História Miss You - Camren - Capítulo 32


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camren, Jerrie, Larry, Norminah
Visualizações 172
Palavras 1.309
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha quem voltou :)

Espero que gostem!

Capítulo 32 - Obrigada por me contar


POV Camila

Os últimos dias tem sido bem cansativos. Já estamos quase na reta final do 2° ano, ainda faltam mais alguns meses, mas os professores já estão fazendo de tudo para que ninguém reprove ou fique de recuperação. Com isso, a minha turma está se esforçando bastante para não precisar ficar indo para o colégio nas férias, até porque ninguém quer perdê-las por conta de desatenção nas aulas. Muitos trabalhos e atividades estão sendo propostas para um complemento a mais na nota final, incluindo projetos e ações sociais fora da escola. Inclusive, eu estou encarregada de um projeto super incrível, o “KCST”; ou melhor, “Kids Can Sing Too”. Tive essa ideia quando, eu e as meninas, fomos ao shopping alguns dias atrás e vimos um coral de crianças se preparando para o especial de natal, que seria daqui a 4 meses. Fiquei encantada com a voz delas e fui até onde estavam, era uma parte bem reservada do local. Conversei um pouco com quem parecia ser o professor, que descobri se chamar Adam, um homem de 40 anos, músico profissional, com sua própria banda; e ele me disse que eles vieram de um orfanato em San Francisco. Me interessei pela história de uma delas, um menininho chamado William. O garoto foi deixado no orfanato quando tinha apenas 3 meses de idade, agora com 4 anos. Disse que a mãe o deixou lá para seguir sua carreira de cantora, e que um filho a atrapalharia naquele momento... Foi me contando tudo sobre o garoto, e a cada segundo eu me apaixonava mais pela criança. Por conta tempo, tivemos que nos despedir de todos e voltar para casa.

Naquele mesmo dia, eu tive uma ideia. Resolvi pesquisar sobre reality shows musicais, desses que passam na TV, e vi alguns relatos de crianças que não puderam participar porque os pais não permitiram, não tinham condições ou coisas do tipo. Foi aí que surgiu, na minha cabeça, o “KCST”, um projeto voluntário que, no futuro, poderia ajudar muitas crianças a seguirem seu sonho de ser uma voz reconhecida por todo o mundo. Contei isso às meninas e elas logo me apoiaram e me ajudaram a melhorar algumas coisas. No outro dia, fomos contar sobre nossa ideia ao diretor, ele adorou e super aprovou. Pediríamos ajuda ao nosso professor de música também, seria essencial para o projeto. Tudo certo, começaríamos a trabalhar nele no início do ano que vem, já que estaríamos no último ano do colegial e isso pode contribuir na hora de elaborar um currículo.

(...)

Neste exato momento, eu estou assistindo a um filme de ficção policial, com um balde de pipoca no colo e sentada no sofá entre as pernas de Lauren. Ela chegou pela manhã, quando eu ainda estava no colégio, quando saí e ela estava lá fora, me esperando como disse ela. Desde então, estou na casa dela, curtindo de seus carinhos e abraços. Eu, sinceramente, achei que, depois do ocorrido no meu aniversário, ela não iria querer mais olhar na minha cara. Mas para a minha surpresa, estamos como se nada tivesse acontecido, e eu agradeço internamente por isso, embora eu não tenha esquecido da imagem dos seus olhos vermelhos por conta do choro quando eu recusei o pedido. Não gosto de ficar lembrando, tento ao máximo não pensar nisso.

-No que você tanto pensa? – sou tirada de meus devaneios por sua voz rouca no pé do meu ouvido.

-No projeto – me virei de frente pra ela – Eu quero muito que dê certo – ela sorriu.

-Vai dar, eu tenho certeza – disse fazendo carinho em meu rosto.

-Ainda quer assistir ao filme? – perguntei sem malícia alguma.

-Nem estou prestando mais atenção também – deu uma pequena risada, e desligou a TV.

-O que está te aborrecendo?

-Nada, é só... – respirou fundo – A audiência não sai da minha cabeça.

