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História Mistaken - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Cinders


Fiquei mais alguns minutos parado no portão, então me virei e voltei para a mansão.

Assim que entrei, ouvi os irmãos gritando um com o outro. Talvez eu devesse ficar nos jardins por mais um tempo, cuidando das plantas. Infelizmente, os gritos se tornaram mais altos, e eu soube que teria que atender os meus irmãos.

-YOONGI! VENHA ATÉ O MEU QUARTO AGORA! - Saerom gritou. Subi as escadas que levavam ao segundo andar e fui em direção ao quarto dos irmãos. Assim que cheguei, vi que uma das camas, a da Saerom, estava com a madeira um pouco rachada. -Arrume isso!! - Ela falou com raiva, apontando para a beirada da cama.

Eu me agachei, e quando mexi um pouco a parte rachada, ela soltou e caiu. Bem nesse exato momento, Sanghyun saiu do banheiro e olhou para mim e o pedaço de madeira em minhas mãos.

-Sanghyun! Isso é culpa sua! Se você parasse de treinar com a sua espada estúpida dentro do nosso quarto, mais especificamente perto das minhas coisas, elas não quebrariam! - Saerom afirmou. -ISSO É TUDO CULPA SUA! - Gritou com raiva.

-Não é minha culpa! Eu preciso treinar, já que eu vou entrar para o exército! - Respondeu Sanghyun de forma rude. -É culpa do Yoongi!

-Minha? - Perguntei surpreso. -Mas eu não fiz nada! – Falei, e Sanghyun revirou os olhos.

-Chega, parem de berrar! - Disse Junwoong enquanto entrava no quarto. -Saerom, comprarei uma cama nova para você. Sanghyun, vá treinar lá fora. E Yoongi, quero conversar com você. Venha comigo. - Disse essas últimas frases de maneira quase doce, mas mesmo assim eu estremeci por dentro.

Um pouco relutantemente, decidi seguir meu padrasto para dentro do antigo escritório da minha mãe. Ele se sentou na poltrona como se estivesse exausto, e eu parei na sua frente.

-Ah, Yoongi, esses dois não tem jeito. Eu amo muito meus filhos, e eles são maravilhosos, mas às vezes, penso que errei em tudo. - Confessou meu padrasto, e suspirou. -Não posso encomendar uma cama igual para a Saerom. Ela vai ficar tão triste...

-Padrasto, eu... a cama do meu quarto é igual. Se ela quiser, podemos trocar...- Comecei, mas Junwoong me interrompeu.

-Trocar de quarto! Uma ótima ideia! – Junwoong bateu palmas, mas então sua expressão se tornou triste e cansada novamente. -Só que Sanghyun não gosta de dividir quarto...

-Bom, Saerom pode se mudar para o meu, e eu posso me mudar para o- Comecei denovo, pensando em um dos quartos de visitas do segundo andar.

-Para o sótão! - Meu padrasto foi mais rápido.

-O sótão? - Perguntei.

-Claro! O Sótão tem janelas grandes, e está tão quente agora, tenho certeza que você vai gostar de lá. - Ele falou, subitamente se levantando. -Vai ser somente enquanto eu redecoro tudo e mudamos as suas coisas para um outro quarto. - Acrescentou ao olhar para mim. -Aliás, já pegue essas coisas, e leve-as lá para cima. - Disse, levantando-se e apontando para alguns objetos decorativos que eu sabia que pertenciam ao meu falecido pai.

-Mas, padrasto, essas coisas são... - Parei de falar ao perceber que ele já tinha saído.

 

 

Devagar, subi as escadas estreitas que levavam ao sótão, que ficava na pequena torre da mansão. Abri a porta do sótão com cuidado para não derrubar nada em meus braços. Assim que entrei, comecei a espirrar. O chão feito de madeira rangia a cada passo que eu dava. Deixei as coisas em cima de uma mesa rachada que estava encostada na parede, e abri as janelas. Com as janelas abertas para deixar entrar o ar fresco, comecei a limpar e arrumar o sótão um pouco, e limpei a cama velha que estava lá. Ela não parecia nem um pouco confortável: estava um pouco quebrada e com rachaduras em vários cantos; o colchão era duro e estava estragado; além de cheirar a mofo. Decidi que seria melhor pegar alguns cobertores e travesseiros e dormir no chão. Depois de procurar por algum tempo e encontrar alguns cobertores velhos no armário empoeirado que ficava perto da mesa rachada, peguei uma vassoura e comecei a varrer o chão para que ficasse limpo quando eu fosse dormir.

-YOONGI! – Ouvi meu padrasto chamar lá da porta que dava na escada do sótão. -DESÇA AO ESCRITÓRIO PARA PEGAR MAIS ALGUMAS COISAS E ASSIM QUE VOCÊ GUARDÁ-LAS NO SÓTÃO, FAÇA O ALMOÇO, POR FAVOR!

