali havia.

–Sakusa ta tudo bem?Está passando mal?Quer água?Já estava desesperada,o menino respirava pesado,procurando por apoio.

–Eu consegui,eu consegui.Falava sorrindo em meio a pausas lentas.

–Parábens meu bem,mas agora beba um pouco de água.O menino entraria em decadência aos seus olhos.

Shiori trazia um copo de água.–Beba meu filho e respire mais devagar.O menino pegava o copo de água e bebia em goles pequenos,sempre em pausas.

Ficaram em silêncio obseravando o menino,ele já parecia se acalmar,já parecia estar apaziguado.

–Já estou melhor.Podemos ir agora.Falava calmo,mas ainda com um pouco de adrenalina no tom.

–Tem certeza?-Sakusa apenas assentiu e se levantou indo em direção a Shiori.

–Obrigado,prometo que vou vir mais frequentemente.Estava muito ocupado.Um abraço apertado envolvia a senhora.

–Não se preocupe meu filho,desde que esteja bem.Cuidado e aquela menina é uma graça,gostei dela.Traga-a denovo da próxima vez.Olhavam para você discretamente que via alguma coisa no celular distraída.

Sakusa soltava uma risada fraca.–Pode deixar.Vou indo agora.Tchau,se cuide a senhora também.Falou se distanciando.

–Podemos ir.Se aproximava te tirando de seus desvaneios.

–Ok.Tchau dona Shiora.Acenou para a senhora que permanecia no balcão,retribuida.

Saíram da lojinha feérica e continuaram andando,o fluxo já diminuía,ficara mais fácil se locomover ali.

A hora do almoço estava perto,decidiram almoçar em algum restaurante por ali.

–Fico feliz que tenha conseguido.Falava prestando atenção por onde andava.

–Foi difícil.Sakusa falava olhando para o desconhecido.

–Imagino.

O assunto encerrou ali,sempre tinham essas pausa.Era entendível,Sakusa talvez ainda estivesse em estado de choque,mas conseguira fazer o que lhe propuseram,isso que lhe importava.Com certeza algumas semanas atrás nem pensava que isso aconteceria.Não sabia de onde teria tirado aquela coragem.

Escolheram um restaurante e comeram em silêncio,apenas aproveitando a música clássica que ali tocava.

–Completou a quatro e a cinco hoje.Falou tão de repente que assustou Sakusa.

–O que?Sakusa perguntava parando de comer e te encarando confuso.

–A quatro era do banheiro e a cinco a de andar em uma multidão...Parabéns.Falava com um sorriso no rosto sem olhar para Sakusa.Ambos suspiravam,talvez por alívio.

O menino apenas sorriu e voltou a comer,assim como você.

Pagaram a conta e foram embora, a manhã havia sido exaustiva para ambos,por mais que não parecesse.

Praticamente afundou no banco do carro ao entrar,apoiou o pé no airbag e se acomodou mais.

Sakusa afundou também,soltou um suspiro dolorido,seus ombros estavam travados de dor à alguns meses já.

Chegavam em casa cansados,apenas cumprimentavam os meninos que ainda estavam na sala e subiam para o quarto.

Jogando a bolsa em algum lugar,Sakusa te abraçava por trás,apoiando a cabeça no seu ombro,se assustou com o ato,mas logo deu um pequeno afago nos cabelos do menino.

–Obrigado.Ele dizia com a voz abafada.

–Pelo que meu bem?Perguntava apoiando a mão nas do menino que estavam rodiadas em sua cintura.

–Por me ajudar.Falava levantando a cabeça e te fazendo ficar se frente para ele.Deram um beijo lento e quente,não tinha desespero.Apenas prazer.

Isso até Sakusa te empurrar na cama,a fazendo o encarar confusa.

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Hehe,aguardem o próximo cap fml.

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