História Missão A Dois - Capítulo 18


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Percy Jackson
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Palavras 3.205
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Capitulo 17 - Sessão


Dei meia volta e comecei a sair de lá lentamente, mas já era tarde demais. Ela já tinha me visto! Tive certeza quando a ouvi chamar meu nome as minhas costas.

– Annabeth? – exclamou Rachel Elizabeth Dare enquanto me cutucava no ombro. Me virei lentamente na direção dela com um sorriso bem falso no rosto.

– Rachel. Que surpresa encontrar você aqui… - uma surpresa muito desagradável por sinal. Mas o que é que aquela ruiva estava fazendo numa agência de modelos? Aposto que ela estava se perguntando o mesmo sobre mim.

– Eu digo o mesmo – respondeu ela confirmando minha suspeita. Sua expressão era de surpresa e desconforto ao mesmo tempo. Logo entendi que ela não estava mais satisfeita do que eu de ter sido descoberta ali – Como estão as coisas? Parece que não vejo você e o Percy há eons!

– Pois é – falei tentando não parecer tão incomodada com a presença dela ali – Nós fomos ao acampamento algumas semanas atrás, mas você não estava lá – pensei em perguntar onde ela havia estado e o que tem feito da vida, mas puxar mais assunto acabaria sendo pior. Eu não queria ter que começar a mentir para ela se ela também me fizesse essas perguntas. Quanto menos eu falasse seria melhor.

– Eu fiquei um tempo longe do acampamento meio sangue – explicou Rachel, mesmo sem eu perguntar nada – Tive alguns problemas familiares e passei um tempo em casa.

– Espero que esteja tudo bem com a sua família – a educação e o bom senso não me deixaram não demonstrar preocupação por ela. Rachel não era a minha pessoa favorita no mundo, mas afinal de contas era amiga de Percy e se algo ruim estivesse acontecendo eu iria querer judar, ou pelo menos mostrar solidariedade.

– Ahh sim, estão todos bem, não se preocupe. Meu pai só teve um pequeno acidente no trabalho e teve que ficar de cama por causa de uma perna quebrada. Na verdade era mais drama dele do que qualquer outra coisa – ela parecia se divertir ao lembrar do assunto. E por um milésimo de segundo nós duas sorrimos uma para a outra de maneira sincera – Bom, antes que você me pergunte o que eu estou fazendo aqui, eu respondo: estou trabalhando de assistente de um dos estilistas dessa agência.

Levantei as sobrancelhas e emiti um ruido apenas para mostrar que havia entendido. Não fazia ideia do que dizer a seguir. Provavelmente era a minha vez de dizer o que estava fazendo ali. Eu tinha algumas opções: inventar uma boa mentira e correr o risco de ela acabar descobrindo tudo; falar a verdade e torcer para que ela não comente nada com Percy; falar a verdade e implorar para que ela não conte nada; e sair correndo dali e nunca mais voltar. Infelizmente qualquer que fosse a minha escolha, eu não podia ter certeza de que ela não contaria nada a Percy. Logo era melhor eu optar pelo mais fácil e com menos riscos: falar a verdade e seja o que os deuses quiserem!

– Que legal, Rachel. Fico feliz por você. Não sabia que se interessava pelo mundo da moda e essas coisas.

– Na verdade, nem eu. Mas estou gostando de trabalhar aqui. O que eu estou morrendo de curiosidade para saber é porque você está aqui. Jamais poderia imaginar que tinha interesse em trabalhar com moda!

– Bom, digamos que não foi uma coisa muito planejada…

Naquele momento fui interrompida por um homem vestindo roupas ultra modernas e um chapéu cheio de flores. Ele sorria de uma forma exagerada e parecia que estava transbordando de felicidade. Eu o olhei espantada enquanto Rachel sorria e parecia bem calma diante dele. Depois de colocar uma mão no ombro de cada uma de nós o homem espalhafatoso começou a falar.

