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História Missão Especial - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Um de dois


Scott -

- Provavelmente quem matou ele mora naquele bairro. Precisamos de alguém que ainda não tenha ido pra lá pra se infiltrar - eu andava pela casa de um lado para o outro, conversando com a alcatéia.

- Todos nós já fomos lá, o bairro todo já nos viu, poderiam ligar as peças rapidinho e compreender o que somos - Theo respondeu - talvez tenhamos que subornar alguém pra se infiltrar por nós.

- Nem todos já fomos...Liam estava doente, então o obriguei a ficar em casa, lembram? - Liam arregalou um pouco os olhos.

- Ok, ok, eu vou - ele revirou os olhos e fez bico. Parecia uma criança.

- Mas ele não pode ir sozinho - Theo lembrou.

- Tem medo de que eu me machuque? Onwt - ele mandou um beijo para Theo.

- Deixa de ser idiota Liam, você não pode ir sozinho porque a casa que encontramos para alugar naquele quarteirão só irá ser alugada para um casal...e porque não quero que você morra - ele falou a última parte baixinho, com a esperança de que ninguém ouvisse...mas dãã, somos lobisomens. Liam beijou sua bochecha e Theo deu um sorriso bobo.

Isaac e eu rosnamos. Liam era como nosso filho, Theo nunca seria bom pra ele. Ele é um assassino, o que nos garante de que não vai tentar matar Lee ou fazer mal a ele?!

- Calma ae, senhores McCall, eu só beijei a bochecha dele - Liam ergueu as mãos em sinal de rendição.

- Vamos voltar ao plano - Nolan falou. É, ele agora fazia parte da alcatéia. Stiles achou que ele merecia.

- ...Já sei quem pode ir com o Liam - sorri.

[...]

Liam -

- Olá, sejam bem vindos ao bairro! - Um casal alegre me cumprimentou - queríamos ser o comitê de boas vindas, mas não do jeito estranho - o homem que falava riu. - trouxemos torta de maçã!

- Oh, isso é adorável - sorri - amor, nossos vizinhos vieram nos conhecer!

Nolan veio andando até mim inexpressivo.

- Prazer, somos Neitan e Dylan - Nolan era Dylan, e eu Neitan. Nomes falsos por segurança.

- Prazer, somos Jacklin e Marcos - a mulher apertou nossas mãos.

- Entrem, sejam bem vindos - nos afastamos da porta para que pudessem entrar - Amor, só um segundo, vou buscar minha lasanha no forno.

- Tudo bem querido - "Dylan" sorriu - fiquem a vontade.

Nolan/Dylan -

Afastei as cadeiras para eles se sentarem e levei a torta de maçã para a cozinha. Me sentei na terceira cadeira, a quarta esperando Liam.

- Então, vocês se conhecem a quanto tempo? - Jacklin perguntou, meu estômago gelou. Não havíamos combinado um roteiro.

- Quatro anos - sorri - e vocês?

- Sete - Marcos respondeu, segurando a mão da esposa.

- Que fofo - sorri - Foi amor a primrira vista? - Perguntei fingindo interesse no relacionamento deles.

- Eu diria que sim, pelo menos por minha parte - a mulher sorriu simpaticamente.

- Fui bem lerdo, demorei pra perceber que ela gostava de mim e que eu sentia o mesmo - ele beijou a bochecha dela.

Quem dera meu relacionamento com Lee fosse real a esse ponto...

- Entendo - ri - só um segundo, o Neitan ta demorando, vou ver se precisa de ajuda.

- Tudo bem - falaram em uníssono.

Me levantei e caminhei até a cozinha. Liam estava com um casaco vinho lindo, e eu com uma camisa marrom e um casaco roxo pendendo sobre os ombros, as mangas amarradas em frente ao peito.

- Tudo bem, querido? Precisa da minha ajuda? - sorri, ele tirou a lasanha com uma luva de forno e a colocou sobre o balcão.

- Precisamos combinar um roteiro - ele sussurrou em meu ouvido.

- Cada um responde uma pergunta que eles fizerem, ok? Vamos no improviso - sussurrei de volta.

- Não amor, está tudo bem - ele falou alto - pega os copos pra mim? Vou levar a lasanha pra mesa.

- Tudo bem querido - beijei sua bochecha e sorri, pegando os copos.

Ele iria me bater por aquele beijo mais tarde...

Fomos para a sala de jantar novamente e nos sentamos, cada um pegara seus talheres e colocara um pedaço de lasanha em seu prato. Lee cozinhava tão bem...

- Isso está delicioso - Marcos disse com a boca cheia.

- Obrigado - ele agradeceu - receita de família.

- Falando em família, a quanto tempo vocês estão juntos?

- Dois anos - "Neitan" respondeu rapidamente - antes, éramos melhores amigos - ele sorriu.

- Que fofinho! - a mulher sorriu, enfiando uma garfada de lasanha na boca.

- Quem foi que pediu em namoro? - Marcos perguntou.

