História Missão Gafanhoto - Capítulo 1


Escrita por: e NeptuneGnam

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Red Velvet
Personagens Joy, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM)
Tags Bangtan Boys (BTS), Dorado, Hopejoy, Hoseok, Insinuação Namjoyhope, J-hope, Joy, Joyhope, Namjoon, Neptunegnam, Rap Monster, Red Velvet, Stargarden
Visualizações 18
Palavras 2.585
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Saudações estrelinhas do meu jardim!

Eu sei que não é o horário mais apropriado para um debut, mas eu estava muito ansiosa para lançar essa fanfic, que tá super engraçada (pelo menos pra mim).

Bem, vou deixar que vocês apreciem essa maravilha Joyhope, nos vemos nas Notas Finais.

Capítulo 1 - Capítulo Único - Todos precisam de um Namjoon


Eram onze horas da noite daquele sábado quando Namjoon, melhor amigo de Hoseok, disse que iria se deitar por já estar com bastante sono. O Jung estava muito entretido em seu celular e quase não prestou atenção no que o mais novo lhe disse. Quase.

 

— Hobi, não se esqueça de fechar a janela, ok? Pode entrar bichos aqui.

 

— Credo Joonie! Não vai entrar bicho nenhum! — resmungou com uma careta.

 

Namjoon ri e desaparece no corredor, provavelmente indo para seu quarto, e não ao banheiro. Hoseok não tinha certeza se ele já tinha escovado os dentes antes, mas não se importava com a falta dessa informação. A leitura em seu celular era muito mais interessante e importante, principalmente quando se trata de uma fanfic de sua melhor amiga virtual vulgo “Renebae”. Ele era apaixonado pela escrita dela, tanto que lia qualquer coisa que ela postasse na plataforma que ele “frequentava”, independente do gênero ou assunto. Somente “Rene” pra fazê-lo ler uma Chanbaek – ele sequer gostava do shipp.

 

E enquanto Hoseok se distraía em um momento específico do capítulo, digno de dorama, a namorada do mesmo se encontrava na cozinha, estudando para uma prova da universidade. O nome dela? Park Sooyoung, apelidada de “Joy” pelo Jung. Uma garota de sorriso refrescante e personalidade meigamente agitada. Pode-se dizer que ela era idêntica ao jeitinho de ser de Hoseok. Os dois formavam um casal sorridente, engraçado, fofo e tão iluminado quanto um raio de sol numa manhã de verão. Não, numa tarde de verão, os raios solares deles são bem mais fortes, corresponde mais a este horário e estação. O que ela faz aqui, estudando sozinha enquanto o namorado lia um porn... Uma história muito decente sobre o shipp mais popular da nação Exo-l? Bem, ela, Hoseok e Namjoon moram na mesma casa alugada. A princípio apenas o casal nota mil morava junto, mas decidiram abrigar Namjoon ali pra ser a vela – digo, para ele ajudar nas despesas. Seus amigos e colegas achavam estranho um casal que podia aproveitar a chance de morar sozinhos oferecerem um dos quartos para um amigo que claramente ficaria entre eles o tempo todo e poderia “atrapalhar” sua relação.

 

Bem, Joy sabia que Namjoon precisava de um lugar para ficar quando ele brigou com o pai. O Kim não estava fazendo Advocacia como o pai queria, então ele decidiu que o menino não deveria morar sob o mesmo teto que ele. Ridículo, não? E como Hoseok também era o melhor amigo de Namjoon, claro que ele aceitou a ideia de permitir que o rapaz morasse com ele e a namorada. Na verdade, a presença dele sempre se mostrou oportuna, Namjoon é responsável e esses dois abestalhados iam se atolar em contas por não serem organizados, o Kim é quase como o gerente da casa, mas ele não reclamava, afinal, se não fosse pelo casal, sabe-se lá onde ele estaria agora. E Joy não poderia reclamar, agora que dormia na mesma cama que Hoseok todas as noites, abraçadinha com sua segunda razão de sorrir – a primeira é a chegada do seu salário e vale alimentício.

 

— Caramba, isso é muito... Quente! — Hoseok fica impressionado – pasmem, quando ele não fica? – com a versatilidade da escrita de “Rene”, nunca pensou que leria uma cena de sexo entre dois homens e ficaria... Feliz por estar lendo aquilo? Ele era estranho.

