História Missing - Capítulo 16


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki
Tags Fanficsnaruhina, Fnh, Mistério, Naruhina, Narutoehinata, Sequestro
Visualizações 288
Palavras 4.635
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


BATEU DE FRENTE É SÓ TIRO, PORRADA E BOMBA!

Capítulo 16 - Xeque-mate


O termo xeque é utilizado no xadrez para indicar uma ameaça iminente ao Rei. O xeque-mate por sua vez, é o lance que põe fim a partida. Acontece quando o Rei encontrasse impossibilitado de escapar do ataque das peças inimigas.

A queda do Rei indica o fim do jogo.

Hinata aprendeu a jogar xadrez ainda muito cedo. No inicio ela não compreendia ao peso que o Rei tem no tabuleiro. A peça mais importante, a que determina o fim. Porque a queda do Rei indicaria o fim da partida se ela ainda tinha mais da metade das peças ainda de pé?

Com o tempo ela compreendeu. O Rei é a cabeça, é quem comanda. Sem ele as demais peças não teriam um proposito para lutar. Por isso a sua queda significa a derrota. E com isso Hinata aprendeu que seria muito mais eficaz elaborar uma estratégia visando à queda do rei, do que perder tempo brincando com os Peões.

Hinata também aprendeu que precisa ser paciente. O Rei esta sempre atrás de uma linha de Peões, e ele ainda dispõe de Torres, Bispos, Cavalos e a poderosa Rainha. Jogar sem antes montar estratégia é expor o seu próprio rei a sorte. Então por isso ela precisou ser paciente. Ela aprendeu que o xadrez muitas vezes pode ser aplicado à vida real, e é aí, meus amigos, que a paciência se torna algo realmente complicado e extremamente importante.

E ela conseguiu a proeza de ser paciente.

Esperou durante quatro anos. Esperou que as outras peças do seu lado do tabuleiro fizessem seu trabalho de cercar o Rei colhendo provas irrefutáveis de seus crimes.

Shion adotou a linha de frente, o Peão geralmente é a peça de sacrifício, mas ela também pode ser o que separa a vitória da derrota. A enfermeira pôs em risco o seu nome, seu titulo e sua liberdade se passando pela própria Hinata em outro país. Tudo para despistar a policia, sua família e a atenção das peças do seu oponente. Tudo isso para abrir espaço para suas jogadas. A fuga de Hanabi.

As semelhanças entre as duas viriam a calhar qualquer dia desses.

O Cavalo é a peça mais imprevisível do tabuleiro. Nem mesmo a Rainha é capaz de copiar o seu movimento. Os bons jogadores aprendem a temer essa peça por não serem capaz de prever sua movimentação excêntrica, e isso a torna uma ótima carta na manga.

Ninguém foi capaz de se quer desconfiar de Sarutobi Kurenai. O rosto simpático, o humor calmo e quase sempre inalterado. Ninguém jamais desconfiaria que ela seria capaz de invadir a sala de Ōtsutsuki Hamura para instalar um vírus espião que monitoraria as ações do velho. E por falar em imprevisibilidade, não podemos de modo algum esquecer Nara Shikamaru, o responsável por desenvolver o malware que passou despercebido por anos pelo Ōtsutsuki, este que esteve escondido entre as sombras o tempo inteiro usando de sua habilidade para invadir sistemas para conseguir reunir provas e também recursos para o tão planejado gran finale. Graças ao Nara ninguém foi capaz de perceber pequenas transações dos lucros da empresa que eram destinados a Hinata.

Afinal de contas, nada daquilo foi de graça.

O Nara foi fundamental nisso tudo, e com certeza um dos mais focados, e não era para menos, aquela historia toda envolvia seu cunhado e sua amiga de infância. Ele não deixaria isso passar batido.

