1. Spirit Fanfics >
  2. Mission Cupid! - Imagine Bakugou Katsuki >
  3. II - Homemade Paranoia

História Mission Cupid! - Imagine Bakugou Katsuki - Capítulo 16


Escrita por: wusho

Notas do Autor


i think you are poggers, no homo tho



boa leitura!

Capítulo 16 - II - Homemade Paranoia


Fanfic / Fanfiction Mission Cupid! - Imagine Bakugou Katsuki - Capítulo 16 - II - Homemade Paranoia

Um bocejo escapou de minha boca, enquanto eu, inutilmente, tentava me manter acordada durante o período da aula de Yamada-sensei, com os cotovelos apoiados na mesa e meu queixo apoiado nas mãos, eu fechei meus olhos, sentindo o sono me dominar lentamente. Embora a gritaria em inglês fosse o suficiente para manter 99% da sala acordada, dormir parecia extremamente atrativo, haviam se passado um total de 7 dias desde que me deram meu aviso final, ou seja, me sobraram 13 dias para induzir meus colegas de turma à me acompanharem para fora da U.A. e serem levados para o laboratório. Não que eu... esteja pensando em levá-los, eu simplesmente não consigo dormir sabendo que essas são as minhas ordens até então e que, do nada, eles podem quebrar o trato e deixar tudo ainda pior. Quer dizer, eles não fariam nada tão antes do prazo assim, fariam?

Ouvi alguém limpando a garganta ao meu lado, como se estivesse se p...

— [NOME], ARE YOU PAYING ATTENTION TO MY CLASS? — Abri meus olhos com o grito dado bem perto de meu ouvido, o forte sotaque naquela frase em inglês me era extremamente familiar.

Tomei uma pose de defesa, com as mãos levantadas, como naquelas poses estranhas que as pessoas fazem em filmes de karatê, ouvi alguns risos baixos e finalmente me toquei: eu dormi durante a aula. De forma envergonhada, olhei para Yamada-sensei, que mantinha as mãos em sua cintura e me encarava com uma decepção evidente. Não era de meu feitio dormir em aula, mas, bem, não é como se meu cansaço não fosse maior do que meu medo de broncas. Yamada-sensei ajeitou os óculos de grau na cana de seu nariz e, com um suspiro, ele tirou a mecha de seu cabelo loiro da frente de seu rosto.

— Sinto muito, não dormi bem essa noite. — Sorri sem graça, não era mentira, pelo menos, apenas não estou contando a história inteira.

— Por favor, se mantenha acordada, minhas aulas são as mais animadas da instituição inteira! — Ele disse dando de ombros, enquanto andava de volta para o quadro negro na frente da sala. — If I see you sleeping in my class again, I’ll have to send you out of the classroom. — Afirmou com convicção.

Acho que a minha confusão estava tão na cara que até mesmo Todoroki, que estava sentado ao meu lado, acabou soltando um risinho, bem, eu não culpo ninguém que tinha rido, eu gargalharia se isso acontecesse com qualquer outra pessoa aqui. O bicolor deu dois toques na minha mesa com o dedo indicador, tentando chamar minha atenção, ainda meio sem saber como reagir — ou entender um segundo idioma, dada a lerdeza pós-soneca —, encarei Todoroki com a minha literal cara de ponto de interrogação e ele suspirou, quase que em decepção, sabendo que eu não havia entendido nada da fala do professor.

— Ele disse que, se ver você dormindo na aula mais uma vez, vai te colocar pra fora da sala. — Ele traduziu simplificadamente.

Todoroki é um anjo, ainda bem que vai casar com o meu segundo melhor amigo e eu serei madrinha. Grunhi em puro incômodo, como um instinto, eu bati minha cabeça na mesa, deixando meus braços jogados ao lado do meu corpo, me sentindo um cocozinho pisado. EU DARIA TUDO PRA TER NASCIDO UMA CACHORRA DE MADAME.

— Obrigada, Todoroki. — Agradeci com a voz levemente abafada.

— Não há de quê.



◞♡◟



Ao ouvir o sinal do final das aulas, eu levantei os braços em comemoração, uma comemoração bem morta, eu tava só o pó da rabiola. Foi uma batalha que eu quase perdi, mas me mantive acordada durante todas as aulas. Se eu anotei alguma coisa? Aí você já quer demais de mim, minha guerra do dia foi completa e eu pretendo passar o resto do dia dormindo, se kami-sama permitir, acordarei apenas com o meu despertador na manhã seguinte. Comecei a guardar todo o material escolar espalhado pela mesa, com um certo alívio que os professores não passaram nenhuma atividade extra para ser feita nos dormitórios. Pensando bem, faz um bom tempo desde a última aula física que tivemos... Provavelmente teremos um teste em breve.

