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História Miss nothing (2won) - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


voltei, gente! me desculpem a demora.
espero que gostem!!
Boa leitura!

Capítulo 3 - Dois


o chiado dos anéis da cortina sendo puxadas para o lado, afim de deixar a luz do sol entrar completamente no quarto, foi acionado.

 

 

"acorda, príncipe das cavernas."

 

abri os meus olhos, o apertando logo em seguida por não estar acostumado com a claridade. ontem eu tinha tomado um banho para tirar completamente a areia e para me sentir mais relaxado, sem as energias negativas da rua permanecendo em mim. assim que eu saí do banheiro me deparei com um hyungwon cansado e encostado na parede da frente. ali era um corredor onde tinham três portas: 2 eram quartos e um era o banheiro, onde eu me encontrava saindo. ele estava segurando uma muda de roupas e assim que ergueu a cabeça estendeu rapidamente as mesmas que estava em sua mão e saiu do local, entrando no quarto que a porta era no final do corredor. 

 

eu acabei por dormir no segundo quarto, ele ficava no início do corredor. era meio um escritório, possuía uma mini estante com vários marcadores, post-it por praticamente toda a parede, um notebook no centro e prateleira acima da mini estante. haviam livros muito bons, alguns que eu já tinha lido, mas a maioria era desconhecido por mim.

 

tinha um sofá pequeno no canto perto da janela, ele é rosa pastel, combinando com o azul, também pastel, que se encontrava na pintura das paredes. Alguns discos enquadrados e pinturas realmente belíssimas enfeitavam o espaço vazio que a parede deixava. 

 

como a janela era um pouco grande, comparado ao quarto que é pequeno, tinha cortinas black out, que deixava um ambiente confortável e pronto para descansar. 

 

o sofá não era tão confortável, mas dava para dormir... era melhor do que o chão.

 

"levanta, você está atrasado. não quero receber reclamações por causa de você desta vez." a voz do meu melhor amigo ecoou novamente pelo quarto. "depois vamos sair para conversar melhor. deve ter sido algo grave para você ter vindo dormir na casa do wonnie."

 

eu suspirei e balancei a cabeça negativamente. eu estava com as roupas do hyungwon  e não faço a mínima ideia de onde esteja minha calça ou o meu casaco preferido.

 

olho para um lado e para o outro como se não quisesse nada e pego meu celular que eu deixei carregando enquanto eu fui dormir. 

 

eram sete e cinquenta e três e eu precisava estar no trabalho oito e meia. 

 

eu estava só um pouco fodido, mas corri para escovar o dente e deixar  cabelo apresentável.

 

saí do banheiro e olhei para o lado e para o outro me deparando com o corredor vazio e vozes na cozinha. foi o momento que eu percebi, em um momento muito aleatório, que eu não estava com a minha roupa. como que eu iria para o trabalho sem minhas roupas? eu estava com uma camisa de manga, que por incrível que pareça não ficou justa em mim, e um short que ia até a metade das minhas coxas. era uma roupa confortável.

 

"aposto que ele não fez nada para te chatear dessa vez, você tem que parar com essa perseguição toda, já está ficando insuportável." ouvi, involuntariamente, jooheon falando da cozinha.

 

"por que você não entende que eu não sou obrigado a gostar dele só por causa de você?" por incrível que pareça eu ouvi essa frase em um tom totalmente tranquilo. "heoney, eu gosto de você, mas não significa que eu tenho que gostar de quem você gosta."

 

quando eu ouvi o "gosto de você" eu sabia que não era um de verdade como se revelasse os sentimentos dele, hyungwon nunca revelou seus sentimentos ao meu melhor amigo, mas sempre dava a entender o que sentia pelo mesmo.

 

não julgo jooheon, ele era lerdo o suficiente para não entender o que se passava com o maior ali.

 

"wonnie, eu só estou te pedindo um pouco de paz em relação a ele, as coisas não estão indo bem e você sabe disso." eu fui chegando bem devargazinho para poder ouvir a conversa da cozinha e vi o meu melhor amigo impaciente e perto demais do chae.

