História Missão A Dois - Capítulo 33


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Percy Jackson
Visualizações 47
Palavras 3.534
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 33 - Capítulo 32 - Sequestro


Ponto de vista de Annabeth

Nem no meu dia mais pessimista eu poderia imaginar que as coisas pudessem dar tão errado. Quando Percy bateu na minha porta há três dias atrás eu achei que fosse um sinal de que eu havia enfim feito a coisa certa e que tudo fosse começar se ajeitar. Que ingenuidade a minha. Tudo só estava indo de mal a pior! Nos últimos meses eu havia tomado uma péssima decisão atrás da outra. E por uma intervenção divina ou algo do tipo, só estava me dando conta disso agora. Para piorar de vez as coisas Percy insistia em continuar sendo o garoto mais incrível e maravilhoso do mundo. Apesar de eu não merecer, ele estava ali só para me ajudar, para me proteger. Seria melhor saber que ele não estava nem ai pra mim. Com certeza me sentiria menos envergonhada e culpada.

Me perguntava se em algum momento realmente pensei que seria possível esquecê-lo. Se realmente havia acreditado que conseguiria seguir em frente com outro relacionamento, que superaria o fato de nunca mais poder saber nada sobre sua vida e que poderia voltar a ser feliz algum dia longe dele. Bom, se alguma dessas coisas tivesse de fato acontecido, eu havia somente enganado a mim mesma enormemente. Não sabia viver sem Percy e não podia nem queria aprender. Os poucos dias em que namorei Nathan só me fizeram ter ainda mais certeza disso. Viver um relacionamento com outra pessoa havia me tirado do estado de estupor em que me encontrava. Àquela última semana me havia feito acordar para a realidade. Meu namoro com Nathan deu errado antes mesmo de começar.

Primeiro porque eu só havia aceitado ser sua namorada num ato totalmente impulsivo e imaturo. Só porque havia acabado de ficar sabendo que Percy havia ficado com Caroline de novo e estava cheia de raiva e ciúmes. Aquilo não fora justo com Nathan, que sempre pareceu nutrir sentimentos verdadeiros por mim. Ainda assim eu tentei fazer de tudo para que desse certo. Me esforcei ao máximo para me apaixonar por Nathan ou pelo menos para gostar dele “desse jeito”. Infelizmente só o que eu sentia pelo garoto era uma grande amizade. Quem nos visse na rua diria que éramos um desses casais de filme, perfeitos e felizes. A verdade era que éramos frios feito gelo. Não havia paixão alguma, muito menos amor.

Foi então que decidi que não podia mais continuar aquela farsa. Era melhor ser sincera com Nathan e correr o risco de ferir seus sentimentos do que seguir enganando-o. Claro que não foi assim tão simples. Decidir terminar com Nathan e literalmente fazer isso eram coisas completamente diferentes. Precisei tomar muita coragem. Queria, se possível, manter sua amizade depois daquilo. Uma coisa que me ajudou muito nessa “missão” foi perceber o interesse de Nate em Haley. A primeira vista eles eram apenas duas pessoas que pareciam não se suportar e que viviam implicando um com o outro. Mas ao reparar melhor eu percebi que muitas das discussões deles durante meus ensaios fotográficos não tinham fundamento ou eram por algum motivo muito bobo. Logo a tensão entre eles só podia significar uma coisa: eles se gostavam!

Achei que devia me sentir enciumada com aquilo. Nathan, que ainda então era meu namorado poderia estar interessado em outra garota. Mas infelizmente, ou felizmente, eu não estava nenhum pouco com ciúmes. Pelo contrário, fiquei animada com o fato de dar uma de cupido para os dois. Por isso, logo que terminei com Nathan, eu já armei um encontro para os dois. De início Nathan achou precipitado e até errado. Mas não deu outra. Assim que os dois começaram a se olhar de forma diferente e a considerarem um ao outro como “par romântico” as coisas se deram por si sós. Eles formavam um belo casal e eu fiquei muito satisfeita por dar uma de Afrodite naquela história.

