História Mistérios de Frost Ville - II - Capítulo 2


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Categorias A Família do Futuro, A Origem dos Guardiões, Como Treinar o seu Dragão, Enrolados, Os Incríveis, Valente
Personagens Jack Frost, Mérida, Personagens Originais, Rapunzel, Soluço, Violeta Pêra, Wilbur Robinson
Tags Como Treinar Seu Dragão, Crossover, Drama, Enrolados, Ficção, Frio, Hiccup, Inglaterra, Jack, Merida, Mistério, Os Incríveis, Policial, Rapunzel, Romance, Soluço, Suspense, Valente
Visualizações 19
Palavras 1.139
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O segundo capítulo.

Capítulo 2 - Igual da última vez.


Fanfic / Fanfiction Mistérios de Frost Ville - II - Capítulo 2 - Igual da última vez.

Policiais, em questão de minutos, já andavam apressados pelo prédio estudantil, interditando todo o perímetro do local. Alunos se afastavam, professores se alarmavam e pessoas se aglomeravam no gramado recém cortado do prédio escolar. Merida dobrou a folha novamente, mais amassando-a do que organizando-a. Levantou num tropeço, jogando a mochila pelo ombro e correndo para dentro do recinto.

***

Só de entrar no prédio novamente meu estômago parecia se socar com agulhas. As pessoas saíam e eu entrava. Pareciam andar em câmera lenta, encarando-me com olhos vazios e molhados de lágrimas, assustados e nervosos. Para mim, cada passo parecia como andar numa corda bamba, como se o chão fosse quebradiço e leve. Olhar para frente me trazia náuseas, pois as paredes pareciam aumentar de tamanho e os corredores pareciam ficar mais longos. De repente diminuíam e logo triplicavam de tamanho num piscar de olhos.

Percorri o percurso, subi as escadas, atravessei o resto dos corredores e vi a porta daquela salinha toda decorada aonde não estive nem há menos de 12h atrás. Policias discutiam, legistas perambulavam com suas câmeras fotográficas, faixas interditavam o perímetro e, quando eu estava a menos de 200 metros daquela portinha de madeira, uma maca estava saindo de dentro da sala com dois homens e

— Ele não sobreviveu — senti, num sobressalto, as mãos longas, pesadas e reconfortantes de David nas minhas costas. Eu conhecia aquele toque de “fique tranquilo” de qualquer lugar.

Olhei para David com dúvida, como se não soubesse do que ele estivesse falando. Eu sei que a forma que seus olhos verdes me encaravam era de pena.

— De quem é o corpo? — perguntei, sabotando-me. Afinal, quem disse que não poderia ser de

— John Brown — disse David por fim, olhando para seu bloquinho de anotações — Parece que ele era professor. Ele era seu professor?

(ele era seu professor?­)

Para mim, em segundos, David não passava de um sussurro. Desviei de todas aquelas fitas amareladas coladas na porta e entrei na sala. O cheiro era ainda amadeirado e velho, com um pingo de pólvora e um toque de sangue. Alguns livros das estantes estavam jogando no chão. Em uma das paredes os quadros estavam tortos e um ou outro estilhaçado no chão. Caminhei lentamente pelo chão amadeirado, longe da janela estilhaçada e da poça de sangue que agora o sol refletia e coagulava com o seu calor. A cadeira que sentei há menos de horas estava jogada. Os papéis que antes estavam organizados em montes, agora formavam um tipo de tapete pisoteado no chão. Canetas estavam espalhadas, gavetas abertas e armários escancarados. Meus olhos estavam molhados, e só de olhar novamente para a poça de sangue eu consegui sentir medo e enjoo.

— Não há sinais de arrombamento — ouvi a voz de Jack atrás de mim — Quem fez isso conhecia ele.

Virei-me em sua direção. Seus olhos estavam vidrados novamente, numa mistura de entusiasmo e seriedade.

