História Mistakes Of Love - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Ryan Butler, Song Joong-ki
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Ryan Butler, Song Joong-ki
Tags Ação, Aventura, Comedia, Drama, Família, Fantasia, Mistério, Novela, Policial, Revelaçoes, Romance, Suspense
Visualizações 102
Palavras 5.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


• Quero agradecer os maravilhosos 70 favoritos, estou explodindo de felicidade. Obrigada por todo o apoio. 💝
🔥 O capítulo de hoje vai dedicado a uma pessoa especial que fez aniversário domingo, Luan. - Você sempre terá um lugar no meu coração e nas minhas histórias. 💋
• Sem mais delongas, Boa Leitura e desculpem qualquer erro. 💙

Capítulo 17 - I Want You


Fanfic / Fanfiction Mistakes Of Love - Capítulo 17 - I Want You

Ryan
Uma semana antes...
Mégara Jones é o perfeito exemplo de mulher que você deve se manter longe. Não porque ela representa a lei, mas porque ela exerce uma espécie de magnetismo aos redor de si que atrai todo tipo de ser vivo para si.
Por diversas vezes em que inventei desculpas sobre pequenos casos investigativos para tirá-la do escritório apenas para observar os jeans apertados as suas curvas tentadoras, seus coturnos que davam as suas lindas pernas torneadas a forma certa e seu olhos desafiadores.
O que eu não esperava era que a pequena mentira sobre uma stalker pudesse levá-la ao limite da irritação.
— Você acha que eu sou o quê? – Ela berra a esquina do parque no coração da cidade. Raiva transbordando por seus olhos, sua pele assumindo uma cor rosada pelo sangue circulando rapidamente. — Eu tenho mais o que fazer do que ficar rodando a cidade com um fedelho que não arruma o que fazer. Caso você não saiba, existem pessoas que precisam trabalhar para viver. – Envereda pela ofensa me deixando atordoado. Por um breve momento uma espécie de arrependimento perpassa por seu olhar mas tão rápido quanto veio, ele some.
— Não me trate mal por querer tirá-la daquele inferno que você chama de trabalho. – Retruco ameaçador.
— Como se você se importasse. - Ela responde quase rugindo.
— Como você sabe? Se eu tenho feito a droga disso tudo é porque eu sei que não vai adiantar eu aparecer com um buquê de rosas na sua porta ou enviar chocolates. Caramba, se eu aparecesse nu na sua frente você iria me colocar na cadeia, mulher. - Atropelo as palavras nervoso, vejo seu rosto assumir uma coloração rosada profunda de vergonha por falarmos sobre isso em público. — Além do mais se você realmente não quisesse minha companhia não estaria comigo aqui, nem teria vindo, em primeiro lugar. – Completo quase no limite, controlando o orgulho ferido. Mas parece que Mégara é o tipo de mulher que transparece tudo que sente. Tão transparente que quase vejo a mim mesmo fuzilado por seu olhar gélido e mortal em minha direção
— Não seja por isso, Sr. Butler. – Tão logo ela gira sobre os calcanhares atravessando o parque em uma velocidade absurda para uma mulher de salto.
"Não cansa de me surpreender, como não ceder ao desejo, como não provar a ela que o que quer que tente fazer é inútil contra essa tentação?!"
— Meg, espere. – Praticamente corro em sua direção, ela anda mais rápido. Chamo-a de novo vendo seu corpo se enrijecer.
— Vai para o inferno. – Grita ainda de costas para mim.
— Volta aqui, mulher. – Digo exasperado por sua teimosia.
— Você é surdo ou só faz para me irritar? – Vira-se de supetão, dando-me a visão de suas curvas totalmente nítidas a luz do sol, sem as sombras das árvores. — Procure outra mulher para infernizar. – Aponta o dedo indicador em minha direção ameaçadora.
— Tarde demais, princesa. É você que eu quero. – Retruco com um sorriso de canto.
— E se eu disser que não é você que eu quero? – Pergunta cruzando os braços sob o busto, avantajando os seios. Não resisto e sorrio abertamente de sua colocação.
— Você é uma péssima mentirosa e eu posso provar. – Antes que ela pudesse assimilar a informação, minhas mãos já estavam em sua nuca, colocando-a na posição certa para que minha língua pudesse afagar a sua, em um beijo quente, profundo e desesperado.
Eu só não sabia que essa chama do desejo continuaria a queimar...
Ontem à noite...
"Droga, eu avisei a ele que não tomar cuidado com Kai é o mesmo que lidar com faca de dois gumes." - Penso enquanto acelero pelas vias decoradas de L.A. em direção a casa de Caitlin, nem ela e nem Chaz atenderam o maldito celular. Ela provavelmente esqueceu em algum lugar da casa e ele deve estar rodeado de mulheres na cama.
Suspiro irritado, acelerando mais ainda, atravesso Beverly Hills como uma bala, desacelerando na via da casa dela, estacionando em frente a construção moderna envidraçada, enfeitada para o Natal, mais parecendo para um desfile ou capa de revista do que para a comemoração anual.
A casa está em total silêncio, porém o carro está na garagem. Toco a campainha e aguardo, impacientemente. Um barulho de vidro quebrando corta o silêncio.
— Merda, merda, merda! - Digo chutando a porta, arrombando-a de imediato, puxo a pistola da parte de trás da calça e miro a minha frente, sigo rapidamente pela casa, passando pela sala vazia. — Caitlin! - Grito concentrado em vasculhar a casa, sem nenhum sinal dela no andar de baixo, vou para a escada, parando assim que ouço sua voz.
— Oh Meu Deus. - Ela diz e surge de dentro do quarto, descabelada, vestido apenas uma camisa comprida. — Que raios você está fazendo, Ryan? - Pergunta horrorizada pela arma em minhas mãos. Suspiro de alívio e devolvo a pistola para o lugar.
— Caramba, Cait. Eu estou te ligando como um louco, a Sav sumiu e quando ouvi o barulho na casa, pensei que alguém estivesse te atacando. - Atropelo as palavras, levando as mãos a cabeça, bagunçando o cabelo ainda mais. Seu rosto assume uma coloração tão vermelha quanto do seu cabelo, até que ela processa a mensagem por completo e o sangue escorre de seu rosto, deixando-a da cor de uma folha de papel.
— A Sav sumiu? - Pergunta num fio de voz, como se algo se partisse dentro dela.
— Kai a levou. Ezra recebeu a mensagem, Alexia me ligou porque ele nem conseguia falar. Já falei com o Chris, mas você não atendia o bendito celular. O Kane está cuidando de uma infecção na perna, está internado no hospital, não quero preocupá-lo. - Digo exasperado, tomando fôlego ao final.
— Ele abandonaria o hospital no minuto que soubesse. - Ela responde em uma voz que mais parece que está sendo estrangulada.
— Exatamente. Bem, agora que você já sabe de tudo, ligue pro Chris e vê o que pode ser feito de imediato. Eu vou pra casa do Chaz, não consigo falar com aquele filho da mãe de jeito nenhum. - Resmungo irritado.
— Não! - Ela diz de supetão, me fazendo olhá-la atordoado. — É-É... deixa que eu vou, eu vou só me vestir e vou atrás daquele cabeça de vento. - Ela gagueja, os olhos arregalados.
— Não precisa, eu vou tirar ele de uma orgia, provavelmente. - Respondo ainda intrigado.
— Você está cansado, Ryan. Vai pra casa do Chris, te encontro lá com ele. - Ela diz com uma voz mais firme, suspiro e aceno positivamente.
— Tudo bem, tenha cuidado. Nos vemos lá. - Dou-lhe as costas e saio pela porta escancarada.
"Ela vai precisar de uma porta nova." - Penso antes de entrar o carro e acelerar para longe.

