História Mistakes - Preath - Capítulo 2


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Categorias Alex Morgan, Ali Krieger, Ashlyn Harris, Tobin Heath
Personagens Personagens Originais, Tobin Heath
Tags Christen Press, Futebol Feminino, Preath, Smut, Tobin Heath, Uswnt
Visualizações 7
Palavras 3.401
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo II - Quente


Fanfic / Fanfiction Mistakes - Preath - Capítulo 2 - Capítulo II - Quente

P.O.V Christen Press

O dia após a festa estava quente.

A sensação térmica deveria estar batendo uns 30°C. A maior parte dos alunos estava de ressaca e dormia na primeira oportunidade que tivesse, a outra parte nem tinha vindo para a escola. E havia aquela parcela de alunos que como eu, vieram para escola realmente para assimilar alguma coisa.

O lado bom de não beber exageradamente é esse. O que acontece é que naquele dia específico, eu desejava não lembrar da noite anterior.

Transar com Tobin talvez tivesse sido uma das minhas maiores inconsequências. Desde o início do High School eu venho construindo a imagem que eu desejava que os outros tivessem de mim: uma menina bonita, rica, que tira notas boas, joga um bom futebol e tem um namorado popular. Nada poderia ser quebrado até então.

Tobin era conhecida como a maior cafajeste da escola. Era difícil encontrar uma garota que não tivesse ao menos a beijado ou que quisesse o fazer. Tobin era festeira, sabia falar bem com as garotas e seu futebol a fazia popular. Ela não tinha nada a perder caso soubessem que transamos.

Tirando esses - não tão simples - fatos, eu não poderia estar menos arrependida. Tobin fazia jus a sua fama. Beijava bem, transava bem e tudo só foi mais intensificado pela raiva que nós sentíamos uma da outra. Ela tinha vontade de dar uns bons tapas em mim e isso só me dava mais vontade de transar com ela.

Felizmente nossas aulas não coincidiam aquele dia. Por isso, eu só teria que vê-la de novo no treino. Logo no treino.

A hora passou voando e quando vi, já estava indo com as meninas para o vestiário. Kelley e Ali conversavam de forma animada, eu apenas escutava e ás vezes concordava com qualquer coisa que dissessem.

Olhei em volta, nenhum sinal de Heath por enquanto, o que era de se estranhar visto que ela nunca faltava os treinos. Tentei agir o mais natural possível, simplesmente ignorando a ausência da menina.

Até que para o meu azar, ouço a porta do vestiário se abrindo e uma Tobin de óculos escuros e cabelos emaranhados entra com cara de poucos amigos. No mesmo segundo as outras meninas começaram a zoar, as ressacas de Tobin já eram rotina.

"Abusou ontem, Tobinho?"

"Pinguça que é pinguça já devia tá acostumada"

"Nem fez strip-tease em cima da mesa ontem, até estranhei"

Os comentários só pararam quando um "Vão se foder" em alto e bom som saiu dos lábios da garota. Apesar de tudo seu rosto tinha um ar de riso.

Ela ainda não tinha me percebido ali.

Tobin tirou os óculos e pôs sua mochila em cima do banco, pegando o elástico para amarrar o cabelo. Só então ela me notou ali e me analisou de cima a baixo, dando um sorriso de canto cafajeste.

Lancei um olhar mortal para ela em resposta. Parecia que ninguém mais estava entendendo e isso era bom.

A treinadora nos chamou e nós começamos a aquecer. O treino era em sua maior parte cruzamentos e finalizações, duas coisas que eu sabia fazer muito bem. Algumas correções foram feitas e o clima estava bom.

Não trocamos sequer uma palavra, apenas olhares. Ela fazia questão que eu percebesse suas secadas em mim, depois virava o rosto como se nada tivesse acontecido. Acho que na realidade não sabíamos o que falar.

Ela apenas olhava pra mim e eu olhava pra ela. Será que eu nunca tinha percebido o tanto que as pernas e braços dela eram definidos? Não era possível que Tobin tinha ficado tão gostosa assim da noite pro dia.

Ok, foco.

Faltando certo tempo pro fim do treino, nos foi passado um coletivo, 11 contra 11. Talvez o erro da treinadora naquele dia foi ter colocado eu e Heath em times opostos.