– Meus amores, que bom que já se conheceram! – era impossível não notar a voz e o jeito afeminado que ele tinha. Tive que segurar o riso porque ele era muito expressivo e engraçado – Vamos trabalhar juntos nessa temporada, então é bom que vocês já fiquem best friends! Rachel, querida, já mostrou o figurino da nossa nova super top model?

– Er… ainda não Pablo – respondeu ela um pouco constrangida – Mas estava indo fazer isso agora mesmo!

– Ótimo! – respondeu Pablo não parecendo nenhum pouco irritado com Rachel – Zach me disse que havia conseguido uma jóia rara para minha equipe, e vejo que ele não mentiu – o estilista olhava para mim e dava uma piscadela. Assim que ele nos deixou sozinhas novamente, Rachel me olhou completamente confusa.

– Top model?

– É uma longa história…

– Vamos ter muito tempo para conversar enquanto você prova os figurinos e faz a maquiagem – ela parecia animada ao falar daquilo – Vai poder me dar todos os detalhes.

Meu estômago estava dando cambalhotas tamanho era o meu nervosismo. E Rachel ainda queria que eu lhe contasse como é que eu havia entrado nessa de modelo. Com certeza seria um longo dia! Tentei relaxar e como já havia decidido, contei toda a verdade a ela. Só não mencionei o fato de que Percy não gostara da idéia de eu fotografar desde o primeiro instante, nem que ele não estava sabendo que eu assinara o contrato. Mas toda a história do assalto e das nossas contas atrasadas eu fiz questão de falar, até mesmo para me justificar. Afinal, ela também não achava que aquele universo tinha a minha cara. De certa forma, eu fui começando a me sentir mais a vontade. O fato de ter uma pessoa que eu conhecia na equipe era um tremendo alívio. Mesmo que essa pessoa fosse Rachel Dare. Não posso dizer que passei a gostar dela de um minuto para o outro. Mas sua presença ali me reconfortava. Ao menos alguém saberia que eu era uma negação no quesito moda.

Alguns minutos, que pareceram horas, depois eles enfim terminaram de me maquiar e escovar meu cabelo. Eu já estava cansada de ter que ficar sentada sem me mover. Nem me deixaram olhar no espelho e já me levaram para trocar de roupa. Nessa parte Rachel participava bastante. Ela ajudava a decidir que roupas cada modelo iria usar. Por sorte ela me deu um vestido bem bonito e não muito curto pra vestir. Tinha um decote imenso, que me deixava um pouco envergonhada, mas depois que vi as roupas das outras garotas me senti um pouco melhor. Quando tive a chance, fui procurar um espelho para ver se eu estava mesmo aquele arraso que todos estavam dizendo. Confesso que me surpreendi. Se eu não conhecesse a mim mesma e me visse naquele momento diria que eu tinha mesmo futuro como modelo. Meu cabelo estava impecável e meu rosto definitivamente tinha sido bem valorizado com aquela sombra azul e o blush nas bochechas. A roupa me caia muito bem e se eu ficasse parada talvez conseguisse me equilibrar naquele salto.

Até aquele momento eu estava indo bem. Claro, porque eu não fizera nada além de deixar eles me arrumarem. Sentia que Pablo, o estilista que havia desenhado aquelas roupas que eu e as outras meninas vestiamos, estava muito ansioso para começar a sessão. Era evidente que suas expectativas eram altas. A cada modelo que ia para o estúdio ele dava saltos de empolgação. Fiquei um pouco mais aliviada quando percebi que todas ali eram novatas como eu. Enquanto posavam para as fotos, elas tinhas que ser orientadas por pessoas da equipe que ficavam em volta e até mesmo pelo fotógrafo.