                                [...]

Não sei como ou porquê, mas em meu torpor imerso na dor da perda e do arrependimento, acabei dirigindo na direção oposta da casa de Christian. Não era justo ir atrás de Mégara, não depois que ela descobriu toda a sujeira com que eu estava envolvido até o pescoço e muito menos, depois que contei com o que Kyle estava envolvido.
No entanto, era menos justo ainda deixá-la pensar que o irmão era um santo imaculado. Eu descobri a verdade, sabia com o que ele estava envolvido, com quem estava trabalhando, sabia dos podres dos esqueletos dele, mas fui incapaz de dizer tudo a ela. Fui incapaz de olhar no fundo daqueles olhos maculados pela dor da perda do irmão e dizer que ele era um criminoso e não um justiceiro.
Bato com as mãos no volante quando estaciono em frente ao edifício do apartamento dela, a rua deserta e a guarita ocupada por um segurança vendo TV.
"Eu sou um covarde por não contar o que Mégara precisa saber e sou um canalha por recorrer a ela com minha própria dor quando ela nem se recuperou ainda do fato de que — provavelmente — nunca mais verá seu irmão e que eu deveria estar a quilômetros de distância dela." - Penso me auto condenando.
"Mas o que eu faço? Bato na sua porta como uma criança perdida, sem rumo ou direção. Eu preciso dela, preciso sentir que pelo menos uma coisa na minha vida é certa, que alguma coisa nesses anos de vida não está manchada pela ilegalidade.”