A garota podia ser uma jogadora perigosa, mas eu também era. Tobin avançava e deixava todo mundo pra trás com os seus dribles, mas eu também o fazia usando da minha velocidade. Quando a treinadora apitou e nossos olhares cruzaram, eu sabia que aquele jogo iria ficar quente.

Elas começaram com a bola e foram tocando perfeitamente, apesar da nossa marcação em cima. Kelley estava no meu time e era uma ótima marcadora, na primeira dividida recuperação a bola para nós.

Becky se adiantou e pediu a bola, tocando para Rose no meio de campo. Com algumas pedaladas ela se livrou da marcação de Julie e ao me ver adiantada, lançou a bola perfeitamente para que eu dominasse.

Coloquei a bola na frente e parti pra cima, era o que eu mais sabia fazer. Crystal partiu para a divida mas consegui me livrar com um corte para direita. Então Abby e Tierna vieram de uma vez e não vi outra opção além de tocar a bola para Lindsey, que vinha do meio de campo.

Nesse momento o time delas estava todo recuado e havia uma atenção especial sobre mim. Quando a bola foi para os meus pés novamente, me vi diante de uma zaga aberta, praticamente implorando para que eu chutasse.

Avancei com velocidade, como um tiro, deixando três ou quatro pra trás. E assim que armei o chute senti um impacto vindo da lateral direita. Um carrinho ridículo, dentro da área, mais na minha perna do que na bola.

A treinadora apitou para sinalizar a falta, ainda no chão levantei a cabeça para olhar quem tinha sido tão infantil em dar esse carrinho.

Ela mesma, Tobin Heath.

Meu sangue esquentou, o ódio subiu a cabeça, mas antes que eu pudesse xingar meia dúzia dos palavrões que eu tinha vontade a treinadora se enfiou no meio de nós para impedir que eu avançasse na garota.

"Ei, o que é isso?! Se controlem! A próxima vez que tentarem resolver rivalidade interna dentro de campo, vão pro vestiário! Me ouviram?"

Tobin me olhava com ódio e eu retribuia. Nem depois da noite passada a menina deixava de ser irritante. Ela fazia de propósito.

Pênalti pra nós, Mal cobrou e voltei para minha posição ainda com o sangue fervendo. É óbvio que eu tentaria devolver na mesma moeda.

O time delas deu a saída de bola, elas avançaram tentando virar o placar. Por uns 10 minutos nada de importante aconteceu. As atacantes chutavam pressionadas, as goleiras faziam defesas fáceis e algumas fintas eram comemoradas.

Até que a bola foi lançada para a ponta direita, parando nos pés da camisa 17. Ali a marcava, não tirando a atenção da bola e dos pés da garota. Uma pedalada pra lá, outra pra cá e Tobin deu uma caneta na marcadora, avançando em direção a grande área. Eu fiquei mais centralizada e fui ajudar a zaga, o time já estava todo recuado.

Tobin poderia ter tocado para Allie, mas avançou na minha direção. Era óbvio que ela queria me driblar, sua expressão ainda era de ódio. Ela era extremamente habilidosa, sempre foi diferenciada, a última coisa que eu queria era levar um drible dela.

Assim que ela se pôs na minha frente pareceu que o mundo ficou em câmera lenta. Eu focava nos seus pés, nada poderia desviar minha atenção. Ela observava minha movimentação estudando o próximo passo. Parecia que só havíamos nós naquele campo.

Foi então que eu observei a bola deslizar perfeitamente sobre suas panturrilhas numa carretilha digna de prêmio.

A menina então passou por mim como um jato, mas eu jamais poderia deixar aquilo sim, ainda mais depois do carrinho de antes. Assim que Tobin esticou o pé para dominar a bola puxei seu colete com força a ponto da menina cair de costas no chão.

A treinadora apitou e eu já sabia que vinha um esporro daqueles, tanto que as demais jogadoras saíram de perto. Heath estava jogada no gramado: a blusa branca suja de verde, os braços um pouco ralados e uma leve expressão de dor pelo impacto.

Linda.

Quer dizer...