E agora vamos a Torre e ao Bispo. Ambas as peças tem um alcance bastante grande dentro do tabuleiro. Ino e Gaara precisaram usar de sua mobilidade para auxiliar Shikamaru a reunir tudo o que ele precisava já que Hinata estava sendo sempre monitorada demais dentro dos muros de sua própria casa. Os envelopes, os documentos, as pistas. Tudo foi reunido e separado entre aqueles envelopes e foram deixados na biblioteca, lugar que Hinata visitou já sabendo que encontraria quatro envelopes amarelos – o quinto já estava a caminho de Konoha sob a responsabilidade de Gaara. Cada envelope foi sinalizado por ela com os nomes daqueles que estavam dentro do hospital durante aqueles seis meses. E o que teria dentro de cada envelope? Provas irrefutáveis de que o Hospital Ōtsutsuki Kagya lucra com um mercado paralelo de vendas de diagnóstico.

É uma ideia simples. Quer silenciar alguém sem derramar sangue? O diagnostico certo é capaz de deslegitimar a falar de qualquer pessoa, afinal, quem daria ouvidos a um louco?

E foi assim com Gaara.

Ino

E Hinata.

Mas isso ainda era a ponta do iceberg

Voltando ao tabuleiro...

Todos os envelopes foram colocados em locais onde somente uma pessoa pudesse encontrar. Hanabi. Podemos considera-la a Rainha já que toda essa estratégia só foi capaz de chegar onde chegou graças a inteligência, coragem e vontade da Hyuuga mais nova. Uma das peças mais importantes do tabuleiro.

E onde está a Hinata dentro dessa realidade? Ela não é uma das peças, nunca foi. Ela é a xadrezista, a jogadora, a pessoa por trás do movimento de cada peça e responsável por tentar prever o movimento do jogador adversário. A única que conhece suas peças bem o suficiente para saber que Hanabi conseguiria encontrar o baú no fundo do seu closet, ela também conhecia bem o perfeccionismo da irmã para saber que ela se daria conta daquele relógio atrasado. Que Neji, durante seu momento de culpa iria atrás de lembranças dentro daquele álbum de fotografias, e como e primo não é de quebrar tradições, sabia que ele passaria na mesma floricultura por volta do mesmo horário daquele dia 23, e que com certeza ele ligaria os pontos ao conhecer Ino, e bem, estamos falando de Hyuuga Neji, o cara que seria capaz de mover céus e terra pelas primas. Ele sem duvidas estaria a caminho.

Ela também conhecia bem o seu oponente. E sabia que ele estaria perplexo demais com sua fuga, afinal, ela feriu o ego dele de uma maneira quase irreversível. Logo ele que jurava estar no controle de tudo viu suas convicções por terra quando ela se mostrou muito mais esperta que ele. Foi quando ela o colocou em xeque. Os movimentos de Hanabi eram uma clara ameaça ao rei, mas ele demorou a notar as saídas de Hyuuga mais nova, e quando notou, já era tarde.

Hanabi já estava a caminho de Konoha. E a chegada dela ao destino final era a confirmação do xeque-mate.

Hinata fez de um modo que tudo aquilo se tornasse irreversível. Até mesmo o elemento surpresa não foi capaz de acabar com tudo. Afinal, o xeque-mate deixa o rei sem saída, e Hanabi não era a sua única peça.

A última peça nesse momento estava em movimento, sem possibilidade alguma de ser pega no processo. 

Teoricamente estava tudo acabado. Ela não se importaria nem um pouco caso fosse morta antes de ver o castelo cair, e foi graças a falta de medo – ou excesso de coragem – que aquilo tudo deu certo.

Ou quase.

Já que em um determinado momento ela acabou perdendo o controle das coisas e agora, três pessoas que não deveriam ao menos sonhar com aquilo, estavam igualmente encurraladas com o andar daquela situação.

Hinata ainda estava levemente atordoada graças ao som do disparo da arma. O trauma acústico causado pelo tiro irritava o seu tímpano perpetuando aquele som agudo. Momentaneamente surda e com os sentidos embaralhados ela gritou, e sabia disso apenas por que sentia a garganta arder, ela sabia que chorava, pois sentia o rosto úmido.

Naruto estava no chão.

Sentiu o corpo ser chacoalhado e não lutou quando Lee a obrigou a ficar de pé colocando suas mãos para trás amarrando-as. O mudo passou a ser substituído pouco a pouco pelos urros de dor de Naruto e pelos gritos histéricos de Sakura que gritava por Naruto a cada dois segundos.