Tento me convencer de que é por isso que estou descendo do carro a esta hora da madrugada, tento mentir para mim mesmo que não estou sendo egoísta novamente, mas a verdade está estampada na minha testa, eu não estou aqui porque quero levá-la pra cama, mas sim porque não consigo ficar longe, como não consegui desde o momento que pus os olhos nela.

Inevitável como só ela pode ser, ela veio e bateu contra tudo que achei ser certo ou estruturado. Ela mostrou o caminho, a luz, a redenção e a porta para o que nem sabia desejar até olhar para aquelas iris esverdeadas. Entro no prédio sem que o guarda veja, o que não se prova muito difícil já que ele só tem olhos para a tela. Alcanço o elevador aberto e subo até o andar de Mégara. Rapidamente estou sobre o carpete aveludado do corredor que separa os dois apartamentos ocupantes do andar.

De frente para a porta branca, minhas mãos tremem, o colarinho da camisa parece incrivelmente apertado e estou suando frio. Sabendo exatamente porquê: “O abrir dessa porta vai significar ou o início ou o fim de algo entre nós, ao me deixar entrar ela vai estar confiando em mim o suficiente para me entregar seu corpo e com sorte uma lasca de seu coração.”

Me pego prendendo a respiração e batendo de leve na madeira, tentando conter a minha ansiedade misturada com esperança. Mas quando a porta se abre e vejo a figura de cabelos bagunçados, olhar atordoado, vestindo uma camisa branca gasta que mal chega as coxas e jeans sobre as pernas, tudo parece perder a razão. Meus pensamentos voam para outra galáxia, minhas mãos deixam de serem dois blocos de gelo para cederem ao calor da nossa conexão, o colarinho parece sumir e me sinto nu, com o peito aberto, o coração batendo sangrando em sua mãos e eu sei que tudo está complicando-se, perdendo-se e vindo a tona ao mesmo tempo, como um tsunami, porque vejo tudo isso refletido nos olhos dela.

Sua respiração saí tão lentamente, o peito descendo em uma queda que parece uma eternidade, enquanto meu coração espera uma razão para continuar pulsando, até o momento que sua boca se contorce em um sorriso malicioso e ela agarra a porta com uma pegada muito sensual para minha paz de espírito.

⚊ O que os ventos trouxeram? - Pergunta com a voz fraca.

⚊ Eu sei que você precisa de espaço, mas eu não sei a quem recorrer, Sav sumiu, Ezra está no fundo do poço e me sinto perdido desde o dia que você me mandou para o quinto dos infernos. - Atropelo as palavras em uma explicação que deveria ser convincente e não uma sentença para lembrar as razões para me afastar.

“Definitivamente, eu não sou inteligente perto dela.” - Afirmo ao mesmo tempo que vejo um sorriso surgir em seus lábios, deixando-me mais confuso.

⚊ Você deu sorte, eu estou perdida e acabei de descobrir que só existe uma direção que quero ir. - Ela diz, mas o sorriso se apaga, acendendo um olhar tão cru de desejo que temo ver minha própria imagem refletida em seu rosto. ⚊ E essa direção, inclui você. - Aponta para mim. ⚊ Eu. - Aponta para si. ⚊ E a minha cama, o mais rápido que você conseguir. - Ela finaliza com a voz rouca e pausadamente para enfatizar a necessidade, mas mesmo que minhas sinapses tenham ficado a anos luz de distância, não sou babaca para tentar algo que pode nos afastar mais ainda.

⚊ Você tem certeza? Eu posso voltar pelo rastro que vim sem pestanejar se você disser que hoje não é meu dia de sorte. - Alerto tentando ver uma brecha em sua determinação.

⚊ Eu preciso de você, Ryan. Preciso agora. - Ela ronrona agarrada a porta como se fosse uma tábua de salvação.

⚊ Deus sabe que estou a ponto de te pegar nos braços e rasgar as roupas, mas não posso tomar nada que você não esteja disposta a me dar. Não faria nada para te machucar e pretendo fazer dessa promessa meu lema de vida. - Completo fazendo minha última tentativa de persuadi-la a mandar-me embora a ponta pés.

⚊ Pegue, rasgue, use. Tudo que eu quero é que você me possua da forma que tenho fantasiado a semanas. - Ela sussurra e então não houve mais espaço para palavras ou fôlego, tudo foi roubado desde o momento que a vi até agora quando a porta bateu, em plena madrugada e o sonho de estar com ela em meus braços, entregue e segura, se tornava realidade.

