1. Spirit Fanfics >
  2. Miss Ladybug >
  3. Capítulo VII

História Miss Ladybug - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


E assim chegamos no último capítulo dessa fanfic que eu amo tanto... S2

Boa leitura

Capítulo 7 - Capítulo VII


Quando Adrien acordou, Marinette não estava mais ali.

Aquilo o incomodou.

Estava acostumado a sempre ser ele quem deixava os recintos, vestindo-se tão rápido como um raio e saindo faceiro, mas naquele momento, havia sido ao contrário. Não havia um tipo de roupa de Marinette por aí, muito menos algum rastro. Se levantou. Havia se vestido junto à ela após o banho na noite anterior.

Esfregou os olhos com as palmas das mãos, soltou um suspiro ranzinza e se levantou. Chegou na sala, e nada. Olhou a cozinha e o resultado fora o mesmo. Ela havia ido, sem mais nem menos, como se a noite anterior não tivesse sido mais do que algo singular e excepcional na vida de ambos.

Por fim, Adrien soltou um suspiro. Era hora de começar um outro dia.

[...]

— Está ranzinza para burro hoje, Adrien. — Nino murmurou, encostando-se na escrivaninha adamascada. — O que aconteceu?

— Nada.

Nino revirou os olhos.

— Quem nada é peixe, Agreste! Desembucha logo, anda.

Adrien respirou fundo e o olhou.

— Marinette e eu transamos, e ela me abandonou hoje de manhã. Fim.

— Abandonou? Mas... não estão de casamento marcado?

— Sim, abandonar foi uma expressão inoportuna. — Ele tombou o rosto para o lado, afinal, se Marinette realmente tivesse o abandonado em tal sentido, ele teria tido um infarte. — Ela me deixou sozinho, como... eu fazia com aquelas mulheres.

— Ainda bem que dizem que o feitiço sempre vira contra o feiticeiro.

— Vá a merda, Lahiffe!

Adrien levantou e bufou, enquanto vestia seu paletó.

— Onde vai?

Adrien deu de ombros.

— Dia de experimentar o terno.

[...]

Algumas poucas semanas haviam se passado. A primavera dava sinais de permanência. Marinette se casaria em dois dias.

— Aí, mãe! — Suspirou, quando a mais velha a espetou sem intenção ao ajeitar o vestido.

— Perdão querida! — Sabine riu. — É que estou nervosa.

A azulada suspirou.

— Não era eu quem deveria estar?

— A mãe sempre fica um pouco mais. — Levantou-se e foi até ela. Segurou o maxilar gordinho da filha e sorriu. — Vou te entregar a alguém que não conheço tão bem como você, não é uma tarefa fácil.

— Sempre estarei aqui com vocês, não é como se estivesse indo embora.

— Mesmo assim, irão morar juntos no casarão perto do Jardim de Tulherias que eu e seu pai compramos. É um pouco longe.

— Não importa, sempre virei aqui.

— Promete que um dia aparecerá aqui com netos na barriga?

Marinette mordiscou o lábio.

— Podemos... falar de outra coisa?

Sabine revirou os olhos.

— Tire o vestido, daqui a alguns minutos iremos para a igreja. Teremos o último ensaio hoje.

— Pode deixar.

Sabine saiu do quarto, deixando-a à vontade. Marinette suspirou, e começou a tirar o vestido. Por fim, ficou apenas com a roupa íntima. Aproximou-se da cama. Sobre ela, estava disposta a lingerie que usaria no dia do casamento: branca, de modo que passasse um ar digno e de pureza, além de meias também brancas. A grinalda era longuíssima e bela, a tiara que a mãe a convenceu a usar, também.

Sorriu.

Cristo, casar! Ela iria casar! Em menos de setenta e duas horas ela entraria de branco em uma igreja e juraria alguma coisa de amor eterno com Adrien! Céus, ela sentia-se nervosa e ansiosa. Tudo poderia dar errado! E se ele desistisse de tudo?!

Ele sempre poderia pegar a estrada com um cavalo e sumir, então, ela seria a mais nova abandonada de Paris.