- Eu disse que não era para derrubar sangue! – Lee gritou empurrando Hinata que acabou caindo de joelhos. - Considere o tiro no pé como um aviso! Da próxima eu não vou hesitar em explodir essa sua cabeça amarela.

Ela novamente foi agarrada e puxada em direção à porta do galpão. Estava do lado de fora novamente, e dessa vez era ela quem estava dentro do porta-malas. Amarrada e amordaçada.

Ela odiava estar nesse estado novamente.

Não conseguiu conter as lagrimas. Por mais que soubesse que ele pagaria, por mais que soubesse que amanhã todos saberiam a verdade ela não conseguiu deixar de sofrer e odiar estar naquela condição novamente. E odiava mais ainda ter sido a causadora dos prováveis traumas na vida de Sakura, da aflição de seu pai, irmã e primo, e também de Sasuke, que sofria pela garota que agora estava no galpão. E não poderia esquecer-se de Naruto, ele agora estava lidando com consequências de algo que não lhe pertencia.

Ela conseguiu o que queria, mas não foi boa o suficiente e isso não a deixava nem um pouco feliz. Nesse momento ela ponderou se não seria melhor ter ficado quieta e aceitando tudo.

Foi quando lembrou que o que estava em risco era a vida de sua família. E para isso ela não foi capaz de fechar os olhos. 

Só queria ter evitado conhecer Naruto.

*

 

 

 

Sakura ainda chamava por Naruto quando a porta do galpão foi fechada. Ela não compreendia o estado do amigo, mas tantas coisas haviam mudado que ela não duvidaria nada se seu cérebro estivesse fritado de vez.

- Naruto, porque você ta gritando!?

Apenas quando o som de um carro se afastando foi escutado que Naruto por fim deu atenção a Sakura.

- Porque você atacou ele? Você ta doido?!

- Eu não estava planejando fazer isso, me desculpa. Mas de qualquer forma veio a calhar.

- Você esta bem? Se machucou? – disparou. – Ele atirou no seu pé esquerdo, mas eu não entendi... Acho que eu não sei de mais nada.

- Ta tudo bem Sakura, você entendeu certo. – disse ele se levantando. – Eu não tenho perna esquerda. – sorriu com a realidade.

Naruto nunca foi tão feliz na vida por ter perdido a perna.

- E porque você caiu?

- Por que eu preciso que ele ache que eu não vou atrás dele. – deu de ombros verificando a prótese.

Ainda tinha a possibilidade de ela ter quebrado culminando na impossibilidade de andar sozinho.

- Você vai atrás dele? – ela gritou perplexa.

- Eu prometi a irmã dela que a traria de volta. – disse desamarrando a amiga. – Vamos, precisamos ir rápido. Sasuke e Hanabi estão esperando por nós.

- Ela é mesmo a Hyuuga Hinata? – perguntou e viu ele confirmar. – Meu Deus Naruto, você não poderia ter arrumado uma mulher menos complicada? – brigou.

Sakura sentia vontade de socar Naruto até que ele recobrasse o juízo, mas se recobrar o juízo significava ver o amigo no estado vegetativo em que estava antes daquela garota ter brotado na vida dele, preferia mil vezes aquela loucura.

Não via Naruto tão vivo assim ha anos.

Tinha certeza que quando o choque passasse e a adrenalina cedesse ela teria uma crise de realidade que a deixaria perplexa por dias assim como aconteceu quando descobriu que seu príncipe Lee era, na verdade, um sapo nojento. Um sapo nojento envolvido com a máfia!

Cristo! Precisava urgente de férias!

 

 

Naruto não ficou nem um pouco surpreso ao se deparar com uma Hanabi completamente enfurecida quando voltou para o local onde o carro estava. Ela andava de um lado para o outro e ele tinha certeza de que se ela fosse capaz estaria cuspindo fogo em todos ali.

- O que aconteceu? – perguntou assim que viu Naruto se aproximar. – Onde esta a Hinata? Quem era a pessoa naquele carro?

Naruto não deu atenção a garota, se o fizesse perderiam tempo, e o tempo naquele momento era algo bastante precioso.

- Sasuke, precisamos alcançar aquele carro agora! – disse Naruto entrando no veiculo ainda embrenhado do escuro.

