História Mistake - Capítulo 12


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Bambam, Boysxboys, Drama, Got7, Homossexual, Jackbam, Jackson, Jaebum, Jingyeom, Jinyoung, Jyp, Kunpimook, Mark, Markson, Romance, Yaoi, Youngjae, Yugyeom
Visualizações 49
Palavras 5.909
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - I forgive you.


 

 

 

— É Chaewon?—- Jinyoung perguntou enquanto Jaebum guardava o celular.

 

— Sim... — Mentiu. — Vou sair com ela de novo.

 

— Jura? — Jinyoung deixou a louça de lado e se sentou na mesa junto à Jaebum. — Isso é ótimo, estou feliz por você.

 

— Feliz por mim? — Jaebum franziu o cenho, só então entendeu o que Jinyoung estava pensando. — Não! É apenas amizade Jinyoung, nós não temos nenhum tipo de envolvimento, eu sou noivo!

 

— Você era noivo, Jaebum...

 

— Faz um mês que minha noiva faleceu, quer que eu siga em frente tão rápido? 

 

— Quero, ué... Você tem vinte e quatro anos, vai ficar sozinho para o resto da vida?

 

— Ainda não, não acho que consiga me apaixonar tão cedo...

 

— Consegue sim, e talvez seja pela Chaewon! —  Jinyoung piscou para o amigo e voltou para a pia para terminar de lavar a louça, Jaebum apenas riu irônico.

 

— Você quer me arranjar alguém, mas esquece que você mesmo precisa de uma companhia e o pior, você já tem alguém. Vai  fazer o que com seu aluno interessante porém super-ultra proibido? 

 

— Como assim? Não vou fazer nada, vou fingir que nunca aconteceu... Se você não quer se envolver, eu também não quero.

 

— É, mas eu estou de luto, já você... Está de frescura. — Jaebum deu leves tapas nas costas de Jinyoung que se virou e lhe jogou espuma.

 

— Estou mentindo? — Jaebum riu se limpando da bagunça que o amigo fez.

 

— Está! — A atenção de ambos foi tomada pelo celular de Jinyoung que estava em cima da mesa e vibrou, com o nome de Yugyeom aparecendo na tela.

 

— Seu erro te mandou mensagem... — Jaebum atreveu-se a dizer recebendo mais espuma na cara.

 

 

 

 

— Bom... está tarde, melhor eu ir não é? te vejo amanhã! — Jinyoung estava se ajeitando para ir embora, pegando seu celular rapidamente.  

 

— Vai sair com a criança? Você é um pecador Jinyoung! — Jaebum seguiu o amigo que foi para a sala.

 

— Eu vou para casa, já que você me tirou da minha tarde de sono! — Jinyoung revirou os olhos e foi até a porta. — Até amanhã Jaebum! — Antes de abrir a porta, Jinyoung se virou para o amigo — Ah, amanhã você vai sair né? Te vejo depois de amanhã então. — Jinyoung deu um sorriso malicioso para Jaebum e saiu antes da almofada que Jaebum arremessou pegasse em si.

 

 

 

Jaebum suspirou, não queria que Jinyoung fosse embora para ter uma desculpa para não falar com o sogro, era a terceira vez que Bohyun telefonava, retornou a ligação perdida do mesmo se preparando mentalmente para o que teria que conversar com ele.

 

 

 

— Descobri que Youngjae é alérgico a uma série de medicamentos como antibióticos e calmantes... — Bohyun disse em um sussurro, sem nem perguntar se o genro estava bem. — Precisarei falar baixo, Jihyo está dormindo.

 

— Sei, e dai? — Jaebum revirou os olhos, estava prestes a mandar o sogro esquecer  aquela idéia.

 

— É o que usaremos, ele ficará tão pertubado mentalmente que sua única saída será tomar um calmante para relaxar... Ninguém desconfiará de nós dois Jaebum... Tadinho, não aguentou de culpa e cometeu suicídio.

 

— Suicídio? Quer que eu o torture psicologicamente para fazê-lo cometer um suicídio? Esse é o seu plano?

 

— Isso! Você é inteligente Jaebum, sempre soube que era o genro perfeito. — Jaebum riu sem humor, Bohyun nunca gostou dele por ser pobre e agora era o genro perfeito?

 

— Eu entendo o que quer fazer, mas eu não acho que consiga... Mexer com a cabeça dele até chegar à esse ponto...

 

— Pense em Jiwon, o que ela iria querer que fizesse? Vai simplesmente esquece-la agora que ela morreu? Não, sua morte não pode ter sido em vão! — Bohyun alterou um pouco a voz, mas logo voltou ao sussurro. — Ele é viado, você viu isso?

 

— E o que que tem? — Perguntou, já imaginando o que o sogro queria propor.

 

— Você é um rapaz bonito, Jaebum! Um dos mais bonitos que já vi...

 

— Não! — Jaebum respondeu firme, para mostrar que não iria mudar de idéia. — Posso me aproximar dele, fazer o que quer que você esteja querendo, agora me envolver com ele eu não posso! Sinto muito, isso eu não farei.

