História Missão Sedução - Capítulo 1


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Categorias Harry Styles, One Direction
Personagens Harry Styles, Personagens Originais
Tags Amor De Primos, Chris Evans, Comedia, Drama, Harry Styles, Revelaçoes, Romance, Taylor Hill
Visualizações 490
Palavras 2.087
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hi, people!
Eu sei que vocês não esperavam por isso e muito menos eu, shdkabsdfbavsufovasjh
Mas acho que estou com a síndrome do ninho vazio. Isso mesmo. Irei terminar algumas fanfics no decorrer dos próximos meses, incluindo I Can Change For You (a minha xodózinha) e acho que por isso estou criando tantas fics novas para suprir a falta que vou sentir de escrevê-las.
Nenhuma estória dura pra sempre, resta aceitar.
Uma nova jornada se iniciará aqui e eu espero muito que vocês me acompanhem <3
Tenham uma boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Missão Sedução - Capítulo 1 - Prólogo

 

 

 

                                                                   2004





 

 

Harry

 

Tiros, gritos e sangue...

 

Crack! BUM! BUM! BUM! BUM! BUM! BUM!

 

AH! AH! 

 

Vop!

 

Estava entretido com um jogo bizarro em meu videogame, e mesmo assim o meu inconsciente notou a campainha tocar.

- Filho, abra a porta, por favor! Deve ser o seu tio Charlie! — Ouvi minha mãe dizer da cozinha.

- Ah… mas onde está o Hunter, mãe? — Resmunguei sem desviar meus olhos da tela da televisão.

- Ele saiu com o seu pai para comprar bebidas

Grunhi baixo.

- Que saco! — Pausei o jogo e levantei do sofá para ir atender quem chamava.

Atravessei a sala com passos largos, a agitação em minhas pernas deixava bem claro a minha irritação.

Pus a mão na maçaneta e girei-a abrindo a porta abruptamente.

E parei atônito, quando uma garota de uns sete anos de idade mostrou-se risonha para mim e apoiou-se na ponta dos pés plantando um beijo em minha bochecha.

- Harry! — Disse animada. — Você é exatamente como papai descreveu!

Eu estava realmente confuso. Principalmente por que ela entrou sem ser convidada, olhando à sua volta com evidente fascinação.

- Escuta… quem é você? — Virei para olhá-la.

- Sou sua prima. Sadie. — Ela voltou-se para mim e só aí pude ver o quanto ela era bonitinha.

Baixinha, esguia e frágil, tinha longos cabelos castanhos, que caíam até os ombros. Seus grandes olhos claros eram protegidos por longos cílios escuros. A boca era naturalmente avermelhada e bem carnuda.

- Você é a filha do tio Charlie?! — Já sabia a resposta, mas mesmo assim a pergunta saiu.

- Sim. — Um sorriso iluminava seu rosto tão delicado. — Não estava me esperando? — Neguei com a cabeça.

- É claro que não, princesa, eu lhe disse que iríamos fazer uma surpresa — Disse o meu tio Charlie ao passar da porta com algumas sacolas.

- Tio! — O abracei com toda a minha força.

Ele era o meu tio preferido e estava há muitos anos fora da Inglaterra. Ele infelizmente foi abandonado pela esposa pouco depois de se casarem e depois disso ele decidiu se mudar pro Canadá para iniciar uma nova vida.

Não o via desde os meus cinco anos de idade. Eu tinha onze.

- Como você está grande, rapaz! Está um garotão bonito! — Ri pelo nariz com o seu elogio.

- Ah, tio, como senti sua falta... — Ele deu três bitocas no topo da minha cabeça. — Veio pra ficar??

- Infelizmente não... — Suspirei com desânimo. — Só vim para matar a saudade. Para passar um tempo com vocês. — Voltei a abraçá-lo forte. — Quero te apresentar a minha filha — Entortei o nariz para ela. — Sadie — Ela se aproximou de nós dois. — Esse é o seu primo mais novo. Harry. — Ela sorriu para mim e isso me fez sentir uma estranha sensação no estômago. Será que era fome? Mas eu tinha acabado de comer banana com cereal.

- Oi — A cumprimentei sem dar importância e sem retribuir o sorriso dela.

- Fiquem aí conversando um pouco — NÃO!

Meu tio disse e saiu para a cozinha levando os sacos com congelados.

- Você mora aqui? — Ela me perguntou.

- É lógico que sim! — Respondi, impaciente.

- Por que nunca nos vimos antes?

- Porque você mora em outro país. Eu te vi só por foto umas duas vezes e mesmo assim nem te reconheci — Esclareci azedo.

- Eu nunca vi uma foto sua

- Deve ser porque não tenho nenhuma. Eu odeio ser fotografado. — Bufei, rolando os olhos e cruzando os braços.