O Uchiha estava dividido demais entre a alegria de rever Sakura e a apreensão de saber como aquela historia iria acabar.

- Você está bem? – ele perguntou puxando a rosada para os seus braços. – Ele te fez algo?

- Eu estou bem, eu acho. – respondeu incerta. – Eu não faço a mínima ideia do que esta acontecendo!

- Acho que ninguém sabe. – ele respondeu se demorando um pouco a olhar o rosto da Haruno.

- Uchiha! – Naruto berrou. – Vocês vão ter tempo de se acertar, agora, entrem no carro!

O grito de Naruto despertou o casal, que mesmo constrangido, correu em direção ao veículo.

- A Hina ta com ele, não é? – perguntou Hanabi assim que o carro estava de volta à estrada.

A mudez de Naruto foi resposta o suficiente.

- Ele não ira muito longe. – a voz de Naruto transbordava convicção. – Disse eu tenho certeza absoluta.

*

 

 

 

 

 

 

 

 

Toneri estava assustado enquanto observava Neji dirigindo feito um maluco pelas ruas de Konoha. Parece que aquele dia havia sido feito para deixar rapaz completamente em choque.

- Desde quando você sabe fazer ligação direta? – perguntou mesmo duvidando que o Hyuuga dissesse algo.

Com certeza a imagem de Neji roubando um dos carros que estavam no estacionamento do pequeno aeroporto o assombraria por anos, talvez pelo resto da vida. Era absurdo demais pensar em uma atitude como essa vinda de Neji.  

- Ela está fora da cidade. – como esperava, a pergunta não foi respondida.

- Quem?

- Hanabi.

Apenas quando Neji mostrou o telefone móvel foi que percebeu que a dispositivo mostrava um mapa com duas marcações, uma delas estava em movimento e outra parada. A que se movia era obviamente o celular que Neji segurava.

- Ela estava na cidade, mas se afastou para esse lugar e parou de se mover a pouco tempo. – explicou.

- O que pode ser? – Toneri quis saber.

- Eu não faço a mínima ideia. – ele riu nervoso. – Fique de olho no mapa. – disse deixando o celular sob a responsabilidade de Toneri.

A falta de familiaridade com a cidade acabou confundido Neji, e quanto mais aborrecido ficava o Hyuuga, mais perigoso se tornava estar dentro daquele carro.

A tensão aumentava a cada segundo, Toneri jurava ser capaz até de ver ou toca-la toda aquela aura pesada. A tensão não era presente apenas fora, sua cabeça por dentro também não estava das melhores. Juntando o pouco que sabia daquela história, provavelmente Hinata havia descoberto algum podre grave e ele sentia que aquilo poderia estar prestes a cair em seu colo.  

Não era nem um pouco difícil chegar a aquela conclusão. Vamos aos fatos: Toneri e Hinata são amigos há anos, e ela confia nele cegamente e vice e versa. Entretanto, Toneri está completamente cego no meio dessa historia toda, e a única coisa que consegue ser maior que a confiança que Hinata tem nele é o instinto de proteção que ele sabe que ela tem.

E somando ao fato de ele saber que Hinata teve acesso ao computador de seu pai – por seu intermédio - o deixa ainda mais apavorado. É como se do nada as coisas começassem a fazer sentido. 

A insistência em criar vínculos com a família Hyuuga, a pressão que ele colocou sobre o filho na tentativa de força um relacionamento afetivo com Hinata, a ameaça de deserda-lo e expulsa-lo de casa deixando-o completamente a mercê da vida caso não engatasse de alguma forma um noivado com a amiga – que acabou culminando em um acordo onde os dois aparentemente eram noivos. A lista era enorme e ele chegou a ficar tonto só de pensar. Isso sem falar nos amigos de procedência duvidosa, reuniões fora de hora e a postura estranha dele como médico em relação a aquela ala em especifico.

E ainda tinha a mensagem que havia recebido a pouco sobre uma viajem de ultima hora do pai.

Preferiu não pensar nisso agora, as coisas começavam a ficar claras e ele temia não saber lidar com o fim de tudo aquilo.