A porta virou nossa cama, sua boca me consumia na mesma ferocidade, tudo que eu dava, ela me devolvia no mesmo nível e ritmo. Famintos, ergo-a, enlaçando suas pernas ao redor da minha cintura, seus gemidos reverberando pelo cômodo vazio. A porta sofria o atrito de nossos corpos escorados nela, separados por camadas de tecido.

Minha boca descia por sua garganta, subia até sua orelha e mordia o lóbulo sensível. Ela estava em chamas sob meus dedos e eu não podia impedir o desejo primitivo que me dominava.

⚊ Roupas demais. - Ela diz enquanto abria minha camisa sôfrega, a voz não fazia jus a sempre fria detetive jones. Ali nos meu meus braços estava Mégara Jones, a mulher sem o peso da carreira ou preocupações, somente sua sensualidade natural, seu corpo cheio de paixão e o peito aberto para o maior sortudo do mundo, eu.

⚊ Cama. - Interrompo o beijo, fazendo minhas sinapses derretidas funcionarem mais alguns segundos. ⚊ Precisamos de uma cama. - Digo sem parar de beijá-la. Ela gemendo contra meu ouvido quase me fez estourar atrás do jeans.

⚊ Eu preciso de você, Ryan. - Ela sussurra, a voz rouca, quebrando-se. Cubro sua súplica com um beijo dizendo tudo que não era capaz de colocar em palavras. “Eu preciso de você mais do que qualquer coisa, preciso provar tudo de você, cada pedaço, cada cavidade, cada saliência, preciso provar a mim mesmo que você é real. E que é só minha.” - Penso.

⚊ Eu preciso de você em uma maldita cama, agora. - Digo minha voz é quase o rugido que retumba em meu peito, necessitado.

⚊ Segunda porta no corredor a sua esquerda. - Ela diz e se apoia em meu peito, agarrando minha nuca com as duas mãos, suas unhas arranhando meu pescoço, mandando sinais de calor mais fortes para o sul, minha excitação tão dura quanto uma rocha.

Tropeço em vários móveis pelo caminho e desconfio ter quebrado um vaso, mas nada importava. Os sapatos ficaram pela entrada, a porta do quarto abriu em um solavanco e foi fechada com um chute e, tão logo, a mulher mais sexy que um dia já vi, está deitada no centro da cama me esperando.

O desejo crescia dentro de mim em uma velocidade absurda, mas ao olhar para seu corpo com leves marcas avermelhadas por nossa força, sua boca inchada pelos beijos profundos, a pele rosada pelo prazer e os olhos, duas poças negras, sem o verde de todos os dias. Meu coração parou no segundo que a vi abrir um sorriso malicioso e abrir os braços para me receber, ela não precisava dizer nada, não havia mais medo ou hesitação, ela disse alto e claro.

“Sou toda sua.”

E eu juro ouvir a última grade que protegia nossos corações cair, finalmente unindo-nos mais do que um papel ou um par de alianças. Estávamos unidos acima do mundo físico ou por emoções. Nós tínhamos entrelaçado nossas almas e agora vamos consumar a união. 

“E como vamos consumar.” - Penso no segundo que abro um sorriso para refletir as chamas que nos queimavam e minhas mãos rasgaram sua blusa para tomar posse do que ela me oferecia e que agora faria de tudo para continuar a ser meu.

Não tínhamos tempo para preliminares ou orgasmos de tortura sensual, esperamos demais para nos unir. Prometo mentalmente fazer de forma gentil da próxima vez, mas agora tudo que me move é o desejo cru, primitivo, primal.

⚊ Preciso de você, Meg. Agora. - Digo contra seus seios, arrancando o sutiã e levando um dos mamilos rígidos aos lábios, saboreando o doce mais gostoso de todos.

⚊ Sim. - Ela grita, arqueando contra meus lábios, me oferecendo mais. ⚊ Tome tudo, Ryan. - Ela diz em seguida, suas palavras me levando a borda. Salto de um seio para o outro, consumindo, sugando, buscando saciar um desejo sem fim.

A pele rosada pelo prazer e pela tortura, agarro o jeans que ela usava e o arranco de suas pernas, jogando-o longe. Meus dedos encontrando seu calor logo depois, molhada e quente. Pronta.

Com meus dedos dentro de si, minha boca em seus seios, ela cavalga rumo a sua libertação e, inferno, eu estava no mesmo caminho. Quando seus músculos internos apertam meus dedos, sei que ela está por um fio, basta uma pressão maior dos meus lábios, uma estocada mais profunda e ela estilhaça em milhões de pedaços perfeitos, um orgasmo tão potente que não resisto a continuar a tortura-la.