 

— Acho que estou exigindo muito de você, como posso pedir isso ao noivo da minha filha? Você é como se fosse um filho para mim, como posso pedir uma coisa dessa? É que eu achei que a essa altura você faria qualquer coisa pela Jiwon... Mas tudo bem, entendo e respeito sua opinião...

 

— Boa noite! — Jaebum desligou o telefone, Bohyun não planejava enlouquecer apenas a família Choi, com pretendia enlouquece-lo junto.

 

Iria chamar Youngjae para sair na tarde do dia seguinte, iria dar continuidade ao plano e podia sim "ser" amigo de Youngjae, agora, se envolver com ele? Além de Jaebum não ter interesse algum no sexo masculino, isso era jogar sujo até demais. Já estava brincando com Youngjae o suficiente para iludi-lo assim, seria o cúmulo da crueldade.

 

 

Sua cabeça começou a doer, Bohyun lhe trazia os sentimentos mais amargos à tona, bem mais que Youngjae. Não se lembrava quando começou a se sentir assim em relação ao sogro, no passado Jaebum apenas queria sua aprovação, mas depois que caiu em si sobre o que estava fazendo, seus sentimentos pelo sogro eram apenas... Decepção? Jaebum não sabia ainda o que sentia exatamente, mas sabia que o carinho que uma vez sentiu, já não sentia mais.

 

 

 

 

✖️

 

 

 

 

Quando Youngjae se levantou, Minhee não estava no quarto. Ao se lembrar do estado da madrasta na noite anterior, seu peito voltou a doer e sentiu pena da mulher, mas se lembrou que a mesma havia pedido-lhe que não aparecesse para o pai e querendo evitar uma briga entre os dois, na ponta dos pés saiu de casa, tomando todo o cuidado para o pai não vê-lo.

 

Tentou ligar para Mark já que Jackson andava tão ocupado com seu namoro que mal se viam ou trocavam mensagem, mas Mark não atendia. Youngjae estava pensando seriamente em passar sua tarde sentado em um banco qualquer quando se lembrou que além de Chaewon estar sozinha, estava de férias.

 

 

 

— Alô? — Chaewon atendeu com uma voz cansada, provavelmente havia acabado de acordar.

 

— São dez e meia da manhã, que coisa feia dormindo até esse horário... —Youngjae riu ao ouvi-la bufar.

 

— Estou de férias Youngjae, F-É-R-I-A-S! — Chaewon soletrou lentamente para o mesmo, o fazendo revirar os olhos. — Trabalhei por três anos, t-r-ê-s a-n-o-s sem folgar um diazinho!

 

— Mas você vai retirar seu tempo para mim hoje, fui expulso de casa e preciso de um lugar para ficar... — Youngjae suspirou.

 

— Expulso? Foi expulso tipo, com mala e tudo? — Agora Chaewon parecia estar mais desperta.

 

— Não, só por hoje... — Youngjae mordeu o lábio inferior, preocupado com Minhee. — Volto para casa amanhã de manhã.

 

— Ah, que susto... Mas por quê? Aconteceu alguma coisa? 

 

— Quando eu chegar ai eu te conto, me passa o endereço por favor?

 

— Não né, eu te busco... Onde você está?

 

— Na praça que tem em frente a loja que estavamos ontem.

 

— Não sai daí! Estou indo.

 

 

 

Chaewon chegou depois de quinze minutos, mandou Youngjae entrar no carro e o cumprimentou.

 

— Você quer me dar as honras de contar o que aconteceu no caminho, ou vai esperar estarmos em casa? — Chaewon bagunçou os cabelos de Youngjae.

 

— Se você prometer não bater o carro... — Youngjae então sentiu seu coração pesar, lembranças começaram a aparecer em sua mente e uma vontade de chorar lhe dominou, sua respiração começou a ficar descompassada e suas mãos começaram a suar levemente. Como um baque Youngjae se lembrou de Jaebum e suas palavras de ódio, o dia em que apanhou tanto que foi necessário ir ao hospital, lembrou-se de Minhee tão machucada que mal andava e do pai cheio de ódio descontando a raiva que sentia de Youngjae na esposa.

 

— Youngjae? Está tudo bem? — Chaewon estacionou o carro, falava com Youngjae mas o mesmo parecia não ouvi-la, ela colocou a mão em seu pescoço e testa tentando medir sua temperatura, e ao ver seus olhos levemente arregalados, supôs saber o que era. — Está tendo um ataque de pânico? Desde quando você tem ataques de pânico? Youngjae? 

 

Chaewon vendo que não iria adiantar de nada ficar chamando por Youngjae, saiu do carro e deu a volta para tira-lo de lá também, o puxou para fora e o encostou no veículo, tentando fazê-lo enxerga-la e respirar, mas os olhos de Youngjae estavam vidrados em algo, ele via ela mas não a via realmente. 

 

Ficou óbvio para ela ali, que o garoto estava pertubado, segurou seu rosto com as duas mãos e encostou sua testa na dele, tentava acalma-lo acariciando sua nuca e mostrando que estava ali.

