História Missing - Capítulo 13


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Categorias Naruto
Personagens Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki
Tags Fanficsnaruhina, Fnh, Mistério, Naruhina, Narutoehinata, Sequestro
Visualizações 556
Palavras 4.724
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu precisei apagar e reposta o capitulo. Sorry.
Voltei rapido, ne?

Capítulo 13 - Qual é o seu nome?


~ Mansão Hyuuga, Tóquio, 06:00 - 20/03/2010 ~

Hinata o encarava boquiaberta, por duas vezes tentou formular alguma frase, mas sempre acabava falhando.

– Eu sei que isso parece loucura... – Toneri tentou acalma-la.

– Parece? – perguntou incrédula.

– Tudo bem. – suspirou resignado. – É loucura. Mas eu não sei mais como fazer isso, e tudo bem se você não topar, eu mesmo não toparia.

– Toneri, você acabou de me pedir em casamento. – apontou Hinata.

– Eu sei.

– Até ontem nos só éramos melhores amigos.

– Eu sei. – respondeu mais uma vez.

– Você não me ama.

– Eu se... Não, isso não. Eu te amo sim, não como mulher, mas talvez isso venha a mudar e...

Hinata o olhou com carinho e alcançou a mão do amigo deixando um pequeno carinho ali antes de prosseguir:

– Você sabe que isso não vai acontecer.

E ela estava certa, ele sabia que não havia possibilidades disso acontecer, mas mesmo assim tentou se enganar. Mentir para si mesmo é algo tão normal para ele, afinal, como poderia sobreviver se não fosse assim?

– Me desculpa por isso... Eu não tinha o direito de te pedir algo do tipo.

Hinata sorriu para ele, não sentia necessidade de ter um pedido de desculpar do amigo.

– Eu vou pensar no seu caso. – disse após alguns segundos de silêncio.

– O que você disso?

Hinata acabou rindo da cara de espanto do amigo.

– Não é como se eu sonhasse pelo príncipe, Toneri. Não adianta eu esperar por ele sabendo que provavelmente nunca o encontrarei, e mesmo se o encontra-se jamais poderia viver ao lado dele se ele não fosse aceito pelo papai. – suspirou tristonha.

– O que você quer dizer com isso? – perguntou.

– Eu vou acabar casando com a pessoa que meu pai aceitar, e se eu for analisar, todos os caras da minha idade dentro do circulo social que conhecemos todos eles são completos idiotas. Eu tenho muito mais chances de ser feliz com você, afinal, você é o meu melhor amigo.

Apesar da confiança na fala da Hyuuga, ele podia perceber a pontada de tristeza ao fim de cada uma delas.

– Às vezes eu queria ir embora, só ir. – revelou Toneri. – Eu te levaria comigo, se você desejasse o mesmo...

Hinata sorriu para ele, aquele também era o seu sonho.

– Uma casinha distante no meio do mato e perto de uma cidade pequena, um vilarejo. – continuou. – Eu poderia viver anos sem precisar trabalhar só com o dinheiro que tenho na conta, eu descobri que gastamos demais com luxos desnecessários... Seria bom.

– Você pensa nisso desde o dia em que viajamos para a antiga casa de campo da sua mão. – revelou a Hyuuga.

– É, eu sei. – ele deu de ombros. – Eu deveria ir lá mais vezes, o pai não se importa em preserva-la. Quem sabe um dia eu suma e vá pala lá.

– Mas você ama ser médico. – apontou.

– Mas odeio ser o sucessor do meu pai. Acho que nunca vou poder fugir disso, já você...

– Você acabou de me pedir em casamento e agora sugere quer eu fuja? Uma bela bosta de marido você vai ser, hein? – e como sempre Hinata arrancou gargalhadas do amigo, ela tinha esse dom. – Assim como você, eu também não posso. Sou a herdeira legitima, esqueceu?

– Talvez você precise um dia. – ele deu de ombros. – Para não surtar, ou só porque cansou dessa coisa toda. – ele fez um gesto abrangente com as mãos. – Ser filha de Hiashi Hyuuga não é tão fácil.

– Não é mesmo. – revelou. – Mas não acho que seria justo ir embora sem mais nem menos.

– E o que seria importante o suficiente para te fazer abandonar tudo? – perguntou Toneri.

