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História Miss U more than U Know - Sofadil - Capítulo 41


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Capítulo 41 - Cap 40


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Assim que ele sentou, fez questão de servir o jantar, começamos a comer e eu aprovo o delicioso jantar. Com sabores tão familiares para mim, não podia deixar de elogiar.

Me lembrou de quando minha mãe cozinhava - digo a ele, já no final do jantar.

Ele me agradece ao elogio e voltamos a conversar sobre o meu trabalho. Conversamos durante todo o jantar e ele começou a lembrar de como nos conhecemos.

Agora vejo que sempre gostou de ler biografias musicais - comentei dando risada. - Quem diria que isso me faria te conhecer

Acho que eu só fui buscar aqueles livros para te conhecer, Sof - comenta brincando e dá risada

Realmente, tenho certeza que sim

Me ofereço para ajudá-lo a retirar os pratos da mesa e vou com ele para a cozinha.

Não gosto muito de comer na mesa da sala de jantar, a mesa é grande demais e prefiro essa pequena daqui da cozinha

Dou risada e concordo com a cabeça. Isso com certeza era algo diferente

Eu não me importaria em comer aqui - digo a ele, tranquilizando-o.

Da próxima vez, farei tudo por aqui mesmo

Sorrio para ele e começo a lavar a louça enquanto ele arruma o restante das coisas.

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Sozinhos e em silêncio. Não digo nada e espero que ele diga algo.

Vamos para o sofá - diz e me dá a mão, me puxando para ir junto.

Fadil deixa a luz do cômodo acesa apenas parcialmente e assim não fica claro demais. Nos sentamos no sofá e eu me sento no canto que adoro, podendo esticar minhas pernas. Cruzo os braços e o encaro, esperando sua explicação desse comportamento inquieto dele.

O que houve em? - perguntou sem olhar para ele

Ele ri baixinho. - Eu só estava admirando a sua beleza, posso?

Pode, claro que sim. Mas tem algo te incomodando?

É claro que não, Sof

Dove comentou comigo sobre a sua ex do passado

O que ela te falou? - o encaro e vejo seus olhos extremamente focados em mim esperando que eu diga algo, como se tentasse me entender. 

Disse que você sofreu algumas coisas, só isso. Tem algo à mais? - pergunto

A demora é tanta para responder que me levanto e saio a procura de minha bolsa, e só volto quando a acho e estou com minhas balas na mão. Me sento novamente e começo a abrir a primeira bala após o jantar.

Ela se envolveu comigo por algum tempo. Tínhamos um acordo de apenas nos envolver sexualmente, entende?

Então você transava com ela? - pergunto, com as sobrancelhas arqueadas. Meu peito, por algum motivo, doía.

Não era sempre, mas sim. Era um acordo, eu nunca senti nada por ela como sinto por você

Estendo a mão para ele e peço que pare. - Mas agora acabou?

Não me importava com o passado dele, não tinho ciúmes. Eu me deixei entregar, passei por uma crise que me assustou demais, decidi enfrentar o medo de me deixar esquecer o que tanto evito para conseguir me envolver com ele, e não queria agora, gostando tanto dele, ter que perde-lo por uma situação desse tipo.

Claro que sim, Sof - se aproxima de mim e toca meu joelho, mas eu recuo a perna, evitando o seu toque.

Eu confiava nele. Meu problema não era o ciúme. O problema é saber que Fadil dormiu com mulheres lindas e, provavelmente, fazia isso com frequência antes de me conhecer. Ele não teria a paciência de me esperar ou vai rir de mim quando souber. Estava me deixando envolver cada vez mais e nem sabia se conseguiria fazê-lo ficar comigo e gostar de mim mesmo eu não sendo como suas outras mulheres. Percebo que estou emburrada depois de chupar a outra bala quando escuto ele me perguntando se permaneceria com “aquela cara.”

Eu não respondo nada, afinal, como explicar o meu motivo?

Sem estar esperando qualquer reação desse tipo, rapidamente o corpo de Fadil está em cima do meu e ele espalha beijos por todo o meu rosto.

Para - beija a testa. De - beija a bochecha. Ficar - beija o queixo. Assim - me beija a boca. E beija de novo até que entro com ele no beijo que nos tira o fôlego. O tipo de beijo que temos dado sem parar por dias e que, sempre que acontecia, me deixava com o corpo trêmulo.

