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História Miss Mills - SwanQueen - Capítulo 3


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Notas do Autor


sem notas aqui, sobe logo!

Capítulo 3 - Chapter III


No dia seguinte, Emma já estava de pé preparando seu café da manhã na cozinha. Já que ficaria o dia todo na escola por conta das atividades extras, ela faria algo reforçado para aguentar até na hora do almoço, pois não gostava muito de lanchar no horário do intervalo.

Como as aulas começavam às sete e meia da manhã, Emma ainda teria tempo para se arrumar e tomar o café tranquilamente. Tinha acordado cedo junto com os pais, mas não saiu da cama e ficou acordada olhando para o teto em silêncio. Apenas escutava o som dos passos e, ao longe, as vozes dos dois ecoando no corredor.

Emma se acostumou de certa forma com a indiferença que eles tinham para com ela. Tinha certeza que era por ela ser diferente, ser uma aberração como o pai havia dito anos atrás. E por isso, por ela e pela irmã, Emma não fazia tanta questão por ter se acostumado e por saber que não faria diferença se ela estivesse ali ou não. Tinha seu irmão mais velho também, August, ele morava na Europa com a namorada e era o melhor amigo de Emma. Os três irmãos eram sempre unidos, amavam-se e sentiam falta um do outro.

A loira não tinha muitos amigos, era um pouco reservada e não tinha muita confiança em si própria, até por sua condição que influenciava a se excluir um pouco. Era isso que a garota pensava. Mas nessa escola nova, Rubi a fez se sentir a vontade no meio dos outros três e ela sentia que poderia ser bom se permitir um pouco. Mesmo eles não sabendo sobre sua condição, ela aproveitaria enquanto poderia e se eles à excluissem mais tarde, ela voltaria ao início novamente. Sem amigos.

Na outra escola, Emma havia conhecido Neal, seu amigo e companheiro nas aulas. Depois conheceram Mulan, que se tornou amiga dos dois e formaram um trio. O trio. Com o tempo, eram melhores amigos e ainda são, mas não se vêem tem um tempinho. Neal e Mulan acabaram criando algo a mais que amizade e no final do ano haviam se assumido como namorados. Emma ficou feliz pelos dois, ela já sabia que tinha algo florescendo ali e era algo muito bonito.

Mas voltando. Auto estima baixa. Medo. Raiva. Saudade. Ansiedade. Dúvidas. Frustração. Tristeza. Todos faziam parte da vida da loira. Mas ela aprendeu uma coisa com sua irmã Rebeca e sempre se lembra da lição. Até tem as palavras da irmã tatuada em sua pele, para que, mesmo com o tempo passando, ela se lembre do que a mais velha sempre lhe dizia. Emma era solta com sua irmã e vivia sempre livre, porém se fechou desde a morte dela. Carregava no corpo e no coração as lembranças dos momentos bons e ruins que passaram.

E na cozinha da grande casa, Emma se virava para fazer seu café da manhã como costumava fazer antes de ir pra escola. Era boa na cozinha, podia sobreviver com seus dotes culinários aprendidos com o famoso YouTube.

--- Acho que eu poderia ser uma chefe de cozinha depois de terminar a escola... --- Emma fala sozinha na cozinha, pensando em qual profissão queria para si. Porém, ao se distrair nos seus pensamentos, ela esquece do omelete no fogo. --- Ai droga! --- Fala ao sentir o cheiro de queimado. --- Não. Definitivamente não. Eu explodiria o restaurante. --- Riu de si mesma e logo sentou-se na mesa para tomar seu café da manhã.

Suco natural, omelete com presunto e queijo e metade de um mamão pequeno, se baseou nisso a primeira refeição da loira. Sentada sozinha na mesa, Emma comia tranquilamente até ver a notificação em seu celular. Mensagem de Ruby. Turma 209 ~ HSB. Espera aí, que grupo é esse? Emma viu de quem se tratava as mensagens e viu um nome diferente. Abriu as conversas e se tocou do que havia acontecido.

Emma sorriu ao ver a recepção que os três lhe deram ao ser adicionada no grupo da turma. Mas a loira não respondeu por enquanto, decidiu que mais tarde faria isso e com mais calma para ver os contatos de seus colegas de classe e é claro, de seus professores. 

Deixou o celular na mesa e levou as louças para a cozinha para lavar. Já estava no horário da garota se arrumar, e se atrasasse mais um pouco poderia não chegar a tempo na aula. Então subiu as escadas e foi logo para o banheiro de seu quarto tomar um banho e se arrumar. Mas, como sempre ou quase sempre, Emma perdeu a hora em baixo do chuveiro. 