– Eu não faço ideia. – ela deu de ombros. – Mas se eu descobrir um dia, juro que te conto.

 

 

 

 

~ Mansão Hyuuga, Tóquio, 06:00 - 23/05/2017 ~

O dia anterior havia sido um dos piores e ele não tinha duvida alguma disso, assim como não tinha de que aquele dia que iniciava tinha todo o potencial de ser muito pior. Sentiu seu coração se partir em mil quando seu tio o ligou no fim da tarde do dia anterior pedindo para que Neji fosse até a mansão. Ele queria poder escolher não viver aquele dia.

Era a primeira vez que voltava desde o dia em que ajudou Hanabi a fugir. Neji parou o carro da prima que ainda estava com ele na garagem da mansão e se dirigiu ao interior da propriedade, mas antes de entrar respirou fundo algumas vezes, sentiu alguém segurar sua mão e ao olhar para o lado encontrou os orbes castanhos que tanto amava.

– Eu não vou sair do seu lado. – murmurou Tenten.

E de uma forma que só ela sabia fazer, encorajou-o a seguir em frente. Ao abrir a porta principal da Mansão se deparou com uma imagem de partir o coração. Hiashi estava sentando em uma cadeira fitando o jardim através da janela, o rosto estava abatido, sem animo, quase sem vida.

Neji sentiu-se uma pessoa horrível por não poder fazer nada pelo homem que tanto havia feito por ele quando acabou ficando órfão.

– Parece que essa data nunca vai deixa de marcar coisas ruins. – disse o velho pensativo.

Nenhum dos dois conseguiu dizer mais nada. Afinal, além do aniversário de morte do irmão gêmeo do velho Hyuuga, e era também o dia do enterro simbólico da filha mais velha de Hiashi.

Ao fim das investigações totalmente frustradas, Hinata havia sido dada como morta.

"Ande logo com isso, seja o que for que esteja fazendo", pensou de forma a tentar apressar a prima, como se fosse possível.

Pouco tempo depois o velho Hamura chegou a residência, ele e sua maleta inseparável, só Deus sabe o que tanto ele carrega ali dentro. Tentou conversar com Hiashi insistindo para que ele tomasse os medicamentos que segundo o médico ajudariam a enfrentar aquele dia. Hiashi se negava, queria estar presente em todos os momentos daquele dia, os remédios o deixavam aéreo e Hinata o merecia completo, como o home forte que ele sempre se mostrou.

Hamura parou de insistir quando Tenten se posicionou a favor de Hiashi, passando o resto do tempo como um cão de guarda ao lado do sogro. Neji nunca entendeu a implicância que a esposa tinha com o médico da irmã, sempre que perguntava a morena alegava que o homem não parecia ser alguém confiável. Hamura realmente não é alguém muito simpático, mas Tenten exagerava às vezes.

Olhou para o relógio, se ele não quisesse chegar atrasado a cerimonia da prima teria que correr. Saiu da mansão e voltou a pegar as chaves do carro da prima mais nova mais uma vez, Hanabi o mataria por sair desfilando com o seu tão amado carro.

Saiu das dependências da mansão em direção ao outro lado da cidade. Não precisaria avisar a ninguém onde ia, todos já sabia que todos os dias naquela mesma data Neji se dirigia para o mesmo lugar.

Porem, ele não fazia ideia de que sua tradição seria quebrada aquele ano.

O transito fluía livremente e como era de costume ele parou na floricultura, precisava de flores bonitas para honrar a memoria dos pais, podia não lembrar muito deles, mas sabia que sua mãe gostava de tulipas, e seu pai, bem, ele gostava de tudo o que fazia sua esposa feliz.

Neji olhava as flores, eram tantas cores que ele ficou na duvida sobre qual levaria, ele costumava levar as tulipas brancas, mas tinha tantas cores que ele pela primeira vez se viu em duvida.

– Precisa de ajuda com alguma coisa? – uma voz o chamou atenção fazendo-o olhar para o lado.

– Só não sei qual cor escolher. – respondeu sucinto.

A garota deu de ombros e sugeriu:

– Faça um buque colorido então.

Neji parou para pensar por alguns segundo, a ideia não era ruim, só não era comum para ele.

– Tudo bem então.