Quando chegou a minha vez de posar Pablo me acompanhou até o estúdio e me posicionou em baixo dos refletores. Eram tanta luz que eu achei que fosse ficar cega. Meu TDAH não lidou muito bem com aquilo, mas tentei não demonstrar. Enquanto o fotógrafo preparava a câmera meus olhos foram se acostumando a claridade excessiva. Notei que Rachel estava lá ao lado de Pablo aguardando a sessão começar. Também reconheci Zach entre as pessoas que aparentemente estavam ali para assistir a sessão. Será que eles não imaginavam que quanto mais gente olhando, mais nervosa eu iria ficar? Comecei a me sentir cada vez mais tensa, não queria desapontar ninguém. E o mais importante, eu precisava daquele emprego, precisava do dinheiro. Tentei não entrar em pânico quando o fotógrafo enfim veio em minha direção. Ele estendeu a mão e se apresentou.

– Muito prazer, sou Roger – ele tinha um sorriso simpático e olhos bondosos – Sei que nunca fez isso antes, então não se preocupe se ficar perdida durante a sessão. Só procure agir naturalmente e seguir as orientações que a gente te der, ok?

– Ok – respondi com a voz quase sumindo. Eu com certeza ficaria bem perdida. Se conseguisse ao menos ouvir as orientações e não cair daquele salto imenso eu já ficaria feliz.

Segundos depois eu já estava sendo fotografada. Roger apertava o botão da máquina frenéticamente sem que eu nem tivesse me movido ainda. Completamente sem saber o que fazer, eu tentei sorrir e colocar a mão na cintura pra começar. Tanto o fotografo quanto o resto da equipe pareceram gostar daquilo. Então continuei sorrindo inclinei um pouco a cabeça. De repente senti um vento na direão do meu rosto. Haviam ligado um enorme ventilador na minha direção. Tentei agir naturalmente como Roger dizia e fiz o que eu normalmente faço naquela situação: tentei colocar meu cabelo no lugar. Não estava tentando ser sensual nem nada disso, mas o fotografo ainda parecia satisfeito. Quando eles me pediram para andar pelo estúdio e me agachar as coisas começaram a ficar mais complicadas.

De cara todos já pereberam que eu não me dava muito bem com o salto alto. Para dar apenas dois passos eu já quase me desequilibrava. E quando tentava me abaixar, não conseguia parecer nenhum pouco natural, afinal eu ficava morrendo de medo de cair no chão. Para não tornar a coisa ainda mais constrangedora, Pablo sugeriu que eu mudasse o look. Então Rachel me deu outra roupa para vestir. Dessa vez uma calça jeans, uma blusa de alça e uma bota de montaria sem salto. Não era exatamente meu visual preferido, mas com certeza era muito melhor para a sessão. Consegui ter bem mais desenvoltura em frente a câmera dessa vez. Mas algo me dizia que eu não estava indo tão bem assim. Os rostos que me olhavam não pareciam tão felizes. Provavelmente já tinham se dado conta de que eu era um fracasso total como modelo.

Quando eu não sabia mais qual pose e qual cara fazer para a câmera, o fotografo me informou que havia terminado. Suspirei de alivio discretamente e sai do estúdio. Sem perder nenhum segundo a mais o staff já me encaminhou aos camarins para eu trocar de roupa. Pedi para que eles tirassem minha maquiagem, afinal seria um tanto estranho eu chegar em casa daquele jeito sendo que deveria estar na faculdade. Obvio que eles não puderam desmanchar a linda escova que fizeram em meu cabelo, mas se eu prendesse tudo num coque nem daria para notar. Depois de pegar minhas coisas voltei para onde as outras modelos que já haviam fotografado estavam. Mesmo querendo muito ir embora logo, eu ainda não havia sido dispensada. Então era melhor ficar ali para ver se não iriam precisar de mim para mais nada.

