História Miss You Love - Capítulo 9


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Categorias Batman
Personagens Alfred Pennyworth, Bruce Wayne (Batman), Comissário James "Jim" Gordon, Harvey Dent (Duas-Caras), Lucius Fox, Martha Wayne, Personagens Originais, Stephanie Brown, Thomas Wayne
Tags Ação, Alfred Pennyworth, Aventura, Batman, Bruce Wayne, Drama, Romance, Salteadora, Stephanie Brown, Universo Alternativo
Visualizações 13
Palavras 1.650
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A música desse capítulo é "Demons" do Imagine Dragons.

Capítulo 9 - Demons


O silêncio do grande salão onde ficava a piscina coberta era cortada pelo ruído da água rompido por braçadas longas. A mulher cortava a água com braçadas fortes e bem treinadas, chegando na ponta e dando uma virada perfeita, enquanto retomava as braçadas precisas. Ela vestia um maio preto de natação, óculos, protetor de ouvido e touca. Distante, desconectada, era assim que se sentia durante cada braçada que ela dava, firme e forte.

Quando o peito ardia pelo esforço até a exaustão, nadou até a escada e caminhou até uma das espreguiçadeiras, sentou-se e começou o ritual de tirar a touca, os protetores, quando viu uma toalha entrar no campo visual, ela ergueu a cabeça encarando o homem que a entregava.

- Nós temos que conversar. Você não acha que dois dias me evitando já é o bastante?

Ela se levanta ignorando a toalha dele, veste o roupão e caminha em direção a porta que levava a um dos tanto corredores, Bruce a seguiu de forma determinada.

- Você está agindo de forma infantil, você não vê isso?

Stephanie para, se vira para ele e então fala calmamente.

- Na biblioteca, em meia hora. E não aceito nada menos que a verdade.

- Tudo bem, meia hora.

Ele fala de forma séria. Dando o espaço que ela pedia naquele momento.

***

Eu arrumava as malas rapidamente, as várias caixas, estava animada, ia ter um lugar meu, totalmente meu.

- Stephanie, minha filha, você sabe que não precisa sair daqui?

- Pai, já conversamos sobre isso, eu preciso ir para Nova York. Consegui uns bons investimentos lá. Têm uns galpões na zona portuária, que você compra a baixo custo, dependendo do bairro, você pode dar uma nova finalidade a eles, com uma reforma simples e voilá, poderá vende-lo por muito mais.

- Mas você pode fazer isso aqui em Gotham.

- Sinceramente, senhor Alfred?...Sabemos que não dá pra fazer isso, a criminalidade afasta os investidores. Mas eu virei visita-lo, não posso me afastar de todo da Sauvage, afinal, é lá que consigo os investimentos para os meus negócios em Nova York.

- Eu ainda não consigo crer como você está conseguindo tudo isso.

Me aproximo do meu pai, colocando as mãos nos ombros dele, olhando em seus olhos.

- Só saber como usar cada segredinho, para gerar investidores, ai é só colocar o dinheiro no lugar certinho, saber onde investir. Simples assim, paizinho. Confie em mim. Ainda vou te dar muito orgulho.

- Espero que não arrume problemas por isso. Segredo é uma coisa muita séria.

- Eu sei disso muito bem. – Dei uma piscadinha para ele.

***

Stephanie entra na biblioteca, usava uma roupa despojada, calça jeans e camiseta preta. Bruce estava em pé diante da janela. Ela caminha até a poltrona e então se senta falando.

- Vamos lá! Chegou a hora da verdade!

- Eu fiz tudo isso pelos meus pais, pelo legado deles, quando aquele homem foi solto, não podia ficar calado, não podia aceitar a impunidade de um tribunal corrupto, percebi então que a cidade estava corrompida, que eu não pertencia a ela. Então fui embora, vaguei pelo mundo, aprendendo várias formas de fazer justiça, com todo o tipo de pessoa que pode imaginar. Cada dia aprendendo algo que poderia me ajudar no combate daqueles que estavam corrompendo esta cidade, por que quando eu vi a morte daquele homem que matou meus pais, eu percebi que ele era apenas uma engrenagem de um grande sistema, que a morte dele não faria diferença nenhuma. E quando estava pronto, eu voltei e comecei a usar tudo que aprendi para fazer a justiça vigorar nesta cidade. O morcego sempre foi a coisa que mais temi, então agora eu ia usar o meu medo para assustar os criminosos desta cidade, meu antigo medo, seria o medo deles a partir agora. Mas não podia contar para as pessoas, pois cada um que souber deste segredo, estará em risco. Apenas envolvi o Alfred por que precisava de uma pessoa para me dar suporte, ele não apareceria, isso o manteria seguro.

- Meu pai sempre soube onde esteve?

- Não. Eu nunca disse onde estive, apenas dava um jeito para que ele soubesse que estava bem, com vida e a salvo.

- Merda! Enquanto a minha vida afundava por que você foi embora, você estava tentando salvar Gotham? Não sei se me sinto mal por ser uma egoísta filha da puta, por estar com raiva por ter sido deixada de lado, mesmo que seja para a salvar a cidade. Ou se me sinto consolada, que toda a merda que eu passei teve um objetivo maior. – Ela falava indignada. Não aguentando mais, fica em pé. – Merda! Como teve coragem de olhar na minha cara estes últimos dias e esconder isso de mim? Mentir para mim? Eu nunca menti para você, Bruce!