E ela não queria aquele título, não mesmo.

A azulada sacudiu levemente a cabeça, afastando a todo custo aqueles pensamentos idiotas da cabeça. Seu plano não tinha falhas, daria tudo certo!

“Mas transar com o loiro não estava nos planos e mesmo assim você o fez.” — Falou sua consciência.

— Argh! — Resmungou.

Nada a fazia esquecer da noite que passará ao lado do Agreste, mesmo tendo sido a alguns dias. Ela não queria admitir para si mesma que algo estava saindo de seu controle, mas estava! Adrien Agreste tinha despertado algo dentro dela que só parecia crescer cada vez mais... Entregar-lhe sua virgindade apenas tinha sido mais um incentivo para aquele crescimento.

— Estou pronta. — A azulada falou ao sair do quarto, após colocar um vestido longo e recatado para acompanhar sua mãe até a igreja para o último ensaio.

Sabine sorriu docemente ao ver sua bela — e crescida — filha descendo as escadas. Em breve estaria casada... e, talvez, até mesmo mãe.

— Vamos, minha filha. — Falou entrelaçando os braços com o dela.

Duas das empregadas as acompanhavam, cada uma segurando uma sombrinha para barrar os raios de sol de Paris.

Marinette respirou fundo e começou a caminhar com aquele ar de tranquilidade ao lado da mais velha, por mais que seu interior não estivesse nem um pouco tranquilo...

Ela ainda não tinha descoberto que tipo de ser estava caminhando pelas suas entranhas, provocando aqueles arrepios e ansiedades; mas desconfiava que em breve teria todas as respostas...

[...]

Ao invés de parecerem mais devagar, os dias voaram até o tão grandioso dia do casamento. Foi tudo tão caótico que a mestiça e o loiro mal tiveram tempo ou espaço para conversarem novamente... muito menos trocar beijos e outras carícias.

Adrien estava simplesmente louco com aquela abstinência da Dupain-Cheng, tanto quando ela também se corroía por sentir falta dos toques firmes e arrepiantes do Agreste.

A igreja inteira estava lotada, como se o casamento do século estivesse prestes a acontecer. Dezenas de pessoas da alta classe de Paris, além da burguesia, estava presente. Tudo estava decorado com os mais perfeitos e belos detalhes, completamente impecável.

Todos estavam em suas posições, assim como o padre e o coral, todos aguardando o momento que a noiva adentraria o ressinto.

— Ela está demorando. — O Agreste sussurrou discretamente para Nino, que estava ao seu lado, como um bom padrinho.

— Relaxe, Adrien. — O moreno o aconselhou. — Essa é a tradição, as noivas sempre atrasam.

As palavras de Nino não foram suficientes para acalma-lo, tinha medo que a porta daquela igreja não se abrisse nunca e ele ficasse sem Marinette.

Do lado de fora a mestiça encarava a igreja com insegurança, enquanto um turbilhão inundava sua mente.

Estava montada em sua linda égua, Tikki; o incrível e delicado vestido branco de noiva estava muito bem disposto ao longo do lombo do animal e seus pés eram adornados por glamourosos saltos, que estavam escondidos entre os tecidos e a sela.

Era uma tradução na família Dupain-Cheng que a noiva chegasse à cavalo, como um símbolo de força e graciosidade. No dia do casamento de Kagami, a azulada havia chegado em um imponente garanhão negro. Marinette, porém, havia escolhido sua égua completamente alva e de porte delicado.

As mãos da franco-chinesa estavam firmes na rédeas de couro enquanto encarava a igreja a  sua frente; seu pai provavelmente a estava esperando do outro lado da porta com seu buquê, pronto para conduzi-la até o altar.

Poderia fugir... bastava dar meia volta e Tikki a levaria para onde ela quisesse, bem longe do loiro e de todos os sentimentos que ele havia despertado nela. Ou poderia apenas descer e adentrar a igreja, com seus cabelos azuis (agora) ondulados e soltos, envolvidos pela grinalda enquanto suas mãos carregavam um estonteante buquê de rosas vermelhas.