- Mas porquê? Você é bonito. — Aquilo me deixou corado.

A olhei feio.

- Quanto anos você tem? — Mudei o assunto.

- Oito.

- Oito?! — Repeti, espantado.

- Sim, e você?

- Tenho onze.

O resto da conversa foi sobre lutas do Mortal Kombat e The Sims 2.

- Quer ver minha planta samambaia? — Perguntei fazendo-a me olhar com os olhos brilhando. — O nome dela é Dexter e foi eu mesmo que coloquei a areia e o adubo dentro do vaso de plástico

- Quero ver sim — Respondeu rindo.

- Ela tá lá no meu quarto! — Dei um breve aceno de cabeça e subi a escada sendo seguido por ela.

Meu quarto estava todo arrumado graças a minha mãe. Mas também se não estivesse, que mal teria? Era só a minha prima.

Ela entrou no cômodo e observou tudo nos mínimos detalhes.

Não havia nada demais, só uma cama com cabeceira, uma escrivaninha branca com meu notebook em cima. E uma estante gigante com todos os meus livros, jogos e DVDs separados em ordem alfabética.

- Que lugar legal… — Ela disse observando tudo detalhadamente.

- Eu também acho — Concordei sorrindo de canto.

- Você passa muito tempo aqui?

- Sim. Na verdade passo tempo demais — Acabei rindo ao lembrar das reclamações da minha mãe.

- Você tem covinhas! — Ela apontou para o meu rosto. — Elas são lindas! — Que mania essa menina tinha de me deixar corado.

- Vamos ao que interessa?! — Me afastei rapidamente até a lateral da minha cama atrás da minha samambaia. Minha mãe adorava mudá-la de lugar durante a limpeza do quarto. — Aqui está ela. — Mostrei-a orgulhoso.

Seus olhos se ampliaram para a robusta planta prata em baixo da janela.

- Uau... ela é muito bonita… — Ela tentou tocá-la, porém tentei impedi-la.

- Melhor não. Vai que você é alérgica — Ela fez uma careta.

- Igual você com elogios… — Ri sem me sentir ofendido. — Por que quis me mostrar ela...?

- Porque achei que você iria gostar — Respondi simplesmente, dando de ombros.

Ela olhou ao redor contidamente e então debruçou-se sobre mim me dando um selinho demorado.

Arqueei as sobrancelhas e senti minhas bochechas esquentarem instantaneamente.

Aquilo me deixou em pânico por alguns segundos, senti que meu coração iria parar de bater.

Empurrei os ombros da garota para trás, arregalando os olhos para ela.

- Você tá maluca?! — Sacudia a cabeça tentando limpar com as mãos o beijo dela. Eu queria vomitar.

- Foi você que me trouxe pra ver sua planta — Justificou-se confusa.

- E o que que tem a ver uma coisa com a outra?!

- Meu pai disse que quando os garotos mostram flores à garotas é por que gostam delas e querem namorá-las — QUE NOJO!

- Sai do meu quarto, garota! — Apontei para a porta.

- Mas você gostou…? — Admito que foi uma sensação estranha e boa.

- Sai agora! — Esbravejei e ela comprimiu os lábios saindo porta afora me deixando sozinho com os meus patéticos pensamentos.

Que droga… eu nunca havia beijado uma garota… nem sido beijado por uma.

Aquele foi o meu primeiro, o meu primeiro beijo.

Estarrecido, sentei na ponta da cama, afundando a cabeça no travesseiro.




 

                                  

                                                                  2011






 

 

Harry

 

Eu não gostava de Londres.

Nem quando criança e vinha pra cá para passar as férias, e muito menos agora que estou morando sozinho com o meu irmão. Apesar das farras e toda a nossa liberdade, as ruas congestionadas e confusas, o cheiro nauseante de gases de escapamento, me faziam ansiar pelos espaços abertos de Holmes Chapel.

Lá é o meu lar. é o meu lugar.

Sentado no sofá da sala, eu não tinha notado que estava chorando até sentir uma lágrima escorrer até o canto da minha boca.

Há alguns dias havíamos recebido aquela maldita ligação…

O meu querido tio Charlie, havia falecido devido a uma infecção pulmonar, em decorrência de uma pneumonia.

E no mesmo momento que soubemos disso, meu irmão e eu fomos convocados para uma reunião importante com o seu advogado.

O que ele poderia querer com a gente…?

Ainda mais nesse momento tão difícil…? Estávamos de luto!

Hunter me olhava com um olhar entristecido, mas não chorava. Ele gostava de fazer isso em silêncio, e sozinho.

- Isso não é justo… — Choraminguei baixinho.

Arrependido da minha ausência... pois não o procurei durante todos estes anos…

Mas agora era tarde demais para sentir remorso. A única coisa que eu poderia fazer era chorar sinceramente a sua morte.