 

— Está tudo bem Jae, tudo bem... — Chaewon sussurrava para Youngjae, que cada segundo que passava ficava mais ofegante.  — Estou aqui, está tudo bem... — Youngjae colocou os braços em volta da cintura da mais velha, a puxando para um abraço e se permitindo chorar em seus braços. — Tudo ficará bem, está tudo bem... — Chaewon acariciava a nuca do maior, sussurrando em seu ouvido tentando fazê-lo se acalmar, o que aparentemente estava dando certo.

 

Aos poucos Youngjae foi parando de chorar, mas não soltou Chaewon, tinha medo de soltá-la e ter outra crise... Naquele momento, os braços de Chaewon era o lugar mais seguro que ele poderia estar.

 

— Jae por quê você está assim? O que aconteceu? — Chaewon afastou-se um pouco de Youngjae apenas para olha-lo, mantinha sua voz doce.

 

— Eu... Eu... Chae... — Youngjae sentiu o choro entalar em sua garganta ao perceber que aquela era a primeira vez que entrava em um carro novamente depois do que havia acontecido. — Minhee... Meu pai... — Youngjae começou a contar sobre a cena que viu, não contou sobre seu passado com Jaebum, evitava falar do assunto.

 

— O que tem seu pai? O que aconteceu? — Chaewon tentava não elevar a voz, estava tão preocupada com Youngjae que se segurava para não gritar e ir socar Heojin pelo que fez Youngjae ficar assim.

 

— Ele estava espancando Minhee, ele me viu com Jaebum e estava espancando Minhee por minha causa! Ele bateu tanto nela Chae, bateu tanto... — Youngjae voltou a chorar encostando  sua cabeça no ombro de Chaewon que prontamente o amparou.

 

Chae sentiu seu sangue ferver, não apenas por Youngjae mas por Minhee também, sempre soube que Heojin era um lixo, o mesmo dava em cima de si no hospital sem vergonha alguma, sem se importar se outros ou até própria Minhee iria ver.

 

— Jae... Tenho mais duas semanas de férias e meu pai volta apenas semana que vem, não quer passar o resto da semana em minha casa? Não gosto de ficar sozinha, sabe? — Chaewon fazia cafuné em Youngjae, que fungava em seu pescoço.

 

Youngjae não respondeu, apenas se soltou dos braços de Chaewon e entrou no carro, Chaewon deu a volta e sentou-se no banco de motorista. Dirigiu até sua casa em silêncio, um silêncio desconfortável que a deixava apreensiva, quão machucado estava Youngjae após ver uma cena horrível como essa?

 

 

Após chegarem na casa de Chaewon, Youngjae sentou-se no sofá ainda com o olhar longe, Chaewon fora preparar um chocolate quente para o mesmo, tentando o acalmar.

 

— E quanto a Minhee? — Youngjae perguntou, pegando a bebida de suas mãos.

 

— O que tem Minhee? — Chaewon sentou-se ao lado de Youngjae, abraçando-o pela cintura e repousando a cabeça em seu ombro.

 

— Não posso deixá-la sozinha... Não com meu pai, e se ele bater nela de novo? Eu não vou deixá-la lá! — Youngjae encostou sua cabeça na de Chaewon que estava em seu ombro, e sorriu lembrando-se que estavam assim antes de Chaewon lhe dar um selinho.

 

— O que acha de conversarmos com ela? Pedir para ela nos encontrar e falar com ela? Talvez até convencê-la a denunciar seu pai...

 

— Eu acho bom, podíamos até tentar fazer ela vir para cá... Eu não acho que conseguirei dormir sabendo que ela está sozinha com o meu pai...

 

Chaewon assentiu e esperou Youngjae procurar o nome de Minhee em sua lista de contato, ficou o observando enquanto o mesmo estava com o aparelho na orelha e logo depois o viu bufar e tentar ligar novamente. Chaewon sorriu com a cena, vê-lo tão preocupado assim de alguma forma a fez sentir-se mal por Youngjae, não sabia dizer se era apenas por Minhee, mas sentia que o mesmo sofria muito e se segurou para não abraçá-lo e tranca-lo em sua casa para protegê-lo. Seus pensamentos foram interrompidos pela voz de Youngjae.

 

— Minhee? Oi, sou eu... — Youngjae colocou no viva voz. — Estou com Chaewon.

 

— Oi dona Minhee... Como a senhora está? — Chaewon tentou ser o mais formal possível, nunca havia trocado uma palavra sequer com a madrasta de Youngjae.

 

— Senhora não... — Minhee riu. — Estou bem, e vocês? Aconteceu algo? — Minhee falava fraco, e logo fora ouvido um gemido. 

 

— Está bem mesmo? — Youngjae perguntou, desconfiado. — Estamos bem, queríamos saber se você não quer... Jantar

 

— Estou bem querido... Jantar? Heojin pediu para que eu jantasse com ele hoje.  — Youngjae sentiu seu sangue ferver ao ouvir aquele nome.

 

— Diz que vai jantar comigo! Acha que ele acharia ruim? — Youngjae soou sem intenção um pouco rude, fazendo Chaewon se alarmar caso o mesmo criasse uma discussão.

 

— Acharia sim Jae, conhece seu pai... Vão vocês, ele ficará feliz em saber que vocês foram jantar juntos! 

