História Miss You More - Capítulo 11


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Categorias Star vs. as Forças do Mal
Personagens Marco Diaz, Personagens Originais, Star Borboleta
Tags Jackie, Janckie, Janna, Jantom, Jarco, Marco, Marco Diaz, Marcpoo, Star, Star Butterfly, Star Vs As Forças Do Mal, Starco, Tom
Visualizações 41
Palavras 2.767
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Hentai, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


~ Nime do cap é: A Paz é uma ilusão

Mais em cima do tempo, impossível

Boa Leitura🍑

Love you 💖

Capítulo 11 - Peace Is An Illusion


Stella bom e correu. Correu muito. Correu tanto que seus pés queimaram de dor quando ela chegou ao saguão de seu prédio, e apoiou as mãos nos joelhos, dobrando o corpo e respirando fundo.

Seu peito subia e descia, enquanto ela puxava o ar para dentro dos pulmões com a maior força que conseguia, apertando o spray de pimenta em cima do osso do joelho esquerdo. Não ligou para a dor incomoda que o objeto causava em sua perna, ciente de que não era nada comparado a queimação de seus pés e, agora, panturrilha.

Conseguiu se recuperar e acertou a coluna, indo até a porta do prédio e a fechando com força, o que causou um pequeno susto no porteiro.

- Stella! - Taylor, o homem magro de trinta e poucos anos se aproximou dela, de cenho franzido. Seu cabelo era curto e ralo, começando a falhar nas entradas do couro cabeludo, mas com um topete de fiapos que o deixavam engraçado. Os olhos eram castanhos como os fios de cabelo, e seu nariz era grande, com o osso protuberante. - Está tudo bem?

Ela não conseguiu conter o grito de susto ao escutar a voz dele, e se virou na direção do som, erguendo a mão que segurava o spray de pimenta. Taylor deu bons passos para trás e levantou as mãos na frente do corpo, com medo de ser atingido por ela ou pelo spray.

- Taylor! - Exclamou, colocando a mão no peito. - Você não pode aparecer assim!

- Eu estava no banheiro. Hoje minha mãe fez uma comida que solta o meu intestino e você sabe como alguns moradores reclamam do cheio ruim. - ele deu de ombros. - Por que você fechou a porta?

- Está frio!

- A temperatura está normal.

- Eu estou com frio.

- Mas você conhece a regra do prédio. A porta tem que ficar aberta, e a grade lá de fora fechada.

- Por que não deixarmos os dois fechados hoje?

- Eu não quero ser demitido.

- Você não vai.

- Sinto muito, Stella. - Taylor foi até a porta de vidro e a abriu outra vez. - A porta tem que ficar aberta.

- E se formos assaltados?!

- Estou aqui para evitar esse tipo de coisa.

Stella estalou a língua dentro da boca e caminhou até o elevador, socando o botão, como se isso fizesse com que as portas se abrissem mais rapidamente. Taylor abriu a boca para avisá-la sobre a regra que deixava claro que o botão devia ser apertado apenas uma vez, mas a porta do elevador abriu e Stella entrou depressa, sem se despedir do porteiro.

Ela se encostou em uma das paredes espelhadas e fechou os olhos, mas não conseguiu ficar assim. Abriu-os em poucos segundos e olhou ao redor para ter certeza de que estava sozinha. Aproveitou para olhar os espelhos e encostou nos quatro, confirmando que não eram falsos e que não escondiam alguém na parte de trás.

Bateu o pé esquerdo impacientemente no chão e observou o painel de controle do elevador, vendo os números que representavam os andares mudando a medida que ele ia subindo. Cada segundo que ele ficava em um andar parecia ser eterno e, quando ele chegou ao 9° andar, ela não esperou que a porta abrisse por completo, encolhendo-se para passar na abertura inicial.

Correu para o lado direito do corredor e parou em frente ao apartamento 903, tendo dificuldade ao procurar as chaves da porta dentro de sua mochila. Suas mãos ainda tremiam um pouco e ela sentia que estava sendo vigiada, perseguida, com a sensação de que Marco ainda estava por perto, mesmo sem saber que, para sua sorte, ele não estava.