Me afasto o suficiente para me liberar das minhas roupas e deslizar o preservativo pela minha ereção que lateja, dolorida. Me aproximo de Mégara e ela arregala os olhos bonitos, e com as próprias mãos desliza a última peça que a separa de mim, pelas pernas e se abre para me receber.

Seu olhar me desmonta mais ainda, um desafio explícito estampado, como eu sabia que seria, porque ela é forte, diferente e acima de tudo perfeita.

“Faça-me sua.” - Seu olhar grita e bastou uma batida mais tarde, eu entrava em seu calor escorregadio, nossas vozes sem sentidos se espalhando aos ventos, contando o quanto amamos estar unidos, na ligação mais primitiva e verdadeira da história, a ligação de um homem e mulher, mas acima de tudo quando estou perto dela.

Mais fundo, mais forte, mais rápido. Se repetia em minha cabeça e saia pela boca de Mégara ao mesmo tempo, estávamos em sincronia, nossos corpos, nossas mente e nossos corações. Estavamos de um jeito que não se sabia onde acabava um e começava o outro. Quando ela gozou outra vez, juro ter visto um pedaço do céu, mas não parávamos. Nós queríamos amar e ser amados na mesma intensidade e encontramos isso nos braços um do outro, porque estávamos fadados, destinados a este momento. Para se entregar ao amor mais simples, forte e profundo que poderia existir, o amor verdadeiro.

Nossas bocas se consumiam, suas unhas cortavam minha carne, nossas pélvis se encontravam produzindo a sintonia do nosso prazer, reverberando pelo quarto. Suas curvas macias deslizavam pelos meus dedos, como seda e eu só queria registrar tudo a ferro em minha mente, cada doce momento do início do para sempre.

Ela sussurrou ao mesmo tempo que seus músculos anunciavam a quebra do próximo limite e eu não estava mais longe.

⚊ Agora, Meg. Preciso de você, agora. - Peço e num piscar de olhos, nos explodimos na maior coleção de cores existente, nós voamos e eu encontrei o paraíso não no melhor orgasmos já tido da história, mas nos braços da única mulher que vou amar, hoje, amanhã e sempre.

Alexia
Calor e segurança. É isso que sinto assim que minha consciência volta a superfície, um sorriso corta meus lábios assim que sinto os braços de Ezra ao meu redor, a leve brisa vindo da varanda entrando no quarto, um final de tarde magnífico lá fora. Sinto Ezra me apertar mais contra ele, sua respiração fazendo cócegas em meu pescoço. Meu corpo  está ciente da proximidade de nossos corpos nus, sua ereção insaciável contra minhas nádegas, me faz sorrir, o calor se espalhando pelas células adormecidas.
"Que forma melhor de acordar do que esta?" - Penso ainda de olhos fechados, me aconchegando ainda mais em seus braços, sem querer sair dessa bolha de alegria que criamos neste espaço.
— Bom dia. - Ezra sussurra com a voz rouca em meu ouvido, arrepiando cada parte de pele do meu corpo, ou seja, eu toda.
— Ótimo dia. - Respondo rindo, fazendo-o gargalhar, seus músculos fazendo cócegas em minhas costas.
— Se eu soubesse que bastava ter um sessão de sexo prolongado pra te deixar de bom humor, teria resolvido muitos problemas. - Diz risonho, me fazendo virar-me para encarar sua expressão brincalhona.
— Não é só sexo. - Dou um leve tapa em seu braço, fingindo estar zangada. Seu olhar, porém, esquadrinha meu corpo até a cintura totalmente descoberto, as pupilas dilatando, escuras.
— Tem razão não é só sexo, mas admita que é um bônus interessante. - Diz com a voz rouca de desejo.
— Muito interessante. - Digo envolvendo sua cintura com as pernas, trazendo-o para mais perto.
— Só tem uma coisa mais interessante. - Ele diz a milímetros dos meus lábios, me fazendo olhá-lo curiosa.
— O quê? - Pergunto, a voz fraca pela névoa de luxúria.
— Cócegas. - Ele grita com os dedos já sobre minhas costelas, me fazendo contorcer-me e suplicar misericórdia.  
— Para, por favor. - Peço, mas ele insiste, gargalhando. Meus olhos já estão lacrimejando de tanto rir. — Para! - Grito, assustando-o. Ele cai sentado a minha frente rindo e eu rapidamente me encolho contra a cabeceira da cama.
— Seu grade pervertido, filho da mãe. Você me paga. - Ameaço-o, fazendo-o rir ainda mais, o som acalentando meu coração e preenchendo o vazios escuros.
— Me faça pagar. - Responde, os olhos brilhando de excitação, contrastando com o sorriso nos lábios. Encaro seu desafio com um sorriso selvagem, como um gato, engatinho de quatro em sua direção.
— Tem certeza que quer isso? - Pergunto com a boca a milímetros da sua, nossas respirações misturando-se, conforme os pulmões se apertam e os corações disparam com a possibilidade do que está por vir.
— Nunca tive tanta certeza na vida. - Sussurra, sua resposta despertando um desejo avassalador entre nós, nos consumindo, queimando, até que das cinzas ressurja novamente.
Nossas bocas colidem em uma dança perigosa, depravada e sensual, as línguas se reconhecendo como velhas amantes, explorando cada canto que pudesse estar inerte ou desacordado ainda. Nos entrelaçamos, colando nossos corpos sôfregos, tremendo de desejo. Ezra desce com uma linha de beijos desde a minha boca, passando pelo queixo e continuando até o ombro, depois refazendo o caminho de volta, torturando-me.
— Você não vai me torturar de novo, Ezra. - Digo entredentes enquanto ele mordiscava meu pescoço, levando minhas sinapses a loucura.
— Me impeça. - Retruca rouco, mordendo o lóbulo da minha orelha, me fazendo engolir um gemido.
— Você quem pediu. - Respondo, fazendo força com as pernas, jogando-o de costas,  com um movimento rápido, contra a cama, montando-o em seguida. Escorregando cada centímetro dele para dentro de mim, preenchendo-me.
Minha respiração entrecortada pelo prazer, seus dedos ficando-se, marcando meu quadril, enquanto eu rebolava sobre sua pélvis. A tortura pecaminosa ficando mais quente quando ele buscou com os dedos tocar os pontos quentes e duros nos meus seios. Usando os polegares e os indicadores, pressionando na medida certa entre dor e prazer, me fazendo jogar a cabeça para trás e gemer, iniciando as estocadas desesperada.
Minha mente não possuía pensamentos coerentes enquanto o contato de pele com pele, pélvis com pélvis, cada estocada era como escaldar as cinzas do que havíamos nos tornado. Incendiando o que achávamos ser o nosso limite.
O prazer explodindo segundos depois quando o arco íris pareceu ganhar novos tons acentuados e brilhantes diante dos meus olhos, agarrando-me com as unhas e dentes aos ombros e costas de Ezra, marcando-o com o prazer que ele me proporcionou.
“Mas também marcando-o como meu, assim como ele fez, marcando meu corpo, meu coração e a minha alma.” - Penso enquanto recupero o fôlego do orgasmo mais brilhante que já experimentei.