-Quer me contar o que aconteceu? – perguntei segurando sua mão. Não tocamos no assunto desde que ela chegou.

-Não quero te incomodar com meus pro... – a interrompi.

-Já te falei que eu não me importo com isso – ela abaixou a cabeça – Pode me contar o que você quiser, eu sempre vou te ouvir – segurei em seu queixo e ergui, a fazendo me olhar.

-Certo – ela se ajeitou melhor no sofá e eu me sentei ao seu lado – Quando a gente chegou no tribunal, me deu um aperto no peito, sabe? Daqueles que você sente quando alguma coisa vai dar errado? – assenti.

-Eu nunca senti isso, mas acredito que deve ser horrível – falei.

-Enfim, sentamos na mesa em que estava o nosso advogado, que era em frente ao juiz, e ele começou a ler o regulamento, fazer perguntas e tudo o que tinha que ser feito em meio ao processo.

-Eita – pensei alto e um sorriso de canto saiu em seus lábios.

-Aquele cara fala demais, eu estava ficando com sono – falou e deu uma risada, acompanhei-a – É sério! O Zayn me cutucou quando percebeu.

-Meu Deus – ri um pouco mais alto.

-Voltando ao assunto... – esperou eu me recompor e continuou – Depois de ele ler tudo aquilo, ele nos perguntou se lembrávamos de algo que nossa mãe havia falado em relação a patrimônios e essas coisas. Meu irmão negou, mas eu me lembrei de algo.

-Do quê?

-Um pouco antes de eu completar 14 anos, minha mãe havia comentado sobre uma casa que ela estava pensando em comprar. Mas só eu sabia disso, ela me pediu pra não contar a ninguém na época.

-E ela comprou? – perguntei.

-Eu não sei, nunca mais tocamos no assunto depois – deu de ombros – Mas pra ter certeza, eu informei ao juiz sobre isso e ele disse que iria confirmar tudo para dar algum veredito.

-É com isso que você está preocupada?

-Não é bem uma preocupação, é que, isso tudo me deixa em alerta caso meu pai decida intervir.

-Você tem medo de que ele faça alguma coisa contra você?

-Comigo não, apesar de ele ser um babaca, não faria nada frio a sua própria filha – falou despreocupada – Eu tenho medo que ele faça algo de ruim para o Zayn.

-Ele seria tão rude a esse ponto? – perguntei um pouco aflita.

-Eu não tenho certeza, mas prefiro não arriscar.

-Como assim?

-Assim que o processo acabar, eu vou arrumar alguma forma de fazer com que ele não possa mais chegar perto de mim e do meu irmão.

-Achei que isso só fosse possível em caso de violência.

-Eu também, mas acho que consigo – parou para pensar um pouco – Vai ser difícil, mas eu não vou desistir – sorri para ela – O que foi?

-Obrigada por me contar – pulei para seu colo sem aviso e a abracei, logo fui retribuída e ouvi sua risada.

-Obrigada por me ouvir – disse fazendo carinho em minhas costas.

Me afastei um pouco para analisar seu rosto, cada detalhe dele me chamava a atenção, até os mínimos. Fixei meus olhos em seus lábios por um bom tempo, eu estava com muita saudade deles junto aos meus. Quando olhei para seus olhos, percebi que ela fazia o mesmo, o que me fez sentir mais vontade ainda de beijá-la. Quando finalmente ia avançar, meu celular toca. Era minha mãe. Lauren riu e eu suspirei indignada, atendendo o mesmo logo em seguida. Ela mandou eu ir para casa, que já estava tarde e todo aquele blá blá blá. Encerrei a ligação depois de um tempo e comecei a ajeitar minhas coisas, já que eu tinha aproveitado pra ajudar Lauren com as tarefas que ela perdeu. Coloquei tudo na mochila e fui me despedir dela, a mesma me abraçou e deixou um beijo em minha bochecha, mais precisamente no canto dos meus lábios. Ela se afastou e sorriu, eu retribuí e demos tchau uma para a outra. Saí do prédio e fui para a minha casa, sorrindo que nem boba obviamente.

 

Acho que estamos bem!


Notas Finais


Obrigada por lerem :3


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