Enquanto tudo isso acontecia em apenas um fim de semana, Percy pensava que eu e Nathan ainda estávamos juntos. Eu tentara dizer a ele, mas obviamente não quis me escutar. Em meio a toda aquela história de eu estar em perigo e de termos que encontrar os monstros que estavam atrás de nós, esse assunto acabou ficando em segundo plano. O destino mais uma vez riu na minha cara quando Percy descobriu a verdade da pior forma possível. E só para que eu me sentisse um pouco pior, ele havia me defendido. Acreditara que Nathan estava me traindo e pelo pouco que ouvi quando cheguei estava disposto a discutir e até brigar com o mortal por causa disso. Ele estava defendendo a minha honra, como um cavaleiro de armadura montado em seu cavalo branco. Achei aquilo tão romântico, mesmo que talvez só significasse que Percy já não se interessava por mim “daquele jeito”.

Mesmo depois de eu esclarecer as coisas, Percy não pareceu ficar mais aliviado, nem menos bravo. Pelo contrário, ele havia ficado pior. Sério e apático. Falou de um jeito que nunca havia falado comigo antes. Nem mesmo no nosso pior momento. Ele transmitia desprezo em seu olhar, e aquilo era pior do qualquer briga que poderíamos ter. Ouvi e quase não reconheci sua voz naquele tom amargo. Nunca estive mais certa de que o que havia entre nós estava acabado. Talvez pudéssemos continuar sendo amigos depois de algum tempo porque ainda nos importávamos um com o outro. Porém aquela sensação mágica e única do amor que sentíamos poderia nunca mais voltar.

Não tive nem tempo de sofrer por aquilo. Nem ao menos tinha terminado de processar o que acontecera quando Emily apareceu e sequestrou Nathan. Foi tudo tão rápido que não tivemos como reagir, muito menos como tentar impedi-la. Ela havia desaparecido como num passe de mágica. Percy e eu ficamos paralisados olhando o espaço vazio onde os dois haviam estado segundos atrás. Num ato meio inconsciente eu andei até lá e agitei os braços procurando algum vestígio deles. Como se de alguma forma pudessem ter ficado invisíveis. Claro que eu estava errada. Nem todos tem um boné de invisibilidade como o meu. Então olhei na direção de Percy e não me surpreendi ao ver a expressão de espanto estampada em seu rosto. Ainda me sentia abalada pela nossa última conversa então esperei que ele falasse primeiro.

– Ela acabou de raptá-lo! - tive vontade de chamá-lo de “senhor obvio”, mas me segurei. Não era hora para piadas, ainda. - E tudo isso era parte de seu plano! O que vamos fazer agora?

– Não sei você, Percy, mas eu preciso resgatar Nathan! - afirmei contundente - Ele não estaria nesse situação se não fosse por mim… Entendo se não quiser continuar me ajudando e…

– Mas é claro que vou continuar te ajudando - me interrompeu ele - Foi para isso que eu vim. Tenham raptado Nathan ou não, essas criaturas irão pagar pelo que fizeram a você e a mim…

Percy deixou a frase no ar e eu imediatamente entendi o que ele queria dizer. Se Hanna e Emily estavam já há algum tempo tentando arruinar nossas vidas, era bem capaz de elas estarem envolvidas com outras coisas. Como por exemplo as coisas que causaram as nossas brigas e acabaram com o nosso namoro. Ainda que parecesse pouco provável, não era impossível. No entanto, recapitulando tudo o que havia acontecido, eu tinha que admitir que no fundo foram as nossas próprias decisões que nos levaram até ali. Por mais que algum monstro comandado por sei lá quem tivesse interferido, não podíamos culpar ninguém além de nós mesmo. Ou melhor, ninguém além de eu mesma, principalmente!

– Sabe que isso provavelmente é uma bela de uma armadilha, não é? - voltou a dizer Percy me tirando de meus devaneios.

– Sei sim - respondi com desânimo - Mas acho que não temos escolha. Iremos direto para onde mora o perigo, como nos velhos tempos.

O brilho de nostalgia no olhar de Percy foi tão breve que quase não consegui notá-lo. Ele logo voltou àquela postura séria e fria que havia adotado. Começou a falar sobre a “missão” que tínhamos pela frente e sobre que estratégia iríamos usar. Sugeri que fossemos até o nosso, digo, meu apartamento para poder pensar e conversar com mais calma. Ele relutou um pouco, mas acabou indo comigo. Ao que tudo indicava, Percy estava se esforçando ao máximo para parecer indiferente a situação. Ele se esforçava tanto que ficava óbvio que era tudo fingimento. De certa forma isso era bom, pois eu não queria pensar que já não causava nenhum efeito no humor dele. Por outro lado, sua apatia, mesmo que falsa, me deixava triste e insegura do mesmo jeito.