 

Pensando que talvez a cena altamente descritiva e ao mesmo tempo suave fosse ficar ainda melhor com uma música, ele se vira de lado e estica o braço para alcançar os fones de ouvido largados na outra ponta do sofá, mas para imediatamente quando seus olhos se deparam com ela, a criatura abominável e verde pousada em uma almofada, os olhinhos redondos e negros observando-o como se estivesse planejando invadir seu interior pelo buraco do nariz e chegar até seu cérebro. As anteninhas se mexeram, só de olhar para aquele ser com as patas traseiras dobradas de um jeito anormal deixava Hoseok ainda mais assustado.

 

“Não entre em pânico”, pensou ele. Prendeu a respiração e, evitando movimentos bruscos, cuidadosamente o Jung foi se levantando do sofá feito um ninja silencioso, se afastando do pequeno gafanhoto que aparentemente gostou muito da almofada e continuou ali, sem se mover. Quando já estava longe o suficiente do inseto, Hoseok saiu correndo em direção à cozinha, o que chamou a atenção da jovem universitária sentada em frente a uma mesa com um notebook ligado, um caderno e vários livros.

 

— Amor? O que houve? — Joy observa o tique nervoso de Hoseok atacando, ele estava assustado com alguma coisa.

 

— Tem a porra de um gafanhoto gigante na sala! — revela quase num grito.

 

Sorte Namjoon ter sono pesado.

 

— Meu Deus! Ai, eu odeio insetos! — Park se levanta de seu lugar, correndo para se jogar nos braços do amado. Para ele lhe proteger da grande criatura nojenta e verde? Não. Para os dois ficarem abraçados e tremendo igual vara verde, soltando gemidos agoniados de medo e não fazerem nada de útil.

 

— O que a gente faz agora? Eu não quero esse bicho aqui dentro a noite toda! E se ele invadir o nosso quarto? — Namjoon agradece pela sua preocupação com uma possível invasão ao quarto dele enquanto ele dorme, Jung Hoseok.

 

Joy franze o cenho e para de tremer, arquitetando um plano para que ela e o namorado pudessem se livrar do animalzinho sem risco dele pular em cima de um deles ou fugir para longe de suas vistas – pior do que ver o inseto, é não vê-lo. Bem, ela era melhor arquitetando casas, prédios e tudo mais, afinal, é por isso que ela estava estudando até altas horas da noite.

 

— Inseto não gosta de escuro, né? E se a gente apagar todas as luzes e deixar a da garagem acesa? Aí ele pula pela janela lá pra fora, a gente fecha a janela e ele fica por lá!

 

Brilhante ideia, Park Sooyoung. Não sei de onde ela tirou que gafanhotos não gostam de escuro e se atraem por luz, mas funciona com mosquitos e pernilongos, por que com o bichinho verde não funcionaria?

 

— Pode dar certo! E assim a gente também não precisa matar ele nem nada! — Hoseok sorri — Genial amor!

 

— Eu sei, sou incrível! — Joy retribui o sorriso, percebendo que o Jung tinha parado de tremer também.

 

Apesar de terem o mesmo pavor de insetos, nem Joy, nem Hoseok desejavam o mal para o pobre inseto que tinha invadido sua casa. A culpa era da humanidade que destruía florestas e matagais onde eles poderiam viver livres, leves e soltos na natureza, sem machucar ninguém; desimpedidos.

 

— Eu vou fechar o notebook pra ele não se atrair pela luz dele, você apaga a luz aqui da cozinha e a da sala! — coordenou Park.

 

— Eu? M-mas o interruptor fica na parede da sala! — suor frio escorre da testa do garoto.

 

— Anda, você consegue! — encorajou-o, já fechando seu notebook — Assim que você apagar tudo, corre pra porta dos fundos. — ela caminha em direção à porta mencionada — Eu vou lá pra fora acender a luz da garagem assim que você apagar as outras luzes, entendeu?

 

— C-certo!