 

— Minhee, tudo bem se Youngjae passar o resto da semana aqui comigo? Você ficará bem? — Chaewon cortou Youngjae que estava prestes a argumentar.

 

— Se eu ficarei bem? Por quê você está me pergun... — Minhee deixou a frase morrer no ar, logo em seguida foi ouvido um suspiro. — Acredito que não tenha problema Chaewon, eu acho que... É até melhor, fique aí Youngjae, evite o seu pai por enquanto...

 

— Você vai ficar bem sozinha? — Youngjae 

 

— Estou com o seu pai a mais tempo do que você imagina Youngjae... Eu sei lidar com ele! — Minhee deu um suspiro cansado. — Fiquem bem vocês dois, juízo!

 

— Boa noite Minhee, se cuida. — Chaewon desligou o telefone após Youngjae se despedir, ele estava com uma aparência de exaustão.

 

— Por que não vai tomar um banho? Farei alguma coisa para comermos... 

 

Youngjae assentiu e se levantou, indo em direção ao banheiro. Chaewon subiu para o quarto e em seu guarda roupa procurou algum pijama para Youngjae vestir, achou um pijama que a mesma não usava por ser muito grande e achou que serviria no mais novo. 

 

Ao se aproximar da porta para avisar Youngjae sobre o pijama, Chaewon o ouviu fungar e o imaginou chorando de preocupação com Minhee, o coração da morena se aperta ao se ver sem saída para melhorar o humor de Youngjae, então ela tem uma ideia.

 

Chaewon corre para a sala e pega o celular de Youngjae que por sorte não havia bloqueado, procura nos contatos de Jaebum e telefona para o mesmo.

 

— Youngjae? — Jaebum atende, parecendo estar surpreso.

 

— Não, sou eu... Chaewon... — Chaewon procura uma desculpa para levar Jaebum até sua casa. — Youngjae está tomando banho e pediu para te ligar porque... Nós... Vamos fazer uma noite de filme! Isso, noite de filme. — Chaewon morde o lábio inferior para não rir, ela mentia muito mal.

 

— Uma noite de filme? Quer que eu vá ai para uma noite de filme? — Jaebum riu, achando graça da desculpa esfarrapada de Youngjae para levá-lo até sua casa, já não haviam combinado de saírem no dia seguinte? — Tudo bem, estarei ai!

 

— Não é na casa de Youngjae, estamos na minha. — Chaewon deu dois pulinhos ao ouvir Jaebum aceitar seu convite. — Vou te passar por mensagem, até logo.

 

Chaewon mandou seu endereço para Jaebum e pegou o pijama levando-o até o banheiro e o colocando em cima do cesto enquanto Youngjae tomava banho.

 

"Nossa, ele vai me matar..." Chaewon pensou consigo e riu, chamando a atenção de Youngjae.

 

— Chaewon? Eu quero privacidade viu? — Youngjae segurou o box e aquilo fez Chaewon rir mais alto.

 

— O que? Por acaso você acha que EU, Moon Chaewon, uma mulher de classe, vou abrir o box só para ver teu bingulinho?

 

— Não sei, você já me beijou... Não sei o que esperar e você! — Chaewon riu e saiu do banheiro, definitivamente Youngjae iria matá-la.

 

Foi para a cozinha e ficou pensando no que iria cozinhar para as duas crianças que estariam ali presentes, quando escutou a campainha tocar.

 

Chaewon saiu correndo, não esperava que Jaebum chegasse tão rápido. Ao vê-lo parado no portão de sua casa um pouco mais arrumado do que deveria, Chaewon sorriu com malícia.

 

"Amigo, hãm? Amigos não se arrumam assim para uma noite de filme com outro amigo!" Chaewon riu e foi até o portão, dando espaço para o "amigo" de Youngjae entrar.

 

— Oi, bem vindo! — Chaewon sorriu para Jaebum, que deu-lhe um sorriso pequeno de volta.

 

— Sua casa é bonita, gostei do seu jardim... — Jaebum tinha uma mão dentro do bolso enquanto a outra segurava uma sacola. — É a bebida e os doces que sobraram. — Jaebum ergueu a sacola, ao perceber que Chaewon olhava curiosa para a mesma.

 

— Ah sim, por favor, entre. — Chaewon fechou o portão e empurrou Jaebum levemente para dentro. — Youngjae está lá dentro.

 

Jaebum seguiu para a entrada de fato da casa, deparando-se com uma cena que não iria esquecer por um bom tempo. Youngjae estava usando apenas samba canção enquanto secava o cabelo com uma toalha, Jaebum não sabia dizer por quanto tempo ficou parado na porta olhando o corpo de Youngjae levemente molhado pelo recém banho, mas com certeza foi tempo suficiente para Chaewon o empurrar delicadamente para o mesmo parar de bloquear sua entrada.

 

Youngjae parou de secar o cabelo assim que sentiu uma presença diferente ali, e ao levantar o olhar, viu Jaebum o medindo dos pés à cabeça. Seu coração acelerou e seu olhar alternou entre Chaewon que estava risonha, e Jaebum que permanecia exatamente do mesmo jeito.  