Estar em casa com Percy novamente era no mínimo estranho. Só de lembrar da última vez em que ele estivera ali já tinha vontade de vontade de me jogar pela janela. Havia sido o momento mais depressivo e desesperador da minha vida. Definitivamente não era algo que eu gostava de ficar relembrando. Em contrapartida, lembrar dos bons momentos que vivemos naquele lugar não era exatamente a melhor coisa do mundo. Claro que me dava uma sensação boa pensar naquelas doces lembranças, mas ao mesmo tempo eu sentia saudades e ficava com o coração apertado pensando que talvez nada daquilo voltaria a acontecer um dia. Educadamente ofereci algo para Percy beber e ele, também de forma educada recusou. Nos sentamos e ficamos naquele silêncio constrangedor por alguns segundos.

– Foi muito legal da sua parte ter me defendido quando achou que Nathan estava me traindo - as palavras saíram de minha boca antes que eu pudesse pensar direito no que estava fazendo. Não pude evitar. Estava doida para tocar naquele assunto desde que acontecera.

– Não foi nada - disse ele sem emoção - No fim das contas não serviu de nada. Vocês não estão mais juntos. Eu só estava dando uma idiota como sempre…

– Sabe que eu não penso assim. Percy você veio até aqui, mesmo sabendo que eu estava com outro garoto só para poder me proteger. Não sei como, mas você ainda se importa comigo, e de maneira alguma eu acharia isso idiota - toquei sua mão que estava sobre a perna e ele a afastou no mesmo instante, levantando-se do sofá.

– Annie, não acho que seja um bom momento para falar desse assunto - ele falava de forma defensiva, colocando um muro de tijolos e concreto entre nós, mostrando que não queria mesmo discutir aquilo - Podemos deixar isso para depois. Agora a vida de um mortal inocente está em risco.

– Está bem… - concordei afinal. Mesmo que tenha doído ouvir ele dizer “podemos deixar isso para depois”. Talvez ele não conseguisse continuar ao meu lado naquele momento se eu insistisse naquele assunto. E eu precisava de sua ajuda mais do que nunca. - O que acha que devemos fazer então? Por onde podemos começar a procurar?

– Não faço a menor ideia - falou Percy com sinceridade, fazendo com que eu me sentisse ainda mais desmotivada - Mas acho que antes de começarmos a procurar seria melhor irmos atrás de reforço.

– Reforço? - indaguei sem entender - Como assim reforço?

– Annie, nós já não somos os mesmos de antes, você tem que admitir - começou a explicar o semideus - Viu como tivemos trabalho para dar conta daquela monstra da loja de doces? Antigamente qualquer um de nós teria acabado com ela com as mãos amarradas as costas. Você pode já não estar infectada por aquele vírus que tira os poderes divinos, mas nós estamos sim muito enferrujados. Faz muito tempo que não treinamos e que não enfrentamos um perigo real. Seremos presas fáceis se formos atrás de Nathan sozinhos.

– Tem razão - acabei tendo que dar o braço a torcer, a lógica de Percy era irrefutável - Desde quando ficou tão inteligente?

– Desde que já não tenho mais você do meu lado para pensar em tudo… - ele falou aquilo tão naturalmente que quase achei que havíamos rompido aquele muro de concreto entre nós. Era melhor eu parar de ser tão ingênua.

– Ok, e quem é que você tem em mente? - perguntei rapidamente para que não voltássemos a ficar em uma situação constrangedora.

– Bom, não ouso voltar ao acampamento meio-sangue, pelo menos nos próximos meses. Digamos que não ando com uma boa fama por lá - eu soube na hora que ele falava de sua pequena “aventura” com Caroline. Tentei manter a calma e não sentir ciúmes nessa hora, ou pelo menos não demonstrar - Mas tenho certeza que encontraremos amigos romanos muito dispostos a nos ajudar.