Aquela visão me fez sorrir satisfatoriamente. Eu jamais deixaria ela sair dali sem estarmos quites.

A próxima coisa que ouvi foram os gritos da treinadora.

"PRESS E HEATH NA MINHA SALA AGORA, O RESTO ESTÁ DISPENSADO"

Logo os burburinhos das outras jogadoras começaram, a treinadora nunca tinha razão pra se alterar em treinos assim. Tobin levantou com a ajuda de Lindsey e seguimos atrás da professora para sua sala. Eu estava tranquila, já Tobin tinha uma cara de cachorrinho abandonado.

Sentamos nas duas cadeiras na frente de sua mesa. A mulher permaneceu em pé a nossa frente. A placa escura escrito "Mrs. Wambach" em letras douradas era nosso foco no momento, não tínhamos coragem o suficiente de olhá-la nos olhos.

"Seja lá qual for a implicância que vocês tem, isso não pode transparecer dentro de campo. Seja num jogo ou nos treinos. É inadmissível. Nós não somos idiotas, já percebíamos esse atrito entre vocês há muito tempo, mas hoje foi o cúmulo! Futebol não é lugar para isso".

"Desculpa".

"Desculpa".

"Eu não exijo que vocês sejam amigas, mas que se suportem. Se vocês continuarem desse jeito eu não posso fazer nada além de expulsá-las do time".

"Você não pode fazer isso". Tobin se pronunciou. "Eu sou sua jogadora mais habilidosa, Christen é sua jogadora mais rápida. Somos as melhores do elenco, não podemos não jogar".

"Exatamente, Heath. Eu não posso e nem quero fazer isso. Mas não há outra escolha. Ou vocês começam a se tratar civilizadamente ou as consequências serão piores do que bancar vocês". A treinadora respirou fundo. Nenhuma de nós queria falar mais nada, eu só queria ir embora dali. De canto de olho observei Tobin brincar com seus dedos, nervosa. Ela amava jogar pela escola e perder essa vaga seria a coisa mais horrível do mundo para ela. "A partir de hoje vocês farão juntas todos os exercícios em dupla durante os treinos. Se não querem interagir por vontade própria serão forçadas a isso. E não pensem que sairão impunes do que aconteceu hoje, pegarão detenção até as 18h. Estão dispensadas."

Foi melhor do que eu imaginava.

...

Eu nunca tinha ficado de detenção na vida, sempre fui a queridinha dos professores e diretores. É claro que a minha primeira detenção tinha que ser por causa dela.

Minha irritação se deve ao fato de que eu não imaginava que ficar trancada numa sala olhando para o teto seria tão estressante. Se nós respirassemos errado o professor caquético que tinha a função de nos vigiar já se alterava. Ele não aguentava mais, coitado.

A presença de Tobin também me estressava. Não que eu não soubesse que ela estaria ali, mas além dela ser a causa de tudo, seus olhares indiscretos sobre mim me deixavam desconfortável.

Ela precisava falar comigo e eu com ela, só não sabíamos como. 

"Srta. Press, irei entregar essas provas ao diretor e voltarei em uma meia hora. Não deixe que a Srta. Heath cause problemas. Já volto."

O velho desapareceu pela porta enquanto Tobin tinha uma cara indignada.

"Srta. Press não deixe que a Srta. Heath cause problemas..." Imitou o homem com uma voz patética. "Ele acha que eu vou fazer o que? Colocar fogo na sala?"

"Não aja como se não soubesse que é um imã para problemas, Heath" Eu disse tentando não ligar muito.

"Deve ser por isso que gostam de dormir comigo"

Meu coração deu um solavanco e meu estômago se revirou. Era puro nervosismo, ela não tinha todo esse efeito em mim, não é?

O fato era que eu estava dentro de uma sala sem fazer nada, só que agora estávamos apenas eu e a garota que eu mais odiava e mais tinha tensão sexual.

"Você é patética."

"É tão difícil assim pra você admitir que transamos e que você gostou?" E lá estava o sorriso convencido que eu tanto odiava. "Seu ego vai ficar ferido, vai?"

"Pare de ser convencida. Eu não... gostei." Não consegui dizer a última palavra.

"Você não gostou?"

"Não"

Então eu cometi o erro de olhar para ela.

