História Mistérios de Frost Ville - II - Capítulo 3


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Categorias A Família do Futuro, A Origem dos Guardiões, Como Treinar o seu Dragão, Enrolados, Os Incríveis, Valente
Personagens Jack Frost, Mérida, Personagens Originais, Rapunzel, Soluço, Violeta Pêra, Wilbur Robinson
Tags Como Treinar Seu Dragão, Crossover, Drama, Enrolados, Ficção, Frio, Hiccup, Inglaterra, Jack, Merida, Mistério, Os Incríveis, Policial, Rapunzel, Romance, Soluço, Suspense, Valente
Visualizações 13
Palavras 1.488
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, tudo bom? Mais um capítulo!
Eu gosto muito de escrever ouvindo alguma música de fundo, um trilha sonora, então se gostarem também e quiserem me acompanhar, vou disponibilizar o vídeo do soundtrack que eu ouvi dessa vez para o capítulo :) chama-se:

STARLESS SKY - Best Of Epic Music Mix | Powerful Beautiful Orchestral Music | Twelve Titans Music

Boa leitura!

Capítulo 3 - A caneta e seu enigma.


Fanfic / Fanfiction Mistérios de Frost Ville - II - Capítulo 3 - A caneta e seu enigma.

Merida acendeu a luz de seu abajur enquanto sentava em sua mesa. Ela prendeu os cabelos ruivos num rabo de cavalo e pegou a planta amarelada de dentro da bolsa, a abriu e estendeu a sua frente. Olhou para aqueles rabiscos e imagens e, depois de um momento, torcendo os lábios, levantou e apoiou a planta na parede. Segurou ela com uma das mão e com a outra, abaixando-se, pegou uma fita crepe da gaveta. Cortou quatro tirinhas com os dentes e as prendeu, na parede, uma em cada ponta da planta. Afastou-se então, cruzando os braços, e observou o mapa mais uma vez, balançando a cabeça em aprovação, como se satisfeita com uma obra finalizada.

Ela guardou a fita crepe, fechou a mochila, apoiando-a na cadeira e então a campainha tocou. Merida desceu de dois em dois degraus até a porta de entrada, olhou no olho mágico, destrancou as travas e abriu a porta. Não estava surpresa, não expressava surpresa, mas sentia seu coração bater mais rápido, como se fosse um assaltante e não

— David.

— Sei que está tarde, mas preciso falar com você.

O ambiente parecia mais quente. Suas bochechas pareciam mais quentes.

— Por quê?

David apoiou o braço na porta e suspirou.

— Merida, encontraram sua digitais na sala do seu professor. O que estava fazendo lá?

O homem parecia mais nervoso. Ao final da pergunta já estava sustentado novamente pelas duas pernas, passando as mãos no rosto e nos cabelos, como se removendo uma camada de sujeira e desapontamento. Merida abriu a boca, mas a fechou.

— O que estava fazendo lá, afinal?

— Não fui eu. Olha, David, pode tirar esse cavalinho da chuva. Não fui eu, você tá maluco? Eu fui lá sim, fui lá ontem à noite, mas só. Conversei com ele e... Olha, eu tenho um álibi de hoje, mas que droga! Jack estava comigo! Eu não entrei nem saí tão rápido desse jeito, você...

David suspirou, passou novamente a mão no rosto e a apoiou no ombro de Merida, apertando-o gentilmente.

— Eu sei que não foi você, mas eles não sabem, entende? Você não ter contado antes deixou eles com o nariz torto, você sabe como eles são. Então eu vou precisar que você venha comigo, entende? Você conhece o esquema. Vai me contar lá o que aconteceu, exatamente o que aconteceu ontem à noite. O resto você já sabe. Ok?

Merida cruzou os braços, encolhendo-se. Olhou para dentro de casa, para a parede decorada com quadros e relógios de madeira.

(00h01)

— Tudo bem. Só deixa eu pegar minha mochila.

Ele esperou e ela subiu. Merida pegou sua mochila, a caneta de cima da mesa e olhou uma última vez para o mapa antes de descer e entrar no carro com David.

***

A sala de interrogatórios estava extremamente gelada. Apesar de não conseguir ver, Merida sabia que do outro lado da parede espelhada policiais perambulavam, telefones tocavam e documentos saíam e entravam das salas do tenente, delegado e secretários de minuto a minuto e hora em hora.  

David checou a câmera no canto do teto, olhou uma última vez para seu celular e deu dois toques com os dedos no espelho antes de se sentar de frente para Merida, que estavam então separados apenas pela mesa de ferro fixada no chão.

— Bom — ele começou, cruzando os dedos das mãos e apoiando na mesa — Você esteve na sala do seu professor ontem à noite?

— Sim.

— Que horas?

— 23h40, se não me engano.

— E o que foi fazer lá?

Fixamente, ela olhou fundo nos olhos do homem.

— Estudar. Eu estava preocupada com uma prova de hoje, da matéria dele. Eu estava indo para a biblioteca, ia pegar um livro, quando ele me encontrou. Pediu para que eu fosse com ele para a sala dele e eu fui. Ele perguntou o que eu fui fazer lá e eu me expliquei. Ele riu. Nós conversamos. Disse que eu não precisava me preocupar com a prova. Ele me disse que estava lá para resolver uns problemas, trabalhos, essas coisas. Não questionei. Eu acreditei. Logo depois ele pediu para que eu fosse embora alegando que estava tarde e que logo ele também iria.

