História Mistrologia - Capítulo 17


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Palavras 2.041
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


KONNICHIWA MINNA!!!
Eae? Bem - cof cof - capítulo novo, Yay!!!
Desculpas à Grasy, atrasei quarenta minutos, disse que ia postar ontem e já passou da meia noite :3
Bem, esclarecendo as coisas, a dança de Libra é como sinais de mão para fazer um jutsu, nesse caso, um feitiço. A dança basicamente desbloqueia um poder, runa e blá blá blá... Só pra não confundir ksks
Acho que o capítulo ficou mais longo que os últimos, não tenho certeza.

Agradecimentos e chocolate para as duas leitoras incríveis que sempre nos vêem nos comentários, Aory e Grasy, eeeeh. Ok.

De qualquer forma, apreciem esse capítulo cheio de interações LibraxEscorpião para vocês 😍

~enjoy~

Capítulo 17 - A Dança de Libra


Fanfic / Fanfiction Mistrologia - Capítulo 17 - A Dança de Libra

Já estavam andando fazia algumas horas e os sapatos de Libra já estavam passando a ser um incômodo. Saíram cedo do Instituto e Escorpião não cedeu a nenhum pedido para uma pausa feito pelo mais velho, a única opção era seguir andando sem rumo até achar algum problema no mundo mundano. 

O libriano estava satisfeito por receber a possibilidade de sair do cotidiano, porém não preocupava-se em esconder o desagrado que aflingia-o por não possuir um objetivo, mesmo assim continuava forçando-se a seguir o de cabelos negros. 

Até o momento na viajem, nenhum direcionou mais de uma frase ao outro, apenas um comentário ou outro sobre a fome e o cansaço que os dominava. A dor era suportável, mas ambos já estavam ficando desidratados e famintos, um intervalo não causaria problemas.

O de heterocromia diminuiu o passo, passando a observar a paisagem. Andavam por uma pequena estrada de terra cercada por campos verdes e férteis dos dois lados, no horizonte podia-se ver pequenas casas e algumas fazendinhas espalhadas e distantes. Já amanhecera desde que iniciaram a jornada e no momento o sol brilhava forte o suficiente para deduzir-se que já estavam por volta de meio dia. 

Ao longe, Libra avistou uma árvore consideravelmente grande, cuja as folhas projetavam uma ampla sombra e acolhedora temperatura. Um sorriso formou-se nos lábios do libriano quando esse percebeu que a planta poderia ser frutífera.

Correu até o companheiro e agarrou o pulso dele bruscamente. Escorpião se assustou com o ato inesperado do amigo, mas não tentou se desprender. Poupou a voz e apenas arqueou uma sombrancelha, gesto que demonstrou o suficiente de sua curiosidade para Libra que achou melhor não falar nada. O libriano sabia que não conseguiria argumentar contra o escorpiano, então decidiu apenas puxar a mão do outro, levando-o consigo. 

Incrivelmente, o policial não reclamou até a metade do caminho, seguindo com inexpressividade.

- Onde vamos? 

Libra fingiu raiva e voltou uma expressão emburrada para o companheiro. Largou o pulso alheio e formou um biquinho com os lábios. 

- Eu estou com fome, não que você se importe. 

A máscara de Escorpião caiu e ele mostrou um pequeno desentendimento, ele discordava mas nada respondeu, o que apenas frustrou ainda mais o de heterocromia. 

"você podia ao menos fingir que gosta de mim, Escorpião"

O silêncio que repousou sobre ambos deixou o clima desconfortável entre eles. Um Libra chateado aproximou-se da agora reconhecivel figueira, deixando um Escorpião arrependido para trás. 

"Se eu demonstrasse o quanto me importo, eu te perderia, Libra"

A tensão no ar era palpável. Sentaram-se perto um do outro para dividir a comida ao pé da árvore. Antes da partida, arrumaram as mochilas rapidamente, e no momento só tinham algumas barras de cereais para ingerir. Escorpião pegou de sua mochila duas barras e garrafas de água, enquando observava o amigo pelo canto do olho.

Sentia que uma pequena ferida havia sido aberta, mas não tinha coragem de fazer alguma coisa para fechá-la, como um cirurgião inexperiente com medo de acabar piorando ainda mais a situação do paciente. 

Se detinha a observar o mais velho, como o azul cristalino e o âmbar refletiam os finos raios de Sol, como seus lábios um pouco rachados pela desidratação o atraiam, como seu rosto parecia ter sido perfeitamente esculpido por Fray ou Vênus, como seus cabelos um pouco compridos e sedosos dançavam com o vento, jorrando um delicioso aroma de morangos. 

Não eram poucas as vezes em que se perdia na beleza do libriano, talvez fosse coisa da sua cabeça sentir essa atração, mas ele tinha total consciência dos seus sentimentos. Por mais que tentasse ser discreto, percebera que falhou miseravelmente quando Libra o encarou com a boca cheia e uma sombrancelha erguida em sinal de descrença. 