- Mesmo? Vai querer dizer na minha cara que nunca escondeu nada de mim, Stephanie? – Ele se vira encarando a loira, com um olhar agudo.

- O está insinuando? – O enfrentar.

- Já que a questão é esconder segredos. Você pode me explicar isso? – Ele mostra o tubo metálico para ela, cujos olhos ficam largos em espanto – Estava no bolso do seu casaco. Isso confirma o que fazia naquele beco escuro. Você está se drogando Stephanie? A quanto tempo está fazendo isso? Uma irresponsabilidade dessas? – Pergunta de forma dura.

- Desde que precisei calar a dor dentro de mim. A dor provocada por sua partida. – Ela resolve feri-lo com a verdade.

O homem a olha como se tivesse levado um tapa, abre e fecha a boca várias vezes, então fala quase um sussurro dolorido.

- Você está se matando.

- Você também está se matando. Esqueceu onde eu te encontrei? Esqueceu que eu tive que te costurar? – Ela começa com a voz baixa, mas vai se descontrolando, diante da lembrança.

- Eu faço isso com responsabilidade, diferente de você.

- EU VI AS CICATRIZES PELO SEU CORPO! EU VI O QUE ISSO ESTÁ FAZENDO COM VOCÊ. – Ela grita furiosa, os olhos enchendo d'água, ela cai na poltrona, a cabeça baixa. – Não espere que fique aqui, esperando o dia que receberei a notícia de que você morreu.

- Eu POSSO morrer, você VAI morrer se continuar nisso. – Ele senta na mesa de centro, de frente para ela. – Você não vê que está dando dinheiro para caras igual a aqueles que mataram seus pais.

- Eu havia largado. Quando fui para Nova York, eu fiquei limpa. – A voz dela era baixa, calma. – Eu tinha controle da minha vida, de tudo a minha volta, eu era dona do meu mundo. Até que eu recebi a ligação do meu pai, dizendo que havia encontrado você, que estava voltando...O controle...Kabum. – Ela fez com a mão gesto de explosão.

- Eu posso ajudá-la a retomar controle. Se me prometer que não vai mais usar isso... – Mostra o tubinho para ela. – Na verdade vou confiscar este.

- Então você promete que nunca mais vai mentir para mim.

- Que tal prometermos nunca mais esconder nada um do outro?

- Feito!

Stephanie aperta a mão dele com um sorriso.

- Vamos! Quero lhe mostrar um lugar.

- Aonde você faz toda sua operação secreta?

Ele abre um discreto sorriso.

- Sim.

Eles passam por uma passagem secreta da biblioteca, que os levava para a caverna.

***

Meu primeiro contrato. Meu...primeiro...contrato.

Estava muito feliz, meu coração inundava. Eu saia do grande prédio, onde eu tinha acabado de assinar a venda de um dos galpões, na minha bolsa tinha um cheque de quase 500 mil dólares. Sim!

Eu pude sentir a alegria me invadindo, não pude resistir em fazer minha dança da vitória, enquanto meus cabelos castanhos balançavam felizes em um generoso rabo de cavalo. Eu vim alinhada para reunião, de saia, terno, camisa branca, saltos, afinal, eu ia receber 500 mil dólares, eu teria 300 mil só de lucro! E já o investiria em um novo galpão, esse voltado para fins residenciais, já que tinha mais dinheiro para investir.

De repente senti como se alguém tivesse me olhando, senti aquela sensação esquisita. Às vezes eu sentia isso. Olhei em volta preocupada, abri um sorriso delicado, alimentei silenciosamente aquela esperança que eu carregava.

- Eu queria que estivesse aqui.

Suspirei, com aquele pequeno aperto no coração. Queria que ele estivesse lá, para compartilhar aquela alegria de ter conquistado mais um degrauzinho da vitória que eu tanto buscava.

***

A figura sombria se posicionou sobre o prédio onde ficaria de vigia, esperando algo acontecer. Então disse com a voz gutural modificada por um dispositivo eletrônico.

- Estou posicionado.

- Brown online.

- Tem certeza que isso vai dar certo?

- Confia em mim, sou ótima com computadores, e além do mais meu pai está aqui, me monitorando. Esqueceu que você me deixou com babá?

- Sim. Você não vai querer que eu morra.

- Quanta confiança em mim. Morcego de pouca fé. – Um ruído metálico enche o fundo de onde ela falava, então a mulher complementa. – Batman, Av. West com Sussex. O alarme do banco disparou, a polícia está indo para lá.

- Já estou indo!

Ele logo está descendo por um cabo até o carro, para se deslocar até o endereço.

- Envia...

- Já enviei a localização para o computador de bordo do carro. Agora estou tentando invadir os computadores para poder ver o circuito interno do banco.

- Como você...?

- Acha que fiquei rica como? Tive que aprender de tudo um pouco. Está bem que essa parte eu aprendi mais. Aviso logo que não fiz trapaça, apenas usava as informações que coletava. Afinal, informação é poder...Touchê!...Falando nisso, já sei que dentro do banco estão 6 homens fortemente armados, 3 próximos da porta, 1 com a arma apontada para os guardas e 2 trabalhando no cofre.

- A caminho.

Batman disparou no carro em direção ao banco que estava sendo assaltado.


Notas Finais


Talvez essa caverna seja pequena demais para estes dois. Deixe sua opinião e o seu voto. Eles são muito importantes.

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