História Mistérios de Frost Ville - II - Capítulo 4


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Categorias A Família do Futuro, A Origem dos Guardiões, Como Treinar o seu Dragão, Enrolados, Os Incríveis, Valente
Personagens Jack Frost, Mérida, Personagens Originais, Rapunzel, Soluço, Violeta Pêra, Wilbur Robinson
Tags Como Treinar Seu Dragão, Crossover, Drama, Enrolados, Ficção, Frio, Hiccup, Inglaterra, Jack, Merida, Mistério, Os Incríveis, Policial, Rapunzel, Romance, Soluço, Suspense, Valente
Visualizações 17
Palavras 1.392
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capítulo novo!

Capítulo 4 - Desenhos, textos e números.


Fanfic / Fanfiction Mistérios de Frost Ville - II - Capítulo 4 - Desenhos, textos e números.

(01h03)

A atmosfera do lado de fora da delegacia estava coberta pelas luzes das sirenes. Um segundo vermelho e outro azul. Merida saiu de dentro do prédio e soltou a porta de vidro. Olhou para as viaturas ali paradas e sem nem pensar duas vezes começou a andar pela calçada. Ela suspirou fundo, como se não o fizesse a muito tempo. Como se dentro da delegacia o ar fosse podre e escasso e aquela fosse sua única chance de aproveitar e realmente deixar o ar limpo invadir as suas narinas.

A noite estava quieta.

Merida chutou uma pedra que estava no caminho. Estava furiosa por dentro. Furiosa com o que aconteceu dentro da sala de interrogatório, de como David havia sido

— Escroto — resmungou, e então chutou outra pedra.

Uma brisa atravessou o seu rosto e então ela olhou para frente, puxou a lateral da mochila, ainda mantendo-a nas costas, e pegou o cigarro que Jack lhe dera mais cedo naquele dia. Soltando a bolsa, ela colocou o cigarro entre os lábios e o acendeu com um isqueiro, protegendo a chama com uma das mãos. Merida tragou-o e soltou a fumaça lentamente, arrancando-o dos lábios e segurando-o frouxamente entre os dedos conforme caminhava.

Um morcego sobrevoou a rua e um carro avermelhado e em muito bom estado passou, iluminando a rua com um horrível farol alto. Por vagos segundos Merida viu uma sombra logo atrás, um pouco antes do carro sumir. Ela parou de repente. Tragou novamente o cigarro, soltou a fumaça e entrou num beco (que ficava entre uma casa e uma cafeteria). Andando mais um pouco, em passos suaves, ela apagou o cigarro na parede úmida, e a ponta alaranjada se esvaecendo lentamente fora a primeira e última iluminação que aquele beco tivera até o amanhecer.

Merida parou e jogou a bituca no chão com um peteleco.

Em questões de segundos, talvez seu recorde, Merida largou sua mochila no chão e virou-se, dando três longos passos.

Você deu azar — ela se ouviu dizer, socando o rosto do sujeito que a estava seguindo. Segurou-o pela gola da camisa e o prendeu contra a parede — Esqueceu que luz provoca sombra? Eu juro que posso quebrar o seu nariz se você não der o fora.

Ela ouviu um resmungo.

Ela conhecia aquele resmungo.

— Merda. Ô Merda! — Merida soltou Jack, passou a mão por seus cabelos e terminou no rosto — Eu sinto muito. Eu achei

— Que algum maluco estava te seguindo, eu sei, eu sei — ele limpou o sangue do nariz com a manga da blusa — Eu devia ter pensado nisso.

Merida pegou a bolsa do chão.

— Eu não errei. Você é insano e estava me seguindo — ela passou a mão pelo rosto e balançou a cabeça — Merda, por quê? Como sabia aonde eu estava?

Jack fez um sinal com a cabeça, atravessou o beco e saiu novamente na rua. Merida o seguiu. Eles caminharam um ao lado do outro. O ambiente estava novamente cercado de luzes e o nariz do garoto estava levemente avermelhado.

— Desculpa se te assustei. Eu estava indo para a sua casa te encontrar antes de irmos para o colégio e vi David na porta. Me escondi e minutos depois você entrou no carro com ele. Você sabe, ele não corre, então segui vocês e deu na

— Delegacia. Entendi. Esperou e decidiu me seguir. Ia me chamar e eu te bati.

Jack deu de ombros.

(01h24)

O que ele queria com você?

Ela contou cada detalhe.

— Você não deu o mapa pra ele, não é? Eu te conheço.

— Acho que a planta é importante.

— O que te fez mudar de ideia?

— Quando estávamos na cena ontem de manhã estava tudo bagunçado. A pessoa deixou a sala de pernas pro alto. Não foram todas as estantes revistadas. Você notou? Não? Eu vou mostrar hoje. E, bom, se a pessoa não estava procurando a planta, então ela estava procurando

Merida abriu a mochila e pegou a caneta de dentro — Isso.