- Que foi? 

Escorpião conseguiu manter a calma e não ruborizar com uma grande força de vontade. Prensou os lábios um contra o outro, sem deixar de olhar nas íris coloridas do outro, e rapidamente procurou por uma desculpa válida. 

- Nós sequer sabemos o que estamos procurando. - comentou com grande diferença, o que acendeu uma pequena chama de irritação no outro. 

- Agora conta uma novidade! 

- E se não descobrirmos o que estamos procurando até o final do dia? - tentou fazer com que o outro chegasse ao problema por conta própria. 

- Então procuramos no dia seg.. Onde vamos passar a noite? - indagou agora um pouco sobressaltado e apavorado. 

- Exatamente. 

O libriano se virou para frente e olhou para cima, murmurando baixinho para si mesmo, pensando que Escorpião não ouviria. 

- Sabe, seria bom me dar soluções em vez de problemas. 

Aquilo apenas abalou mais ainda o escorpiano. Ele já estava ressentido pela estranha pequena discussão que tiveram mais cedo, e entendia que Libra gostava de atenção, mas tinha medo de deixar transparecer algo que poderia ameaçar a amizade dos dois. Ao mesmo tempo que tentava manter essa "ameaça" em segredo para não perder o amigo, Libra ficava cada vez mais distante. Era uma faca de dois cumes. 

Um dia ele contaria, o problema é que não tinha certeza de quando esse dia chegaria, talvez quando o mais velho estivesse se casando feliz com uma bela semideusa, ou até mesmo uma mundana doce e adorável. 

Escorpião acomodou as costas no tronco da árvore e fechou os olhos enquanto erguia a cabeça para cima. 

- Eu te daria a solução se a tivesse. 

A fala soou alto o suficiente para o outro ouvir, mas ainda assim baixo. 

Libra sentia-se desconfortável com o tipo de diálogo que andavam tendo ultimamente, ainda eram absurdamente próximos e íntimos, mas o libriano sentia que o escorpiano parecia...diferente. Alguma coisa havia mudado com seu Escorpião e ele iria descobrir. 

 Comeram suas barrinhas e permaneceram alguns minutos parados até um Libra inquieto começar a mexer em sua mochila, desprendendo Kai do tecido, abrindo cuidadosamente o fecho que o mantinha firme no lugar. Continuou sem importar-se com o par de olhos curiosos que seguia-lhes cada movimento. 

Com o cajado em mãos, andou alguns passos afastando-se da figueira e parou quando achou o terreno suficientemente plano para executar movimentos rápidos sem escorregar ou tropeçar. O escorpiano apenas acompanhava-o com o olhar, não gostava de intrometer-se nas atividades dos outros, mas Libra despertava um interesse reconhecido pelo policial. 

O libriano suspirou e se posicionou com os dois pés juntos, cravando Kai a sua frente. Permaneceu imóvel por alguns segundos, fechou os olhos por um longo minuto. Depois que sentiu-se estável, segurou o artefato na mão esquerda, de modo que o bronze da parte inferior ficasse próximo a sua cabeça e a zirconia apontada para o chão. 

Nos últimos dias andava treinando loucamente e isso acabou tornando-se um dos seus passatempos favoritos. Sentia bem sempre que lutava, não importando quem o assistia, mas dessa vez o público era especial

A pedra branca soltou uma leve luz e Libra manteve os olhos fechados. 

"Como pode ser dramático e incrível ao mesmo tempo?" eram palavras que preenchiam a mente de Escorpião. 

O Libriano andou lentamente alguns passos para frente, examinando o espaço ao seu redor não muito detalhadamente. Com o objeto brilhante de madeira em mãos, começou a movimentar-se em ritmo a uma música que só seus ouvidos poderiam apreciar. 

"Uma...dança? Libra dança?"

Seus movimentos pareciam ter sido perfeitamente ensaiados e coreografados ao som de uma melodia calma e bela. Conforme se movia, a zirconia brilhava deixando uma trilha luminosa por onde passara, como se estivesse desenhando no ar. 

Estivera ensaiando aquelas técnicas fazia semanas - todos os dias de seu confinamento - e não abriu os olhos uma vez sequer, queria deixar Escorpião apreciar os efeitos que o feitiço lhe causa mais tarde. A empolgação o atiçava o desejo de ter aqueles olhos ônix fixos nele, queria toda aquela atenção para si, todo aqueles pensamentos misteriosos voltados a si,o próprio Escorpião para si. 

A apresentação seguia rápida e ágil, com os movimentos sempre direcionados ao escorpiano que assitia a tudo pasmo e maravilhado. Parou, quando no ar em que rabiscava, um desenho se formou - uma runa. Libra posicionava-se virado para Escorpião, com os olhos abertos brilhando brancos tão intensamente quanto o cajado que segurava.