Respirou fundo algumas vezes e se pôs a monitorar o mapa novamente, e foi ai que teve uma surpresa.

Os dois indicadores do mapa estavam em movimento, e se continuassem seguindo a rota provavelmente se cruzariam em poucos minutos.

- Neji, ela está se movendo. – anunciou arregalando os olhos para a tela.

- Para onde? – quis saber pronto para mudar a rota.

- Para nossa localização. – Neji o olhou com o cenho franzido e ele prosseguiu. – Acho que se pararmos, em pouco tempo a Hanabi vai passar por aqui.

 E assim ele o fez. Tinha certeza absoluta de que ali não era local para estacionar, mas ele não estava se importando muito, afinal, havia roubado aquele carro.

Roubado não, estava emprestado sem o consentimento do dono.

Ambos desceram do carro para respirar um pouco de ar puro.

- Onde ela esta?

- Perto. E... espera. Esta parando?

Neji tomou o celular da mão de Toneri e confirmou que o ponto que indicava o celular que havia dado a Hanabi quando ela saiu em busca da irmã estava cada vez mais lento. Ate que por fim, parou.

Por sorte não estava distante, se erguesse os olhos seria capaz de ver as luzes do veiculo parado no meio da avenida com o capo soltando uma fumaça densa e branca. E ele viu.

E logo em seguida começou a correr naquela direção.

- Ei, espera! – gritou Toneri que começou a correr logo em seguida. – Ah Hinata, eu vou te matar, sua vaca! – ralhou aborrecido, só mesmo a Hyuuga para fazer com que passasse por uma situação daquelas. 

Não muito distante dali, Lee observava aborrecido o carro que havia parado de funcionar. Desejou a cabeça da Hyuuga e do maldito Uzumaki quando se deu conta de que o carro havia sido sabotado, a merda do motor havia fundido. Estava tão preocupado em ligar para o chefe informando o contratempo e que precisaria de outro veículo que nem ao menos percebeu duas pessoas correndo em sua direção. 

*

 

 

- Olha alí, a mancha de óleo. – indicou Naruto assim que encontrou o rastro na estrada.

- O que você fez com o carro?

- Afrouxei o parafuso de extração do óleo do motor. – respondeu orgulhoso do seu feito.

Não existia a mínima possibilidade de que deixaria Lee escapar, e quando viu que o veículo estava sem o protetor de cárter – peça responsável por proteger o óleo do motor – não resistiu, e afrouxou o parafuso sabendo que em pouco tempo de funcionamento o motor do carro estaria completamente fodido.

E pela quantidade de óleo que estava na pista ele tinha certeza de que o parafuso havia caído liberando uma quantidade ainda maior do óleo, era questão de tempo até que o motor do carro fundisse.

O celular de Sasuke começou a tocar e assim quando viu quem ligava bufou. Era Itachi e ele sabia que o irmão nunca ligava a toa.

- To dirigindo, fala logo. – atendeu aborrecido, odiava falar ao telefone enquanto dirigia. – Oque? Espera... explica isso direito! – a mudança de tom na voz de Sasuke chamou a atenção de todos no carro. - Cara, isso é insano. Eu posso sim, já estou a caminho na verdade. – fez silêncio novamente. Ele ainda seguia a macha de óleo e percebeu que ela seguia em direção a parte mais movimentada da cidade. – Eu tenho um palpite forte. Avenida central. Provavelmente um carro quebrado vai ser sinal suficiente... Não, nem tente, eu não vou contar... Ok. Ate depois.

O sorriso vitorioso no rosto do Uchiha foi provavelmente a coisa mais bizarra que Naruto já viu.

- Você não vão acreditar no que o Itachi acabou de me contar!

*

 

 

 

 

Neji congelou ao ver o homem que dirigia aquele carro dar a volta no veiculo de tirar do porta-malas a sua prima.

E não era a Hanabi.

Hinata estava diante de seus olhos totalmente imobilizada e na tutela de um homem visivelmente perigoso.

- Hinata!

O grito de Neji foi tão alto que acabou assustando o homem que a mantinha refém, e este por sua vez perdeu a cor quando se viu diante do Hyuuga, e de quebra, do filho do seu chefe.