Tobin passava aquela imagem de durona que deixava qualquer uma fraca, mas quando ela olhava com aquela cara de brava, os olhos cor de mel cheios de irritação e o maxilar travado... Eu não pude fazer nada além de sentir minha calcinha molhar por conta da expectativa.

Ela se levantou da cadeira ao meu lado e foi em minha direção como um predador ia em direção a sua presa. Eu não ousei me levantar, eu não tinha forças para isso.

Eu odiava aquela garota, odiava ainda mais o que ela causava em mim.

Porque agora ela estava apoiada na cadeira, perigosamente perto de mim. Eu a encarava do mesmo jeito que ela fazia, jamais inflaria o ego dela por nada.

Mas por um momento eu me perdi na nossa atmosfera puramente sexual.

"Repete."

"O que?"

"Repete o que você disse. Diz que não gostou olhando pra mim."

Eu estava ofegante, meu peito subia e descia rapidamente. Eu odiava aquilo. De repente ela estava muito perto, nossos narizes a poucos centímetros de se encostarem. Sua respiração ofegante se misturou com a minha e flagrei meus olhos fitando sua boca, tentando resistir ao impulso maldito de beijá-la.

Por que ela tinha que ser tão gostosa?

"Fala."

"Tobin..."

Tentava manter a minha postura a qualquer custo, mas o jeito que ela provocava era um golpe baixo. Era covardia o jeito que ela me olhava de tão perto, aqueles olhos cor de mel que pareciam queimar naquela situação.

Qualquer pessoa no meu lugar teria feito a mesma coisa. Meu erro aquela tarde foi não ter resistido ao impulso e ter avançado para beijar aquela boca maldita.

O beijo de Tobin era insuportavelmente gostoso, eu gostaria muito de dizer que não. O beijo dela era um dos melhores que eu já experimentei. A pegada que ela tinha deixava qualquer uma louca, desde quando ela puxava forte pela cintura até quando puxava levemente meus cabelos.

Era, de certa forma, viciante. Um dos piores vícios que eu poderia ter naquele momento. Mas ela era filha da puta e sabia que se provocasse eu iria ceder, assim como ela sabia que o contrário também aconteceria.

Infelizmente, eu estava sedenta para beijá-la de novo. Mas tudo que eu pude sentir foi a pele quente de sua bochecha.

A filha da puta tinha virado o rosto.

"Acho que agora eu tenho minha resposta..." E sorriu se afastando convencida.

"Eu odeio você."

Me levantei possessa da cadeira, eu odiava aquela menina com todas as minhas forças.

P.O.V Tobin Heath

"Eu já ouvi isso antes."

Christen me olhou com desdém. A garota estava encostada na lateral da mesa dos professores, de braços cruzados, fazendo o máximo possível para não manter contato visual comigo. Eu amava ver o efeito que eu tinha nela.

Ela só não podia descobrir que tinha o mesmo efeito em mim.

Enquanto ela mantinha sua pirraça, não pude evitar de reparar na garota. Eu sempre a achei linda apesar de nunca ter gostado dela, tudo nela parecia ter sido precisamente esculpido. Ela vestia um cropped branco que vez ou outra mostrava seu abdômen e uma calça jeans preta colada que destacava bastante sua bunda. E que bunda...

Fui me aproximando devagar, ela ainda teimava em não olhar pra mim. Acabei me encostando na primeira cadeira de uma das filas, cruzei os braços imitando sua postura. Ela revirou os olhos.

"Será que você só não pode esquecer o que rolou ontem?" Christen finalmente me olhou, os olhos verdes estavam indecifráveis."Foi só uma foda, não vai acontecer de novo."

"Isso tudo é medo de descobrirem e você perder o seu lugar de patricinha queridinha dos professores que conquistou na escola?" Christen suspirou. "É sério que o Charlie ainda não sabe que é traído? Nem imagina?"

"Não fale como se eu fosse tão babaca, Heath. Eu também sei que ele me trai. É uma relação de puro interesse por status e que não é da sua conta."