***

A forma mais fácil e rápida de chegar a São Francisco era viajando de avião. Obviamente Percy ainda tinha seus problemas com viagens aéreas, e não foi nenhum pouco fácil convencê-lo a embarcar. Tive que lembrá-lo dos deliciosos muffins que serviam num café do aeroporto onde iríamos pousar quando chegássemos. Você provavelmente deve estar se perguntando como foi a viagem. Como foi passar tantas horas ao lado de Percy, sem que nenhum dos dois pudesse fugir para canto algum. Pois eu lhe digo que não foi lá muito agradável. Ele não estava querendo conversar muito, parecia apreensivo. Devia achar que a qualquer momento Zeus decidiria jogar um raio em sua cabeça. Tentei tranquilizá-lo dizendo que o rei do olimpo não mataria tantas pessoas inocentes só para nos atacar.

No geral, ficamos sentados um do lado do outro, olhando nossos celulares. Acho que éramos os únicos semideuses da face da terra que tinham coragem de usar aqueles aparelhos. Sabia que eles seriam um problema muito maior quando chegássemos a São Francisco, mas não estava disposta a me desfazer no meu. Já havia me acostumado àquela tecnologia. Aterrissamos por volta das 7 da manhã de terça-feira. Havíamos pegado um voo noturno para não perder mais nenhum segundo do nosso precioso tempo. Nathan estava nas mãos daquelas criaturas repugnantes e sabe-se lá o que elas estariam fazendo com ele. Não era uma missão com prazo definido como as que estávamos acostumados, mas mesmo assim, precisávamos correr contra o relógio para ter sucesso.

Depois de viajarmos a noite toda, estávamos exaustos então fomos direto para um motel três estrelas na beira da estrada. E não pense que há alguma sugestividade na palavra “motel” porque não há. A única razão para termos escolhido aquele lugar era porque foi o mais perto e mais barato que encontramos. Percy não chegou a pedir quartos separados, mas fez questão de deixar claro que queríamos duas camas de solteiro. Não que eu tivesse alguma esperança de dormirmos juntos. Eu sabia que não rolaria nada. Mas parte de mim estava torcendo para que os quartos com camas de solteiro tivessem acabado. Claro que contando apenas com a minha sorte, haviam vários quartos vagos naquela noite. Só tivemos tempo para trocar de roupa e cair na cama antes que nosso sono nos consumisse.

Na manhã seguinte, acordamos bem cedo para não ter que pagar mais um diária. Deixamos o motel e pegamos um taxi para o acampamento Júpiter. Ou melhor, pegamos um taxi até a metade do caminho para o acampamento Júpiter. Depois de descer do veículo ainda teríamos um longo caminho a pé para fazer pela mata fechada. Se havia alguma coisa em comum entre os acampamentos grego e romano era que ambos estavam muito bem escondidos nas paisagens de duas grandes cidades. Me arrependi imensamente de não ter aceitado a sugestão que Percy deu de pegarmos alguns Pégasos emprestados em Long Island.

Ele também tinha razão em outra coisa: eu estava fora de forma! Não só em questão de combate, mas no condicionamento físico também. Não me lembrava qual fora a última vez que havia me exercitado. Quando enfim chegamos a pequena réplica do Rio Tibre, depois de passar por Berkeley, eu estava totalmente sem fôlego. Percy, sendo o mesmo cavalheiro de sempre, parou para esperar eu descansar e retomar as energias. Não tivemos maiores problemas dali pra frente. Atravessamos o rio, e adentramos o acampamento. Não demorou para que avistássemos alguém conhecido. Só me dei conta do quanto sentia falta quando coloquei meus olhos neles. Frank e Hazel pareciam não ter envelhecido nenhum dia sequer desde a última vez que os vira.

– Annabeth, Percy! - exclamou a filha de Hades com um sorriso no rosto - Bons ventos os trazem! - é, ela tinha mania de usar essas expressões velhas e antiquadas. Mas como ela havia nascido muitas décadas atrás, ninguém podia culpá-la.

– É, na verdade, não tão bons assim… - falou Percy dando um sorriso amarelo. Não parecia ter gostado nada de acabar com a empolgação da garota. Hazel nos olhou com ar de preocupação - Foi mal. Estamos feliz em vê-los, mas não sei se vão gostar muito do que temos a dizer, muito menos do que queremos propor a vocês…

– Vindo de vocês, não esperaria menos - falou Frank com ar bem humorado. Será que éramos assim tão conhecidos por trazer sempre más notícias? Aquilo me deixou incomodada. Mas ao mesmo tempo fiquei feliz de eles nos receberem bem, ainda que estivéssemos trazendo problemas.