A mulher sorriu e passou a selecionar as melhores flores para confeccionar o buque e cerca de alguns minutos depois ela já entregava seu trabalho pronto, Neji teria que concorda, a ideia da florista havia sido ótima, era um buque muito bonito de se ver.

– Ficou incrível. – falou sincero. – Muito obrigada. – dizendo isso se retirou.

– Eu que agradeço. – respondeu e logo em seguida acrescentou. – E volte sempre a floricultura Yamanaka.

Por alguma razão a menção a aquele sobrenome o fez travar. De o onde conhecia?

As engrenagens de seu cérebro travaram uma ou duas vezes antes dele processar tudo aquilo, e quando por fim lembrou se dirigiu imediatamente ao balcão. Poderia ate parecer loucura, mas a loira não parecia sentir-se surpresa ao ver Neji voltar todo afobado.

– Como se chama? – falou tão rápido que nem mesmo ele compreendeu as palavras que saíram de sua boca.

– Perdão?

– Qual é o seu nome? – repetiu a pergunta, com mais calma dessa fez.

A garota abriu um pequeno sorriso antes de prosseguir.

– Yamanaka Ino.

Pisco atordoado algumas vezes antes de prosseguir.

– V-você por acaso conhece alguém chamada...

– Hyuuga Hinata. – completou antes que ele terminasse a pergunta. – Sim, eu a conheço.

Já não lembrava mais o que havia ido fazer ali. Ino o olhava com uma das sobrancelhas arqueadas como se esperasse alguma reação do homem a sua frente. E ela logo veio. Neji saiu da floricultura ainda mais afobado, entrou no carro e deu partida fazendo uma curva fechada voltando pelo mesmo lugar por onde havia vindo, ao invés de seguir em frente como era o planejado, antes de parar na floricultura.

Ino por sua vez puxou o celular e discou alguns números, esperou a ligação completar, sempre demorava mais por ser uma ligação internacional.

– Oi?!

– Se divertindo muito em Londres? – perguntou a loira escutando a mulher do outro lado da linha rir.

– Mais ou menos, vou me divertir mais ainda quando ligar a TV e ver toda a merda jogada no ventilador.

– Pois fique sabendo que o primo da Hina acabou de sair daqui. – informou Ino.

– Sério? Ontem o Gaara ligou avisando que a Hanabi havia chegado a Konoha. Eu ainda não acredito em como isso pode dar certo, mas a cada dia vejo que ela realmente se supera.

– Nem eu. – a loira riu. Não fazia ideia de que aquela loucura daria tão certo.

Diferente do clima que seguia entre a loira e a pessoa ao telefone, Neji sentia que poderia explodir a qualquer momento. Conectou o celular ao auto falante do carro, precisava fazer uma ligação e depois buscar uma certa pessoa. Iniciou a chamada e pouco depois a pessoa atendeu.

– Oi Neji.

– Koh! – saldou um tanto afoito, ele tentava conter o nervosismo. – Nós somos da mesma família, certo? – pergunta idiota, claro que eram. – Primos segundos, não é?

A linha permaneceu em silêncio por alguns segundos.

– Você me ligou para discutir graus de parentesco?

– Não. – decidiu que seria melhor ir direto ao assunto. – Eu preciso de um favor, dois na verdade. – pensou mais um pouco. – Três!

– Você ta estranho cara, tudo bem? Sei que não e um dia fácil...

– Preciso de um jato, eu sei que você é piloto então eu meio que preciso de você, ou de qualquer pessoa que saiba pilotar aquela coisa...

– O que?! – o outro gritou, porem Neji o ignorou e continuou com sua lista.

– Pensando melhor, eu preciso que você fique aqui em Tóqui, só arruma alguém para preparar e pilotar aquele jato. – a viajem de carro não seria nem um pouco viável. – Preciso que fale com Tenten, e que tentem convencer o tio a adiar essa cerimônia.

– Neji, você está se escutando, por acaso?

– Estou. Eu sei que é completamente sem noção, mas posso garantir que é algo extremamente necessário.

Koh fez silêncio por longos minutos, até que por fim Neji o escutou suspirar do outro lado da linha.

– Espero que o gênio da família não tenha queimado os miolos. – resmungou. – Esteja no hangar em quarenta minutos.

– Eu não sei nem como te agradecer.