 

Sooyoung se retirou da cozinha através da porta dos fundos, atravessou o quintal e chegou à garagem, esperando o Jung apagar as luzes dos outros cômodos. Com movimentos cautelosos, Hoseok foi esticando o braço até o interruptor sem tirar os olhos do gafanhoto – que parece ter dado um pulinho pro lado e não estava mais tão no centro da almofada. Assim que seus dedos tocaram os botões, ele apertou ambos para o lado e as luzes tanto da cozinha quanto da sala foram apagadas. Ele saiu em disparada na direção da porta, a tempo de ver a Park cumprindo com a sua parte do plano acendendo a luz da garagem. Estava muito escuro, tanto pelas luzes apagadas quanto pelas nuvens nos céus que cobriam a lua, pela porta da sala Joy e Hoseok observavam o gafanhoto, que agora estava virado para a janela, aparentemente pensando se deveria sair do lugar e ir em direção a atrativa luz da garagem, ou não.

 

— Anda bichinho. Vá pra luz! — murmurou Hoseok. Mas o gafanhoto ignorou-o e continuou parado na mesma posição.

 

Passaram-se pelo menos uns quinze minutos, Joy e Hoseok continuaram esperando pacientemente a boa vontade do animal em ir embora, mas ele simplesmente não quis. Até mesmo o sono que nenhum dos dois estava sentindo antes, resolveu dar as caras, a paciência estava se esgotando.

 

— Droga, ele não sai de lá, que inferno! — Sooyoung não aguenta mais esperar — Temos que fazê-lo sair de lá!

 

— Como? Se nem a luz atraiu ele. Você tem coragem de ir lá espantar ele? — perguntou Jung.

 

— Se eu tivesse coragem de chegar perto dele, não teria perdido tempo pensando numa maneira mais elaborada pra tirá-lo dali! — respondeu a mais nova, frustrada — Não acredito que vamos passar a noite do lado de fora por causa desse bendito gafanhoto!

 

— Passar a noite do lado de fora? Não! De jeito nenhum! Temos que fazê-lo sair nem que seja a força! — Hoseok se desespera.

 

— Calma, vamos ver... O que dá pra fazer...? — ela olha em volta, não havia muitas opções — E se jogarmos alguma coisa nele? Sei lá, ele pode pular na direção da janela espontaneamente!

 

— O que vamos jogar nele? — questiona ele.

 

Park nota a bolinha amarela, brinquedo de sua cadelinha de estimação, largada próxima as rodas do carro. Era a única opção que eles possuíam e também a única coisa que ela encontrou. Poderia até acordar Haetnim, mas seria inútil pois a cachorrinha tem tanto pavor de insetos quanto a própria dona. Sem hesitação, Joy pega a bolinha com a destra, sendo observada pelo namorado.

 

— Você consegue acertar?

 

— É só não jogar diretamente nele, senão podemos perdê-lo de vista. — responde Joy — Toma, joga você! — coloca a bolinha na mão dele.

 

— Eu? Por que eu? — pergunta assustado.

 

— Você tem a mira melhor que a minha!

 

— Não tenho não! De onde tirou isso? Você pode muito bem jogar!

 

Depois de pelo menos cinco minutos discutindo quem ia jogar a bendita bola amarela, no final ela acabou retornando para a mão de Joy.

 

— Já vou avisando que vai dar merda isso. — bufou, fechando um dos olhos para poder mirar na ponta da almofada.

 

Difícil de acreditar que Park Sooyoung pretende se tornar uma arquiteta, considerando que nesta profissão é exigido o mínimo de  conhecimento sobre cálculo de distância, coisa que aparentemente ela não possuía para essa ocasião. Talvez tenha sido culpa do nervosismo? Ou do vento? Quem sabe? O que importa é você saber que, mesmo mirando e tentando calcular mentalmente a distância, o perímetro, o caralho a quatro, Park Sooyoung conseguiu acertar a bola...

 

Bem em cima do gafanhoto.

 

— Ai meu Deus, Joy! — Hoseok se aproxima – minimamente – para ver se o inseto ainda estava visível.

 

E nada do gafanhoto. Ele desapareceu das vistas assim que a bola amarela foi jogada em sua direção.

 

— Eu falei que isso não ia dar certo! Era pra você ter jogado a bolinha! — choraminga — E agora? Onde ele está?

 

Como dito antes, pior do que você ver o bicho, é não vê-lo mais. E graças ao tiro certeiro não proposital da garota, eles não sabiam mais aonde estava a criatura esverdeada. O pânico antes controlado assola a mente conturbada do casal, que voltou a se abraçar tremendo de medo.