Por sorte Rachel estava tão ocupada que não pudemos conversar mais durante o restante do dia na agência. Quando todas as modelos já haviam feito suas fotos, a equipe se reuniu no saguão de entrada. Tanto Pablo como Zach pareciam super satisfeitos com o resultado daquela sessão. Eles parabenizaram a todos e disseram que em breve iriam nos informar quais de nós fariam parte do cast daquela marca de forma definitiva. Meu queixo caiu e eu fiquei no mínimo desapontada. Então ainda haveria uma seleção para ver que modelos ficariam? Se eu soubesse daquilo talvez tivesse me empenhado mais na sessão. Não podia me dar ao luxo de perder aquela oportunidade. Eu não tinha visto o resto das meninas em suas sessões, mas podia apostar que a maioria delas fora muito melhor do que eu. Resolvi ir falar com Zach para tentar descobrir quais eram as minhas chances.

– Zach, posso falar com você um minuto? – o chamei depois que percebi que ele havia terminado uma conversa com um homem engravatado, provavelmente um dos executivos da agência ou da marca de roupas.

– Claro, minha querida – respondeu ele sorridente.

– Queria saber quantas modelos serão escolhidas para o cast definitivo que vocês falaram. Quero saber se tenho chances de passar…

– Ai não se preocupe, meu anjo! Aposto que você será uma das primeiras a serem selecionadas. Todas aqui são novatas no ramo também, mas nenhuma delas tem uma beleza rara como a sua – ele colocou uma mecha de meu cabelo atrás da orelha enquanto falava – E mesmo que essa marca não te escolha, virão muitas outras por aí, essa foi só a sua primeira sessão. Por sorte essa linha faz questão de pagar todos os ensaios, mesmo esses primeiros que são apenas para teste.

– Então essas fotos ainda não serão publicadas em lugar nenhum? – aquilo de certa forma me aliviava um pouco, quanto mais demorassem para divulgar minhas fotos menos chances de Percy descobrir. Eu tinha que ter conseguido algum dinheiro antes disso, se não minha justificativa não funcionaria.

– Ainda não. Mas depois se você entrar para o cast, o que eu acho muito provável, eles podem querem aproveitar uma ou outra foto de hoje. Mas isso é bem difícil, já que os ensaios oficiais são bem mais produzidos e planejados.

Ensaios bem mais produzidos e planejados, ou seja, bem mais dífíceis! Era tudo o que eu queria ouvir. Já achava que não seria escolhida por marca alguma, imagina fazer uma sessão mais complexa que aquela? Era melhor não pensar naquilo. Sofrer por antecipação nunca dava certo. Zach e eu conversamos mais um pouco e logo eles dispensaram as modelos. Pude enfim respirar aliviada. Iria para a casa e passaria o resto do dia com Percy. Esperava que ele não desconfiasse de nada, eu ainda não estava pronta para relevar a verdade. Tentei sair sorreteiramente da agência para que ninguém me visse, mas não deu muito certo. Antes que eu alcançasse a porta, Rachel veio até mim para se despedir. Amaldiçoei mentalmente em grego antigo enquanto sorria e acenava para ela.

– Já está indo embora? – perguntou a ruiva, e eu olhei em direção da porta de saída. Mas aquilo não era obvio?

– Sim, já estava indo. A sessão me deixou tão nervosa que nem lembrei de me despedir, me desculpe!

– Não tem problema – respondeu ela, e então percebi que levava uma mochila no ombro, o que indicava que também estava partindo – Só queria dizer que estou devendo uma visita a vocês. Desde que se mudaram para Manhattan que eu não pude vir conhecer seu apartamento nem nada. Diga a Percy que mandei um abraço e que vou ligar para marcarmos alguma coisa ok?

– Ok – respondi inexpressiva.

Não podia ser verdade! Quando eu achava que tinha me livrado do problema e que Rachel poderia ser uma pessoa suportável afinal, ela me vem com aquela! Teve tanto tempo para querer vir nos ver! E bem agora que ela sabia da minha maior mentira, queira encontrar Percy. Aquilo não podia acontecer, seria impossível ela não acabar comentando sobre a agência de modelos. Até porque ela mesma trabalha lá. Eu não sabia como, mas tinha que impedir que ela se encontrasse com Percy de qualquer maneira! Pelo menos até eu ter tido tempo de contar a ele o que estava fazendo. Ficou um certo silêncio no ar porque eu não sabia mais o que dizer, então Rachel continuou.