Quando conseguiu abrir a porta, entrou e a bateu, trancando-a na fechadura e na tranca de apoio que ficava um pouco em cima. Soltou a bolsa no chão e fechou as cortinas brancas e compridas que ficavam na porta que dava para a sacada, no lado esquerdo da sala.

Quase tropeçou na mesinha de centro redonda que ficava entre o sofá e o móvel da televisão, praguejando baixinho quando a chutou, tirando-a do lugar.

Pegou o telefone sem-fio que estava no pequeno móvel ao lado do sofá, discando o número que queria com tanta rapidez que se surpreendeu ao não errá-lo:

- Cole? - Perguntou assim que percebeu que ele havia atendido o telefone. - Você ainda está na rua?

- Quem é?

- Como quem é? Sou eu! Stella!

- Ah! Desculpe, princesa. - ele riu do outro lado da linha - Não reconheci sua voz e não olhei de quem era a ligação. - Estou no bar perto do Petter's.

- Hoje é o dia em que você bebe com seus amigos, né? - Stella encolheu os ombros. - Eu me esqueci. Droga. - Murmurou

- Você precisa de alguma coisa?

- Não. Sim. Acho que vou pedir pizza e queria te chamar para vir aqui para casa, mas pode deixar.

- Ligue para a pizzaria. Vou chegar em meia-hora e estou levando as cervejas.

- Não, Cole! Você está com seus amigos e eu não quero te incomodar. - Ele não respondeu. Cole?

Stella suspirou aliviada e colocou o telefone na base, pegando-o outra vez para pedir a pizza. Jogou-se no sofá e ficou atenta aos sons que sua casa fazia, mesmo que eles se resumissem nos estalos da geladeira.

Ficou no sofá, esperando impacientemente por Cole, enquanto o tempo parecia não passar em sua velocidade normal. A pizza chegou, seu estômago roncou e nada de seu melhor amigo. Seus olhos ficaram presos na tela do celular, vendo os números digitais mudarem lentamente, para seu desespero.

O que pareceu ser uma eternidade depois, a porta do apartamento fez um barulho e Cole a abriu na fechadura, mas não conseguiu entrar por conta da tranca extra. Ele franziu o cenho e aproveitou o tempo que Stella levaria para abrir a tranca para guardar a chave reserva do apartamento embaixo do sapo de cerâmica que ficava em um vaso de plantas ao lado da porta.

- A cerveja chegou! - Sorriu quando ela o deixou entrar.

- A pizza também! E o Pete mandou jujubas para mim e aquele molho verde para você.

- Nossa! - ele a olhou de forma assustada. - O que você fez?

- Usei minha voz sexy para falar com ele.

- Não. Sempre que você faz alguma coisa e precisa de alguém, paparica a pessoa para conseguir o que quer. O que você fez, Stella?

- Não fiz nada... -Cole colocou as cervejas em cima da mesinha de centro, e Stella buscou a pizza na cozinha, abrindo a caixa e colocando os guardanapos ao lado das cervejas. - Eu só pensei em passar uma noite diferente com você.

- Você não me engana, princesa. - Ele pegou uma fatia da pizza e se sentou no sofá.

-Quanta confiança! - Stella abriu uma long neck de cerveja, tomando um gole.

- Quantas vezes você me ligou à noite só para me chamar para comer pizza? A minha favorita ainda por cima!

- Ok, Cole. Eu não estava afim de ficar sozinha, e nem de ouvir sobre os pegas da Sam.

- Então eu fui a segunda opção?

- Foi a primeira porque eu nem considerei chamar a Samira. Mas isso não é nada.

- Não? Você não vai me contar o que aconteceu?

Stella mordeu seu pedaço de pizza e colocou os pés na mesinha de centro, ao lado da caixa. Encarou suas unhas, como se fossem a coisa mais interessante do mundo, percebendo que precisava trocar o esmalte com urgência, já que ele começava a descascar.

Cole soltou um muxoxo alto e balançou a cabeça negativamente, chamando a atenção dela. No exato momento em que Stella se virou para olhá-lo, viu o molho da pizza escorrendo e sujando a camisa xadrez que ele usava, fazendo-o soltar um palavrão alto com seu sotaque do interior.

- Eu fiquei com medo. - Ela falou, depois de rir da camisa suja do amigo. - Aquele moreno maluco me assuntou naquele dia.