 

Os olhos de Jaebum passaram pelas coxas grossas de Youngjae e pôde sentir sua boca encher-se d'água, a barriga de Youngjae era bastante convidativa e seu peito definido era um tanto quanto atraente, o pescoço de Youngjae gritava por ti, sua boca estava levemente aberta e parecia mais interessante do que das outras vezes em que se encontraram. E então finalmente seus olhos encontraram os de Youngjae, os olhos castanhos de Youngjae levemente arregalados prenderam a atenção de Jaebum, sentiu seu estômago se revirar encarando seus olhos, os olhos de Youngjae estavam inchados e vermelhos indicando um provável choro, Jaebum então se imaginou sendo o motivo de seu choro e sentiu um nó em sua garganta, parecia que Youngjae havia o entendido pois, sorriu com o olhar para Jaebum, quase que o reconfortando.

 

Ninguém falava nada, nem se mexiam. Youngjae achava que aquilo só podia ser um pesadelo e evitava até respirar, estava tentando decifrar o olhar de Jaebum e jurava ter visto um pouco de desejo no mesmo, mas não iria saber afirmar com certeza se viu certo ou se ja estava alucinando, já Jaebum ficou sem graça e não sabia que assunto puxar para quebrar aquele constrangimento, era como se houvessem apenas os dois ali.

 

— Eu devia ter filmado! — Chaewon fora a primeira a quebrar aquele silêncio constrangedor. — Jaebum, quer um balde? 

 

— Quero o que? — Finalmente Jaebum parecia notar que existia mais alguém ali além de Youngjae, Chaewon riu mais ainda.

 

— O que... O que você faz aqui? — Youngjae disse, tomando a atenção de Jaebum para si.

 

— Como assim? — Jaebum o olhou confuso. — Você me convidou. 

 

— Eu te...? — Youngjae olhou para Chaewon, teve que se segurar muito para não voar no pescoço da mais velha que agora havia parado de rir. — É mesmo, eu havia esquecido... Eu só vou colocar uma roupa, Chaewon pode pegar uma roupa para mim?

 

— Mas eu já...

 

— Vem! — Youngjae chamou Chaewon já subindo as escadas.

 

Chaewon fechou a porta e seguiu Youngjae, se preparando para a bronca que tomaria por ter chamado Jaebum sem seu consentimento.

 

— Você é louca? Como você o chama aqui assim? — Youngjae evitava elevar a voz, para Jaebum não o ouvir.

 

— Me desculpa, de verdade me desculpa. — Chaewon juntou as mãos. — É que você estava tão abalado, achei que devesse se distrair um pouco...

 

— Com ele? Assim? Como vou descer agora, em? Estou morto de vergonha! — Youngjae colocou a mão na cintura e batia o pé freneticamente, fazendo Chaewon rir da cena.

 

— Para de dar pitaco, ele é seu amigo que mal tem? — Chaewon revirou os olhos. — Eu peguei um pijama para você e está lá no banheiro!

 

— Leve-o para a cozinha, para eu descer e me trocar!

 

— Tudo o que você tem ai, ele também tem viu? — Chaewon apontou para uma parte específica no corpo de Youngjae. — E eu não acho que ele queira que você se vista... — Chaewon piscou e saiu correndo do quarto, antes de apanhar.

 

 

— Jaebum! Me desculpe, ele estava com dificuldades em colocar a calça. — Chaewon sorriu inocente para Jaebum.

 

— Sei... Tudo bem. — Jaebum devolveu o sorriso.

 

— Vem, vamos colocar essas coisas na cozinha e você pode me ajudar no jantar. — Chaewon o puxou pela mão em direção à cozinha.

 

Youngjae desceu correndo e entrou no banheiro, colocando o pijama que Chaewon lhe deu. As mangas da blusa haviam ficado um pouco curtas, mas estava confortável. 

 

Youngjae aproveitou aquele momento para refletir no que havia acontecido, o que havia sido esse olhar de Jaebum? E por quê ele ficou sem fôlego ao sentir-se observado por ele?

 

Youngjae logo afastou tais pensamentos da cabeça e saiu do banheiro, indo até a cozinha e fazendo a atenção dos dois "cozinheiros" se voltarem para si.

 

— Que bom que você chegou! Pegue essas coisas e vá para a sala com Jaebum, ele está apenas me atrapalhando. — Chaewon entregou a sacola que Jaebum havia levado para Youngjae e os expulsou da cozinha.

 

— Mas eu cozinho muito bem. — Jaebum tentou retrucar.

 

— Some daqui vocês dois! — Chaewon voltou a empurra-lo, então Jaebum foi para a sala junto de Youngjae.

 

Youngjae retirou os doces e bebidas os colocando na mesa de centro que havia ali, os dois sentaram-se no sofá em silêncio, ambos sem saber o que dizer.

 

— Por quê está aqui? — Jaebum perguntou, e Youngjae o encarou confuso. — Digo, ao invés de estar em sua casa?

 

— Ah... Por que as coisas não estão legais por lá. — Youngjae respondeu como se aquilo não o afetasse. — Eu posso abrir uma garrafa de soju?

 

— Você vai dormir aqui?  — Jaebum perguntou e Youngjae voltou a atenção que estava na garrafa de soju para ele.

 

— Por quê?