David olhou para alguns papéis e então voltou a olhar para Merida.

— Havia algo de anormal? — perguntou em seguida.

— Ele parecia preocupado. Parecia cansado, talvez um pouco alarmado. Quando me encontrou estava surpreso, mas não é para menos. Mas é como se fosse encontrar algo mais... assustador, sabe?  — ela se encostou na cadeira — Quando estávamos na sala dele, eu acho que ouviu alguns barulhos, como se tivesse mais alguma coisa dentro do prédio. Ele escutou também. Foi quando pediu para eu sair. Ele disse que devia ser um animal, e eu acreditei.

— Você viu se realmente era um animal?

— Não.

 — Ele disse ou lhe deu algo comprometedor ou que possa nos ajudar?

Merida hesitou, olhou para o espelho e então voltou os olhos para David.

— Nada. Não me lembro de nada.

— E hoje? Você o viu ou falou com ele?

— Eu o vi quando cheguei no colégio, mas só. Eu o vi entrando no prédio. Parecia normal.

— Que horas era?

Ela enrugou o cenho e se inclinou para frente, bruscamente.

— Mas que merda, era 11h45, David.

— Aonde estava no horário da morte? Você entrou no prédio? Esqueceu alguma coisa na sala do seu professor e voltou pra buscar? Alguma coisa saiu fora do seu controle?

— O quê?

— Por favor, responda a pergunta.

Merida passou a mão no rosto, como se aquilo fosse conter qualquer vestígio de nervoso ou raiva que começara a sentir.

— Eu estava no jardim com Jack Frost! Eu não entrei no prédio. Eu não sai dali. Eu não matei ele! Que merda é essa, você me conhece!

David não perdeu a postura.

— Além de Jack Frost, alguém mais pode provar o seu álibi?

Novamente a garota passa uma das mãos no rosto.

— Duas meninas. Não. Três meninas. Com cabelos trançados, vestidos rosas... Acho que eram mais novas. Tinham bolsas da barbie. Olhe nos registros escolares, eu não lembro o nome delas e não tenho obrigação disso, mas elas passaram perto. Uma delas olhou para Jack e para mim. Este é meu álibi se não acredita nele também. Acabamos por aqui?

David fez uma pausa. Alguém do outro do espelho soltou um códigos de batidas. O homem levantou e foi até a porta. Ficou ali por alguns minutos e logo voltou para perto de Merida com uma folha em branco.

— Duas últimas coisas — ele sentou novamente e deslizou o papel branco pela mesa, na direção da garota — Esse sapato que está usando é o que usou hoje e ontem à noite?

— Sim.

— Vou precisar que forme uma pegada em cima dessa folha.

Ela balançou a cabeça. Não em negatividade, mas em desapontamento. Ela levantou, jogou a folha no chão, pisou com força, a pegou de volta e entregou para David, jogando-se novamente na cadeira.

— O que mais, David? Quer minha saliva? O que acha agora? Que fui em um encontro às escura com o meu professor e matei ele para que ele não saísse contando? Quer a minha saliva para saber se não beijei ele?

Ele parecia assustado, impressionado, mas mesmo assim não perdeu a postura.

— Você veio e colaborou conosco. Só assine aqui e pode ir embora.

Levantando novamente, David deslizou pela mesa um papel informativo com uma linha no final.

— Precisa de uma caneta?

Ela negou. Pegou a mochila e retirou sua caneta dourada de um dos compartimentos pequenos. David se virou e voltou para a porta. Merida pegou o papel e click, preparou a caneta. Apoiou sua ponta na linha e começou a escrever a primeira letra de seu nome, mas a tinta não se deu o trabalho de dar as caras. Tentou novamente, e nada. Ela parou e olhou para a caneta.

(Já tenho uma coleção)

— Por quê...

(uma a menos não fará falta)

...uma caneta sem tinta?

(Fique com você)

Ela olhou para a caneta. A virou em todos os sentidos. Olhou para David novamente, o qual aos seus olhos parecia preocupado e distraído conversando. Olhou a caneta novamente, passando o dedos em todo o seu corpo. Sentiu uma elevação em sua base, então a apertou. Na cabeça da caneta, no mesmo lugar aonde aciona sua ponta, luz negra surgiu, como uma pequena lanterna.

(ele disse ou lhe deu algo comprometedor?)

Ela colocou a caneta em cima da folha, confusa, assustada. A caneta rolou e parou em cima da linha de assinatura. A inicial de seu nome apareceu num passe de mágica.

A pequena luz negra estava apontada para ela.

Merida olhou para David e num pulo jogou a caneta novamente dentro da bolsa. Em questões de segundos ele virou para a garota. Estava alarmada, nervosa e entusiasmada, apesar do disfarce. Para ele, parecia devidamente normal naquela situação.

— Você não assinou ainda?

Ela sorriu, como um desafio.

— Minha caneta não está funcionando. Pode me emprestar a sua?


Notas Finais


E então, o que acharam? Comentem se puderem, deem sugestões, dicas e afins. E, claro, façam suas apostas, joguem suas teorias! O que há por vir?


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