Querendo vestir a calça que não queria entrar, por suas pernas estarem um pouco molhadas, Emma, com pressa, a puxa com força quase caindo na cama e a calça sobe, mas quando vai fechar o zíper apressadamente, acaba por pegar o tecido da cueca e beliscar seu membro sem querer. 

Emma sente as lágrimas se formarem em seus olhos e a vontade de gritar em sua garganta. Se encolhe com as mãos sobre seu companheiro e respira fundo, pois a partes íntimas são sensíveis e muito, principalmente em alguém especial como Emma. Espera a dor passar e devagar ajeita o zíper e desagarra a cueca do feixo. Nada estava colaborando. E para melhorar tudo, a loira havia esquecido do amassa pinto, como costumava chamar. 

--- Porra! Que burra que você é Emma. --- A loira bufa ao perceber que esqueceu de vestir o short compressor por cima da cueca. --- Eu não vou tirar essa calça de bailarino não. --- Olhou para baixo. --- As escolas deviam aceitar pijamas como uniforme, cara. --- Emma dizia indignada por ter esquecido o short e, de certa forma, por não gostar de usar calças, que, querendo ou não são justas em partes. 

A loira optou por usar um top e vestiu uma blusa cinza escuro com as letras "NY" floridas discretamente, a calça preta, seus tênis novo e seu inseparável boné branco com os óculos de grau. Nerd, porém no estilo. 

Pronta e atrasada, Emma desce com sua mochila nas costas, pega seu celular na mesa e vai para garagem pegar sua bike, pois seria mais rápido chegar na escola do que andando. Saiu pelo portão e quando o mesmo se fecha, ela segue seu caminho pedalando rapidamente rumo à escola. Seu percurso era tranquilo de manhã, não muitos carros e mais pessoas caminhando, correndo e até de bicicleta como Emma. 

[...]

Próximo dali, uma bela professora estava descendo as escadas, já arrumada, para ir à mais um dia de trabalho. Lecionava Literatura e ensinava Música nas atividades extras da escola, onde havia clubes que os alunos se inscreviam e participavam, alguns até ganhavam bolsas e tinham oportunidades fora, como o clube de natação e o de música. Olheiros viam a performance dos alunos e alguns já chegaram a ter oportunidades em Harvard e em outras universidades conhecidas. 

Mas para isso, passaram pelos talentos e ensinos dos professores do ensino médio e fundamental. E, Regina Mills, era uma das mais amadas da escola e a mais bela também, de acordos com os alunos e alunas, e até professores para não mentir. Porém, a mais temida e séria em suas aulas literárias, seu método de ensino era muito bom e requeria total atenção dos seus alunos. 

Já nas aulas extras, onde a professora entrava em seu mundo particular, ela era a mulher livre e sentimental que ninguém via, apenas era ela e o piano quando não havia alunos.

Seu pequeno mundo dos sonhos. Apesar de amar literatura, seu mundo melhor era na música, seu lugar preferido era na frente de um piano com suas melodias preferidas. 

E hoje, iniciariam as atividades extras da escola com diversas opções para os alunos escolherem e se inscrever. Apesar de já estarem no mês de abril, mês de provas inclusive, é  nessa época que as atividades extras são lançadas para os alunos. Mas a partir daí, são levadas até o final do ano, e com a rotina de sempre dos professores e alunos.

Ansiosa para conhecer seus futuros alunos de música, Regina, já estava terminando seu café da manhã sozinha na cozinha, pois o marido já havia saído a poucos minutos para a empresa onde trabalha. E ela já, de certa forma, acostumou-se com a ausência dele em casa e como marido. Mas não se deixaria levar pela tristeza, ela queria mesmo era chegar na escola e fazer o que amava. Porém, ao sair para a sala, seu celular toca e a mulher vai atender, vendo que se tratava de seu marido, Robin.

--- Alô, Robin!? --- Regina disse ao atender o celular preocupada. --- Aconteceu algo? 

--- Regina, pegue os documentos do seguro do carro pra mim e me encontre na esquina do sinal fazendo favor. --- Robin dizia nervoso e sem ao menos responder a pergunta da esposa. 

--- Para quê esses papéis? Me responde, aconteceu algo? --- Insiste Regina preocupada, mas apenas por ter vivido alguns anos com o homem. Sentia que já não havia amor na relação deles, era tudo uma paixão que passou com o tempo. 

--- Um filho da puta me acertou no sinal, acabei atropelando uma garota de bicicleta quando tentei desviar e acertei o poste. --- O homem dizia e bufou ao telefone. --- Vem rápido! liguei para o seguro e vou falar com os policiais agora. 