- Moreno maluco? - Cole a olhou sem entender. - O detetive? - Riu. - Então a princesa, dona da razão, ficou com medo?

- Ele gritou no meu rosto, me segurou, me abraçou, e disse coisas que eu não consegui entender.

- Ele te machucou quando te segurou?

- Não. - Mentiu, pensando no cotovelo dolorido. - Mas eu o machuquei com o café.

- Você o queimou! Senti vontade de te matar naquele momento.

- Não vou pedir desculpas. Ele nem era um cliente.

- Podia se tornar.

- O Petter não perdeu nada, tanto que ele só apareceu no dia do tofu grátis.

- Na verdade, ele já tinha ido lá uma vez.

- Quando?

- No dia que eu pedi para você pagar algumas contas para mim.

- Espera... Eu acho que me lembro. - Stella tentou se concentrar. - Trombei com alguém quando cheguei ao Petter's naquele dia. Pensei já ter visto ele no outro dia , mas não prestei muita atenção.

- Você e sua mania de andar rápido.

- Eu estava com pressa.

- Você sempre está. - ele rui. - Mas você está apavorada.

- Estou assustada.

- A porta estava fechada na tranca extra. Você nunca tranca essa porta nem na chave normal quando está em casa.

- Echo Creek está se tornando mais violenta.

- Você mora em um dos melhores bairros da cidade.

- Isso me proíbe de ser cuidadosa?

- É claro que não. Eu prefiro que você seja cuidadosa, eu mesmo já disse para você trancar a porta quando estiver aqui, é perigoso.

- O Taylor fica lá embaixo.

- O Taylor é um louco de pedra.

- Está tudo bem, Cole. - Ela estremeceu - Tem dois dias que isso aconteceu.

- E você ainda está assim?

- Ele era grande!

Cole riu baixinho e a puxou, abraçando seus ombros. Apertou-a de leve e passou o nariz por seus cabelos, sentindo o cheiro do shampoo de morango misturado com o do café que ela tomava.

- Princesa, ele pode ser grande, mas eu não tenho medo.

- Muito grande.

- Não exagera, Ella. Ele é do meu tamanho, talvez uns dois centímetros menor.

- Ele é muito grande.

- Sempre me esqueço que você é baixinha. Tudo para você é grande.

- Ei - Ela o empurrou, rindo do comentário.

- Preste atenção, quando você entrou no Petter's eu também estava começando lá. O emprego era novo para mim, a cidade grande também e o meu tio me deixava louco. - Ele lembrou. - Você lembra o que fez?

- Aceitei o emprego e acabei virando sua amiga.

- Sim, você me ajudou e eu te ajudei.

- E no meio dessa equação está a Samira.

- Como eu posso me esquecer dela? Aquela lá sempre teve o talento de me irritar.

- É realmente um talento. - Stella debochou. - Como se você não ficasse irritado por qualquer coisa.

- O que eu quero dizer. - Ele revirou os olhos. - É que eu vou te proteger.

- Obrigada. Você e o spray de pimenta são os meus salvadores.

Cole pegou outro pedaço de pizza e saiu do sofá, indo até o móvel em que a TV ficava. Abriu o gavetão que o compunha e mexeu nos DVD's de Stella, analisando os títulos.

- Terror ou comédia?

- Comédia

- As Branquelas?

- Pode ser. - Ela deu de ombros, e ele colocou o DVD no aparelho, pulando no sofá em seguida. - Vou pegar os cobertores.

- Não precisa.

- Eu não quero incomodar.

- Você é realmente um grande incômodo Cole.

- É sério! - ele gritou quando ela sumiu no corredor.

Stella voltou com dois cobertores grossos e se enrolou em um deles, embolando os pés nos de Cole, que chiou ao sentir sua pele gelada.

- Porra, Stella! Seu pé é de defunto, eu tenho certeza!

- Cale a boca e me ajude a esquentá-lo.

- Como você se acostumou com eles? Estão sempre gelados

- Convivo com eles há 21 anos, deve ser por isso. - Esfregou os pés nos dele, voltando a tomar sua cerveja.

- Então, o que o Marco fez?

-O quê?

- Como ele te achou?

- Ele não achou. Só o vi no restaurante.

