História Mistérios de Frost Ville - II - Capítulo 1


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Categorias A Família do Futuro, A Origem dos Guardiões, Como Treinar o seu Dragão, Enrolados, Os Incríveis, Valente
Personagens Jack Frost, Mérida, Personagens Originais, Rapunzel, Soluço, Violeta Pêra, Wilbur Robinson
Tags Como Treinar Seu Dragão, Crossover, Drama, Enrolados, Ficção, Frio, Hiccup, Inglaterra, Jack, Merida, Mistério, Os Incríveis, Policial, Rapunzel, Romance, Soluço, Suspense, Valente
Visualizações 7
Palavras 1.918
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, espero que goste :)

Capítulo 1 - Jack, está com a sua arma?


Fanfic / Fanfiction Mistérios de Frost Ville - II - Capítulo 1 - Jack, está com a sua arma?

A garota estava sentada no gramado recém cortado. Em segundos, olhava para os lados e novamente para o papel gigantesco o qual segurava com suas duas mãos. Suor escorria de sua testa, obrigando-a a puxar os cabelos ruivos para o lado, afastando a franja de sua pele grudenta. Parecia disfarçadamente nervosa, passando de vez em quando uma das mãos pelo pescoço, como se estivesse com algo incomodando naquela região, como se uma roupa de gola rolê a estivesse sufocando.

Ela suspirou fundo e de repente sentiu uma mão tocar seu ombro.

— Acabei de comprar um maço de cigarro, você quer?

Seu coração saltou e, protegendo os olhos do sol com uma das mãos como uma guarda-chuva, Merida olhou para cima, encontrando aqueles olhos azuis sorrindo para ela, e aquilo que em uma hora fora susto em algum minuto, tornou-se conforto.

—  Deus me livre, isso ainda vai fazer mal para você. — ela sorriu e puxou um da pequeninha caixinha do bolso da jaqueta de couro do garoto assim que ele abaixou ao seu lado — Você roubou?

Jack sorriu e sentou ao seu lado.

—  Podia ter feito, mas aí nossa ficha ia ficar suja. Não dá mais pra ser como antigamente. Essa coisa de ser detetives mirins e servir a rainha é complicado. 

O dia da semana era uma segunda-feira e a próxima aula seria de cálculo. O sol estava a pino e, apesar do acumulo de nuvens, uma leve camada de sol podia-se ser sentida por cima da pele. Era o clima ideal para sair de saia, regata ou shorts, mas que qualquer mãe preocupada não pensaria duas vezes ao colocar uma capa de chuva em sua mochila caso — apenas se caso — chovesse.

— Afinal de contas, que você está fazendo? Não me chamou para... — Jack puxa o papel, segurando a ponta que estava do seu lado — Espera, isso é um mapa?

Merida novamente passa uma das mãos no pescoço, como se a gola imaginária estivesse mais apertada e consequentemente morde o lábio inferior. Ela olha para o chão, para o mapa e logo para aqueles vidrados olhos azuis.

— Na verdade é mais para uma planta da escola — a garota diz por fim.

Jack fica perplexo e a olha com dúvida e nervosismo.

— O que está acontecendo, Merida?

Ela dobrou a folha em quase cinco partes e coloca debaixo da perna para que não voasse com a brisa —  se é que realmente estava ventando — e segura uma de suas mãos. Jack jurou sentir um leve tremor vindo daquelas pequenas mãos enquanto tirava o mapa debaixo de sua perna com a mão livre.

— Ja-Jack, está com a sua arma, não está?

Ele então enruga o cenho, lentamente segurando o mapa como se de repente aquilo tivesse virado algo delicado e perigoso. Jack assente lentamente e puxa o coldre da arma com cautela de dentro da jaqueta de couro, enfiando-o de volta quando um grupo de meninas com vestidinhos rosa, bolsas da barbie e trancinhas passam por eles.

— O que está acontecendo? — pergunta ele de novo, impaciente, apoiando sua mão no chão na tentativa de sustentar o corpo ali sentado — No que você se meteu e por que não me disse antes?