Respiramos fundo depois de mais uma rodada, nem havia notado que ele tinha nos virado para que eu pudesse descansar sobre a cama depois de mais um orgasmo de explodir a mente. Meu estômago ganha vida quase que imediatamente nos fazendo rir.

⚊ Eu deveria alimentar você. - Ele diz virando-se para ficar sobre um braço apoiado no colchão.
⚊ Um banho antes? - Sugiro quase inocente e ele sorri malicioso.

⚊ Seu desejo é um ordem. - Ele diz e me puxa para seus braços, me carregando para o espaço cheio de azulejos e cheirando a lavanda.

Pelos minutos seguintes nós temos o banho mais quente de todos, optamos pela ducha que com vários jatos instalados, nos rende mais uma rodada de orgasmos além do que nossos próprios corpos podem proporcionar. Definitivamente somos insaciáveis.

Minutos depois estávamos rindo em nosso café da manhã da noite na cozinha, eu estava mexendo a massa de panqueca, enquanto ele fazia os ovos e o bacon. Sorrimos como idiotas e nada poderia furar nossa bolha de felicidade.

⚊ Você fica ainda mais sexy usando minha camisa. - Ela comenta com um olhar intenso, esquadrinhando meu corpo dos pés à cabeça, deixando um rastro de calor por todas as minhas células.

⚊ A visão deste lado não está nada mal. - Respondo avaliando sua calça de moletom, a regata presa aos músculos do seu peito e abdômen, os braços musculosos a mostra, as tatuagens mais vivas que nunca.

⚊ Você já pensou em fazer algo diferente de publicidade? - Ele pergunta de repente mudando o rumo da conversa, me fazendo rir.

⚊ Não. Sempre foi meu sonho, apesar que o plano era abrir uma revista. - Declaro levando o prato de panquecas já assadas para o balcão…

Meus pensamentos vagueiam para o dia do leilão, quando aquele balcão de granito foi muito mais do que um mero acessório da cozinha. Viro-me para Ezra e encontro seu olhar focado também no granito, declarando que seus pensamentos estavam na mesma direção que os meus.