- É feio mentir pro melhor amigo, princesa. - Cole cruzou os braços. - E seu cotovelo não estava roxo quando eu te deixei no Petter's essa noite.

- Eu sei. Eu caí.

- Como?

- Tropecei.. Naquela estátua estúpida.

- Que estátua?

- Aquela que fica no centro.

- A da Salvadora?

- Sim. - Stella olhou para a porta da sacada, conferindo se ainda estava bem fechada. - Quem teve a ideia de colocar aquele trambolho no meio da rua? É ridículo.

- Minha avó falava que estátuas de pessoas guardam seus espíritos.

- Por Deus, Cole!

- O que quer dizer que você não deve falar dela se não quiser ter o pé puxado durante a noite.

- Você não vai conseguir me assustar. E foi de Star que o esquisito verde me chamou.

- Star?

- O nome da "Salvadora". - fez aspas no ar. - A Sam disse uma vez que eu era parecida com ela, mas não surtou como aquele idiota.

Cole se virou para olhar o rosto de Stella e arqueou uma sobrancelha, pensando na foto que havia visto de Star no pedestal de cimento da estátua.

- É. Parece um pouco.

- Sim, um pouco.

- Tem garota nessa cidade que parece mais, então não se ache por lembrar uma heroína.

- Quer um autógrafo? Assino com o nome dela se você quiser.

- Credo, Stella! Eu não gosto de brincar com essas coisas... Vai que atrai.

- Tem razão.

- O que você tanto olha?

- A porta da sacada. Quero ter certeza de que não tem ninguém lá, mas estou com medo de ir verificar.

- O detetive te deixou mesmo com medo. - Cole se levantou e abriu as cortinas. - Não tem ninguém. Tá tudo certo.

- Pode olhar se a porta está bem fechada?

- Completamente trancada.

- Graças a Deus.

- É engraçado te ver com medo. - Ele riu. - E amanhã vamos passar mel nesse cotovelo.

- Mel?

- É uma receita de família. Vai tirar o roxo e a dor.

- Mel?! Você está se ouvindo.

- É melhor você confiar na receita do Petter.

- Estou com saudade dele.

- Eu não. Gosto de mandar no restaurante.

- Você é nojento.

- O que você acha de ficar em silêncio para assistirmos ao filme?

Stella revirou os olhos descaradamente e cruzou os braços, deixando que Cole prestasse atenção no filme. Ele a puxou e a fez se deitar em seu peito, acariciando seus cabelos.

Não demorou muito para que ele relaxasse e dormisse de boca aberta, roncando mais alto que o volume do filme. Já Stella, continuou acordada, alerta e com os olhos atentos a tudo que estava na sala. Seu nervosismo não passou e a sensação de estar sendo perseguida também não.

A imagem de Marco com o rosto perto do seu, a dor em seu cotovelo, tudo fazia com que ela se lembrasse do horrível momento em que ele atacou. Ela subiu o cobertor até o queixo e respirou fundo, concentrando-se nas cenas finais de As Branquelas. Infelizmente, nem o humor do filme foi capaz de distrai-la e, enquanto Cole dormia, ela ficou acordada.

Levantou-se com cuidado e abriu as cortinas, destrancando a porta da sacada. Ligou os pisca-piscas e apoiou-se no guarda-corpo, olhando os prédios da cidade. A brisa bagunçou seu cabelo e ela fechou os olhos, enxergando o rosto de Marco outra vez.

Do outro lado da baía, na casa dos Diaz, Marco estava sentado no parapeito da janela de seu quarto, brincando com a estrela da varinha de Star. Passava o objeto entre os dedos e olhava o ouro brilhando nele, pensando em várias coisas de uma única vez. Seus olhos ainda estavam ardendo e lacrimejavam quando ele focalizava alguma coisa, mas ele não estava pensando nisso.

Onde ele estava com a cabeça quando atacou uma civil? Quando quase a beijou? Ela não era Star, e ele agiu por impulso.

Pensando em Stella e Star, fechou os olhos deixando que a brisa do vento da noite refrescasse seu rosto.

 Seria uma longa noite, tanto para ele quanto para ela.


Notas Finais


Comenta aí bebê!

Espero vocês no próximo Cap e...
FUUUUUUIIIII


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