 

— Porque se for dormir, eu deixo. — Jaebum tomou a garrafa das mãos de Youngjae. — Se não for, não deixo!

 

— Nem meu pai faz isso! — Youngjae tentou pegar a bebida de Jaebum.

 

— Seu pai não teve que te carregar praticamente morto de tão bêbado! — Jaebum ria do esforço que Youngjae fazia. — E nem foi tacado no chão por causa da sua ressaca.

 

— Você foi tacado no chão porque você é doido, a culpa foi toda sua! — Youngjae desistiu de atacar Jaebum e pegou outra garrafa de soju que estava na mesa.

 

— Você tinha se trancado no meu banheiro Youngjae, aliás, cadê minhas roupas? Ficou de lembrança? 

 

— Nossa, suas roupas! É verdade, eu esqueci completamente... Me desculpa. — Youngjae coçou a nuca, sem graça por ter se esquecido de devolver a roupa de Jaebum.

 

— Já que gostou tanto, pode ficar. — Jaebum abriu a garrafa de soju e deu um gole.

 

— Não é que gostei tanto, eu apenas esqueci! — Youngjae ficou na defensiva, o que fez Jaebum rir de sua feição emburrada.

 

— Meninos, não tem cebola... Vou ir comprar! — Chaewon apareceu na sala, pegando uma lata de cerveja e abrindo-a.

 

— Não precisa de cebola, faz sem...

 

— Claro que precisa, é rapidinho, aqui do lado...

 

— Onde você vai achar cebola essa hora? São quase dez horas, até você chegar no mercado ele já fechou. — Jaebum olhou seu relógio enquanto Youngjae mantinha seus olhos semi cerrados enquanto Chaewon fazia seu show.

 

— Não se preocupe, eu vou achar. — Chaewon sorriu para os meninos.

 

— Quer que eu te leve? — Jaebum perguntou. — Você está bebendo, não pode dirigir. 

 

— É, você também está. — Chaewon apontou para a bebida nas mãos de Jaebum. — Não se preocupem, daqui a pouco eu estou de volta.

 

Chaewon acenou para os dois e saiu de sua casa, enquanto Youngjae pegava seu celular para mandar-lhe uma mensagem.

 

 

Youngjae

Eu vou te matar

 

Chaewon

Aproveita :)

Volto logo

 

Youngjae bufou e colocou o celular no mudo, logo pensando em Minhee e colocando som novamente. O clima havia voltado a ficar estranho, e ambos bebiam suas bebidas sem dizer nada.

 

Jaebum parecia realmente relaxado, como se o clima tenso que estava ali não o incomodasse, Youngjae odiava isso, odiava sempre sentir-se constrangido quando ficava a sós com Jaebum, enquanto o mesmo sequer se importava com sua presença.

 

— Como você sempre tem tempo livre? — Youngjae quebrou o silêncio, puxando um assunto qualquer com Jaebum. — Você não trabalha?

 

— Não... Eu estudava. — Jaebum respondeu enquanto brincava com a garrafa.

 

— Estudava? Estudava o que? — Youngjae realmente estava interessado, percebeu que sabia muito pouco de Jaebum.

 

— Estudava Direito, mas eu tranquei a faculdade... Estava sem cabeça. — Jaebum deu um gole maior dessa vez.

 

— Advogado? — Jaebum negou. — Juiz? — Jaebum negou novamente. — Delegado?

 

— Meu sonho desde sempre era der delegado, nunca quis ser outra coisa. Foi isso que me motivou a seguir em frente perante a situação em que vivia.

 

— Você tem cara de delegado. — Youngjae disse e Jaebum sorriu e o olhou.

 

Por um momento o mundo de Youngjae parou, Jaebum realmente estava sorrindo e não parecia irônico ou falso, o olhar de Jaebum era tranquilo, sem julgamentos, sem ódio. Era como se naquele momento Youngjae fosse alguém em que ele estava passando um momento e não o seu arqui-inimigo.

 

— Você tem vontade de estudar o que? — Jaebum virou de frente para Youngjae. — Você comentou que seu pai não deixa você fazer o que quer...

 

— Eu não tenho certeza, sabe? Na verdade, eu sempre admirei a profissão da minha mãe... Ela era enfermeira e eu achava muito legal ela cuidar das pessoas tão bem quanto os médicos. Meu pai achava um absurdo uma mulher daquelas ser uma “simples enfermeira” — Youngjae riu sem humor.

 

— Uma mulher daquelas?

 

— Ele dizia que ela era linda demais para der enfermeira, insistia para ela largar o emprego... — Youngjae tomou um gole de soju.

 

— Sua mãe parece ser uma mulher incrível... Sinto muito pelo que aconteceu com ela.

 

— Ela era, ela era minha heroína, a melhor de todas! — Youngjae virou-se de frente para Jaebum. — Ela era minha melhor amiga, sabe? Ela cuidava de mim, meu pai nunca cuidou de mim mas ela sim, ela cuidava muito. 

 

— Deve ter sido difícil, vê-la adoecer...