⚊ Por que não abre uma? - Ele pergunta por fim saindo dos seus devaneios.

⚊ Porque eu preciso de capital de investimento e apoio de marketing. Por isso estou na Darling e por isso aceitei a sua oferta, quero a vaga para de chefia internacional dentro do grupo Walsh, eles são donos do maior conglomerado de publicidade do planeta e com o seu apoio e oportunidade, poderia realizar meu sonho. - Confesso maravilhada, mas então a realidade me atinge, o trabalho. Levo as mãos a cabeça no minuto que encaro a verdade.

⚊ Por Deus, o trabalho! - Esbravejo assustando-o. ⚊ O trabalho, Ezra. Sua carreira de volta a luz, minhas sessões de fotos, meu deus, eu nem sei onde meu celular anda. - Digo entrando em desespero. Ele, por outro lado, desliga o fogão, caminha até mim e deposita um beijo em meus lábios, com as mãos em meus ombros.

⚊ Calma, ficar louca não vai ajudar. Vamos comer e depois ligar para tudo que a vida real promete. - Ele diz e percebo que ele incluiu a si mesmo em sua fala, lembrando logo depois das inúmeras chamadas em seu celular na noite anterior.

⚊ Nós? - Pergunto apontando de mim pra ele.

⚊ Pois é, parece que designar o controle da empresa para meu melhor amigo formado em direito não ajudou muito. - Ele diz com um sorriso amarelo, fazendo meus olhos praticamente sair das órbitas.

⚊ Você deixou o Ryan comandando aquele inferno? - Pergunto exasperada fazendo-o se controlar para não rir.

⚊ Aquele antro pode viver sem mim, você é mais importante. - Responde com um dar de ombros.

⚊ Diga pra mim que a equipe de publicidade teve algum resultado recentemente. - Peço, mas ele abre um sorriso nervoso.

⚊ Eles querem que eu vá para a entrevista com o Tom. - Sua fala me faz suspirar aliviada, mas sua expressão incerta me deixa em alerta.

⚊ Por que isso não me parece algo bom? - Pergunto cautelosa, ele suspira, como se um peso caísse sobre seus ombros.

⚊ Não vou mentir pra você, Alexia. A diretoria da empresa está pra me expulsar, uma petição para invalidade do meu posto. - O ar me falta, como podem tirar tudo de Ezra assim. ⚊ Eu estou muito ausente, a mídia voltou a noticiar que voltei a ser o cara rebelde de novo. Meu noivado com a Chloe foi pelos ares e meu pai não está nada feliz com tudo isso. - Conta cabisbaixo. ⚊ Mas o que eu podia fazer? Como poderia lidar com dinheiro, pesquisas e com víboras, quando você estava lá fora? Pensando que eu não a amava? - Seus olhos cintilam de remorso e meu corpo e atraído para o seu, abraçando-o.

⚊ Nós vamos resolver tudo isso, Ez. - Digo contra seu ombro, apertando-o mais contra o peito. ⚊ Juntos. - Sussurro e pela primeira vez, acredito que tudo vai dar certo.

Depois de um tempo, nos separamos para saborear aquela refeição antes de encarar o mundo lá fora, nos escondemos por tempo demais, estava na hora de enfrentar os demônios, mais cedo ou mais tarde, eles retornariam, eu só não sabia que seria tão cedo.

⚊ Então é assim que vocês estão procurando a Savannah? - A voz de Ryan atravessa a cozinha, fria como gelo. Viro-me para encontrá-lo na porta da cozinha, trajando um terno preto sobre a camisa social passada, o olhar cansado e o cabelo bagunçado denunciam o quanto o dia foi ruim.

⚊ Ryan, nós… - Eu começo a dizer, mas ele me corta no ato.

⚊ Eu não quero explicações, quero que os dois assumam seus lugares de volta e acordem pro fato que a cada minuto que passa a Savannah pode estar morta. - Sua fala causa arrepios por todo o meu corpo e meu estômago afunda, contorcendo-se. ⚊ Ezra, eu estou cansado, eu cuidei da sua empresa por 5 dias e só consigo pensar em um manicômio como comparativo. A equipe de publicidade pode ser pior que terrorismo, tudo isso graças aos pombinhos. - Diz, sua fala irritada.

⚊ Você veio aqui pra nós condenar? Porque se for isso, pode sair, o trabalho está feito. - Ezra vocifera ao meu lado, iniciando uma briga que nenhum dos dois quer.