— [Apelido] — ouvi Mina me chamar já perto da porta, ao ver que conseguiu a minha atenção, a rosada sorriu —, nós vamos fazer uma competição de vídeo-games pra ver quem vai fazer a janta e limpar tudo hoje, quer entrar no meu time?

— Não querendo me gabar — Kaminari apareceu do nada, se apoiando nos ombros de Mina —, mas eu sou o melhor jogador do nosso dormitório. Nosso time vai ganhar sem a menor sombra de dúvidas.

— Não começa a comemorar antes da hora — Sero o repreendeu, acho realmente impressionante como eles estão sempre juntos —, dá azar.

— Sinto muito, pessoal — sorri sem graça, coçando minha nuca, sentindo levemente a cicatriz naquele local, tocar ali foi como levar um choque —, meus únicos planos pra essa tarde são: dormir e dormir, de novo.

— Aw, tudo bem então. — Mina pareceu decepcionada.

— Não se esqueçam de sua companheira de time. — Fiz um leve draminha, como se aquilo fosse um campo de guerra.

— Jamais esqueceremos da nossa melhor soldada! — Kaminari entrou na onda, vindo até mim e segurando ambas as minhas mãos, ele me olhou nos olhos com determinação. — Eu vingarei você, [Nome].

Nós dois rimos e o grupo se despediu após uns momentos de conversa e encorajamento, todos pareciam extremamente animados para o mini torneio entre os alunos da 2-A. Eu, no entanto, suspirei e me apoiei em minha mesa, sentindo todo meu corpo agitado, tinha alguma coisa errada, minhas entranhas não haviam parado de revirar desde ontem. Medo? Talvez eu realmente estivesse com medo. Harumi estava certa, eu amoleci. Anos atrás eu mal havia emoções em frente aos meus superiores, embora ainda sentisse o medo enfraquecendo os meus ossos; quando eles ainda estavam me obrigando a lutar pela minha sobrevivência, eu cheguei a... Tirar vidas. Vidas de pessoas como eu, que almejavam sobreviver, que adorariam ver a luz do sol como eu vejo hoje em dia.

Encarei a palma de minha mão aberta, leves tremores vagaram pelo meu corpo, memórias de uma vida tão próxima, mas que parecia tão distante, preencheram todo meu ser. Vi rachaduras se abrindo em minhas mãos, senti minha pele queimar e, em um piscar de olhos, as rachaduras haviam se tornado amarelo e laranja fluorescente. Lembro-me muito bem de como todo esse magma se tornou parte de mim, era como se eu fosse um vulcão, prestes a entrar em erupção, a todo momento, meu corpo doía e meu rosto ainda apresentava seu histórico com lágrimas de rocha derretida — não que eu sinta saudades da falta de controle que outrora eu tinha sobre minhas individualidades recém-concebidas —, não importa o quanto eu tenha crescido, meus demônios cresceram comigo.

Fechei minha mão em puro ódio, vendo as rachaduras crescendo e, com uma gota grossa de magma pingando em minha perna, eu tive um estalo de volta à realidade.

— Mas que droga... — Murmurei, vendo minha mão voltar ao normal e o magma em minha perna endurecer.

Me sentei no chão da sala, abraçando meus joelhos e simplesmente me sentindo como nada mais que um erro. Eu nem deveria existir... Se eu tivesse energia o suficiente, eu choraria, me permitiria ter uma última erupção, ser o destrutivo vulcão que me criaram para ser.

— O que você tá fazendo aqui? — Levantei minha cabeça, para ver Katsuki parado na porta, me encarando com o mesmo ódio superficial de sempre.

— Só com preguiça de pegar todo o meu material, e você? — Sorri para ele, logo sentindo mais uma vez uma certa vontade de bocejar, credo, eu realmente preciso de uma boa noite de sono antes que eu caía dura no chão.

— Esqueci meu celular na mesa. — Explicou-se, logo indo pegar o celular. Ele não parecia muito interessado em conversar, confesso que também não tenho interesse em manter uma conversa justamente agora, então não tentei puxar mais nenhum assunto.

Ouvi leves sons atrás de mim, mais especificamente em cima da minha mesa, encarei rapidamente a direção dos sons, para ver Katsuki arrumando meu material e colocando tudo dentro da minha mochila.

— Você tá sendo legal? O mundo tá acabando e eu não tô sabendo? — Ri baixo, vendo ele bufar com uma certa irritação diante o meu comentário.

— Se você contar que eu tô te ajudando — ele me olhou de soslaio —, eu te mato.