 

— Na verdade foi muito de repente, estávamos em casa e ela estava me ajudando em um dever, ela estava de folga, e então... — Youngjae pausou sua fala para beber um gole de soju, dessa vez um gole maior que os outros. — E então chegaram muitos enfermeiros e a levaram a força alegando insanidade, minha mãe gritava meu nome e eu não podia fazer nada, apenas a assistir ser arrastada por aqueles homens enquanto meu pai estava na porta de braços cruzados. Eu não esqueço Jaebum, não esqueço o olhar que ele tinha... De decepção. — Youngjae limpou uma lágrima no canto dos olhos e respirou fundo.

 

— Mas você foi um ótimo filho, fiquei sabendo que estava no hospital todos os dias com ela, nunca a deixou sozinha!

 

— Eu tentei, já que meu pai estava ocupado demais transando com Minhee pela casa. Ele apenas foi ver a minha mãe uma vez, e nesse dia, ela faleceu. Acho que era apenas o que ela esperava para finalmente ir, meu pai ir visitá-la.

 

— Mas ela morreu de que? Eu li que ela era esquizofrênica, mas alguns sites diziam que ela tinha câncer.

 

— Sabe que eu não sei? Ela simplesmente se foi, estava a tanto tempo internada, tão debilitada. Acho que morreu de cansaço. — Youngjae suspirou. — Ela era esquizofrênica, tinha esquizofrenia paranoide. 

 

— Devia ser difícil, sinto muito por isso... Da para ver que a ama muito.

 

— Eu amo, amo ela mais que tudo... — Youngjae suspirou, não queria estragar o momento, mas ele tinha que estragar. — Por isso quando peço perdão pelo que fiz, eu peço de coração... Eu sei exatamente como você se sente, eu sinto isso todos os dias...

 

— Youngjae... — Jaebum bebeu um gole de soju e evitou o olhar de Youngjae, qualquer que fosse a barreira que Jaebum estivesse desmontando, ele havia acabado de refazê-la.

 

— Eu sei que você não quer ouvir isso, e é ainda mais irônico a primeira vez que eu falar da minha mãe ser com você... Mas eu queria que você soubesse que eu não sou um monstro, eu posso parecer um, mas eu não sou! Estou sofrendo tanto quanto você, isso eu posso te garantir! — Youngjae tremia, ele chorava e tentava estabilizar a respiração.

 

— Youngjae... Se acalme, você está alterado? — Jaebum tocou levemente a mão de Youngjae em uma tentativa de acalma-lo.

 

— Não estou alterado, é que eu estou abrindo meu coração pela primeira vez sobre a minha mãe com a pessoa que mais me odeia, e eu não queria que você me odiasse, de verdade!

 

— Eu te odeio? — Jaebum acariciou o rosto de Youngjae limpando as lágrimas que escorriam, bagunçando seus cabelos em seguida. — Por acaso as pessoas bebem e conversam até esse horário com a pessoa que elas odeiam? 

 

— Você não me odeia? Então por que...

 

— Mágoa Youngjae, eu sinto mágoa e nada além disso... Eu sinto falta de minha noiva e olhar para você sabendo que é o motivo dessa minha dor é difícil.

 

— Se eu pudesse reverter, eu juro que eu faria. — Youngjae estava se acalmando, descobrir que não era odiado por Jaebum o fez sentir-se melhor.

 

— Eu sei, acredito em você. — Jaebum sorriu para Youngjae, que sorriu de volta ao receber um sorriso tão lindo e reconfortante como aquele. — Primeira pessoa que você fala sobre sua mãe? Como isso?

 

— Eu nunca falei sobre ela com ninguém, nem mesmo com Jackson e Mark...

 

— Por quê? — Jaebum colocou a garrafa em cima da mesa de centro, voltando a sua posição anterior.

 

— Nunca senti que fossem entender, nem nunca vi necessidade... — Youngjae colocou o soju de lado também, suspirando ao lembrar-se da mãe. — Fico me perguntando o que meu pai sabe que nunca me contou, ele evita falar da minha mãe, antes eu achava que era por amor mas a cada dia que passa eu vejo um lado diferente dele, um lado que me assusta muito...

 

— Somos dois... — Youngjae olhou confuso para Jaebum. — Eu também descobri um lado assustador de uma pessoa que eu achava admirar, mas descobri que sinto na verdade aversão!

 

— Eu não sinto aversão do meu pai, eu sinto pena... Acho que ele é um coitado, por me odiar pela minha sexualidade e deixar as pessoas em sua volta tristes pelo mesmo motivo.

 

— Na verdade ele é um estupido, por não saber reconhecer a pessoa maravilhosa que você é...  

 

Youngjae sorriu para Jaebum e recebeu o terceiro sorriso da noite, Youngjae não sabia se era possível, mas esse sorriso parecia ser três vezes mais bonito que os anteriores, a maneira que os olhos de Jaebum se fecharam levemente e sua boca escondendo os dentes. Os olhos de Jaebum eram lindos, Youngjae não podia negar, e sua boca bem desenhada fez seu coração acelerar, Youngjae sentia que podia admirar Jaebum por horas e jamais se cansaria.

 

— Vocês comeram algo? Demorei? — Chaewon entrou em casa tirando Youngjae da hipnose.

 

— Olha, ela voltou... — Jaebum disse se levantando.