Um pouco atordoado, fiz o que ele pediu. Infelizmente, eu não sabia que isso não era exatamente um pedido, e sim uma ordem.

 

 

Assim que terminei de fazer o almoço e arrumar a mesa, chamei meu padrasto e meus meio-irmãos para comer. Eles se sentaram, e Junwoong pigarreou.

-Filhos, - Falou, olhando para Saerom e Sanghyun. Eu me sentei à mesa.  –Temos que conversar. Hoje de manhã, os últimos criados foram embora, e nós não temos mais muito dinheiro. - Eu achei estranho, afinal, ele não disse hoje de manhã que queria redecorar os quartos!? Me ajeitei na cadeira. – Então, como Yoongi vai dormir no sótão a partir de hoje, Saerom, você se mudará para o quarto dele, e eu vou vender a sua antiga mobília. Além disso, precisamos de alguém que cuide das tarefas da casa... Yoongi, como você passou o ano junto com os criados, sabe como deve limpar as coisas e arrumá-las. A partir de hoje, você fica com as tarefas da casa.

Engasguei com o suco.

- Eu? – Perguntei surpreso. -Não vou conseguir fazer tudo sozinho! E Sanghyun e Saerom?

-NÃO COLOQUE OS MEUS FILHOS NISSO! – Meu padrasto levantou e acertou um tapa no lado direito do meu rosto. Ele falou tão rapidamente e com tanta raiva, que me assustei ainda mais. Junwoong, apesar de eu saber que ele não gostava muito de mim, jamais tinha gritado comigo ou batido em mim. Levei a mão até a bochecha, com medo do que iria acontecer a seguir. -Meus filhos ainda são da classe alta, não vamos estar empobrecidos para sempre. Eles não faram trabalhos braçais de tão baixo nível. JAMAIS, JAMAIS sugira algo desse tipo novamente, entendeu Yoongi!?

-Me desculpe, padrasto...- Falei, tentando ao máximo não deixar a voz falhar.

-Pare de me chamar de padrasto. A partir de agora, você me chamará de senhor. Chamará meus filhos de senhor e senhorita também.

-Sim, senhor. – E então, quando eu ia levar a próxima garfada de comida à boca, Junwoong segurou a minha mão com tanta força, que soltei o garfo.

-Yoongi. Você não acabou de falar que não conseguiria fazer todas as tarefas sozinho?

-Sim. – Concordei cabisbaixo, tentando não deixar a frustração aparecer.

-Então sugiro que comece a arrumar tudo agora, que coma depois que todos já tiverem comido, e já fique direto na cozinha para lavar as panelas que você usou. – Decretou de forma fria e rude.

Não consegui mais segurar as lágrimas, e comecei a chorar silenciosamente. Como se não bastasse toda a humilhação que acabei de passar, Saerom e Sanghyun começaram a me chamar de vários apelidos que me machucaram.

-Olha, irmão! O bebê é muito fraco para enfrentar a verdade de que ele é uma peste, e está chorando! Do que deveríamos chamá-lo!? – Saerom falou, quase de forma animada.

-Devíamos chamá-lo de mostro! – Sanghyun sugeriu, animado com a ideia de me humilhar ainda mais.

-Gato borralheiro!

-Aberração!

-CinderYoongi! Cindergi! Porquê é como cinzas e Yoongi combinado! E ele está sujo com cinzas no rosto, veja na bochecha esquerda e na mão do papai!! – Saerom riu com escárnio, apontando para mim e para a mão que meu padrasto usou para me bater.

Mais lágrimas rolaram pelo meu rosto.

-Cindergi! E é um nome tão fraco e inútil que parece até o nome de uma garotinha indefesa! – Não quis ouvir mais nada. Peguei o prato, o copo e os talheres, levantei e comecei a ir até a cozinha. -Ei, Cindergi! – Sanghyun chamou. -Está com medo, é? Vá embora mesmo! Você é pior que um criado agora! – E começou a rir.

Entrei na cozinha, e o meu choro que antes era silencioso e lento, agora se tornou um choro alto, cheio de soluços. Sem prestar atenção direito a onde a mesa estava, soltei o que estava segurando e o prato e o copo caíram no chão e quebraram, se estilhaçando em vários pedacinhos. Era dessa forma que eu estava me sentindo. Meu coração devia estar igual aquelas dezenas de pedaços de porcelana. Me abaixei e comecei a juntar os cacos, mas como a minha visão ainda estava embaçada pelas lágrimas, acabei me cortando. Soltei um gemido baixo de dor, e finalmente desabei. Aquele apelido doía. As risadas que eu ainda consegui ouvir da sala de jantar doíam. A falta que eu sentia dos meus amigos doía demais. E nunca antes eu tinha desejado tanto que minha mãe e meu pai atravessassem a porta da cozinha e me abraçassem como nesse momento. Eu estava sozinho. Antes eu pensava que Junwoong e os irmãos apenas não gostassem de mim, mas agora eu sabia a verdade. Eles me odiavam. Sempre me odiaram. Me faziam motivo de piada. Junwoong deixou claro que eu nunca tinha sido parte da família realmente, e que eu jamais seria parte dela.