– Me agradeça não fazendo me arrepender por isso. – reclamou finalizando a chamada logo em seguida.

Agora precisava passar em um lugar antes de seguir para o hangar.

Toneri estava deitado em sua cama fitando o teto sem muito interesse até que o som de um motor potente rugiu pela propriedade, levantou-se da cama olhando pela janela logo reconhecendo o porshe da cunhada, entretanto foi Neji quem desceu do automóvel.

E ele não parecia minimamente feliz.

Mas assim como Neji, Toneri também queria muito algumas respostas e por isso levantou assim que o viu.

Saiu do quarto rumando a sala principal da casa e logo escutou a porta ser empurrada e a voz da governanta tentando acalmar os ânimos do Hyuuga.

Assim que Neji pôs os olhos em Toneri ele pode ver o ódio escorrer pelos orbes cinzas. Neji irrompeu pela sala completamente cego e transtornado, ele buscava resposta e uma pessoa em especial, pessoa essa que por sorte estava plantada bem no meio do ressinto.

– Você vem comigo! – decretou o agarrando pelo colarinho.

Toneri levantou ambas as mãos em sinal de rendição e não conseguiu deixar de rir daquela situação.

– Finalmente, eu já estava cansado de esperar.

Neji o largou bruscamente rumando para fora da mansão com Toneri em seu encalço. A governanta ainda permanecia estática assistindo a aquela cena completamente sem ação.

– Nenhuma palavra sobre isso com o meu pai. – a voz de Toneri soou fazendo a mulher despertar e assentir freneticamente.

 

 

 

 

 

~ Konoha, 23:38 - 23/05/2017 ~

Não era um cara supersticioso, nunca foi e provavelmente nunca viria a ser. Mas então o que explicava a agonia no peito do loiro que nesse momento se dirigia a um bairro afastado de Konoha apenas para apaziguar sua aflição?

Ele havia até ido de carro. Naruto não gostava de dirigir.

O prédio antigo de pintura desbotada trazia a impressão de que um dia foi uma construção glamorosa, hoje não mais. O prédio até então esquecido, havia sido foco há algumas semanas de um momento que ficará na memoria de Konoha por anos, naquela mesma construção antiga Kisame foi encontrado e preso. Naquele mesmo prédio antigo Kisame e seu comparsa, Lee, foram encontrados, entretanto o segundo havia conseguido escapar e segue com o paradeiro desconhecido até o momento. .

Ou seria Kisame o comparsa de Lee?

De qualquer forma, não estava ali para isso. Já era tarde da noite e talvez ela o achasse um completo maluco por estar a perturbando aquela hora. Mas ele sabia que havia algo errado.

Ele sentia.

Decidido, desceu do carro e entrou no pequeno prédio, o vigia de um metro e meio não deu muita importância quando o viu passando, afinal, Naruto visitará aquele lugar com frequência desde que se "acertará" com sua morena.

Já no corredor onde ela vivia percebeu que a porta do 601 estava aberta, aquilo não era comum para ela. Apressou o passo temendo o que encontraria ali dentro e com esse sentimento adentrou o apartamento sem ao menos anunciar antes.

Não a viu em lugar algum da sala e quando pensou em se dirigir para procura-la nos quarto sua voz o despertou.

– Hana?

Naruto parou onde estava imediatamente. Quem era Hana?

– Não acredito que você já chegou. – ela continuou. – Você não conseguiria sair daquilo nem tão cedo. – ela riu por um momento e Naruto escutou os passos dela se aproximando de onde estava. – Você não é do tipo que vai do fácil ao difícil, muito pelo contrario. Acho que estou ficando...

A frase morreu no meio já que assim que colocou os pés na sala encontrou o loiro parado no meio dela olhando fixamente para a mulher.

– Quem é Hana? – foi direto.

A boca da morena abriu e fechou algumas vezes. De todas as pessoas que esperava ver aquela noite ele era a ultima.

– O que faz aqui? – perguntou.

Naruto deu de ombros e se jogou no sofá.

– Eu só estava a fim de te ver. – respondeu vendo o rosto dela corar. – Não está feliz?

Ela a viu caminhar apressada até a cozinha. Estava visivelmente nervosa.

– Eu ia passar lá hoje um pouco mais tarde. – mentiu.