—  P-Porque não aconteceu há muito tempo. Quero dizer… Lembra que me chamou pra sair esse fim de semana? Então, me desculpa, eu não falei, mas eu neguei porque queria

***

estudar para a prova da semana que vem! - Merida sibilou, envergonhada — Me descuulpa, professor, mas escola estava aberta, não achei que seria problema pegar um livro ou outro rapidinho emprestado até amanhã.

O professor arqueou a sobrancelha e encarou a menina com curiosidade. Era sábado à noite e os corredores da escola estavam vazios e escuros. A única luz acesa era a de uma sala na ala oeste, na aŕea dos cursos humanos. Quadros históricos e pinturas hediondas cobriam as paredes marrons da sala. Estaturas e vasos pintados a mãos envolviam os cantos vazios e, no centro, uma mesa de madeira engasgada de papéis abordava a menina estudiosa e o professor curioso naquela noite fria.

— Então invadiu a escola para estudar fora de hora para a prova de segunda-feira? — ele empurrou os óculos com o dedo para o topo do nariz e deu um riso rouco — Eu não estou acreditando, devia estar com seus amigos, senhorita!

— Mas… 

Um breve e sofrido pigarreio do velho homem a cortou e lhe abriu espaço.

— Você lembra a mim, Merida. Eu cometia loucuras por estudos — o homem ajeitou uma caneta na mesa e levantou — Uma vez, quando mais novo, estava tão desesperado que fui à casa de um professor numa madrugada pedir ajuda. O homem ficou louco de raiva. Mas no fim, adivinha quem foi o único que tirou dez?

— O senhor?

Ele torceu os lábios.

— Minha namorada naquela época — ele sorriu. Ela sorriu — E em quem conclusão nós chegamos com isso? Exato, que desespero não leva a nada a não ser mais desespero e frustrações. Fique calma, é uma das minhas melhores alunas, nunca me decepcionou e não será agora.

Merida se encostou na cadeira, coçando o cotovelo. Já estava mais tranquila.

 — Professor Brown, e o senhor? O que faz aqui? 

 Ele a encarou. De repente seus olhos pareceram mais cansados do que nunca foram, mesmo nas aulas de manhã. As rugas abaixo deles pareciam bolsas acumuladas de dias sem dormir. O professor colocou as mãos dentro dos bolsos do paletó e Merida percebeu que uma das pontas de sua camisa estava saltando para fora da calça, como se a sobressaltada pança do homem a puxasse com força.

(ptssss ptsss)

Merida não soube na hora se fora real ou de sua imaginação, mas jurou ouvir um barulho fora da sala. Talvez uma porta batendo, um livro caindo, uma bola quicando na quadra debaixo ou talvez passos pesados. Mas logo a rouca e calma voz de seu mais amado professor de geografia, arqueologia e história a fez esquecer do imprevisto susto.

— Cuidando de alguns trabalhos, provas, afins… Não é a única que gosta e ter a escola só para você, minha querida! — ele a puxou da cadeira, para o seu lado, e passou seus braços gorduchos em torno do pescoço da menina — Já que teve todo o trabalho de vir até aqui e sacrificou se divertir com seus amigos vou exclusivamente lhe dar um livro o qual você pode estudar, está combinado assim? Assim você não pega nada da biblioteca e cria um furdunço pelo sumiço de um livro estúpido de arqueologia.

 Merida estufou o peito. Mal podia ver a hora de tirar dez e deixar Soluço Haddock no chinelo.

 — Melhor impossível! — logo diz ela.

  John Brown se afastou da garota e foi até uma das três estantes entupidas de livros de sua sala. Pegou um livro envelhecido e examinou sua capa. Ele se aproximou novamente de sua mesa e com um passo em falso bateu a perna em um dos apoios da mesa, ocasionando na queda de uma caneta dourada. Merida agachou para pegar a caneta e quando voltou seus olhos se encontraram ao livro a sua frente.

(criiig ptsss clap ptsssss)

— Precisa ir agora, Merida. Seus pais podem ficar preocupados e logo também estarei de saída.

A garota sorriu, abriu a boca para agradecer o fato de que não levaria nenhuma intimação, ou carta de advertência, e estendeu a caneta dourada para o professor, que a empurrou de volta, fechando a mão de Merida em punho.