- Ele sabia que você o amava — Hunter disse de maneira calma. — Ele também sabia que nós ficamos do lado dele depois daquela briga ridícula — Meu pai e o tio Charlie brigaram feio por causa de dinheiro e com isso meu tio foi obrigado a cortar todos os laços com a nossa família.

Meu pai queria o que lhe era de direito quando o meu avô faleceu, e também queria o que era por direito do meu tio.

Nem preciso dizer como isso terminou...

- Você acha que ele sabia...? — Mordi o lábio inferior, indeciso.  

- Eu tenho certeza. — Assegurou-me. — Eu mesmo o liguei uma vez em 2009 e disse isso pra ele — Queria ter feito o mesmo...

De repente a campainha tocou e Hunter moveu-se pela sala para atender a porta.

- Sr. Miller — Meu irmão disse estendendo a mão para cumprimentá-lo e convidando-o para entrar.

- Desculpe-me o atraso. O trânsito estava terrível — Ele falou, entrando na sala.

- Não tem importância — Hunter respondeu. — Sente-se, por favor. — Ofereceu-lhe o sofá.

O advogado olhou para mim com um leve aceno de cabeça, estendendo a mão para cumprimentar-me também.

- Eu sinto muito pela perda de vocês e mais ainda estar aqui para tratar de um assunto tão frio — Suas feições rústicas realmente demonstravam desapontamento.

- Como assim… sobre o que o senhor está falando? — Meu irmão perguntou.

- Charlie deixou um testamento e foi muito claro em um dos seus pedidos.

Hunter e eu nos entreolhamos nervosos e perdidos.

- Ele pediu que a filha ficasse sobre os cuidados de você, Hunter, até que ela atinja a maioridade.

- Meu?? — Seus olhos esbugalharam.

- Sim. Ele mudou de última hora essa cláusula, devido a recusa de Anne.

- Minha mãe disse não? — Interrogou Hunter.

- Pelo que entendi, seu pai disse não e ela teve que acatar. — Neguei com a cabeça antes do meu irmão voltar a falar.

- Como vou cuidar de uma adolescente, senhor Miller? Eu tenho vinte e um anos!

- Perante a justiça você já é maior e pode sim ser tutor de uma menor de idade. Ainda mais sendo um pedido do seu falecido tio. — Hunter passou a mão pelo rosto, tão chocado quanto eu. — Seu tio não tinha outros irmãos além do seu pai, e a mãe da menina a abandonou no nascimento. Ele só pensou em você, ela não tem mais ninguém além de vocês — Insistiu.

- Eu posso pensar? — Ele não sabia o que dizer.

- Mas tem que ser rápido. No momento a menina está em um abrigo para crianças e adolescentes onde não poderá ficar para sempre… eles têm regras, prazos. Ainda mais quando há um documento em jogo.

- Hunter não podemos deixá-la lá — As palavras subitamente saltaram da minha boca. — Ela acabou de perder o pai, deve está triste e se sentindo muito sozinha. Não podemos abandoná-la, nós podemos assumi-la. — Falou o cara de dezoito anos que acabou de não conseguir entrar para a faculdade e conseguiu um emprego de barman em um pub.

Ele me olhou calmamente e tomou uma respiração mais profunda.

- Você pode preparar um chá para a gente…? — Ele pediu e eu assenti levantando do sofá.

Fui para a cozinha preparar o chá deixando os dois conversando na sala.

Fiquei tenso com aquela situação. Não queria que meu irmão recusasse.

Mesmo sabendo que esse dia irá chegar, nós nunca estamos preparados para perder alguém...

Eu nem conseguia imaginar como a Sadie estaria se sentindo naquele momento… se ele era o melhor tio do mundo pra mim... imagina como pai…?  

Mesmo não tendo muito e estando longe de ser rico, eu estava preparado para fazer tudo o que estivesse ao meu alcance para dar àquela garota a ajuda necessária para que ela continuasse sua vida de forma amparada.

Além do que, eu sempre quis ter uma irmã para cuidar e proteger.

Com o chá já pronto, coloquei as duas xícaras em uma bandeja e voltei para a sala deparando-me com os dois se despedindo com um aperto de mão.

Esbaforido, coloquei a bandeja em cima da mesa de centro, sendo notado por eles.

- O senhor já está indo embora...? — Perguntei aflito e o mesmo concordou com a cabeça, depois deu um sorriso para Hunter.

- Sim, e já está tudo resolvido. Eu aceitei ser o tutor dela. — Meu irmão disse em tom decidido.

Eu acho que nunca senti tanto orgulho dele em toda a minha vida até aqui.

Naquele instante deixamos de ser dois, para sermos três.

Sadie merece uma família... 

E nós seremos a família que ela precisa ter.

 


Notas Finais




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