História Missão para Suho - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Lay, Lu Han, Sehun, Suho
Tags Adoção, Amizade, Bebê, Exo, Hunhan, Lay, Layho, Romance, Suho, Sulay
Visualizações 1.353
Palavras 1.003
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


gente, os comentários do último capítulo foram tão lindos, que mesmo que eu gaste duzentas linhas para agradecer, ainda não será o suficiente.

sério <3

obrigada, de verdade, por ler essa história!

Capítulo 5 - Conexões aéreas e pomadinhas


🍼


Mesmo morrendo de sono, acordei pouco tempo depois. Eu tive um pesadelo sobre um casamento com o Lay. E eu não era um dos noivos. Tentei dormir de novo, mas aquele sonho ruim tinha mexido comigo.

Perder o sono era ruim para quem tinha a cabeça nas nuvens, como eu. Decidi não ficar remoendo sobre meus sentimentos e fui me distrair, preparando mais uma mamadeira para Chinmae. Ela iria acordar morrendo de fome, provavelmente a que eu tinha na geladeira não seria suficiente.

Nesse meio tempo, Yixing me ligou.

– Oi – eu atendi e coloquei o telefone no auto falante, enquanto esterilizava as peças da mamadeira. A voz dele preencheu a cozinha, assim como meu coração. Sempre era assim.

– Oi. Estou fazendo conexão em Dubai. Como estão as coisas? –  ele disse, parecendo cansado. Provavelmente, mesmo que eu estivesse supondo demais, ele não dormiu muito bem durante a viagem também. Será que também tinha sonhado comigo?

– Tudo indo. Já comprei o tal iPad. A Chinchin está dormindo – eu respondi.

– Ah, que bom. E você? – eu me surpreendi com a pergunta. Era uma pergunta ingênua, mas minha mente já estava trabalhando com mil teorias – Está conseguindo lidar com tudo sozinho? Eu estou com preocupação.

– Você está preocupado comigo? – eu sabia que era uma réplica em forma pergunta, mas eu não pensei antes de falar. Fiquei tão distraído com a ligação que queimei meus dedos na água quente da panela. Segurei um gemido de dor, para Yixing não perceber.

– É claro. Que pergunta idiota, Junma – ele me chamou por outro apelido que tinha me dado na faculdade.

Um sentimento de nostalgia tomou conta de mim. Se antes eu estava distraído entre falar no telefone e fazer mamadeira, eu apenas travei no meio da cozinha.

– Eu já estou com saudades – ele completou.

Ele era capaz de provocar as reações mais extremas em mim, com frases que puramente não queriam dizer nada. Tudo que era relacionado a Yixing mexia comigo. Eu não sabia o que pensar, o que sentir, o que fazer.

E enquanto eu estava preso neste ponto fixo do espaço da minha humilde cozinha, a filha dele estava dormindo na minha sala.

Eu não poderia me dar ao luxo de ficar me preocupando comigo e o Yixing e o que quer que nós fossemos – ou não fossemos. Eu tinha uma bebezinha para cuidar, uma que agora só tinha o pai como família, já que o Yixing também não tinha ninguém. Ele era órfão, cresceu na vida sozinho. E isso era uma das coisas que eu admirava nele – e muito –, sua força de vontade.

Enquanto ele sempre se deu bem sozinho, eu precisava de pessoas comigo, o tempo todo. Eu não fazia nada por conta própria. Acho que por isso aceitei ajudar a cuidar da bebezinha, tão facilmente, mesmo que ele tivesse todo o dinheiro para contratar um exército de ajudantes.

Eu estava me sentindo solitário naquele apartamento, enfurnado na minha escrita que estava completamente horrível – talvez devido a minha falta de inspiração para a vida. Talvez por isso também, por ser tão carente, eu aceitei que um casal de estranhos me ajudasse no mercado.

Definitivamente aquele pesadelo estava mexendo comigo, mesmo que eu tivesse tentado ignorá-lo até então. Eu até mesmo percebi, em poucas horas sozinho com a bebê, que não estava preparado para lidar com a solidão quando o Lay voltasse e a levasse para casa.

No final desses pequenos segundos de reflexão, eu respondi:

– Eu estou bem, obrigado – eu guardei para mim que estava com saudades dele também.

Escutei alguns resmungos da bebê, vindos da sala. Ela nunca chorava e eu ainda não estava acostumado com isso.

– Sua filha acordou. Quer falar com ela?

– Ah, sim! – pela primeira vez, ele pareceu bem mais alegre.

Eu fui até a sala e peguei a Chinmae no colo. Ela estava de mau humor, ainda com preguiça por ter acabado de acordar. Coloquei o celular perto do ouvido dela.

– Pode falar.

– Oi, meu anjinho – ao ouvir a voz dele, mesmo que um pouco distorcida pela interferência do telefone, ela deu um sorriso tímido e murmurou algumas sílabas aleatórias – Papa te ama – ele disse, em chinês.

Se eu não precisasse ficar firme no chão, por causa da bebê, poderia facilmente ter caído de cara – nunca saberia lidar com ele falando em chinês. Nem fazendo aegyo.

Mesmo com o pai falando com ela, a pequena ainda estava contrariada. Lembrei que ainda não tinha terminado a mamadeira. Fui até a cozinha e corri para preparar a mamadeira. Eu odiava ficar com fome, imagine uma bebê que vivia para comer e dormir.

Eu não deveria ter dado muita importância para a cena Yixing-dengando-a-filha, ainda mais se eu quisesse me preparar para o nosso futuro momento de separação. Mas eu me senti completo naqueles segundos e por isso me emocionei. Era tudo novo, mas parecia tão natural.

Eu queria viver aquele momento todos os dias. Cuidar de uma bebê tão linda, escrever enquanto ela dormia e depois esperarmos juntos o Yixing voltar para casa. Definitivamente, eu estava criando um laço muito forte com os dois.

Depois de alguns minutos, Lay precisou pegar o outro vôo e desligou. Terminei de alimentar a Chinmae e a levei para tomar outro banho. O calor era intenso e ela suava muito em suas dobrinhas.

Quando tirei sua roupinha, percebi algumas assaduras. Eu comprei tanta coisa e esqueci-me de um item essencial: pomada. Eu me desesperei, em questão de poucos segundos. Eu achei que seu mau humor era por causa do sono ou fome, mas na verdade, era por causa das assaduras.

Eu me senti mal. Mesmo achando que estava preparado para cuidar dela, ainda assim esqueci aquilo. E ela não chorou de dor, apesar daquilo incomodar qualquer adulto.

Depois que dei um banho nela, estendendo o tempo na água para compensar o desconforto dela, mandei mensagem de texto para Luhan. De alguma forma, ele parecia saber tudo sobre bebês, antes mesmo de ter o dele.

Ei. Por um acaso, você sabe qual a melhor pomada para bebês?




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