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História Mistério no Paraíso - Capítulo 1


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Notas do Autor


Seja bem vindo a essa história e uma Boa leitura pra você! ♧♡♤♢

Capítulo 1 - A lenda da noite


Fanfic / Fanfiction Mistério no Paraíso - Capítulo 1 - A lenda da noite

Hoje é dia 21 de junho, ou seja, é o começo do inverno aqui em Tonga, a estação do ano que eu mais amo. É muito bom o friozinho e a sensação de calmaria que ela traz. Sem contar o quanto as montanhas ficam lindas coberta de neve. 


    Todos os anos quando chegava essa época, eu me encantava vendo imagens do monte Kraybon da Nova Zelândia, e ficava pensando em visitá-la pessoalmente. Como não tinha muito dinheiro, acabava ficando só no desejo. Porém, eu não desisti e comecei a juntar todos os meses, até ter o bastante para ao menos passar alguns dias de férias lá. Como eu sou um escritor qualquer, não recebia muito, e precisei fazer alguns serviços de tradução online, aonde recebia uma grana extra. Assim, juntando por 3 anos, consegui o suficiente para uma semana de férias.

          Tendo minha passagem em mãos fui até o aeroporto e embarquei rumo ao país vizinho, a Nova Zelândia. Aonde finalmente veria de perto aquela linda montanha coberta de neve.

Ao desembarcar no aeroporto de Auckland, eu recebi um folheto de bons hotéis e pontos turísticos na cidade. Ao ler, algo me chamou atenção. Era uma floresta com o nome de Paraíso que parecia ser muito frequentada e elogiada por sua beleza. Pra melhorar, ainda dentro da floresta era possível ter uma vista privilegiada do Monte Kraybon, no qual estava interessado. Por fim, vi também um hotel próximo do local aonde eu poderia se hospedar, e com isso eu decidi que iria pra lá.

Mas antes, como já estava tarde eu me hospedei em um Hotel na cidade mesmo, planejando ir até o acampamento Kraybon ao amanhecer.

No dia seguinte, eu acordei  cedo e liguei para o número do Hotel para fazer a minha reserva. Porém, por algum motivo o número dava sempre como inexistente. Eu fiquei então até às três horas da tarde procurando por alguma forma de  fazer contato. E Sem sucesso, decidi ir lá pessoalmente de táxi.

Como ficava um pouco longe, acabei chegando ao destino por volta das  4 horas. E adentrei a floresta.

Era um lugar lindo e repleto de vida, o ar era puro e as aves cantavam, era como um paraíso de tão belo.

Andando pela vasta floresta e observando encantado tudo aquilo, eu acabei avistando de longe a casa no qual teria planejado passar alguns dias de férias. Mas o estranho é que ela não tinha nada demais, na verdade parecia apenas uma simples casa, o que era bem diferente do que dizia na propaganda.

Ao se aproximar da casa, bati na porta e fiquei na espera de alguma pessoa pra atender.

Um senhor então abriu a porta e me perguntou:

— Olá meu jovem, o que você busca aqui?

— Eu encontrei esse lugar em um panfleto lá no aeroporto e decidi passar alguns dias hospedado aqui. Não fiz uma reserva antes pois não consegui entrar em contato. — Respondo eu mostrando o panfleto.

— Ah não, mais um dos que foram enganados...

— Como assim enganado? O que você quer dizer com isso?

— A algumas horas, já apareceram 3 jovens como você dizendo sobre esse tal panfleto. Por coincidência ou não, também receberam ele no aeroporto.

— Pera, então você tá me dizendo que esse anúncio é falso?

— Sim, provavelmente pregaram alguma peça em vocês

— Nossa, isso é inacreditável, depois daquela longa viagem eu vim aqui pra nada... bom, então eu vou voltar pra cidade hoje mesmo, só que antes vou ir conhecer essa floresta! 

— Ok, mas tente sair dela antes das 18:00, há boatos de que nesse horário muitas pessoas desaparecem.

—Ah, vou ficar bem não se preocupe. Tchau senhor, vou indo ...

Pessoas desaparecem depois das 18:00? Parece até uma lenda urbana que eu assistia na televisão, é tão besta que chega a ser engraçado

Eu não queria perder a viagem, e decidi ir até a vista daquela montanha. Mas como eu era novo no local, precisaria de um guia, então fui a procura do acampamento Kraybon.

Eu procurei por um tempo até que começou a escurecer, no relógio já marcava 17:30.

Depois de tanto caminhar e ficar com as pernas trêmulas, eu finalmente encontrei um acampamento ali perto e fui até o recepcionista...

— Gostaria de um guia pra me ajudar a chegar ate a vista da montanha

— Desculpe meu jovem, vou ficar te devendo essa... Já são 17:30 e levaria ao menos meia hora só pra chegar lá.

— Tá mas idai, você não são guias? Pensei que trabalhassem até mais tarde.

— Normalmente sim, mas aqui nessa floresta ninguém tem mais coragem de fazer qualquer excursão depois das 18:00

— Você não vai me dizer que é por medo da lenda do desaparecimento né?

— Sim, é por conta disso mesmo... Não sabemos se é real, mas não gostaríamos de descobrir da pior forma.