Suspirei derrotada. Ela estava certa. Eu deveria ter algum tipo de responsabilidade uma vez que uma das traições de Christen foi comigo, mas se eu fosse levar em consideração o mínimo afeto que eu tenho pelo garoto e a quantidade de vezes que ele também a traiu, não tinha porque me preocupar.

Retornei a falar:

"Eu não gosto de você, mas fique tranquila em relação ao sigilo da noite passada.

"Obrigada por fazer o mínimo."

"Sempre tão doce..."

Ri brevemente uma risada sarcástica. Parecia que toda vez que eu sorria ela se irritava.

"Eu realmente não gosto de você."

"Para alguém que me odeia você geme meu nome muito bem..."

"Cala a boca."

"Hmm, não acho que você queira isso."

Andei até ela, os olhos verdes brilhavam em expectativa. Me permiti pegar sua cintura e distribuir beijos por todo o seu pescoço como eu queria desde que eu a vi pela primeira vez essa amanhã. Era um dos pontos fracos dela, a menina já mordia os lábios para segurar os gemidos.

"Tobin... Para..."

"Só se você me pedir..."

Chupei sua pele próximo ao seu ponto de pulso e então a menina se rendeu.

Começamos um beijo intenso, de ambas as partes. Diferente dos outros esse não era rápido e selvagem, mas sim lento e cheio de luxúria. Christen era uma das melhores bocas que eu já havia beijado e era óbvio que eu queria mais.

Eu confesso que de manhã o meu desejo era de que ela sumisse. Eu não me arrependia do carrinho, do drible intencional em sua direção e todas as provocações dentro e fora de campo. O problema foi a ameaça de sair do time: eu podia não gostar de Christen, ter uma atração sexual desmedida por ela e me odiar por isso, mas eu jamais arriscaria o futebol por ela nem por ninguém.

Estar naquela sala sozinha com ela me fez imaginar coisas não muito santas para fazer em cima daquela mesa enorme do professor. Me fez lembrar da noite passada em que a tive de todas as formas pra mim buscando nada além de prazer. Eu sabia que depois daquela noite eu tinha um certo efeito sobre ela e que a mesma odiava isso. Eu gostava de irritá-la, era divertido.

O que importa era que eu tinha conseguido o meu objetivo desde que entrei naquela sala: beijar Christen e talvez liberar um pouco do tesão acumulado que eu ainda tinha.

O pior era que o mesmo efeito que eu tinha sobre ela, ela tinha sobre em mim. Foi só eu começar a beijar aquela boca que comecei a ficar aérea, sem conseguir me concentrar em nada além de seu corpo.

A língua quente sobre a minha fazia parecer que a sala estava fervendo, que nossos corpos estavam fervendo. Então ela pôs a boca quente em meu pescoço e eu não pude fazer nada além de agarrar com força sua bunda, o que a fez perder ainda mais o controle.

A coloquei em cima da mesa do professor sobre vários e vários papéis que naquela hora não tinham importância nenhuma. A única coisa que importava era a boca dela na minha e suas unhas me arranhando por debaixo da camisa.

Christen me fazia ficar tão fora de mim que eu nem estava pensando nas consequências. O professor poderia entrar a qualquer segundo nos fazendo tomar uma bela suspensão. Outro aluno poderia entrar e flagrar tudo aquilo que estávamos tentando esconder.

A ficha caiu quando Christen colocou as mãos na barra da minha camisa para tirá-la e ouvimos a porta se abrir.

Automaticamente nos afastamos, mas não tinha outra a coisa a se pensar: Christen sentada na mesa, eu a sua frente, as duas com a boca vermelha e os cabelos e roupas bagunçados.

Olhamos em choque para Kelley que nos olhava da mesma forma. Seria cômico se não fosse trágico. Não dissemos uma palavra por uns cinco segundos.

"Eu... vim avisar que a detenção acabou e que eu vou dar carona para Christen. Tobin você está dispensada."

"Uh... Claro..."

Kelley me olhava de cima a baixo enquanto a outra menina passava por mim como uma flecha, pegando sua mochila antes de ir embora. Eu não ousei sair da posição em que eu estava.

Enquanto sua amiga ia um pouco na frente, ainda fui capaz de sussurrar uma última coisa no ouvido de Christen antes da mesma ir embora.

"Eu ainda não acabei com você."



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