 

— E sem cebola! — Youngjae encarava Chaewon a matando mentalmente.

 

— Eu realmente não achei em lugar nenhum, tentei vir o mais rápido que podia mas não consegui, desculpe largar vocês aqui assim...

 

— Tudo bem, eu acho que está na hora de ir embora de qualquer maneira.

 

— Mas já? Por que não dorme aqui? — Chaewon perguntou e Youngjae engasgou com o ar.

 

— Não, preciso ir embora... Tenho algumas coisas para resolver amanhã bem cedo! Foi uma noite muito agradável, espero poder repetir mais vezes. — Jaebum olhou para Youngjae, que sentiu suas bochechas queimarem.

 

— Espero conseguir passar mais tempo com você, sempre que nos encontramos eu preciso sair para resolver algo. — Chaewon sorriu amarelo. — Enfim, até depois Jaebum. 

 

Jaebum saiu pela porta e apenas quando os dois tiveram certeza que ele havia ido que Youngjae voou em cima de Chaewon.

 

— Como você me deixa sozinho aqui com ele e sai assim? E se ele fosse tentar me matar ou sei lá? — Youngjae gritava enquanto a pegava no colo e a jogava no sofá.

 

— Era só você gritar, eu estava aqui o tempo todo! — Chaewon disse rindo ao sentir Youngjae se jogar em cima de si.

 

— Você o que? — Youngjae arregalou levemente os olhos. — Você ouviu a conversa?

 

— Claro que não! Eu estava de  fone de ouvido, o que pensa que sou? 

 

— Uma falsa, mentirosa, que ama me constranger! — Youngjae fazia cócegas em Chaewon, que se contorcia. — E esse pijama? Chaewon você quer me matar!

 

— Lilás combina com você, mas achei ele muito másculo... Você precisava de algo mais florido... — Chaewon tentava respirar em meio às cócegas e o peso de Youngjae em cima de si.

 

Youngjae e Chaewon subiram para seu quarto e Chaewon o pediu para dormir com ela em sua cama. Youngjae deitou ao lado de Chae enquanto repassava a noite que havia tido sem conseguir acreditar no que realmente tinha acontecido, Jaebum sorriu para ele não uma, mas três vezes em uma noite. Youngjae suspirou, deixando um sorrisinho pequeno escapar de seus lábios, sorriso que logo morreu.

 

— Chae? Está acordada? — Youngjae perguntou, a cutucando.

 

— Agora estou... 

 

— O que você sabe sobre esquizofrenia? — Chaewon abriu os olhos para encarar Youngjae, o que foi um pouco difícil pela falta de luz no quarto.

 

— Pouco, bem pouco... Por que?

 

— Uma pessoa morre por ser esquizofrênica? — Chaewon franziu as sobrancelhas.

 

— A menos que seja suicídio, não... Por que?

 

— Jaebum perguntou do que a minha mãe faleceu hoje, e eu não soube responder... Ela tinha esquizofrenia e eu passei anos acreditando que ela havia morrido disso...

 

— Seu pai diz o que? — Chaewon aproximou-se mais de Youngjae, ao senti-lo se encolher um pouco.

 

— Foge do assunto, ele nunca fala sobre ela.

 

— Essas coisas não são feitas à mercê dos médicos, ele deve ter documentos que informem o motivo de ter falecido...

 

— Ele nunca me deixa entrar em seu escritório... Nunca, nunca permitiu, nem Minhee entra lá sozinha.

 

— Podemos dar um jeito de entrar e procurar, deve ter algo lá.

 

— Você me ajuda? — Youngjae perguntou, sentindo os braços de Chaewon em volta de si.

 

— Sempre. — Chaewon deu-lhe um beijo na testa, ajeitando-se melhor em seu corpo.

 

 

 

✖️

 

 

 

Jaebum estava sentado no chão de sua sala enquanto chorava, sentia vontade de gritar, mas apenas mordeu a língua e se manteve chorando em silêncio.

 

A noite com Youngjae havia sido dolorosa, por muitos motivos, por estar ali com ele sabendo o real motivo de estar ali, pela história de Youngjae, que sempre que descobria mais do garoto, mais se sentia culpado. E principalmente, por ter sido uma noite boa, Jaebum havia realmente se sentido bem com a presença do mais novo, e cada palavra e cada momento significou para ele, saber que Youngjae havia falado da mãe apenas para ele e vê-lo chorar enquanto contava sua história o fez se sentir bem.

 

— Eu sei que você não é um monstro Youngjae... — Jaebum disse, fechando os olhos. — Eu te perdôo.

 

Jaebum sorriu pequeno e começou a pensar em Jiwon e em Bohyun, perdoava Youngjae e naquele momento decidiu que iria falar com o sogro, ele não iria seguir adiante com tal plano tão doentio.


Notas Finais


É capítulo grande que vocês querem? Desculpa, me empolguei.
Jaebum finalmente se simpatizou com Youngjae, será que agora a situação vai melhorar ou piorar?
Minhee mandou Youngjae se afastar o resto da semana, pq será?
E Yoora? O que aconteceu com ela?
São tantas dúvidas, mas elas serão respondidas logo logo, hehehehe


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