- O que você quer com a minha prima? – ele continuou. – Solte-a agora!

Nesse momento os olhos arregalados do Ōtsutsuki eram mais que o suficiente para revelar sua perplexidade diante daquela situação. Toneri não estava diante apenas de sua amiga sendo feita como refém, ele estava diante também do homem por quem nutriu sentimentos durante um bom tempo. Rock Lee costumava frequentar sua casa, ele era um dos seguranças do seu pai.  

Lee, sempre alheio a presença de Toneri, amaldiçoou a decisão de Hamura de manter o filho longe de seus negócios paralelos. Aquela situação não parecia ter como piorar.

- Tudo bem! – ele riu ainda apontando a arma para a cabeça de Hinata. – Pelo que eu estou vendo o plano agora é improvisar!

- Lee, o que você está fazendo? – perguntou perplexo olhando da amiga para o homem.

Seu coração quase se partiu em mil pedaços quando viu os olhos vermelhos de Hinata. Ela era tão forte, quase nunca chorava.

O que fizeram com sua pequena flor?

- Hamura sempre foi um banana para você – cuspiu. – Deixou você no meio do luxo ao invés de te ensinar a como lidar com os negócios. Sabia que isso acabaria em merda! Olha só você. Formando uma dupla dinâmica com esse engomadinho filho da puta. – estalou a língua reprovando aquela cena. – Você é realmente uma marica.

Toneri fez menção em avançar em direção aos dois, mas parou quando o alvo passou de Hinata para ele.

 - Seu pai deveria ter sido mais firme com você! – explanou. – Você já deveria estar casado com essa maldita, não acredito que estou tendo tanto trabalho por culpa da sua incompetência!

- Do que você está falando? – perguntou Neji perplexo demais com a cena a sua frente.

A conversa foi interrompida quando dois carros pretos pararam atrás de Neji e Toneri. Ver Hamura descer do banco do carona de um dos carros foi a confirmação que Toneri precisava para saber que o pai era o grande culpado disso tudo.

Pelo menos pela primeira vez o olhar reprovador do pai não surtiu efeito algum, pela primeira vez na vida ele viu a verdadeira face do poderoso Hamura e era ele quem sentia vergonha dessa vez.

 Em poucos passos pai e filho estavam cara a cara. Uma luta silenciosa iniciou assim que os olhos de ambos se cruzaram.

- Quero esses dois contidos imediatamente. – a voz calma e fria ordenou e em poucos segundos Neji e Toneri estavam sendo imobilizados.

Hinata se agitou ainda mais quando viu os dois sendo agarrados com tamanha brutalidade.

- Lee. – Hamura voltou a falar. – Tire a mordaça dessa garota, eu quero conversar um pouco com a minha querida nora.

Assim que se viu liberta daquele pedaço de pano ela pensou em gritar, xingar e maldizer o homem a sua frente. A figura indestrutível que ela sabia que em breve seria apenas uma grande fraude exposta para o mundo.

- Eu tentei ser gentil. – ele começou. – Mesmo com você bisbilhotando a minha vida eu te deixei viver, você teria uma vida calma e confortável. – ele fez uma pausa tentando conter o ódio que tinha ao olhar o sorriso debochado que crescia no rosto da Hyuuga. – Mas agora você pôs tudo a perder, e ainda arrastou seus irmãos e meu filho para o meio disso tudo.  – ele estalou a língua ao lembrar-se que o filho estava ali. - Não vai ser fácil, mas eu vou conseguir me livrar dessa merda de problemas que você me colocou. Não vai ser fácil me livrar de você, desse seu primo e da sua maldita irmã, mas eu vou conseguir e com o Toneri eu me viro. – ele sorriu. – Você acabou nadando e morrendo na praia Hinata. Me conta, o que adiantou todo esse esforço se sua família vai acabar morrendo de um jeito, ou de outro?

Ele a encarou esperando a explosão, mas o que veio o deixou perplexo.

- Que horas são? – perguntou calmamente.

Mesmo estranhando a pergunta ele levou os olhos ao pulso onde jazia seu relógio.

- Duas e trinta e três da madrugada. – informou.

Agora foi a vez de Hinata Hyuuga sorrir.