 

— É o fim! Estamos condenados! — Hoseok geme de frustração — E por culpa sua! Quando é pra acertar, você não acerta. Agora que você podia errar, você mira bem em cima da coisa?

 

— Ei! A culpa não foi minha! Você devia ter jogado! — reclamou.

 

Os dois já estavam fazendo um escândalo a essa altura, alto o suficiente para acordar Kim Namjoon, o rapaz do sono pesado. Ele nota a situação incomum e completamente ridícula: a luz da garagem acesa, todos os outros cômodos escuros, uma coisinha pequenininha na cor verde que aparentava ser um gafanhotinho e um casal de medrosos discutindo algo que ele não fazia ideia do que era, próximos a porta de entrada para a sala.

 

— O que vocês estão fazendo? — o rapaz pergunta com a voz sonolenta.

 

— Joonie-ah! — Hoseok agradece aos céus quando vê seu dongsaeng acordado, ainda que este estivesse com uma cara não muito boa — Um gafanhoto, Joon! Tem um gafanhoto na sala!

 

— Na verdade não sabemos se ele ainda está na sala! — choraminga Joy.

 

— Quer dizer que vocês fizeram esse escarcéu por causa de um gafanhoto? — Namjoon quis gargalhar, mas estava com sono demais para rir da situação deprimente do casal — Santo Deus... É só pegar o bichinho e botar pra fora!

 

Até parece que qualquer um dos dois faria isso, medrosos do jeito que são. Namjoon pediu para que eles entrassem pela porta dos fundos, já que ele se livraria do “grande perigo verde”, os dois prontamente o obedeceram, agradecendo horrores por ele ser tão gentil. Com a luz acesa e sem receio nenhum, o Kim pega com cuidado o gafanhoto, que a princípio fica assustado com o contato humano, mas quando é colocado próximo de umas plantinhas – que ficavam no jardim de Joy – ele salta para uma folha e fica por ali. Namjoon sabia que ele poderia acabar morando ali pra sempre, mas era só colocá-lo no lugar antes que a Park ou o Jung o avistasse. De qualquer forma, ele ia fazer isso.

 

— Nam, você foi o salvador da pátria! Muito obrigada! — Sooyoung abraça o garoto, que fica um pouco sem graça.

 

— Muito obrigado, Joonie-ah! — Hoseok entrou para o abraço, deixando o Kim mais sem graça ainda e com o rosto ruborizado — Foi uma ótima ideia deixar você viver com a gente. O que seria de nós nesse momento sem você?

 

— O-ora, quê isso gente? Não foi nada de mais! — Namjoon ri de nervoso.

 

— Você merece o céu, Nam! — riu Joy ao ver que ele estava corado — Sua casinha no céu ganhou mais um tijolinho hoje!

 

E, depois de muito agradecimento e  promessas de compensação pelo ato heróico de Namjoon, os três foram dormir. A missão gafanhoto pode ter sido uma falha para Park Sooyoung e Jung Hoseok, mas tendo o General Kim por perto, eles estariam cem por cento seguros.

 

— Amor, eu estava pensando... — Hoseok chama a atenção da namorada, que naquele exato instante estava se ajeitando na cama — O que vamos fazer pra recompensar o Joonie? Digo, ele salvou a gente hoje, e desde que chegou está sempre nos salvando...

 

— Acho que você sabe o que eu quero que façamos com ele, Hobi. — é nítida a malícia no tom de voz da Park, e mesmo com a luz desligada, ela sabia que um sorriso semelhante ao seu estava estampado no rosto de Hoseok.

 

Talvez ter Kim Namjoon por perto seja mais do que apenas vantajoso. E não será apenas espantando insetos que ele ganhará alguma coisa de Park Sooyoung e Jung Hoseok. Talvez nem seja necessário uma visita indesejada de um gafanhoto para que essa “recompensa” aconteça mais vezes.

 

A conclusão disso tudo? Todos precisam de um Namjoon.


Notas Finais


Esse finalzinho deixo pra interpretação de vocês e.e

E uma curiosidade não tão impressionante: história baseada em fatos reais ashahsh Só que o gafanhoto não teve um final feliz, eu fiz o papel de Joy mas o Hope não era nenhum namorado, e sim meu irmão, e o Namjoon era meu tio kkk

O que acharam? Comentem, por favor! Qualquer erro será corrigido pela manhã.

Beijos estrelados para todes >3<

-NeptuneGnam


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