Sentiu-se tonta por ter as duas opções em sua mão. Sabia que uma delas a tornaria a ovelha negra da família e transformaria seus pais no escárnio da sociedade. Abandonar um nobre no altar era como ofender a todos e ela sabia que isso destruiria qualquer moral de seus pais, e Adrien poderia tomar o dote da mesma forma, afinal, ele havia sido humilhado por um comportamento tão infantil é inapropriado.

Mas... ela conseguiria ser feliz ao lado dele? Sim, ela sabia que poderia, porque sentia algo por ele, mas Adrien ainda era um galinha de meia tigela. E se ele mudasse? Já havia ouvido relatos de amigas cujo marido era um maravilhoso homem durante noivado, mas tornou-se um carrasco no casamento, forçando-as ao que não queriam e fazendo-as suportarem traições com mulheres quaisquer da cidade. E se Adrien fizesse aquilo? Ela não aceitaria, não mesmo! Mas o que iria fazer? E se ele a agredisse caso não ficasse satisfeito com suas atitudes? E se proibisse-a de cantar?

Deus, seria ele capaz de tais coisas? E como ela não havia se indagado sobre isso antes?

— Senhorita?

Olhou para o lado. Um dos contratados pelos Agreste para conter qualquer um que pudesse querer atrapalhar o matrimônio chamou-a.

— S-Sim?

— Não quero te apressar, mas já está parada aí há mais de quinze minutos...

— A-Ah... — Soltou uma risada nervosa. — Claro... eu... eu...

Deveria dar meia volta com o cavalo? Não ligar para sua família? Deixar o medo comandar e ofuscar qualquer vontade que tinha de tentar algo?

“Você quis isso!” Sua mente gritou. “Seja mulher suficiente para aguentar o peso de suas escolhas!”

Respirou fundo, e com a ajuda do homem, desceu do cavalo com graça. Ajeitou o enorme vestido, olhou ao redor e caminhou. As portas da igreja se abriram como portas de um enorme castelo, e seu pai sorriu. De longe, viu Adrien. Seu coração se acelerou, assim como seus passos. Em instantes, estava ao lado de Tom.

— Está linda, filha. — Comentou, entregando-a o buquê cheiroso de rosas brancas. — Estou tão orgulhoso...

— Reserve as lágrimas para depois, papa. — Ela respirou fundo ao agarrar as rosas pelos cabos. — Ou vai me fazer borrar a maquiagem.

Ele riu.

— É difícil. — Caminhavam com passos lentos ao som da marcha nupcial. — É minha única filha, e estou te entregando para alguém. Não sei se me sinto ganhando um genro ou perdendo minha menina.

— Está perdendo sua menina... — Olhou-o, e sorriu. — ... e ganhando uma mulher.

Tom sorriu diante das sábias palavras de sua filha. De fato, a tinha criado bem. Era uma legítima Dupain-Cheng, corajosa, inteligente e bela. Sua menina...

Adrien sentiu-se perder o ar ao ter a mestiça em sua frente. Céus! Que mulher era aquela?! Uma feiticeira, sem dúvida.

— Ela agora é sua, Adrien. — Tom falou em tom sério, apesar de uma feição terna adornar seu rosto.

— Eu vou cuidar dela, senhor... — Falou desviando seu olhar para os olhos azuis de Marinette. — Com todo o meu amor.

O coração dela pareceu despencar diante tal declaração. Amor... ele a ama!

“E você também o ama, sua idiota!” — Sua consciência ralhou consigo.

Ama? É... amava. E ali estava ela, de mãos dadas com o loiro, preste a se casar com ele.

Entregou o buquê para a mãe, que já tinha lágrimas nos olhos, e voltou-se para o padre. A cerimônia iria começar.

Enquanto o padre falava todas aquelas palavras ritualísticas, Marinette só conseguia ter a certeza de que tinha feito a escolha certa...

E ela estava pronta, finalmente pronta, para as consequências.


Notas Finais


Espero que tenho gostado da história e se divertido com a história S2

:3

Lembrando que a xScar está no Wattpad, com o mesmo nome. :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...