Escorpião ficara imóvel durante todo o tempo, encarando o Libriano com todo o interesse que possuía, e não mudou de posição quando o mesmo se virou.

Branco e preto se cruzavam. 

- Nada mal! - falou Escorpião com um sorriso travesso e um olhar malicioso. 

Libra, aproveitando o bom humor do outro, estendeu-lhe a mão e deu um meio sorriso. 

- Já que está se achando tanto, por que não me ensina? 

Os olhos negros brilharam e o escorpiano respondendo agarrou a mão do mais velho sem hesitar. 

- Hn, o que eu ganho em troca? 

- Bem..pensamos nisso mais tarde. 

Andaram juntos ao centro do campo, o lugar mais plano que conseguiram encontrar. 

As íris de Libra voltavam ao normal lentamente, mas um brilho ainda permanecia nos olhos. Escorpião tirou do bolso um pequeno fio, que após ser balançado, esticou-se até alcançar o cumprimento de um chicote normal. 

- Ganho pontos extras pela criatividade da arma? 

- Não se preocupe, não irei prestar atenção nisso. 

Um pequeno rumor tomou conta do policial, fazendo Libra soltar uma pequena risada. O mais velho largou Kai no chão e se aproximou do mais alto, colocando uma mão de Escorpião em sua cintura, posicionando sua própria no ombro do de rabo de cavalo e unindo as mãos livres de ambos no ar.

Sempre foi assim, nunca conseguiam guardar rancor do outro por muito tempo. Brigavam, emburravam e depois estavam flertando ou conversando normalmente. 

O de heterocromia sorriu maliciosamente analisando o rosto vermelho de Escorpião e se aproximou da orelha do mais alto. 

- Ainda acha que precisa de uma recompensa? Vamos lá, me ensine. 

Reprimiu a vontade de morder aquele lóbulo e se afastou, sendo surpreendido ao ver o mais novo com um sorriso de canto e os olhos brilhantes com um ar travesso. 

Apertou a cintura do mais baixo puxando-o para mais perto e antes de perder a coragem, guiou a dança. 

- Pensei que não gostasse de fazer isso onde podem nos ver. - comentou Libra. 

- Ninguém vai nos ver aqui e, se acontecer, prefiro que seja com você. 

Foi a vez do Libriano corar, abaixando a cabeça até sua testa encostar no peito de Escorpião. Na maior parte do tempo levavam tudo na brincadeira, mas Libra reconhecia quando Escorpião falava sério, mesmo sem querer demonstrar. 

Os passos eram improvisados e nenhum deles ligava para ritmo, bastava estarem perto um do outro.  

- Deixe-me ver seus olhos. - pediu o mais novo. 

Libra obedeceu hesitante, levantando a cabeça com o rosto vermelho e um sorriso envergonhado. A dança seguiu com ambos apreciando a presença e os olhos um do outro, sem falar uma palavra. 

E o tempo passou...

O céu já estava alaranjado quando Libra saiu do transe de encarar Escorpião e desviou o olhar relutante. 

- Já está tarde, acho melhor irmos ou teremos que passar a noite aqui fora. 

O mais novo assentiu e soltou o libriano de seus braços, mas mantendo as mãos dadas. 

Voltaram à figueira e arrumaram as mochilas. Quando já estavam com Kai, as refeições e os itens inúteis e estranhos que Escorpião insistiu em levar, partiram. 

A noite caiu sobre eles rapidamente, andavam próximos e procuravam por algum lugar onde pudessem se alojar até o amanhecer, talvez uma casa ou uma fazenda no caminho. 

- Ei - chamou Libra - Lá. Aquela casinha, as luzes estão acesas, talvez more alguém. 

Adiante, uma pequena casa de tijolos e madeira branca tinha as luzes do que parecia ser a sala ligadas. Fora a primeira que acharam durante todo o percurso. 

- Vamos. 

Andaram até a porta da casa cuidadosamente, pestanejando quando as escadas da varanda rangeram ao passarem. Libra estremecia de frio e pavor, imediatamente arrependido de sugerir o lugar, Escorpião notando sua impaciência, uniu suas mãos. 

- Está tudo bem. 

Bateu na porta duas vezes, até ela se abrir em um rangido alto. De lá, saiu uma uma idosa, os cabelos grisalhos presos em um coque, os óculos redondinhos na pontinha do nariz e um sorriso no rosto. 

- Olá, meninos! O que fazem por aqui a essa hora da noite? 


Notas Finais


Já perceberam que os capítulos de Libra e Escorpião acabam sempre com os dois abrindo alguma porta?
(Fazer o próximo eles abrirem uma janela 🤔)
Enfim, quero ver vocês nos comentários, seu bando de curioso que quer saber quem é o tio/tia/indivíduo de cabelos coloridos que roubou Kai (ksksk) \o/

Kisu💜
-L


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