História Miss Death - Capítulo 10


Escrita por: ~, ~greatelly, ~cpf e ~moongirly_

Postado
Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Visualizações 115
Palavras 2.012
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, esperamos que gostem e boa leitura! <3

Capítulo 10 - Uma suposta homicida.


Fanfic / Fanfiction Miss Death - Capítulo 10 - Uma suposta homicida.

Shawn Mendes narrando

 

Vejo Alyssa ir embora de táxi com a senhora que deu o depoimento junto com ela. Depois de tudo o que ela disse, sinto-me um lixo por tê-la tratado daquele jeito. Tudo bem, foi um erro o que quase fizemos, mas talvez eu não me arrependa. Não exatamente. Meu relacionamento com Alyssa afetaria tudo. Se alguém descobrisse, eu estaria encrencado. Por um lado, Alyssa é extremamente bonita, e sabe o que faz; por outro, Alyssa é suspeita do assassinato de um dos caras mais bem-sucedido da Rússia. É complicado.

— Shawn. — um dos policiais me chamam. Viro-me para encara-lo. Eu ainda estava encarando por onde Alyssa foi embora. — Estão pedindo para que vá até a cena. — pede. Afirmo com a cabeça e dou uma última olhada para a estrada.

Volto para dentro do hotel, subindo pelo elevador de serviço, que havia acabado de ser liberado. Dentro da caixa de metal, encosto minha cabeça no vidro, e ponho as mãos no bolso da minha calça social. Quando as portas de metal abrem, sigo para o quarto incendiado. Há peritos ali; alguns marcam com placas amarelas cada lugar importante, há uma mulher tirando foto do cadáver com uma câmera profissional, e outros recolhem o sangue no espelho, que paro pra analisar.

MD... — sussurro.

— Parece que estamos lidando com um serial killer. — uma voz atrás de mim, fala. Viro-me, é a mulher que estava tirando fotos. Ela aproxima-se e tira foto do espelho com MD. Afasto-me um pouco. Acho que já a vi em algum lugar. — O que acha que significa MD? — vira-se para mim, e sorri. Seu sorriso é cintilante e quase me faz ter dor nos olhos.

— Não tenho ideia. —  respondo. Tiro minha mão direita do bolso e estico para a mulher a minha frente. — Sou Shawn Mendes. Detetive responsável pelo caso. — ela sorri e segura a câmera com uma das mãos.

— Hilary. — segura minha mão. — Perita Criminal. — Sorrio.

— Mendes, achamos uma coisa. — gritam da varanda. Ignoro rapidamente Hilary e sigo até a varanda, vendo um dos meus policiais segurarem um sobretudo preto feminino em uma das mãos. — MD é uma mulher. — afirma.

— Mande para a análise. — dou suspiro fundo. — Eu quero a ficha completa de Yuri Smirnov, e de todas suas modelos. O mesmo de Andrusha Novik. — peço, e vejo um dos policiais assentirem, sei que ele levará até mim as informações que preciso. Viro-me para a loira que conversava há instante atrás. — Eu vou precisar das fotos dos cadáveres, tanto do Yuri quanto do Andrusha. — Hilary assente.

Vamos pegar essa tal de MD.

×××

Entro na delegacia que está um verdadeiro caos. Sigo para a minha mesa, onde já tem algumas pastas. Sento-me e abro uma delas, e a foto de Yuri ainda vivo e sorrindo é a primeira coisa que vejo, há alguns papéis atrás da foto, com as informações de Yuri, que analisarei com calma. Passo essa para o lado e abro a outro, onde tem a foto de Andrusha, com informações sobre o mesmo. A última pasta é uma que eu não pedi, que no caso é a ficha de Marcel. Pego a de Yuri primeiro para ler:

 

Yuri Minori Smirnov

Nascido em: 23 de janeiro de 1981

Nacionalidade: Tokio, Japão

Profissão: Empresário, promotor.

Acusações: Assédio sexual, danos morais, agressão física

 

Pego a Andrusha:

 

Andrusha Shannon Novik

Nascido em: 30 de abril de 1985

Nacionalidade: Moscou, Rússia

Profissão: Empresário

Acusações: Assédio sexual, agressão física, assassinato dos pais

 

A última, de Marcel:

 

Marcel James

Nascido em: 25 de setembro de 1985

Nacionalidade: Seattle, Estados Unidos

Profissão: Empresário

Acusações: Assédio sexual, danos morais, agressão física, cárcere privado

 

— Oi! — ouço uma voz animada atrás de mim, que me desperta de meus pensamentos. Viro-me para ver, é a loira de mais cedo. Hilana, eu acho.