Subitamente, parecia que eu estava sufocando. Como se fosse difícil respirar, como se mãos estivessem no meu pescoço, me impedindo de tragar o ar. As lágrimas se tornaram mais fortes, e não enxergava mais nada além de borrões. Com certa dificuldade, me levantei, e tropeçando, cheguei na porta da cozinha que dava para a parte de trás do terreno da mansão. Levei mais tempo do que o esperado para girar a chave na fechadura, e a cada segundo parecia que estava sufocando ainda mais.

 Assim que abri a porta e enxerguei o estábulo, corri para lá. Tropecei e caí, mas levantei o mais rápido que pude e corri para Denes. Soltei meu cavalo, e assim que saímos do estábulo, subi nele. Sentindo a minha agonia, Denes cavalgou mais rápido do que todas as outras vezes. Em poucos minutos tínhamos cruzado o campo e entrávamos no bosque. Denes não desacelerou. Pulando sobre troncos caídos e pedras, pisoteando poças de lama, continuamos atravessando o bosque até chegar em uma parte mais densa, que indicava o fim do bosque e o início da floresta. Finalmente, Denes desacelerou um pouco, e deixei-o seguir o caminho que quisesse. Respirei fundo e percebi que já não me sentia mais como se estivesse sufocando, e que tinha parado de chorar em algum momento enquanto cruzávamos o bosque.

 

 

Aos poucos, comecei a prestar atenção ao que acontecia ao meu redor. Passarinhos cantavam do alto das árvores, e consegui ouvir a água correndo em um rio próximo. Denes continuou seguindo até o rio, onde parou. Desci dele, e me aproximando mais do rio, sentei em uma pedra perto da água. O lugar era lindo. Havia uma pequena cachoeira, e a água era cristalina. Fiz uma concha com as mãos, e com a água gelada, lavei meu rosto. Isso me causou um arrepio, mas mesmo assim, eu estava me sentindo mais calmo.

Olhei para cima, para as copas das árvores e o céu, pensando em tudo o que tinha acontecido. Desde o momento que vi Junwoong pela primeira vez, até hoje no almoço. Pensei em como Junwoong foi de certa forma gentil comigo hoje de manhã, ao não colocar a culpa da cama quebrada em mim, e na explosão de raiva que ele teve no almoço. Descobri que ele e os filhos me odiavam desde sempre, que eu trabalharia como criado para ele e seus filhos. Além disso, a partir de hoje o meu quarto não seria mais meu, e eu provavelmente não veria mais meus amigos. Definitivamente, esse era o pior dia da minha vida. Lembrei da oferta de ir morar com Jimin, mas eu precisava ficar e cuidar da casa da minha família. Aliás, Junwoong provavelmente arranjaria alguém para me trazer de volta no instante que eu chegasse lá.

Subitamente, Denes relinchou baixinho, me tirando do meu torpor. Indo até meu cavalo e seguindo seu olhar, percebi que do outro lado do rio um cavalo e um cavalheiro tinham acabado de chegar. Observei enquanto o cavalheiro acariciava o cavalo e tirava o capacete. Ao olhar mais de perto, percebi que o cavalheiro não era “o” cavalheiro, mas sim “a” cavalheira. Uma cavalheira real, pelo uniforme. Provavelmente de uma patente muito alta.

-EI! O QUE ESTÁ FAZENDO AQUI!? EU ACHEI ESSE LUGAR PRIMEIRO! – A cavalheira gritou do outro lado do rio, mais alto do que o som da correnteza da água.

-EU CHEGUEI PRIMEIRO! – Gritei de volta.

-EU VENHO AQUI TODO DIA!

-Ah... desculpe... – Falei, percebendo que eu estava realmente invadindo o espaço que já pertencia a alguém.

-O QUE? EU NÃO CONSIGO OUVIR!

-DESCULPE! EU VOU EMBORA! – Gritei, agora já ficando um pouco irritado com a cavalheira, mas ainda assim, triste por ter que deixar um lugar tão bonito.

-NÃO VAI NÃO! EU ORDENO QUE VOCÊ ATRAVESSE O RIO COM SEU CAVALO, E VENHA ATÉ MIM!! – A cavalheira ordenou.