 

"e deixar ele dormir aqui, porque não tinha nenhum outro lugar para ele ir, não foi uma trégua? você só sabe me ver como vilão." o maior saiu de perto do meu melhor amigo e em seguida abriu a geladeira, tirando uma garrafa de chá.

 

colocando a garrafa em cima da bancada, foi em direção ao armário em busca do copo. "quer suco também?" vi jooheonie acenando positivamente com a cabeça e resolvi que era um bom momento para falar com ele. saí de trás da parede e apareci no campo de visão deles.

 

"heoney, eu estou sem roupas para ir trabalhar, vou ter que dar um jeito de passar em casa, mas estou sem a chave."

 

esse horário meu pai ja tinha ido trabalhar, ele saia cedo então estava tudo bem eu ir até lá, mas o problema era a chave que eu acabei deixando no meu quarto, não faço a mínima ideia de como eu vou conseguir entrar.

 

passei a mão no meu cabelo e desci a mesma para minha boca em uma expressão de pensamento... e se eu pulasse a janela?

 

olhei para o jooheon e ele captou logo a mensagem. "você não vai pular a janela, é alto demais. a gente passa na minha casa e eu te empresto alguma roupa."

 

"se quiser posso te emprestar alguma, hoseok." me surpreendi, mais uma vez, com o tom leve que ele estava usando aquela manhã, não tinha sarcasmo, nem ignorância, eu realmente estava bem surpreso.

 

eu sabia que aquilo era só um pedido do heoney, mas eu não sabia se me deixava um pouco, bem pouquinho mesmo, machucado pelo fato de não ser da vontade dele ser legal comigo, ou se eu fico tranquilo por ele estar dando uma trégua pelo pedido do meu amigo.

 

ambos os motivos me deixavam em conflito e eu só pude negar. eu não queria que ele me desse trégua por causa do jooheon, eu queria que ele me desse trégua porque ele queria e sentia vontade de ser pelo menos o meu amigo.

 

"não precisa. vamos heoney?" falei enquanto eu ia me arrumando pegando minha carteira e meu celular. "onde estão minhas roupas?" o olhei e o mesmo estava sentado na mesa da cozinha com a cabeça apoiada na mão olhando para nós dois.

 

"eu coloquei para lavar, estava cheia de areia e fedendo a suor, depois eu te devolvo." falou se levantando e indo em direção a porta para abri-la, com um aviso de quase expulsamento. "devolva a minha depois. por favor, lavada." ele parou do lado da porta aberta esperando a gente sair de lá.

 

olhei para heoney e ele fez o mesmo pra mim, e fomos em direção a saída. fiquei de frente para escada sozinho, esperando o meu melhor amigo se despedir do chae para irmos embora.

 

eles deram um abraço e o jooheon falou alguma coisa para ele, mas não consegui ouvir, ele somente olhou para mim com a mesma cara sem gosto de sempre.

 

"obrigada por ontem e por ter me deixado ficar." falei me virando para ele, mas o mesmo só fez fechar a porta na nossa cara.

 

hyungwon voltou a ser o mesmo.

 

"ele só estava tentando ser legal com você, eu pedi para que ele desse uma trégua, você podia ter aceitado as roupas e a gente não chegaria atrasado no trabalho." estávamos no carro indo em direção ao apartamento do jooheon.

 

nós trabalhávamos em uma loja de doces, irônico... eu sei. mas a loja era do nosso amigo e tínhamos vsriados tipos de doces, dos mais crocantes aos mais "moles", do mais caro ao mais barato e entre outros.

 

lá realmente era uma loja bem diversa de doce e eu gostava de trabalhar lá. o dono era amigo do pai de jooheon, eu pedi para que ele me ajudasse porque eu precisava do dinheiro para sair logo de casa, mas o salário foi um pouco menos além da minha expectativa.

 

sigo juntando uma quantidade considerável, para que dê pelo menos três meses de aluguel, o resto eu me viro para pagar.

 

pensamento um pouco irresponsável, mas a necessidade é realmente muito grande. chegou uma hora que é completamente insuportável viver com o meu pai, não tenho como pedir para norar com o jooheon por conta da mãe dele.

 

bom... ela não gosta de mim nem um pouco, as vezes eu começo achar que o problema, realmente, sou eu. a mãe dele ama o hyungwon e diz que foi a melhor amizade que ele podia ter feito. hyungwon não ia perder a oportunidade se gabar disso também, né?