— Sem problemas, loirinha. — Eu sorri genuinamente.

— Vamos logo sair dessa sala, eu não aguento mais esse inferno de lugar. — Comentou enquanto colocava minha mochila sobre os ombros, notei que ele não estava carregando a mochila dele, então acho que ele veio todo o caminho dos dormitórios para cá.

Céus, eu fiquei alucinando vividamente por quanto tempo? Me levantei e bati a possível sujeira da minha saia do uniforme. Katsuki já estava fora da sala de aula, então eu simplesmente andei até ele, enquanto esfregava o meu olho esquerdo em puro sinal de sono. Antes que eu pudesse dar um passo para fora da sala, Katsuki segurou a minha mão e começou a me puxar pelo corredor, em direção aos dormitórios. Foi uma surpresa ver que a loirinha de TPM estava demonstrando preocupação e ainda iniciando contato físico, bem, ele é um bicho do mato, no final das contas. Mas a sensação da mão dele em volta da minha era confortável, como o calor aconchegante de uma lareira no frio de inverno, eu esbocei um sorriso genuíno, sentindo meu coração esquentar com o ato gentil de Katsuki.

Sem nem mesmo pensar, eu segurei sua mão de volta e meu rosto esquentou brevemente. Katsuki sempre se importou tanto comigo... Me pergunto se ele me perdoaria.



◞♡◟



Meu corpo ardia como se estivesse em chamas, algumas pontadas de dor se espalhavam por todo canto e suor fazia alguns fios de cabelo grudarem em minha pele. Eu me sentei hiperventilando em minha cama, passando as mãos entre meus cabelos, eu finalmente consegui tirar os fios ensopados de meu rosto. O quarto estava escuro e eu precisava de um copo de água para me acalmar, tateando o espaço ao lado de minha cama, eu falhei ao tentar encontrar meu criado-mudo, talvez eu tivesse me revirado demais. Com mais alguns segundos insistentes de procura, eu toquei algo macio, como um... monte de cabelo? Isso, com certeza, não é normal. Uma mão agarrou meu pulso e eu gritei com o susto, mas, logo que gritei, a sensação na palma de minha mão sumiu e a mão soltou meu pulso.



[Nome]...



Meu nome ecoou por todo o quarto, voltando aos meus ouvidos e fazendo minha cabeça doer. Eu me levantei da minha cama, tentando entender o que estava acontecendo; então, num piscar de olhos, luzes começaram a piscar, eu já não estava no meu quarto, mas sim num corredor imenso com luzes fortes e brancas. Algumas das paredes estavam manchadas de vermelho, olhei para os lados e só pude ver a mim mesma, uma versão menor de mim, de quando eu ainda era uma criança, com uma camisola hospitalar completamente suja e pés machucados, eu segurava uma haste de ferro, que pingava um líquido verde. Antes que eu pudesse me mover, uma mão pousou sobre meu ombro e eu gelei, as luzes começaram a piscar e meu coração quase parou ao olhar novamente para o lado.

Koji estava com a versão mais nova de mim, ajoelhado ao lado dela, sorrindo e a segurando pelos ombros. Eu me recusei a olhar para a pessoa que segurava o meu ombro com tanta ternura.



[NOME]...



Senti a pessoa apoiar o queixo em meu ombro, uma risada baixa se depositou em meu ouvido.

— Você foi uma cobaia tão boa...

Lágrimas encheram meus olhos e eu simplesmente me livrei do jeito mais eficiente que pude do toque indesejado de Koji. Eu tremia como se eu estivesse lentamente congelando, o ar em meus pulmões era como veneno, eu poderia arrancá-los agora mesmo.

— Não adianta fugir, nós vamos pegar você, fujona.

Minhas pernas se moviam mais rápido do que eu podia pensar, uma curva súbita no corredor me fez bater de cara na parede, causando um estalo alto vindo de meu nariz, parecia que estava quebrado e agora sangue escorria por todo o meu rosto e pingava no chão, marcando todo o caminho que eu percorria na minha fuga desesperada do nada que me perseguia.

— [Nome]? Cadê você?

Katsuki...? Essa é a voz de Katsuki!

Assim que a voz dele ecoou por todo o corredor, eu corri ainda maia rápido, vendo uma luz no final do túnel. Lágrimas de alegria se juntaram em meus olhos, eu finalmente estava salva, ele veio por mim...! Sua silhueta se tornou visível e eu nem mesmo desacelerei, simplesmente dei de encontro com ele e o agarrei num abraço apertado.

— Você veio me salv-



[Nome], o que você fez?