--- Meu Deus Robin! Você está bem? A garota está bem? --- Regina dizia mas só ouviu o som de chamada encerrada do outro lado da linha. --- Ignorante. --- Disse olhando para a tela do telefone e logo depois guardando na bolsa.  

Subiu as escadas e foi a procura dos documentos. Após achar, ela desceu, pegou seus materiais, calçou seus saltos e foi para a garagem retirar o carro. Logo já estava chegando na esquina do sinal, onde Robin estava e onde acontecia vários acidentes diariamente. 

Alguns minutos antes, Emma pedalava escutando suas faixas preferidas em seu fone e celular  à caminho da escola. Mas nunca iria imaginar que algo aconteceria a essa altura do campeonato e a essa hora inclusive. 

Ao chegar próximo ao sinal da esquina, Emma tinha preferência para seguir à diante juntamente com os pedestres, que para sorte, não havia nenhum, e os carros que iam na mesma direção que Emma, ou seja, seguindo reto. Mas, ao entrar na rua com sua bike e chegar quase à metade da faixa, um carro que era para parar no sinal e esperar os carros irem e Emma também passar, não parou. 

O carro prata acertou rapidamente um outro veículo, vulgo, carro de Robin, que, pela pancada e velocidade que estava, perdeu o controle e acertou Emma na faixa com sua bicicleta. A garota foi jogada por cima do capô do carro e caiu com tudo no chão, sua bike ficou presa nas rodas do carro e Emma acabou apagando durante alguns minutos. 

As pessoas da padaria, que era na esquina, as dos carros atrás e que estavam perto, ouviram o som da pancada e logo foram ver. Logo uma mulher, acompanhada por uma jovem ruiva desceram do carro e correram ao encontro de Emma. A garota quando acordou, logo reconheceu a professora de Geometria, Meredith e sua filha Ariel, que não havia gostado tanto de Emma no dia anterior, quando fora apresentada por Ruby.

--- Professora? Ariel? --- Emma perguntou ainda deitada e com a mão na cabeça. Sentiu dor e foi se sentando e aí lembrou do que havia acontecido. --- Droga! --- Viu sua bicicleta e tentou levantar.  

--- Ei, calma aí, mocinha. Você não pode levantar agora. --- A loira mais velha disse para Swan. --- Você está bem? --- Ariel só olhava, mas com semblante preocupado e assustado também. 

--- Acho que sim, só meu pé que tá doendo bastante... --- Emma tentou mexer a perna e seu pé, mas viu que não deu certo, estava doendo. --- Aii. --- Gemeu. --- Isso não é legal que nem nos filmes, pode ter certeza. --- Disse olhando para perna e séria, acho que elas não perceberam nada de anormal em suas partes íntimas, não dava pra ver nada pois a blusa cobria.

--- Você é tão criança... --- Ariel disse e sua mãe a olhou feio. --- Isso é sério, você acabou de ser atropelada por um carro.

--- Eu sei disso, deu pra perceber Ariel. --- Disse com certa chateação por ser tratada tão seca assim. --- Sei que você não gostou de mim, mas não precisa ser assim também. --- Disse e Meredith a olhou, e encarou a filha. --- Já basta meus pais... --- Disse baixinho, a fim de ninguém escutar. 

--- Você deve ter torcido, por isso a dor. Não se mexe, vou ligar para ambulância e seus pais. --- A professora disse e Emma gelou ao ouvir seus pais. Não por medo, mas por ter que ser atendida por eles, e não ser acompanhada por eles. 

--- Não! Não precisa professora... é... quer dizer... acho que está tudo bem. --- Emma logo se apressou para dizer. --- Sem ambulância, por favor. --- Pediu. 

--- Você não está bem, garota. Para de ser teimosa! --- Ariel disse e Emma a olhou.

--- Não precisa de ambulância, é sério. E meus pais não irão atender o telefone, nem se eu tivesse morrendo. --- Disse e logo depois se deu conta do que disse. Meredith a olhou confusa mas decidiu atender o pedido de Emma. 

--- Ok. Mas você vai para o hospital e eu vou te levar. Vem. --- Disse ajudando Emma a se levantar e ficar de um pé só. 

--- No Urgent Care? --- Emma perguntou por ser o mais próximo e ser o local de trabalho dos seus pais. Não queria ter que ver eles assim, ralada e machucada. 

--- Sim, lá tem o melhor atendimento e é o mais próximo também. --- Disse a professora que sorriu e Emma também, mas de nervoso. 

Passou o braço por sua cintura, Emma por seu pescoço e foi pulando até o carro de loira mais velha. Ariel pegou a mochila e o celular de Emma e foi também para o carro. Foram ajudas pelas pessoas dali, e Robin estava nervoso e discutindo com o outro homem, que havia acertado seu carro, que nem se deu ao trabalho de lembrar da garota. Se afastou e ligou para Regina, viu a loira sendo ajudada pela outra mulher e a polícia chegando. 