A princípio, eu não iria fazer isso, mas ela era uma cavalheira real... eu poderia acabar arranjando problemas, e pior eu não queria nem saber o que Junwwoong, Saghyun ou Saerom fariam se descobrissem que eu desobedeci a algum guarda ou alguém ligado a realeza. Então, subi em Denes e devagar, começamos a atravessar o rio. Quando chegamos na metade do rio, na parte mais funda, a água batia na minha cintura. Minhas calças estavam encharcadas com a água congelante, mas Denes continuava a seguir para o outro lado da margem. A correnteza também estava muito forte, e percebi que sem Denes, eu nunca conseguiria atravessar o rio sozinho. Quando saímos totalmente da água, desci do meu cavalo e cheguei mais perto da cavalheira misteriosa. Agora vendo ela melhor, tive certeza: Ela era jovem, talvez da minha idade ou um pouco mais velha, e ela era linda. Eu já tinha visto muitas mulheres e jovens nas festas que meu padrasto dava, além é claro, das minhas amigas criadas, mas essa cavalheira era a jovem mais bonita que eu já tinha visto na minha vida.

-Como te chamam? – Ela perguntou.

-Não importa como me chamam. – Respondi friamente, pensando nos apelidos que Sanghyun e Saerom me deram.

-Por que você está sozinho aqui? Onde você mora? – Agora a cavalheira parecia mais uma curiosa do que uma cavalheira.

-Pode parar de fazer essas perguntas? Por favor? – Pedi. -Elas não importam, nunca vão importar. -Expliquei, pensando na minha “família”.

-Me desculpe. Eu não quis ser tão invasiva. Posso te fazer uma última pergunta? Se não quiser responder, tudo bem.

-Pode, claro, você é uma cavalheira, eu tenho que responder as suas perguntas. – Falei mais para mim mesmo do que para ela.

-HAHA! Cavalheira... Essa é a primeira vez que ouço alguém dizer isso. Quem dera, ser cavalheira. – Ela riu.

-Você não é uma cavalheira? Pelo seu uniforme, eu pensei que fosse uma de alta patente! O que você é, então? – Perguntei, surpreso.

-Digamos que eu seja uma... uma aprendiza de um posto elevado no castelo. – Ela respondeu.

-No castelo? Você trabalha para o REI!?

-Bom, é... algo do gênero. Além disso, apesar de eu trabalhar um pouco sim, eu sou mais uma aprendiza do que outra coisa. Voltando à pergunta... Quantos anos você tem? – Ela questionou.

-Quinze. Quantos anos você tem?

-Geralmente nunca perguntam isso a uma dama.

-Desculpe! Eu não quis ofender. Só estava um pouco curioso, porque você parece jovem. – Expliquei.

-Não faz mal. Eu tenho quinze também, quase dezesseis. -Ela respondeu, o que acabou me acalmando.

Uma brisa passou, e devo ter tremido um pouco por causa do frio, afinal, minhas calças estavam encharcadas com água congelante. Percebendo isso, a cavalheira disse:

-Está com frio? Bom, ah, óbvio que está. – Ela respondeu a própria pergunta. -Desculpe pela pergunta óbvia. De qualquer forma, talvez seja melhor você voltar para, humm, de onde quer que você tenha vindo.

-Sim, uh, é melhor eu voltar mesmo.  –Falei um pouco sem jeito. -Foi um prazer conhecê-la, senhorita aprendiza! – Eu disse, fazendo uma reverência.

Andei até Denes e subi nele. Devagar, começamos a fazer o caminho de atravessar o rio de volta.

-Espere, jovem! – A aprendiza me chamou. -Eu quero encontrá-lo novamente! Próxima semana, nesse mesmo dia e horário, pode ser?

-Eu... posso tentar. Mas não posso prometer que estarei aqui. – Respondi, novamente pensando em Junwoong, Sanghyun e Saerom.

-Estarei aqui e esperarei por você. – A aprendiza prometeu. -Ah! Uma última coisa! Andando no sentindo da água por mais alguns minutos, o rio fica mais estreito e depois largo de novo. Vai ser mais fácil de atravessar por lá, e você não vai se molhar. Apenas tome cuidado com a correnteza. Ela fica mais forte lá. – Ela me avisou.

-Obrigado! – Respondi, guiando Denes para cavalgar ao lado da margem do rio. Quando já tinha cavalgado uns dez metros, olhei para trás e sorri. A aprendiza estava sorrindo para mim também. Talvez esse não tenha sido o pior dia da minha vida. Afinal, eu tinha conhecido a cavalheira sem nome, a aprendiza.

 


Notas Finais


Eu denovo kk.
E aí!? O que acharam do capítulo?
*"Cinders" é cinzas em inglês. Pois é, eu também só descobri recentemente porque o nome da Cinderela é Cinderela (nunca tinha pensado nisso antes, kk).

Obrigada por lerem!


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