— Ele deixou entrar ­­— completou David — Provavelmente eles conversaram, a conversa não saiu do jeito que nossos suspeito queria e ele ficou enfurecido — seu dedo indicador apontou para as estantes, os livros jogados no chão e os armários escancarados — O maluco decidiu surtar, procurar algo, talvez deixar seu professor emputecido — ele apontou então para os papéis, para as cadeiras jogadas, os quadros caídos e a mesa varrida e bagunçada — Ou ele realmente ficou puto e atacou o suspeito, ou o suspeito ficou puto e atacou seu professor. Eles lutaram, se jogaram de um lado para o outro até que pararam. Seu professor ficou em pé perto da janela e

— O homem puxou uma arma e atirou nele.

Legistas entraram novamente com suas câmeras e maletinhas. David os encarou, voltando os olhos para nós e então disse:

— O tiro foi na barriga. O assassino parecia estar em dúvida se o matava ou não. Eu ainda não sei muita coisa, eles ainda estão averiguando. Não é melhor vocês irem para casa? Eu os aviso se houver algo novo.

Jack concordou e segurou minha mão. Dois dos legistas chamaram David, que se despediu e seguiu até os homens. Jack e eu saímos da sala e do prédio. A noite anterior repetia-se na minha cabeça como um filme no replay. Quando notei, Jack largou minha mão e, quando olhei para frente, saindo dos meus devaneios, vi nossos amigos. Soluço com seu novo par de óculos, Wilbur com os braços em torno do pescoço de Violeta e Rapunzel com seu vestidinho rosa de verão.

Aproximei-me devagar enquanto ouvia Wilbur falar.

— ... escola tem que alguém sempre acaba morrendo?

— O que ele disse? — intrometi-me.

— Eu perguntei o que diabos essa escola tem que alguém sempre acaba morrendo? É a segunda vez.

— Quem morreu? — perguntou soluço, e empurrou os óculos pelo nariz com a ponta do dedo.

(John Brown)

— Nosso professor de arqueologia — engoli em seco e passei a mão pelo pescoço — Ele foi assassinato agora cedo. Parece que... alguém veio querendo algo que ele não quis dar.

— Dinheiro? — sugeriu Rapunzel — Talvez ele estivesse devendo algo.

— David disse para que esperássemos — ouvi Jack dizer — Disse que nos avisaria depois.

— Vocês procuraram algo lá? — perguntou Violeta — Viram algo de interessante? Quero dizer, nós sempre vemos algo que ele não viu.

Eu neguei.

— Não deu tempo. Só vimos bagunça. Os papéis estavam pisoteados, um dos pés era do professor e o outro do assassino, talvez isso ajude. O prédio não tem câmera, então não tem registro.

Soluço pigarreou, coçou o nariz e olhou para Jack.

Jack olhou para Soluço.

Eles sorriram. E então disseram:

— Vamos voltar hoje à noite!

A animação em seus rostos era explícita. Soluço com o sorriso torto e perolado e Jack com os olhos expressivos e os lábios curvados e dóceis. Parecia até que se conheciam desde o jardim de infância. Que dormiam na casa um do outro nos fins de semana, num acampamento imaginário no jardim de casa, e que de dia compravam bombinhas e amarravam em bonequinhos para verem explodir.

Então, em seguida, Wilbur sorriu.

Violeta revirou os olhos.

Rapunzel enrugou o cenho.

E eu

— não sei...

Soluço olhou para seu relógio de pulso e o acertou no mesmo minuto.

— Igual da última vez — disse olhando para o relógio — Nos encontramos aqui, na parte de trás do prédio, o que acham? Duas da manhã?

— Uma e meia — disse Jack — Tragam suas coisas, para caso precisemos.

— Vocês têm certeza que não vai ter ninguém de vigia no prédio? — argumentou minha amiga, mexendo nos cabelos louros, inquieta — Quero dizer, é uma cena de crime agora. As aulas vão ser suspensas e o prédio fechado.

— Nós sempre demos um jeito, não é agora que não vamos dar, não é mesmo? — Wilbur rebateu — O importante é estarmos juntos.

E então ele estendeu o braço desocupado entre nós, abrindo sua mão.

Violeta colocou a mão dela em cima da dele.

E então Jack.

Soluço.

Rapunzel.

E eu.


Notas Finais


Gostou?? :) Direto ao ponto.


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