⚊ Parem. Não percebem o que está acontecendo aqui? Ryan, eu entendo que pode ser uma loucura, mas será se pode lembrar que eu estava desaparecida a menos de dois dias? - Digo e ele enrubesce envergonhado. ⚊ Ezra, você tem responsabilidade, eu entendo que sou importante e que você quer me colocar no topo, mas simplesmente ignorar a vida não vai fazê-la parar. - Digo fitando seus olhos castanhos.

O silêncio toma conta do espaço enquanto ambos refletem sobre o que acaba de ser dito. Quando passos são ouvidos, saímos de nossos devaneios em alerta. A silhueta de Mégara aparece logo depois, seu olhar cansado e a expressão dura denunciam mais uma bomba por vir.

“Novidade.” - Penso com um suspiro sarcástico.

 ⚊ Meg… - Começo a dizer, mas ela me interrompe.

⚊ Preciso falar com você, Alexia. - Estranho seu tom direto, ao passo que Ezra fica confuso e Ryan nervoso, segurando o braço de Mégara, como se para impedi-la. Ela arranca o braço de sua mão com força, ressoando o farfalhar do tecido pelo cômodo silencioso.

⚊ O que houve? - Pergunto cautelosa.

⚊ Nada. - Ryan responde por ela, sendo fuzilado em seguida.

⚊ Eu preciso falar com você sobre um caso. - Ela diz, ignorando Ryan, que fica mais nervoso a cada segundo. Tudo isso dando um nó na minha mente.

⚊ Ela não tem nada a ver com isso, Meg. - Ryan diz, em uma discussão interna com ela.

⚊ Ela tem tudo a ver com isso, Ryan. Você mesmo disse pra mim. Investigue, pesquise, descubra. - Ela retruca irritada.

⚊ Isso foi antes. - Ele devolve com pesar.

⚊ Você me pediu pra desistir do meu irmão, da verdade, Ryan. Me pediu para desistir do que acredito. - Ela encara seu olhar dolorosamente. ⚊ Como posso amar alguém que me pede para desistir do que é importante pra mim? Só consigo pensar que a noite passada não passou de erro. - Suas palavras destroem o homem a sua frente, sua expressão  é de dor nítida, como se tudo se partisse dentro dele e sua boca se abre surpresa e sem fôlego.

⚊ Mégara, o que raios está acontecendo? - Pergunto preocupada.

⚊ Meu irmão sumiu, Alex. Sumiu, mas ficaram pistas que podem me levar a ele. - Ela responde, a voz quebrando-se a cada palavra.

⚊ Mas o que eu tenho a ver com isso? - Pergunto confusa.

⚊ A primeira pista é um caso antigo, a morte de Mirian Phipps. - Ela diz e a verdade me bate como um tapa na cara, um oco se abre no meio do meu peito, jorrando o sangue da ferida. Não podia ser, não poderia ser ela, não. Eles haviam morrido juntos, os corpos nunca foram encontrados, porque estariam separados?

Minha mente dá um nó e dou um passo para trás pelo impacto, os braços de Ezra me envolvem, mas seu olhar é confuso. Não fazia sentido, não depois de uma década isso ressurgir. E se ela estava ali em um caso separado, onde estaria meu pai?

⚊ O que minha mãe tem a ver com isso? - A pergunta me escapa ao mesmo tempo que tento entender porque ela estava registrada não só em um caso separado do meu pai, quando eles morreram juntos, mas porque estava usando o sobrenome de solteira.

As perguntas me rodeavam e mais uma vez minha vida era posta a prova de novo, passado e presente em eterno conflito e tudo que me afligia retornava para me atormentar e só conseguia me perguntar: “O que o futuro me guarda?”

Eu queria me mover, mas meu corpo não respondia, tudo estava embaralhado e se confundia mais a cada segundo. A esperança me picando como uma víbora, se ela estava ali, então ele poderia estar vivo? Meus pensamentos são cortados quando a última figura que imaginei ver atravessa a porta e se põe na nossa frente, empalidecendo a todos.

⚊ Savannah. - A voz de Ezra era um mero sussurro e o que estava por vir, só poderia abalar tudo ainda mais ou pior, destruir.

⚊ É hora da verdade. - Ela sussurra e meu coração para, o sangue congela e tudo que consigo enxergar são os olhares entre todos naquela sala. “O que quer que eles tenham pra dizer, eu poderei suportar?”

                                 {♤}


Notas Finais


Obrigada por ter lido. A história não é movida a comentários, mas adoraria saber o que você achou.💛
Leiam também:
• Rebel Heart: https://spiritfanfics.com/historia/rebel-heart-8840338
• Mark My Words: https://spiritfanfics.com/historia/mark-my-words-9821084
• Tragic: https://spiritfanfics.com/historia/tragic-8648472
Até breve. 💋💜


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...