- Sabe o que aconteceu por volta das duas da manhã? – ela perguntou, mas não esperou por uma resposta. – Na madrugada de hoje o delegado Uchiha Fugaku encontrasse na delegacia ao lado de alguns dos melhores investigadores da região, Hatake Kakashi, e obviamente boa parte dos homens da família Uchiha como o seu ilho Itachi e outro como Obito, Shisui, Izumi. Acho que você já deve ter escutado sobre a fama desse sobrenome, não é? Não é a toa que a força policial de Konoha é um exemplo a ser seguido.

- O que você quer com isso, garota? – perguntou irritado.

- Calma, eu juro que vou explicar tudo, tim tim por tim tim... – ela lançou uma piscadela antes de seguir. - A ideia era deixar um presente na mesa do delegado na manhã de segunda feira só para agitar a semana da delegacia local. Mas infelizmente eu precisei apressar os planos para essa madrugada. 

“Por volta da 01h45min da madrugada de hoje Sabaku no Gaara deixou o apartamento onde mora com uma caixa em mãos, ela deveria ser entregue como todas as outras encomendas, mas como eu disse: precisei apressar as coisas. Espero que você lembre quem é Sabaku no Gaara.”

“A caixa que ele carregava e que nesse momento já deve ter sido aberta e revirada é endereçada ao delegado Fugaku com as honras de Hyuuga Hinata. Dentro dela existem cinco envelopes e dentro de cada envelope existe um dossiê relacionado ao esquema da sua clínica, nos dossiês estão anexados documentos, transações e registros de pagamentos, além dos dados, laudos e relatórios adulterados por você para forjar o diagnostico e forçar a internação dos seus pacientes.”

“Ah, claro. Vale lembrar que no meu envelope existe mais de um dossiê, já que os meus problemas com vocês começaram bem antes do Hospital. – Hinata sorriu grande antes de continuar - Sua casa caiu Hamura, deveria tomar cuidado com as pessoas com quem você decide bater de frente, uma delas pode te derrubar uma hora dessas.”

Hamura não teve tempo de reagir.

Outro carro parou atrás do veiculo que Lee usava para levar Hinata até o aeroporto onde ele a levaria embora como havia planejado, desse carro desceram mais quatro pessoas, uma delas ele conheceu imediatamente. Hyuuga Hanabi o encarava bestificada.

Dois homens, um loiro e o outro moreno desceram do carro com armas em punho logo as direcionando em direção a Rock Lee que no momento não poderia fazer tanta coisa.

Assim que os homens de Hamura notaram a movimentação eles também ergueram suas armas em direção a Naruto e Sasuke.

Hinata ficou um pouco perplexa ao ver Naruto de pé e sem nenhuma gota de sangue na perna.

Mas e claro, o tiro atingiu a perna esquerda!’’ riu ao constatar o óbvio. Já Lee o encarava como se Naruto fosse uma espécie de mutante. Talvez o Wolverine.

- Atenção todas as unidades, aqui é Uchiha Sasuke. Encontrei os suspeitos. Avenida principal, sentido aeroporto. – a voz de Sasuke fez Hamura olhar para ele perplexo.

Hinata se deliciava ao ver o homem cair diante de seus olhos.

O chiado do radio do Uchiha chamou a atenção de todos novamente.

- Ok... Entendido. Perímetro cercado, chegaremos em breve. – alguém respondeu pelo rádio.

Não demorou um minuto se quer até que a avenida começassem a ganhar tons de vermelho e azul das sirenes. Elas se aproximaram pelos dois sentidos da avenida além das ruas paralelas. Hamura se viu completamente cercado, mas o que lhe chamou a atenção mesmo foram os olhos cinza da garota que brilhavam com a constatação da vitória.  

O sangue de seu corpo sumiu e o ódio queimou quando ele a ouviu falar convencida:

- Xeque-mate.  


Notas Finais


Espero do fundo do coração que vcs tenham gostado djdoajdhfhfhfu
Ainda tem muitas coisas a serem explicadas, como por exemplo o esquema da clínica e é claro, a razão que fez Hamura internar a Hinata lá.
É isso, até o próximo capítulo.
E me perdoem se tiver ficado uma merda!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...