[...] 

Logo chegaram ao hospital no carro da professora mesmo, por insistência dela. Ariel desceu na escola e ficou de avisar a diretora, Ellis Grey, também mãe de Meredith e avó da jovem ruiva, que chegaria atrasada no primeiro período. 

Familia unida até no trabalho, uau! Pensou Emma após Ariel descer e a mulher lhe contar que era filha da diretora e ex-professora de Matemática. Foram conversando, e mesmo com dor, Emma estava tranquila, por enquanto. No final do percurso, ela soube que a professora era divorciada, era apaixonada pelo universos dos números e gostava de manter uma relação de amizade com os alunos, melhorava o seu ensino e a confiança entre eles. 

Após chegar na recepção com ajuda de da professora de Geometria, Emma sentou-se em uma das cadeiras de espera e ficou aguardando e torcendo para não ser seu pai ou sua mãe a lhe atender. Logo a garota foi encaminhada por um enfermeiro até a sala de Raio-X e lá fizeram todos os procedimentos necessários e até rasgaram uma parte da calça de Emma. 

Depois da série de chapas em seu pé, ela foi levada à outra sala para os curativos e aguardava, juntamente com a loira mais velha, o médico. Minutos depois, após ver de quem se tratava, James avisou Ingrid e juntos foram a sala de emergência, onde Emma estava. E ao verem os dois médicos à porta, uma levantou-se e sorriu e a outra bufou e pois a mão nos olhos, desacreditando que aquilo era verdade. 

--- Bom dia! Podemos entrar? --- James falou na porta olhando para a jovem Emma, sua filha. 

--- Claro, Drs.! --- Meredith se apressou para dizer. 

Logo os dois médicos se apresentaram, mas em momento nenhum disseram ser pais de Emma. E a loira não fez questão de isso ser feito, pelo contrário, já basta ser ignorada por eles em cada e agora no hospital perto da professora. Eles trocaram algumas palavras e Meredith explicou o que havia acontecido, mas Emma se manteve em silêncio em todo o tempo. 

A professora recebeu uma ligação da mãe e saiu para atender, deixando os três sozinhos na sala de atendimento. 

--- Sempre aprontando não é,  Emma? --- James disse e pegou as chapas que o enfermeiro havia deixado ali. --- O que eu disse sobre ser o mais normal possível? Não se meter em confusão? --- Ele proferiu de costas para a filha e Ingrid aproximou-se da garota em silêncio.

--- Eu já sei o que disse... --- Emma falou e sua mãe examinava seu tornozelo e perna. --- E a culpa não foi minha, como já sabem... --- Disse baixo e calmamente. Queria evitar o máximo de diálogo com eles, já que os mesmos nunca fizeram questão. 

--- O que tem nas chapas, amor? --- Emma ouviu e teve a certeza de que não era amada pelo pais.  Eles se armavam, mas dividiam se quer um pouco com a filha. Emma se sentiu culpada. Será que é porque sou diferente? Pensou tristemente, Swan.

--- Uma lesão ligamentos, uma diástase da articulação tibiofibular inferior mais a fratura. --- Disse se virando e encarando a esposa. 

--- Seria melhor a bota ou o gesso? --- Pergunta Ingrid. 

--- Bota. --- Emma disse e olhou séria para os dois. --- Me recuso a usar gesso, caso se lembrem, tenho alergia a essa porcaria. --- Disse sem baixar a cabeça e encarando os dois. 

--- Olha o tom como fala. Ainda sou seu pai e exijo respeito quando for falar comigo. --- James disse apontando os exames que estavam na mão em direção à Emma, como se fossem seus dedos. 

--- Você deixou de ser meu pai a anos atrás, você lembra? --- Emma alterou a voz também e a porta estava sendo aberta. --- Você mesmo disse que não era pai de uma aberração, porque exigir respeito agora? --- Se permitiu falar. 

--- Emma! Respeite seu pai. --- Ingrid disse. Mas logo viram Meredith na porta e cessaram a discussão, voltando ao profissional novamente. 

--- Bom, cuide dela Dra. Ingrid. Estarei na minha sala caso precise. --- Disse olhando para a esposa e não olhou para a filha, sabia que estava errado. --- Foi um prazer, Srta. Grey. --- Disse para a professora e foi-se pela porta. 



Notas Finais


hello, clarkitos! como vão?

logo logo Emma se encontra com a Mills, essa história vai dar um coro em mim kkkkkkkkkk

mas enfim, o que acharam? ansiosa para receber opiniões de vocês se estão curtindo ou se está chato demais aaaw


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