Ela havia ensaiado diversas vezes como o dispensaria e em todas elas falhava miseravelmente, escolheu por sumir novamente, ele acabaria descobrindo tudo de uma forma ou de outra. Fugir era mais fácil.

– Não vai. – rebateu. – Eu sei que você esta mentindo.

– O que está dizendo? – perguntou.

Naruto levantou de onde estava e caminhou até ela colocando uma mecha de cabelo para trás e logo em seguida correndo dois dedos pela lateral do rosto dela.

– Gosto de você, de verdade. Mas eu não posso fazer tudo o que me pede. Eu sei que você mentiu.

Repetiu novamente e Hinata começou a perceber que ele não estava falando da mentira relacionada a ela passar na casa dele mais tarde.

– Então eu acho que você deveria ir. – as palavras quase não saiam.

Naruto riu balançando a cabeça negativamente, a mão que acariciava o rosto da mulher correu para sua nuca.

– Eu não posso.

– Você não me deve nada. – ela disse.

– Eu sei, mas eu não posso simplesmente passar por aquela porta e fazer de conta que nunca te conheci, e eu sei que vou me meter em uma puta confusão se continuar contigo, mas eu não me importo.

– Você não conhece nada sobre mim, como pode dizer uma coisa dessas? – perguntou.

– Não acho que você seja uma pessoa ruim, só alguém que deve ter passado por alguma merda.

"E como.", quis dizer.

Como ela havia permanecido calada Naruto prosseguiu.

– Quem é Hana? – ela permaneceu calada e ele prosseguiu. – Quem é Toneri? Já escutei varias vezes você pedir ajuda a ele em seus pesadelos, o que ele te fez?

Ela riu ao escutar o nome do platinado novamente.

– Ele confiou em mim.

– E essa Hana, ela também confiou em ti? – perguntou voltando a fazer um carinho no rosto dela.

A morena assentiu novamente. Naruto viu quando ela fechou os olhos se entregando a caricia e esperou pacientemente que ela voltasse a abrir os olhos, ele precisava ter aquela constatação. E assim que ela o fez Naruto pode perceber o sutil movimento da lente de contato voltando a se acomodar na córnea, por um milésimo de segundo ele teve o vislumbre da cor real dos olhos dela.

– De quem você está fugindo? – foi direto vendo-a arregalar os olhos que agora ele já sabia que não eram azuis.

– D-do que você está falando?

– Eu já perdi a conta de quantas vezes te chamei pelo nome e você não responde, e se tem uma coisa que eu sei que você não é, é desatenta. Então me diz morena, do que você está fugindo?

Ela permaneceu em silêncio e Naruto começou a perder a paciência.

– Se você não falar nada eu vou ter que chamar o Sasuke, ele também sabe que você não é quem diz ser?

Por um segundo Naruto pensou que ela diria alguma coisa, mas algo pareceu clarear na mente dela e por isso ela o empurrou.

– Quem te mandou aqui? – perguntou desvencilhando-se dos braços dele correndo até a cozinha pegando a primeira coisa que encontrou para se defender.

Naruto quase riu quando a viu segurar uma faca, aquilo não combinava nem um pouco com ela.

– Não acredito que cai na sua. – cuspiu.

– Cuidado com essa faca. – pediu Naruto em uma tentativa inútil de acalma-la.

– Fala logo, quanto ele te pagou para você vir até aqui?! – por um segundo ela pensou em chorar, mas não seria fraca agora. – Eu posso pagar mais.

Naruto que mantinha ambas as mãos erguidas na tentativa de acalma-la acabou deixando-as cair nas laterais de seu corpo quando ela disse aquela ultima frase. Encarou a garota assustada com o cenho franzido e disparou.

– Eu não faço a mínima ideia do que você está falando.

– É claro que sabe! – ela gritou. – Se não soubesse por que razão teria se aproximado de mim? – foi então que a primeira lágrima caiu e vendo isso Naruto não poderia ficar parado.

Mesmo ela estando armada e Naruto de mão limpas não foi difícil desarma-la, logo o som do metal da faca chocando-se ao chão foi escutado, e agora ele a mantinha presa contra a parede segurando seus pulsos acima da cabeça. Ela ainda chorava, e agora o encarava com um misto de tristeza, dor e raiva.