– Frank, sei que consegue ser mais educado e cordial do que isso - falou a semideusa com carinho se direcionando ao namorado - E vocês dois, sabem que não é qualquer coisa que irá nos intimidar. Então por que não entram para tomar um chá e nos contam tudo?

Como se envolvidos por algum encantamento existente na voz de Hazel, foi exatamente o que fizemos. Fomos até os alojamentos, tomamos um chá com biscoitos e depois conversamos. Antes de contarmos todo o drama em que estávamos envolvidos, os dois romanos nos disseram que Jason, Piper, Leo e Thalia não estavam ali por que haviam viajado. Os dois não tinham certeza do motivo da viajem, mas estavam quase certos de que era por pura diversão. O que para qualquer semideus é no mínimo estranho. De qualquer forma, não íamos querer que todos eles se juntassem a nós para o resgate de Nathan, só queríamos um pequeno reforço de um ou talvez dois semideus. Um filho de Ares/Marte e uma filha de Hades/Plutão não seria nada mal. Então fomos direto ao ponto dizendo que precisávamos de ajuda.

Tive vontade de abraçar Frank e Hazel quando eles aceitaram se unir a nós na missão sem nem pensar duas vezes. E não fiquei só na vontade, apertei-os forte e até beijei suas bochechas para demonstrar minha gratidão. Eles nem ao menos reclamaram quando dissemos que teriam que fazer as malas imediatamente para podermos começar a procurar pistas do paradeiro de Nathan o quanto antes. Senti até certa empolgação na atitude do casal enquanto nos preparávamos para sair. A vida devia ser tranquila até demais ali na nova Roma. Eles deviam estar carentes de um pouco de ação.

Quando já estávamos fora do acampamento Júpiter me dei conta de que em momento algum Percy e eu havíamos comentado sobre o nosso rompimento. Já fazia tanto tempo que acontecera que nós não nos lembrávamos que ainda havia muita gente não que sabia. Frank e Hazel não deviam ter reparado nada em nossa atitude, ou então, não quiseram ser indelicados perguntando o que havia de errado. Eu não me importaria de contar a eles o que havia acontecido, até porque tinha tudo a ver com o motivo da nossa missão. Mas enquanto eu pudesse evitar tocar no assunto, eu o faria. Estava focada na missão e não queria cutucar minhas feridas naquele momento. Precisava de toda a sanidade e concentração que conseguisse reunir para ter sucesso.

– Então, para onde vamos? - perguntou Frank depois de andarmos um tempo meio sem rumo pelas ruas de São Francisco.

– Não temos certeza ainda. Mas acho que o mais coerente seria voltar para Nova York - comentou Percy enquanto checava o dinheiro que tinha na mochila.

– Tem razão, temos que começar por lá. Mas antes de deixarmos a cidade quero passar em um lugar… - falei atraindo a atenção de todos

***

A casa de meu pai estava quase exatamente como da última vez que eu a vira. Pouca coisa havia mudado por ali. O calor deixava o ambiente diferente, mas a paisagem era praticamente a mesma. Toquei a campainha e esperamos até que Frederick Chase veio nos atender. Ele obviamente ficou surpreso ao nos ver. Nos convidou para entrar e nos ofereceu algo para tomar. Teria aceitado de bom grado, mas estávamos com pressa. Eu tinha que fazer algumas perguntas, estava com a pulga atrás da orelha. E eu não podia deixar de lado a minha intuição.

– Pai, não aconteceu nada de diferente nos últimos dias ou meses? - perguntei como quem não quer nada, mas obviamente soou como se eu já desconfiasse de algo.

– Engraçado você mencionar isso, filha - falou meu pai pensativo - Teve uma coisa sim, mas esqueci de te ligar para falar. Uma amiga sua veio aqui há um tempo atrás, me perguntou umas coisas sobre você. Depois ela voltou de novo, há apenas algumas semanas. E um dia desses eu posso jurar que a vi andando aqui pelo bairro.

– Uma amiga minha, que amiga?! - perguntei alarmada.

– Eu não a conhecia. Ela contou que trabalha com você em Manhattan no Café. Disse que se chamava Hanna.



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