—  Já tenho uma coleção, uma a menos não fará falta. Fique com você. Para dar sorte na prova — ele piscou e então o silêncio tomou a sala.

(clapt clapt claaaarp hummg)

Merida pegou sua mochila, enfiando o livro e sua nova caneta dentro dela. Novamente jurou ter ouvido passos ecoarem, ou talvez murmúrios nervosos.

— Consegue sair pela janela? Quero dizer… acho que algum cachorro deve ter entrado pela entrada principal, ouviu algum murmúrio? Pois bem, eu também. Melhor dar um pulinho da janela. Tem uma trepadeira. 

Ela achou estranho, mas não questionou o adulto e sua mente — em algumas vezes os adultos estavam certos. Concordou, jogou a mochila por sobre o ombro, agradecendo mais uma vez e se apoiou na beira da janela, logo encaixando os pés na parede e arriscando um salto. Ar entrou em seus pulmões pela adrenalina de segundos, sufocando um gritinho. Seu corpo sentiu um baque surdo ao cair em cima da mochila. Machucar não se machucou, mas pelo impulso sabia que sentiria dor no pescoço pela manhã.

Merida limpou a grama seca que grudou no casaco e olhou para a janela de vidro. O professor a encarou mais uma vez, seus olhos com sono, seu sorriso cansado, então ele fechou, tanto a janela quanto sua expressão facial. E então, num passo à frente da janela, ele sumiu e Merida tomou o rumo até sua casa, desviando de dois carros com motoristas bêbados, ignorando os garotos populares nas portas das baladas e acariciando um gatinho na calçada de sua casa antes de entrar em seu lar, de mansinho, livrar-se daquele peso de roupas e sentar-se em sua escrivaninha para ler o mais novo livro que seu querido professor lhe emprestara.

Num bocejo a garota puxou a caneta dourada de sua mochila, junto do livro, o qual num toque em falso deixou uma folha amarelada e dobrada cair de dentre suas páginas. Ela enrugou o cenho e abaixou, pegou a folha, cheia de questionamentos. A folha então se abriu em uma, duas, três, quatro, cinco vezes e revelou

*** 

 o mapa, ou planta, da escola, mas, sabe, não sei se foi engano, se estava lá antes. O livro é de arqueologia, porque diabos uma planta antiga da escola estaria enfiada nele?

Jack olhou novamente para a folha amarelada já aberta novamente no gramado após a garota explicar exatamente como o achou, com uma grátis demonstração.

— Talvez ele tenha usado como marca páginas. Cê sabe, gente velha é meio biruta. Mas olha só, isso é um tesouro, a gente pode aprontar. Tem os dutos de ventilação aqui — ele apontou para uma área do mapa — a gente pode por algo bem fedido pra assustar os professores, os alunos e...

— Eu acho que eu devo devolver o mapa pra ele. Deve ter sido engano, Jack. Você não acha não?

— Você realmente acha que é ou está tentando se convencer?

(você realmente acha que é)

—  Queria me convencer — ela olhou para a grama — Acho que tinha mais alguém aqui ontem além de nós dois. Quando saí e ele saiu de perto da janela… bom… eu não sei se era realmente um animal lá. Eu acho que tem alguma coisa errada. Eu ouvi alguns barulhos. Acho que eram armários sendo abertos. Talvez portas.

— Por isso perguntou da minha arma? 

— Ele parecia preocupado. Acho que tem alguém o perseguindo.

— E você não acha melhor falarmos com o David? 

(ou está tentando se convencer?

Merida olhou fundo nos olhos de Jack e então um estrondo ecoou pela região do colégio e vidro, exatamente daquela janela a qual a garota tinha saltado na noite anterior, estilhaçou e voou para o gramado como se fosse flocos de neve cintilantes nos raios do sol. Jack puxou Merida para perto como se pudesse protegê-la de se cortar. Gritos ecoaram, alarmes foram acionados e sirenes já podiam ser ouvidas bem, bem longe.

(Queria me convencer)

A garota, com o coração na boca, olhou para a janela, olhou para o vidro espalhado no chão e viu sangue em um dos estilhaços. Seu coração se apertou. Sua barriga embrulhou e seu sentido aguçou.

(alguma coisa errada)


Notas Finais


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