– Eu não sei o que me prendeu a você. – foi sincero. – Eu só me lembro de estar totalmente insatisfeito com a minha vida e como um passe de mágica você veio me ensinando a escolher o peixe certo dentro daquele maldito mercado. – riu com a lembrança. – E depois disso eu só consegui pensar em quando ia te ver de novo e como eu poderia deixar você sempre perto de mim.

– Por favor, não fala assim... – choramingou.

Naruto riu negando, ele realmente estava em uma situação fudidamente complicada.

– Não há como falar de outra forma, eu me apaixonei por você, porra! E isso é assustador porque nem o seu nome eu sei.

Ele a viu o encarar boquiaberto e logo explicou.

– Sasuke é investigador, ele tem acesso ao banco de dados nacional, ou seja, tem acesso a todas as pessoas nascidas e registradas no Japão. Kajiyashiki Mahina morreu em 2014, e logo depois o Sasuke acabou encontrando um estojo daqueles que servem para guardar lentes de contato. – ele suspirou e deu de ombros. – Eu sempre achei que suas características não combinavam com você, agora eu entendo...

– Desde quando sabe disso? – ela perguntou receosa.

Naruto parou e pensou um pouco antes de responder.

– Desde o dia 21.

Ele viu quando os olhos dela se desfocaram por alguns segundos como se a sua mente estivesse viajando, cerca de vinte segundos depois a cabeça dela tombou para o lado e logo em seguida ela respirou aliviada.

– O que foi? – ele perguntou.

– Teria dado tempo.

Naruto franziu o cenho e ela logo explicou.

– Teria dado tempo de você me entregar, e bem, se você quisesse já me teria amarrada e me colocado na mala de um carro se fosse sua vontade.

Naruto soltou os braços dela e deu dois passos para trás a fim de olha-la melhor.

– Ai meu Deus, você realmente tá muito encrencada. – concluiu.

Ela riu, na verdade, gargalhou. Sentiu como se tivesse tirado toneladas das costas, era bom poder falar a verdade com alguém depois de semanas no escuro.

– Encrencada é pouco se quer saber. – ela encarou o homem que permanecia imóvel. – Se quiser fugir essa é a hora.

Mas Naruto parecia não ligar para isso.

– É por isso que Konoha está uma loucura ultimamente? – perguntou vendo-a assentir. – Você é da máfia?

– Não.

– Mas a máfia ta atrás de você. – afirmou e ela concordou. – Por quê? E quem é você?

– Calma Naruto, uma pergunta de cada vez. – ela suspirou. – Mas sim, eles vieram atrás de mim. Eles conseguiram me achar aqui, eu ainda não sei como... – ela mordeu o lábio inferior com força. – Por sorte eu vi Kisame aqui antes dele me encontrar e liguei para a polícia.

– Ah, então foi você? – ela assentiu. – Mas o Lee ainda está por aí...

Ela sabia daquilo, mas não pode deixar de sentir medo, ele estava sumido e ela tinha certeza absoluta de que ele não havia fugido, sabia que ele só estava esperando o momento certo, ou a ordem para agir. Por mais que ela não quisesse admitir sentia medo. E foi exatamente esse o sentimento que Naruto viu nos olhos dela, e por isso ele foi até ela tomando-a em um abraço apertado tentando tomar dela todas as dores, medos e aflições.

E não demorou até que ele sentiu o pequeno corpo dando leves solavancos indicando os soluços de seu choro, Naruto a abraçou com ainda mais força e naquele momento ele decidiu.

Não sairia do lado dela por nada.

Foram longos minutos até que por fim ele sentiu que ela se acalmou em seus braços, logo em seguida ela desencostou o rosto do peito de Naruto e mirou os olhos azuis que ela tanto admira. Naruto por sua vez estava prestes a pedir para que a morena revelasse finalmente sua verdadeira face, mas acabou sendo despertado pelo seu celular que tocava no bolso de sua calça.

Olhou para o aparelho e bufou ao ver que era Sasuke quem estava ligando.

– O que é? – atendeu aborrecido por ter sido interrompido.

– Você falou com a Sakura hoje? – O Uchiha nem ao menos se deu conta de que Naruto havia se irritado com a ligação, e isso preocupou o Uzumaki.

– Não vejo e nem falo com a Sakura desde domingo a noite. – respondeu e escutou o outro soltar alguns palavrões do outro lado. – Sasuke, o que está acontecendo?