— Nossa, mas vocês são medrosos mesmo em, quem acredita em lenda urbanas como essa? Agora eu vou ter que voltar pra cidade sem ver a montanha e sem lugar pra ficar. Que dia mais frustrante!

— Não se preocupe, eu irei ser sua guia! — Diz uma mulher baixinha com uma aparência bem jovem.

Eu então me virei, olhei bem pra moça que havia dito isso e respondi:

— Você? Você parece um adolescente, tem certeza que quer ir?

— Adolescente é uma ova! Fique você sabendo que eu tenho 19 anos!

— Caraca em, até mesmo uma adolescente não tem medo e vocês tem — Disse com tom sarcástico ao recepcionista.

— EU NÃO SOU UMA ADOLESCENTE!! — Grita a guia bem irritada.

— Tá bom, tá bom. Mas enfim, vamos logo até lá, não vejo a hora de comprovar se aquela montanha é tudo o que dizem mesmo.

— Vamos lá, com eu sendo sua guia, tudo ficará bem!

Eu e a guia fomos andando até a montanha calmamente. Eu achava tão estranho uma jovem como ela ter tamanha coragem mesmo sabendo da tal lenda. Curioso eu fui puxando assunto...

— Qual seu nome?

— Meu nome é Olivia, e o seu?

— O meu é Alexander, você é daqui mesmo?

— Na verdade não, eu vim do Canadá em visita a uns anos atrás, meus pais gostaram muito do local então decidiram ficar...

— Mas seus pais não ficam preocupados em você ser guia com esses boatos?

— Acho que ficariam, mas eles desapareceram a algum tempo nessa floresta. E eu acabei me tornando guia pra poder me manter.

— Como assim desapareceram? Teve algo a ver com essa lenda?

— Não sei, mas acho que sim.

— Mas porque você decidiu vir mesmo sabendo de que isso pode ser verdade?

— Porque se alguém está fazendo isso, eu vou acabar com ela e terminar com essa lenda brega, nunca nenhum turista queria vir nesse horário, não queria perder essa oportunidade. E você? não tem medo de realmente ser verdade?

— Bom, eu não acredito muito nessas coisas então não estou preocupado.

— Entendo.

Eu e a Olívia continuamos andando até chegar a vista da montanha.

Era ainda mais bonito que nas fotos, uma vista divina, os pássaros passavam e pareciam dançar ao redor dela. Aquilo era como um colírio para os meus olhos, e me alegrou muito compensando aquele dia frustrante.

— É lindo né Olivia?

— Depois de ver tantas vezes já perdeu a graça — Responde ela com uma cara de tédio.

— É mesmo, você deve vir aqui várias vezes guiando os turistas

— É, e todos tem uma reação como a sua, parece todo encantado por simples pedras empilhadas.

— Na minha cidade não tem quase nada de pontos como esse, por isso eu gostei tanto.

— Entendi, mas ainda assim acho bobagem, até porque...

Antes que Olivia terminasse de falar, nos fomos interrompidos por um grito de Socorro.

A guia me disse pra segui-la porque sabia de onde estava vindo os gritos.

Eu então a segui e corremos imediatamente até o local.

Ao observar em volta, não conseguia encontrar ninguém. Tinham apenas árvores enormes e escuridão por conta da ausência do sol. Ao invés de um belo paraíso, era como um cenário de terror. Por algum motivo, sentia que estava sendo observado, o que era perturbador.

— Olivia, você tem certeza que os gritos viam daqui? 

— Claro que tenho, o ouvido de um bom guia nunca falha!

— Não é o que parece... Mas enfim, é melhor a gente voltar logo, pretendo chegar na cidade ainda essa noite e tenho que procurar um meio de transporte nesse horário.

Eu então ouvi um silêncio, e ao olhar ao redor não encontrei Olivia, ela havia desaparecido derrepente..

Eu comecei a ficar assustado, não conseguia acreditar de que aquela lenda urbana podia ser verdade.

Eu corri desesperadamente com medo, meu coração batia acelerado, minha garganta estava seca, eu conseguia sentir o cheiro da morte me rondando, era um sentimento inexplicável de horror. Eu corri sem rumo, até encontrar novamente a casa daquele senhor. Eu bati várias vezes na porta pedindo por socorro, minha voz quase não saia, eu sentia como se minha alma estivesse fugindo do meu corpo por medo.

— Por favor senhor! Abra a porta, eu preciso de ajuda!!

— Desista criatura, não vou cair nessa! — Respondeu o senhor.

— O que você está dizendo?! Eu sou o jovem que veio aqui mais cedo, abre a porta por favor!!

— Já disse, eu não vou cair nesse truque.

Droga, ele pensa mesmo que eu sou o sequestrador da lenda,maldito velho lunático! Eu não quero morrer, não quero!! Pensei eu.

Eu então sai correndo e gritando por socorro. Até que senti minhas pernas fracas ao ponto de não conseguir me manter. Aquela sensação que arrepiava todo meu corpo, não deixava que eu me acalmasse. Minhas pernas ficaram tão trêmulas que acabei tropeçando e batendo a cabeça com muita força em uma pedra, desmaiando na hora.



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