 

"não quero que ele seja legal porque você está pedindo, eu nunca fiz nada para ele, logo ele não tem motivo para me tratar de tal forma." óbvio que eu tinha "feito" algo para chateá-lo, mas não era eu que iria falar isso para o meu amigo. "quero que ele me trate normal por vontade própria."

 

me ajeito no banco do carro e encosto minha cabeça no vidro. eu estava me esgotando aos poucos e tava percebendo isso, mas tava tentando me manter firme apesar de tudo.

 

"posso te perguntar uma coisa?" ele quebrou o silêncio que foi formado por um tempo dentro do carro. eu fiz que sim com a cabeça e esperei pela pergunta. "você gosta ou ja gostou do hyungwon?"

 

"essa pergunta de novo heoney?" suspirei.

 

não é a primeira, nem a segunda e nem a milésima vez que ele me pergunta isso. ele sempre percebeu como eu olhava para o mais alto, e como eu ficava triste antes pelo modo de tratamento que eu recebia. chegou um tempo que eu calejei com as falas e entre outras coisas. mas todas as vezes que ele me perguntou eu sempre neguei, primeiro porque eu não queria que ele falasse com o hyungown, eu sabia que a primeira coisa que ele iria fazer era isso. e segundo motivo, é o mais recente, o fato do hyungwon gostar dele, não queria atrapalhar as investidas de dois anos do chae.

 

"por que me pergunta isso toda vez? um "não" nunca foi suficiente para você?" falei impaciente, era realmente chato, toda vez que ele me perguntava tal coisa. eu sabia, também, que ele não iria ceder a essa resposta tão fácil, ele me conhecia muito bem.

 

"nunca foi o suficiente porquê eu sei que não é verdade. hoseok, eu vi quando você o viu pela primeira vez e como você ficava todo bobo quando ele estava com a gente. o que aconteceu, hein?" ele bateu no volante, frustrado. eu não sabia o por que dele estar daquele jeito, era algo extremamente bobo. "depois a gente conversa melhor sobre isso, vou pegar suas roupas."

 

 

 

 

 

"eu não sei qual a dificuldade de vocês chegarem no horário. vocês moram perto..." falou son hyunwoo, nosso chefe.

 

ele era amigo do pai do jooheon e contrário da mãe do mesmo, o pai dele gostava bastante de mim, e me ajudou muito por ter me dado o emprego. hyunwoo era legal e bem divertido, mas quando se tratava de trabalho, perdia toda essa pose e aderia a pose séria e rude. quem o via nunca ia dizer que um homem alto e forte daquele jeito era dono de uma loja de doces.

 

"por que você está com roupa de dormir, hoseok?" ele me olhou de cima a baixo e cruzou os braços. ele estava com uma carranca enorme...

 

"houve um imprevisto, hyunwoo. eu estou com outras roupas aqui, posso ir trocar?" ele ainda me olhou bravo mas logo percebeu o que tinha acontecido e baixou um pouco da guarda. ele, jooheon e hyungwon eram os únicos que sabiam sobre mim e meu pai. eu abaixei a cabeça e esperei pela resposta dele, ainda não estava cem porcento em relação ao que aconteceu, ainda estava com sequelas e morrendo de dor de cabeça.

 

"Adiante para trocar de roupa. se quiser, conversamos depois." apenas neguei e passei por ele para seguir em direção ao banheiro. eu não queria conversar sobre isso tão cedo, de certa forma, essa foi a vez mais pesada que eu briguei com o meu pai, e não estava com psicológico para falar sobre.

 

"você não se salva, jooheon." ouvi meu melhor amigo gritar por ajuda enquanto eu ia ao banheiro, pedindo para o defender e que era tudo culpa minha que saiu de modo irresponsável pela noite e que saiu sem roupas reservas de casa.

 

eu sabia que jooheon não ia se salvar dessa e acabei rindo do desespero dele para explicar o porquê do atraso.

 

 

 

 

 

eu entrei no banheiro, fechei a porta e suspirei bem forte.


Notas Finais


espero que tenham gostado!


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