Jack encarou Merida. Não parecia surpreso, mas também não estava convencido.

— Você tá brincando, né, gata?

Ela negou.

— Eu vou mostrar.

 (01h45)

Mas antes mesmo de agir, os amigos entraram em campo e acenaram e logo todos estavam juntos abaixo da janela quebrada e enrolada de fita amarela. Merida guardou a caneta novamente. Preocupados, eles perguntaram porque a demora. Num momento Jack e Merida se alternaram e explicaram, no outro, todos já estavam fazendo pezinho e se agarrando na trepadeira para se jogar para dentro da sala. Violeta foi primeiro, passando com facilidade e Wilbur foi depois. Os outros seguiram e Merida foi a última.

A sala estava escura e no mesmo estado de algumas horas antes (as únicas diferenças era o sangue que havia sido limpo e os cacos de vidro catados). Soluço acendeu a luz. Todos estavam de luva por causa do frio — e as digitais. Cada um foi para um canto. Jack olhava os papéis pisoteados do chão. Violeta cuidadosamente olhava as tralhas dos armários. Soluço e Rapunzel analisavam as estantes de livros. Wilbur olhava os quadros e tocava as paredes e Merida contornava a mesa lentamente, várias vezes, como se a caminhada fosse lhe trazer respostas inimagináveis.

Merida passou a mão pela superfície amadeirada e sentou na cadeira de  seu professor. Olhou para as gavetas escancaradas. Havia de tudo ali dentro: Papéis, fitas, lápis, grampos, um molho de chaves.

(um molho de chaves)

Ela pegou. Na outra gaveta não havia nada além de recibos, pastas e papeladas. Levantando novamente, Merida enfiou a chave no bolso e voltou a olhar para a mesa, sem sucesso. Afastou-se então tirou algumas fotos dos cantos da sala com o celular. Registrou cada detalhe da cena para imprimir e colar na parede depois, no seu quadro de provas, junto da planta que encontrara.

— Então?

Todos saíram de seus devaneios e se juntaram no centro da sala, largando se quer o que estavam fazendo.

Jack pigarreou.

— Nenhum fio de cabelo, pedaço de roupa, objeto perdido. Está tudo intacto. A única coisa são as pegadas registradas no papel. Provavelmente é um tênis, o que não define se é homem ou mulher já de cara.

— Sem marcas nas paredes. Também não encontrei nada oco ou atrás dos quadros. Tudo intacto — completou Wil.

Merida olhou para Violeta e todos seguiram seu olhar. Violeta apenas negou com a cabeça e disse que não encontrara nada de diferente.

— Os livros parecem em bom estado. Nem todos foram jogados no chão, quero dizer — Soluço aponto com o braço sem deixar de olhar para os amigos — Se a pessoa estava procurando algo na estante, ela sabia aonde procurar. Sabia a estante específica. Talvez o livro específico, então entendendo do que eu tô falando?

Todos estavam. Com certeza estavam. Principalmente Jack e Merida que se entreolharam, abismados.

(ela sabia aonde procurar)

(Talvez um livro específico)

Wilbur balançou a cabeça e revirou os olhos.

— Se era a porra de um livro que a pessoa queria, por que ela foi olhar nos armários e nas gavetas? Acorda, Soluço.

Merida segurou o ombro de Wil.

— Não, Wil. Ele está certo. Talvez o suspeito não quisesse só uma coisa. Talvez quisesse duas, ou três. Não só um livro. Algo a mais.

Soluço abriu os braços, impaciente antes de dizer:

— Como o quê? Dinheiro? Jóias? Cartões de crédito, relógios, anéis de ouro, uma

— Caneta! Uma caneta! — Merida sibilou e a luz acabou.

Eles mergulharam em escuridão.

Merda, merda, merda, merda! — Wilbur lamentou —  A gente tá fudido agora. Deve ter disso um guarda. Deve ter sido

O zíper de uma das mochilas ecoou.

A escuridão se foi e a sala foi tomada por uma iluminação negativa, arroxeada.

— Uma caneta — Merida repetiu, quase em um sussurro.

Apesar de ser pequena, a caneta dourada conseguia iluminar uma boa parte da sala. Todos olhavam ao redor, impressionados. Mas Merida não. Ela olhava para mesa. Mas que merda?, pensou e só para ter certeza aproximou-se mais e agachou diante ela, olhando suas laterais, todos seus diâmetros. Na madeira, escritas esbranquiçadas, que antes não estavam ali, surgiram num passe de mágica.

Merida...

Ela levantou o olhar, levando-o para aonde os outros olhavam. Merida levantou do chão e ergueu a caneta.

Todas as paredes — pelo menos os espaços que não estavam tampados por quadros, armários e estantes — estavam cheias de desenhos, textos e números.

Puta que pariu...

Era como se tivessem encontrado um templo antigo.


Notas Finais


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