Ele agarra meu quadril com as mãos e me puxa para seu colo. Eu me sento nele, com os joelhos dobrados um de cada lado de seu corpo. Me encaixo nele como se fosse algo natural e eu soubesse o que estou fazendo. Nunca senti nada parecido, nunca estive tão próxima a alguém.

Ele me beija sem parar e posso sentir como seus lábios esquentam conforme tocam os meus, conforme exige de mim que o beije com tanto desejo. E eu faço, sem conseguir pensar em mais nada. Sinto suas mãos ainda em meu quadril, e seus dedos me apertam e me empurram para baixo. Começo a sentir que seu corpo toca o meu de maneira diferente, e gosto disso.

Começo a me movimentar em cima dele sem que precise me guiar e logo estou me esfregando nele. Fadil chupa minha língua e meu lábio inferior, beija meu maxilar, morde e desce para meu pescoço. Sinto uma de suas mãos segurarem meus cabelos na nuca e me forçar a inclinar a cabeça, dando a ele liberdade para beijar meu pescoço. 

Ele beija e lambe da base de meu pescoço até meu maxilar, me fazendo ofegar. Não sabia como agir naquela situação, mas meu corpo sabia. Todas as minhas reações surgiam espontaneamente e sabia, perfeitamente, o que estava acontecendo entre minhas pernas. Sentia minha umidade e o calor que crescia em mim. Precisava parar.

Seguro em seus ombros e o empurro. Ele me olha com os olhos escurecidos e cheios de malícia. Seu cabelo está fora do lugar e ele parece um adolescente excitado. Ele fica lindo assim e eu podia deixá-lo excitado mais vezes só para vê-lo assim.

Não posso, não agora, desculpa - sussurro e passo as mãos no cabelo, tentando deixá-lo menos armado. Saio de cima dele e me sento ao seu lado. Sem saber direito o que, sentia algo formigar entre minhas pernas. Cruzo-as e imediatamente preciso descruzá-las. Pigarreio, me lembrando de como fiquei ao assistir ao filme quando queria sanar a minha curiosidade e de como aquilo não foi nada comparado a isso. Nossa respiração está ofegante e descoordenada. Ele está com a cabeça deitada no encosto do sofá. Vejo seu peito subir e descer rápido demais.

Fadil, eu preciso de mais um tempo

Ele concorda com a cabeça e sorri. - Tudo bem, só um minuto para que me acalme

Concordo apenas com a cabeça e a abaixo, esperando o tempo que ele me pediu.

Eu quero... - começo a dizer, sem saber como terminar a frase, e ele logo me interrompe.

Eu também, mas quero quando for a hora. Está tudo bem

Fadil levanta minha cabeça e me dá um beijo casto nos lábios. Ele sorri para mim e se levanta para ir até a cozinha. Vejo o andando em direção ao corredor, passando as mãos nos cabelos de forma nervosa, o que me faz rir. Sabia como ele estava se sentindo se fosse algo parecido com o que eu estou sentindo, mas admirava nele a paciência que tinha comigo e a importância que eu tinha para ele. Ele volta segurando uma garrafa de água e eu estou chupando mais balas para me acalmar e evitar pensamentos indesejosos, enquanto repetia que sentir tudo isso não me faria cometer mal algum.

Ele se senta ao meu lado e liga a televisão.

Como foi seu dia? - pergunta e assim começamos a conversar sobre coisas mais normais. Como sempre, o assunto entre nós fluía. Conto a ele sobre o meu trabalho e escuto seus afazeres com a gravadora e sobre uma campanha.

Ficamos juntos assistindo a televisão e evitamos qualquer outro tipo de contato íntimo, afinal, não tínhamos tanto autocontrole assim. Mais tarde, digo a ele que preciso ir embora e insisto em ir de táxi. Dormir em sua casa ainda era algo que precisava de mais tempo, por mais que tenhamos dormidos juntos no feriado.

O clima entre nós estava pesado e frustrado, e eu, com receio de perdê-lo quando soubesse que não sei dar a ele o que ele está acostumada a ter, continuaria evitando que o que está prestes a acontecer, aconteça.

Nos despedimos com um beijo rápido quando o taxista chega e eu vou embora para minha casa pensando em como resolveria esse problema, já que o que ainda estava sentindo entre minhas pernas me mostrava que não me deixaria enrolar por muito tempo. O desejo por ele era enorme, estar com ele me fazia sentir viva e a sensação era viciante. Um vício que eu me permitia sentir e adorava.

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