– Me passa o telefone de vocês. Prometo que ligo ainda na semana que vem! – pra que a pressa? Pode demorar o quanto quiser para ligar. Eu tinha que lutar para não deixar meus pensamentos sairem pela boca.

– Claro – respondi enquanto pegava um papel em minha bolsa. Não tive outra escolha se não escrever o número errado e entregar a ela. Com sorte isso faria com que ela ficasse longe pelo menos até a próxima semana, quando nos veríamos de novo na agência.

Finalmente me despedi dela e pude ir embora. Ao mesmo tempo em que me sentia aliviada de sair daquele lugar, eu também me sentia completamente culpada. Definitivamente aquele ambiente não havia sido feito para mim. Jamais me sentiria a vontade em uma sessão de fotos, por mais que eles dissessem que eu tinha potêncial para ser modelo. Tinha que me focar no dinheiro que iria ganhar, se não eu jogaria tudo pra o alto em dois segundos. O fato de Rachel ter aparecido na história, só piorava tudo. Ter que encarar ela todas as vezes que eu viesse a agência só iria me lembrar do quanto eu estava errada em esconder aquilo de Percy. E agora além de tudo teria que impedir que ela desse com a lingua nos dentes.

Só por uma irônia muito irritante do destino, um pouco antes de eu descer do metro, começou a chover. Ainda tinha uns bons metros para eu percorrer a pé da estação até meu prédio. Não havia levado guarda-chuva, nem capa de chuva. De manhã o tempo estava ótimo, não parecia que iria fechar daquele jeito. Definitivamente a sorte não estava do meu lado naquele dia. E algo me dizia que não iria parar por ai. Não duvidava nenhum pouco que meus planos de passar o resto do dia com meu namorado, sem me preocupar com mais nada, ainda poderiam ser arruinados. Dito e feito!

Quandoi abri a porta do apartamento minha roupa estava toda molhada. Deixei minha bolsa perto da porta e tirei os sapatos para não molhar a casa toda. Antes que eu levantasse o rosto Percy já veio até mim e não conseguiu conter o riso ao perguntar.

– Tomou chuva, amor?

– Não, essa é a mais nova moda em Paris, não sabia? – meu comentário sarcástico o fez rir ainda mais. Percy então levantou meu rosto e me beijou.

– Não fique brava comigo, mas convidei um amigo meu para assistir o jogo de basquete hoje na televisão – enrruguei a testa e o encarei perpléxa.

– Amigo? Que amigo? – seria um mortal ou um semideus. De qualquer forma era óbvio que eu ia ficar brava, afinal não estava num estado apresentável para receber visitas no momento. E só então reparei nu detalhe básico: como eles pretendiam ver o jogo? – E você esqueceu que não temos mais televisão? – Olhei para o movél da sala ao falar. Para minha surpresa, havia um aparelho de tevê muito maior e mais moderno que o anterior.

– Antes que você me mate, não eu não comprei uma televisão. Sei que pagar as contas é a prioridade no momento – se explicou Percy antes que eu falasse qualquer coisa – Meu amigo trouxe a tevê para assistirmos. Ele aparemente ficou com muita dó de um pobre coitado como eu e resolveu fazer essa caridade.

– Não seja dramático, Jackson! – uma voz masculina vinda da cozinha, entrou na conversa.

Senti um frio na espinha quando percebi que aquela era uma voz familiar. Quando ele saiu de lá com uma tijela de salgadinhos na mão e eu pude ver seu rosto, achei que ia ter um ataque do coração. Não, não podia ser verdade! Percy não podia ser amigo dele!



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