— Oi, trouxe o que pedi? — pergunto. E ela assente, me entregando uma pasta, com um sorriso enorme no rosto. — Obrigada. — pego a pasta é jogo em cima das outras.

— E aí, alguma ideia? — ela pergunta, sentando-se na cadeira que havia ao lado de minha mesa. Franzo o cenho. — Sabe… Sobre os assassinatos. — completa.

— Ah. Isso. — suspiro. — Tem uma coisa que está me intrigando. — encaro-a e ela faz um gesto para que eu continuasse. — Todos os três assassinados, tem algo em comum. Todos eles são empresários e trabalham com modelos. — ela assente. — Todos eles são acusados de assédio, ou agressão.

— Então... Sobre ser uma mulher quem está matando...

— Alguém que sofreu muito, e está se vingando de cada um deles. — concluo.

×××

Os relatórios sobre o último desfile chegaram na minha mesa as 10 da manhã. Eu estou acordado desde as 4, e se não me engano já estou na terceira xícara de café. Pedi os relatórios de todos que estavam presentes e os empresários das modelos. Não encontraram a modelo de Yuri, e isso me preocupa. Ou ela está assustada demais com a morte dele, ou é culpada.

— Obrigada. — agradeço quando entregam-me os relatórios.

Nomes, mais nomes, muito mais nomes. É como uma lista infinita de nomes de todos aqueles que estavam apreciando o desfile, todavia no meio de todos aqueles apenas alguns chamaram minha atenção, para falar a verdade, um em peculiar. Kennedy McBrennan. Sua ficha criminal é imensa, mas para uma prisão são necessárias provas e ironicamente nunca as acharam. É difícil não acreditar que o dinheiro falou mais alto do que o poder judiciário. Diferente de Marcel, Andrusha e Yuri, o assédio sexual não está entre as acusações, mas agressão física sim e isto de certo modo me desperta. Eles estão interligados de certa forma e pode haver muito mais empresários com algum desses crimes na ficha criminal. Isto me faz abrir os olhos e estabelecer em minha mente que Kennedy ou qualquer outro empresário com a ficha suja na policia pode estar na listinha dessa tal MD, e consequentemente, eles estarão mortos alguma hora. Entretanto, posso remediar e pegar essa homicida no ato.

Velozmente ergo meu corpo do assento na qual estava sentado e pego o relatório revendo a lista de modelos e empresários que estavam na sessão de fotos e de quem aparentemente estava no andar onde o homicídio aconteceu. Alguns dentre eles são extremamente respeitáveis, mas para meu primeiro interrogatório sobre este trucidamento, sei bem a quem recorrer.

×××

Dou três toques na porta de madeira maciça polida e afasto-me após tal ato. Ponho minhas duas mãos nos bolsos do jeans a fim de esquentá-las nessa manhã fria que faz em Moscou, posso ver até a fumaça saindo de minha boca e por um instante distraio-me com isto, nem percebendo que a porta se abriu e Alyssa olha-me com desprazer em me ver outra vez.

— Por que não diz logo que está apaixonado por mim? — ela zomba sarcástica e faço uma carranca não lidando bem com seu mau humor notório.

— Visita de rotina, Alyssa. — sorrio irônico e ela a contragosto abre espaço para que eu possa adentrar sua residência, muito bonita e arrumada por sinal — Sei que é cansativo, mas este é meu trabalho. — pronuncio após virar-me para ela e vê-la fechando a porta e indo até a cozinha, a sigo.

— Então, vamos lá. O que quer saber? — pergunta secando a louça recém lavada provavelmente e a guardado em seu lugar. Sem ser convidado sento-me na banqueta em frente a pia na qual ela está e ponho o relatório em cima da bancada.

— O que me diz da sessão de fotos para... — revejo nas folhas para quem Alyssa e as outras modelos posaram.

— Para a nova coleção da Adidas. — completa minha pronuncia — Muitas câmeras, devo dizer. — sua resposta irônica faz meu maxilar travar de nervosismo — Roupas caras, modelos exuberantes que mereciam estar onde eu estava... Acho que é só isso que posso dizer. — Alyssa vira-se para mim e apóia os cotovelos na bancada.

— Sabe onde quero chegar. — a encaro sério, sem tempo para brincadeiras desnecessárias.

— Posso te expulsar da minha casa da mesma maneira que você me expulsou da sua? — cáustica ela questiona, seus olhos semicerrados causam-me um arrepio instantâneo.