Assim que olhei para o rosto dele, notei sua expressão sem vida, os fios que se conectavam aos seus braços e todos os pontos e cortes expostos em sua pele, antes que eu pudesse ter uma reação apropriada para o que via, o corpo sem vida de Katsuki caiu em meus braços, me levando ao chão com ele. Uma dor profunda se alastrou por meu peito, era como sentir uma parte de mim ser arrancada à força, nada mais que um grito desesperado saiu de minha garganta.



Isso é tudo culpa sua.



Finalmente fui capaz de olhar para frente, a visão que tive vai me assombrar pelo resto de minha existência... Todos aqueles que amo, que considero importantes para mim, presos naqueles malditos tubos de teste, todos ligados à fios e a máscaras para a respiração. Era culpa minha…

Bati a testa com força contra o chão, a dor que eu senti era, com certeza, real, não estou mais dormindo, talvez tivesse me revirado na cama de novo, esses pesadelos mexem demais comigo. Me sentei no chão, com as mãos sobre minha testa, pressionando levemente a área atingida. As cortinas da minha janela balançavam suavemente com a brisa gélida da manhã, era possível notar uma leve claridade, o nascer do sol seria em poucos minutos, provavelmente. Senti as lágrimas quentes ainda escorrendo pelo meu rosto, meu coração ainda estava acelerado, esses pesadelos estavam cada dia mais específicos.

Me levantei do chão, na intenção de me recompor e começar a me preparar para o dia, mas minhas pernas bambearam e eu me sentei na minha cama. Apoiando os cotovelos em meus joelhos, eu escondi o rosto entre minhas mãos, me permitindo desabar ali mesmo. Eu mais que me sentia culpada, e nada disso havia acontecido... ainda.

Após um tempo, eu me levantei da cama, talvez um banho quente me acalmasse, mas, antes de mais nada, eu precisava comer alguma coisa, afinal, saco vazio não pára em pé. Caminhei lentamente até a minha porta, quando a abri, notei um pacote no chão, cuidadosamente embrulhado e com um post-it amarelo grudado em cima, parecia que haviam deixado aquilo ali para mim. Me abaixei para ficar mais perto do pacote, peguei o post-it cuidadosamente, vendo uma simples mensagem.

“You must pay attention in english class! May you have some homemade cookies made by the greatest hero in the world.
— Katsuki”

A mensagem vinha acompanhada de um pequeno desenho de um rostinho irritado, extremamente semelhante ao de Katsuki, uma graça, eu diria, até mesmo o cabelo espetado fazia presença no desenho. Meus olhos encheram de lágrimas novamente, céus, ultimamente eu venho sendo tão emotiva com coisas tão... aleatórias. Peguei o pacote com carinho e eu simplesmente abracei aquela caixinha como se fosse o meu mundo, às vezes eu não mereço o melhor amigo que tenho.


Notas Finais


pedoem os erros, são 5h20 da manhã e eu ainda não dormi :']

estou no meio das minhas férias, então vou estar tentando atualizar toda semana, durante às sextas. mas, por favor, tentem entender que eu procrastino até o ultimo segundo possível- tradução: eu vejo marmanjos jogando minecraft o dia inteiro e às vezes eu paro pra ver cigana dando ibope na TV

é mais capaz que eu escreva todo o arco 2 e simplesmente agende sextas para as postagens, isso, claro, se eu tiver ânimo o suficiente para escrever tanto assim. pelos meus cálculos, teremos um total de 11 capítulos nesse arco, but man im bad at math

tendo isso em vista, agradeço a quem lê e comenta! os favoritos também, me sinto extremamente especial com tanto amor assim :]
vocês são meus tesouros <3

OH, QUASE VIM A ME ESQUECER! tenho um servidor no discord, o qual é usado apenas para conversa e para bots, se vocês quiserem se enturmar (enclusive comigo) basta clicar no link abaixo
https://discord.gg/wyHNeKt
à qualquer um que entrar: seja muito bem-vinde o/





to fazendo essas encriptações agora porque parece ser extremamente divertido, embora ninguém realmente vá tentar decifrar :]
𝘯𝘦𝘮 𝘦𝘶 𝘭𝘦𝘮𝘣𝘳𝘰 𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘦𝘶 𝘦𝘴𝘤𝘳𝘦𝘷𝘪


── SPOILER DO PRÓXIMO CAPÍTULO!¡ (encriptado)

“d surwdjrqlvwd ilqdophqwh ydl vhqwlu qd shoh r ghvhvshur gh shughu xpd shvvrd lpsruwdqwh”

· DICA PARA RESOLVER! — Numa fila de 26, os 3 primeiros foram para o final, em ordem, sem se misturar.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...