– Acho que a Sakura foi sequestrada.

 

 

 

 

 

Tóquio, Abril de 2013. Hospital Psiquiátrico Ōtsutsuki Kaguya. Fragmentos das memórias de Hyuuga Hinata.

Kurenai levou algum tempo até finalmente iniciar suas atividades no hospital. Fazia uma semana desde que a psicóloga passou a acompanhar o caso de Hinata e dos demais daquela ala. Hinata apesar de relutante no inicio acabou gostando da psicóloga, afinal, ela parecia alheia ao que acontecia de verdade ali dentro.

– Tudo bem, pode me explicar de novo como descobriu que sua família estava sendo monitorada?

Hinata encarou a mulher com a sobrancelha arqueada, ela já havia perguntado aquilo pelo menos umas três vezes, mas em dias diferentes.

– Eu estava na casa do meu noivo e acabei escutando por trás da porta do escritório do pai dele uma conversa suspeita. – rememorou. – Ele disse que havia conseguido instalar spyware, e como os computadores e celulares são conectados por rede o vírus se espalhou, ele acabou passando despercebido por toda a rede de segurança.

– Seu noivo, ou o seu sogro?

E como das outras vezes, Hinata não a respondeu. Kurenai então prosseguiu:

– E o que seria esse Spyware? – ela perguntou.

E novamente a Hyuuga explicou.

– É um programa de computadores que consiste na extração de informações, costumes na internet como as pesquisas do navegador por exemplo, e depois ele envia essas informações a um agente externo sem o consentimento do usuário. Em outras palavras: um vírus espião.

– E você está aqui por que sabia disso? – perguntou e ela assentiu. – Para que serve as informações colhidas da sua família?

– As informações que ficam no computador do meu pai são interessantes para uma centena de pessoas.

Kurenai assentiu novamente e encarou o prontuário que estava em suas mãos, Hinata percebeu que ela estava confusa. E ela já estava assim há alguns dias.

– Pode me falar porque acha que está aqui? – aquela pergunta surpreendeu Hinata, ela nunca havia perguntado algo do tipo.

– Porque eu descobri algo que não deveria, e como forma de me manter de boca fechada me mandaram para cá. Talvez por falta de coragem de me matar – ela deu de ombros. – ou talvez porque eu ainda seja útil.

Kurenai encarou Hinata por alguns segundos e só então voltou a folhear as paginas do prontuário, a Hyuuga percebeu quando ela olhou em outros documentos que não faziam parte de sua ficha, ela claramente não parecia gostar do que via.

– Só para fins de confirmação. Há quanto tempo você deu entrada? – perguntou.

– Mês passado.

– Ok. Você já apresentou algum episódio delirante ou de mania antes do episódio do mês passado?

Hinata balançou a cabeça negativamente. Kurenai sabia de todas aquelas informações, afinal, ela tinha seu histórico médico, mas mesmo assim ela precisava confirmar.

– Você já passou por algum tipo de acompanhamento psiquiátrico antes?

– Não.

Kurenai deixou a caneta cair por cima do papeis e encarou Hinata com um misto de confusão.

– Você está em dia com os medicamentos. – aquilo não era uma pergunta.

Mesmo depois de escutar toda a história, Shion continuou medicando tanto Hinata, quanto Gaara e Ino, ela dizia que aquilo seria importante para ajudar a colher informações. Hinata não entendeu e até ficou um pouco aborrecida, mas acatou a ideia.

– Você não deveria mais ter sinais de delírios. – prosseguiu. Kurenai soltou uma lufada de ar, ela parecia não acreditar em suas próprias conclusões. – O diagnóstico para esquizofrenia leva seis meses, você está aqui a dois e já tem um diagnostico fechado.

Hinata arregalou os olhos com o rumo daquela conversa.

– Isso sem falar que você, Ino e Gaara atribuem o internamento ao mesmo motivo.

– O que quer dizer com isso? – perguntou afoita.

– Quero dizer que duvido muito que você tenha algum tipo de transtorno psicótico. – ela parou para encarar uma Hinata boquiaberta. – E que você está falando a verdade, - ela pensou um pouco antes de prosseguir. – ou é uma grande mentirosa. Mas eu fico com a primeira. 


Notas Finais


e ai?


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