— Campanella. — a recrimino com inquietação. Observo-a revirar os olhos penetrantes e sentar-se ao meu lado direito, tendo toda minha atenção a ela.

— Não vi Smirnov na sessão de fotos e nem fora dela. — diz com exatidão — Sei que ele era empresário de alguma modelo presente na sessão de fotos, pois ele não estaria lá se não tivesse interesse em ver alguém tirar fotos. Não tenho a mínima idéia de quem seja a modelo, todas eram desconhecidas para mim. — suspira — E sobre estar no mesmo andar em que ele foi morto, bom, eu fui conversar com Johanna já que fazia bastante tempo que não nos encontrávamos. Acabamos conversando demais e quando percebi já estava dormindo no sofá. — ela ri, provavelmente se recordando. Anoto tudo o que devo anotar. Excepcionalmente o seu grau de amizade com Johanna.

— Enquanto você estava no corredor, o avistou? — questiono olhando em seus olhos, qualquer deslize pode dizer muito mais que as palavras que saem de sua boca.

— Sim. — diz com firmeza, sem oscilar nem um pouco. Ela é muito boa nisso, ou talvez profissional demais para o meu gosto. — Johanna estava comigo quando fomos para seu andar. Quando as portas do elevador se abriram Yuri estava ali, bem na nossa frente prestes a entrar no elevador. Lembro-me de tê-lo ouvido dizer que iria beber, Johanna nos apresentou e logo após nos chamou para ir com ele, obviamente recusamos, então após isso fomos até o dormitório e só sai quando escutei aquela algazarra toda no corredor.

— Ela pode confirmar isso? Que você ficou a noite inteira dentro do quarto? — Alyssa engole em seco e semicerro os olhos suspeitando de algo — Pode?

— Não tenho certeza. — diz breve e arqueio as sobrancelhas — Ela dormiu em razão da fadiga. Portanto ela pode contar que confirma ou pode dizer que não, ela estava dormindo, não tem certeza como eu não tenho certeza do que ela dirá. — finaliza piscando os olhos com frenesi.

— Agora me diga você, Campanella. Esteve todo o tempo dentro do quarto? — indago sério.

Sem aviso prévio sua mão pousa sobre a minha que está acima do balcão. Analiso sua atitude totalmente estranha a mim e a sinto se aproximar sem descer da banqueta. O espaço que havia entre nós se dissipa a cada nova oscilação da mulher a minha frente, tento me afastar desse tentamento, contudo os hormônios reagem do modo que eu esperava, mas não desejava.

— Alyssa. — murmuro tentando me despertar dessa tentação, todavia parece estar mais forte do que todos os meus sentidos juntos. É como se ela estivesse me hipnotizado e tomado de mim todos meus pensamentos racionais.

Seus lábios raspam nos meus e estremeço. A falta que uma companheira faz em minha vida apenas intensifica a superabundante sensação e a cobiça de querer a prensar entre o balcão e meu corpo e esquecer os milhões de relatórios e interrogatórios que tenho após sair de meu transe.

O barulho de porta se abrindo faz meu corpo pular do assento e minha consciência voltar de súbito. Encaro Alyssa que não parece nem o mínimo arrependida e sobressalto quando noto a presença de uma mulher não muito nova adentrando a cozinha. Ela se parece muito com Alyssa, talvez seja mãe.

— Olá rapaz, está tudo bem aqui Aly? — a mulher cumprimenta-me e logo fita a Alyssa um pouco atrás de mim. Antes que Campanella possa responder a senhora, trato de me despedir.

— Depois voltamos a falar sobre isso. — digo a ruiva e pego o relatório em cima da bancada, logo correndo até a porta e pondo-me no lado de fora da residência.

Estúpido! Sou um completo tolo por deixar a emoção bloquear o meu trabalho que pode sumir de um dia para outro caso Alyssa queira contar tudo o que aconteceu entre nós até agora. Ela tem o domínio de me enfeitiçar nas horas mais inconvenientes e eu deveria vestir um escudo antes de tentar interrogá-la. E isto aos olhos do meu chefe não haverá outra justificativa. Colocar-me na rua será seu primeiro pensamento, se não coisa muito pior, afinal, estou deixando-me seduzir por uma suposta homicida.


Notas Finais


esperamos que tenham gostado, e galerinha não esqueça de comentar, sério, o comentário de vocês nós ajuda demais da conta e nos incentiva a trazer o melhor a vcs, bjks sz


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