- Eu - olhei Liam nos olhos e saí um pouco do improviso - eu o amei desde que o conheci, mas ele era interessado em outro e eu não era um amigo muito bom quando nos conhecemos...- dei um sorriso tímido. Acho que ele entendeu que isso era do Dylan para o Neitan e do Nolan para o Liam...

- Entendo. Ficamos felizes por ter um novo casal no bairro! - Jacklin bebeu um gole de vinho.

- Sabe, eu e ele estávamos pensando em fazer uma festinha no próximo sábado no parque para conhecermos os outros vizinhos. Vocês gostariam de ir? - Falei, Liam apertou minha mão com força por baixo da mesa, me fazendo suspirar com a dor lucinante, ele quase a quebrou. Aquela seria uma ótima oportunidade para pegarmos as assinaturas de todos e compararmos com o bilhete.

"Ah Nolan, de que bilhete você ta falando?" Recebemos, ou melhor, Scott recebeu, um bilhete. Nesse bilhete a alcatéia toda fora ameaçada, dizia que mataria cada um dos membros daquela maldita alcatéia sobrenatural lentamente, enquanto apreciaria nossa dor. Um outro sobrenatural, Alec, morreu após receber um bilhete desses. Ele morava nesse bairro, assim fazendo os vizinhos serem os mais suspeitos. E seja lá quem o escreveu, escreveu a mão, então poderíamos comparar as escritas e descobrir quem era o nosso homem...ou mulher. E uma festa com todos os vizinhos seria perfeito para coletarmos as assinaturas de cada um.

- Claro, sem dúvidas - sorriram e se levantaram - Vemos vocês no próximo sábado?

- Com certeza - Liam sorriu pra eles e os acompanhou até a porta - vocês moram na casa sete, certo? Vou pedir para o Dylan levar o pote de vocês com mais alguns pedaços de lasanha mais tarde.

- Certo. Obrigada - Jacklin nos agradeceu, ela e o marido apertaram nossas mãos e eles foram embora.

- Dylan...

- Vou lavar esses pratos.

- Dylan eu...

- ...e esses copos aqui também.

- Pelo amor de Deus Dylan...

- ...não posso me esquecer do pote deles, que cabeça a minha.

- NOLAN - ele segurou meus ombros, me olhando nos olhos.

- Desculpa...- falei desviando o olhar.

- O que foi aquele beijo? - ele perguntou sem rodeios.

- O Dylan não pode beijar o Neitan?

- E aquele negócio sobre me amar desde que me conheceu?

- Dylan é romântico, gosta de dizer coisas fofas para o namorado - dei de ombros, o brilho no olhar dele se apagou, agora parecia triste. Não queria admitir que gostava dele, Liam e Theo viviam abraçados e trocando selinhos por aí, seria pura humilhação dizer a ele que o amo - posso ir lavar os pratos? - ele me soltou sem nem olhar pra mim direito.

Fui para a cozinha, peguei a esponja, apliquei um detergente cor de rosa na mesma e comecei a limpeza. Meu celular tocou enquanto lavava o último prato.

- Atende pra mim?

Silêncio. Ótimo, ele ta me dando um gelo agora.

- Claro - sua voz estava baixa, inexpressiva e um pouco irritada. Ele colocou no viva voz.

- Nolan, oi! Tudo bem nenê? - era Gabe. Ele enfiou na cabeça essa idéia de me chamar de nenê.

- Oi Gah, eu tô meio ocupado agora...podemos conversar mais tarde?

- Ah, claro, tudo bem, desculpa - suas palavras atropelavam umas as outras - até.

Chamada encerrada.

- É sério cara? Poderia ter pedido pro Scott pra se infiltrar com o seu namorado - enxaguei o prato e coloquei no escorredor, indo atrás de Liam que saiu pisando duro pra fora do cômodo.

- Ele não é meu namorado.

- "Oi nenê" - ele imitou a voz de Gabe - tem certeza?

- Tenho...e, quer saber, por quê eu tô me justificando pra você? Você não liga pra mim, seu namorado me odeia, ele provavelmente vai me capar quando voltarmos pra casa. E só estamos fingindo, não precisamos agir como um casal quando não há ninguém olhando - retruquei com raiva, quase gritando. As veias do meu pescoço saltavam.

- Eu e o Theodore não namoramos, eu me importo com você e não vou deixar que ele nem ninguém te machuque - ele retrucou na mesma altura - mas você tem razão, não somos um casal - sua expressão de raiva deu lugar a uma expressão derrotada e se não conhecesse ele, diria que até um pouco triste - só estamos fingindo...

- É...

- Eu vou guardar aqueles pratos - ele abaixou a cabeça e foi pra cozinha.

Fiquei olhando-o de longe, meu corpo parecia congelado.

Ele ficou com ciúme de mim e ficou triste quando o lembrei de que não somos um casal?

Essa missão parece que vai virar minha vida de cabeça pra baixo...

[...]



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